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Received — 6 June 2026 Agência Brasil

Ministério abre inscrição para prêmio Melhores Práticas em Jogo

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Estão abertas até o dia 30 de agosto as inscrições para o prêmio Melhores Práticas do Desenvolvimento em Jogo. Podem participar professores e facilitadores de instituições de ensino superior que inovam em métodos pedagógicos, utilizando o jogo Desenvolvimento em Jogo.

A ferramenta foi criada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e executada pela Secretaria Nacional de Políticas de Desenvolvimento Regional e Territorial (SDR). O objetivo de demonstrar que é possível adotar metodologias criativas e acessíveis na formulação e na implementação de políticas públicas.

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De acordo com o ministério, 30 práticas pedagógicas serão vencedoras, sendo três de cada uma das dez categorias do prêmio: Semiárido, Amazônia Legal, Faixa de Fronteira e Vale do Jequitinhonha, entre outras, com a cerimônia de premiação em Brasília.

Na mesma ocasião os premiados poderão participar de um seminário de intercâmbio, para trocar experiências e fortalecer as redes de aprendizagem sobre desenvolvimento regional. Para conferir o edital com as regras, basta acessar aqui

O que é

Inspirado nos jogos de RPG, o Desenvolvimento em Jogo propõe uma abordagem inovadora para comunicar os conceitos da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), tornando o processo de aprendizagem mais dinâmico, interativo e participativo.

Os participantes são divididos em cinco equipes, cada uma representando uma das macrorregiões brasileiras, e desafiados a simular processos de decisão que envolvem diferentes interesses e realidades locais. O objetivo é formar jovens e gestores comprometidos com a redução das desigualdades regionais e com a promoção do desenvolvimento sustentável.

De acordo com o ministério, a experiência estimula a reflexão sobre a diversidade do território nacional e sobre a importância da cooperação entre regiões para alcançar um desenvolvimento equilibrado.

A ferramenta simplifica conceitos e estimula o engajamento da população na construção de políticas públicas, buscando explorar metodologias inovadoras de aprendizagem voltadas à compreensão das políticas públicas e dos desafios do desenvolvimento regional.

“Queremos reconhecer as diferentes práticas, porque não tem um jeito certo ou um jeito único de aplicar o jogo. O prêmio identifica justamente essas várias formas criativas que discutem as questões sobre o desenvolvimento regional, os desafios de tomada de decisão em um colegiado, os imprevistos que acontecem no meio do caminho de um processo decisório. Não tem jeito certo nem errado, tem o jeito de enfrentar as desigualdades dos territórios”, explicou a coordenadora-geral de Fortalecimento de Capacidades dos Entes Federados do MIDR, Taciana Leme.

Segundo Taciana, muitos docentes e facilitadores já utilizam o jogo em salas de aula, projetos de extensão, oficinas, cursos e atividades comunitárias, o que fomenta soluções inovadoras. Taciana ainda destaca a importância do prêmio para o desenvolvimento territorial.

“O prêmio surge como uma oportunidade para registrar essas experiências, compartilhar metodologias e inspirar novas aplicações em diferentes contextos do país. Eu convido aqueles que trabalham com formação de pessoas que se inscrevam neste edital. É uma excelente oportunidade para a gente construir uma rede, um ecossistema de pessoas comprometidas com a redução das desigualdades no nosso país”, afirmou.

Invicto, Brasil enfrenta campeãs olímpicas na Liga das Nações de Vôlei

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A semana de abertura da Liga das Nações de vôlei feminino termina neste domingo (7). A seleção brasileira, uma das anfitriãs da primeira sequência de jogos do torneio, tem pela frente a Itália, atual campeã olímpica e líder do ranking mundial, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, às 14h30 (horário local). O canal da Federação Internacional da modalidade (FIVB) transmite a partida ao vivo.

Na primeira fase da Liga das Nações, que reúne 18 seleções, as equipes fazem 12 jogos em três sedes diferentes, com quatro partidas em cada. Além de receber os duelos desta primeira semana, o Brasil terá confrontos em Ancara (Turquia) e Osaka (Japão). As oito melhores campanhas vão à fase final, em Macau, região administrativa pertencente à China.

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O duelo contra as italianas será o quarto e último do Brasil nesta sequência em casa, em que a seleção comandada por José Roberto Guimarães acumula três vitórias em três jogos. A mais recente na tarde deste sábado (6), sobre a Bulgária, por 3 sets a 0, com parciais de 25/23, 25/17 e 25/13, diante de aproximadamente nove mil torcedores no ginásio da capital federal.

A oposta Tainara, com 14 pontos (11 de ataque e três aces - quando a jogadora saca e as adversárias não evitam que a bola atinja a quadra), foi o principal nome do Brasil na partida. As centrais Júlia Kudiess e Diana também se destacaram, atingindo, cada uma, a marca de cem pontos de bloqueio na história da Liga das Nações, disputada desde 2018.

As vitórias anteriores foram conquistadas sobre Holanda e República Dominicana, nas últimas quarta-feira (3) e quinta-feira (4), ambas por 3 sets a 1. As brasileiras perseguem um título inédito, após três vice-campeonatos, em 2021, 2022 e 2025. No ano passado, o revés na decisão foi justamente para a Itália.

Conversa com o Autor homenageia poeta amazonense Thiago de Mello

By: EBC
6 June 2026 at 20:35

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Vai ao ar neste domingo (7), às 12h30, na Rádio MEC, mais uma edição inédita do Conversa com o Autor. A jornalista Katy Navarro entrevista o poeta, educador e compositor Thiago Thiago de Mello, em programa que celebra o centenário de seu pai, o ícone da literatura Thiago de Mello (1926-2022), e seu primeiro livro de poesias, Uma varanda no meio do rio

Thiago Thiago de Mello nasceu no Rio de Janeiro, mas foi criado na Amazônia, ao lado do Rio Andirá, que banha Barreirinha, cidade no interior amazonense onde nasceu seu pai.

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Durante o programa, ele conta como surgiu a ideia de escrever um livro durante a pandemia que apresenta textos, poemas e letras de músicas, além de cartas, e-mails, bilhetes e fotos de seus antepassados.  

Thiago também festeja o centenário de nascimento do pai, autor de livros célebres que marcaram a literatura brasileira, como Faz escuro mas eu canto, Os Estatutos do Homem e Silêncio e Palavra.

Amadeu Thiago de Mello foi um jornalista e diplomata que foi preso durante a ditadura e se exilou no Chile, onde conheceu Pablo Neruda e Paulo Freire, figuras históricas que influenciaram sua obra. 

Em paralelo ao trabalho na literatura, Thiago Thiago de Mello também está lançando o seu sexto álbum musical, intitulado Nada vai sumir, no qual canta sobre a Amazônia, o poder da memória e a impermanência.  

Sobre o Conversa com o Autor 

Apresentado e produzido pela jornalista Katy Navarro, são quase 30 minutos de uma conversa que gira em torno dos lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros. Em 2023, o programa completou uma década. 

Os episódios da nova temporada também ficam disponíveis em formato de videocast no canal da emissora pública no YouTube. 

Sobre a Rádio MEC 

Conhecida de norte a sul do país como "A Rádio de Música Clássica do Brasil", a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos. 

A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas. Ainda há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa. 

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC. 

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537. 

Rádio MEC na internet e nas redes sociais 

Site: https://radios.ebc.com.br 
Instagram: https://www.instagram.com/radiomec
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Como sintonizar a Rádio MEC 

Rio de Janeiro: FM 99,3 MHz e AM 800 kHz 
Belo Horizonte: FM 87,1 MHz 
Brasília: FM 87,1 MHz e AM 800 kHz 
Parabólica - Star One C2 - 3748,00 MHz - Serviço 3 
Celular - App Rádios EBC para Android e iOS 

Sem-terra plantam 5 mil mudas na semana do Meio Ambiente

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobilizou, nos últimos dias, cerca de 10 mil pessoas, em 15 estados brasileiros, onde realizou uma série de atividades de defesa do meio ambiente, com críticas ao agronegócio.

Segundo a organização, os sem-terra plantaram mais de 5 mil mudas e semearam cerca de 30 toneladas de sementes em Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Sergipe.

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A iniciativa faz parte da Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, que começou na última segunda-feira (1°) e termina neste domingo (7), marcando a Semana Mundial do Meio Ambiente.

Este ano, a jornada teve como lema o mote “combater o agronegócio é cuidar da natureza!” e serve como plataforma para o MST defender a reforma agrária “como solução para o avanço dos cuidados com o meio ambiente”.

Ao mesmo tempo, a organização denuncia o que classifica como “crimes ambientais do agro-hidro-minero-negócio” e os “que exploram os bens comuns da natureza em larga escala”, em um momento em que, na avaliação do movimento, “o agronegócio aprova leis que aumentam a destruição ambiental”.

Incinerador

Neste sábado (6), em São Paulo, o MST promoveu um ato contra a instalação de um incinerador no bairro de Perus, na zona noroeste da capital paulista. Além dos sem-terra, a manifestação reuniu moradores da região, ambientalistas e integrantes de outras organizações sociais.

O incinerador integra o chamado EcoParque Bandeirantes, que a prefeitura de São Paulo pretende instalar no antigo Aterro Sanitário Bandeirantes, em parceria com uma empresa privada.  

O aterro funcionou por 28 anos e teve suas operações encerradas em 2007. Desde então, consta da lista de Áreas Contaminadas em Processo de Remediação (ACRe), da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Além do incinerador, o projeto do EcoParque prevê um biodigestor, uma unidade de compostagem, outra de biossecagem, e uma central mecanizada de triagem de resíduos. E, segundo a prefeitura, visa a “otimização da reciclagem dos resíduos sólidos urbanos, a agregação de valor aos diversos subprodutos gerados, a geração de energia com baixa emissão de GEE e a redução dos volumes destinados à disposição final em aterros.

No entanto, de acordo com o MST, o projeto contraria os interesses de diferentes segmentos sociais que coabitam o bairro de Perus e região, incluindo indígenas que vivem no Pico do Jaraguá, próximo ao antigo aterro sanitário.

“O projeto de instalação do Incinerador em Perus mostra qual é o projeto da burguesia e do agronegócio para o Brasil: para a periferia, para o povo pobre, para os camponeses, para a classe trabalhadora é sempre a poluição, os detritos. Para deixar bonita a área da burguesia, empurram para nós os detritos”, criticou, em nota, Luciano Carvalho, da direção estadual do movimento.

Viagem ao passado: dinossauros revelam história da Terra às crianças

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Um dente de tiranossauro rex, um carvão de 350 milhões de anos e um ovo de dinossauro.

Fascinantes até para os adultos, os fósseis foram levados até as crianças pelo paleontólogo Luiz Eduardo Anelli, durante a atividade História do Planeta Terra, promovida pelas editoras Moderna e Salamandra, no evento literário A Feira do Livro 2026, no Pacaembu, em São Paulo.

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Professor do Instituto de Geociência da Universidade de São Paulo (USP) há 30 anos, Anelli escreve livros infantojuvenis sobre o mundo pré-histórico, em especial dinossauros do Brasil.

“As crianças querem saber, as crianças querem conhecer, e não existia um livro sobre a pré-história profunda do Brasil, você acredita?”, disse Anelli, em entrevista à Agência Brasil.

O professor disse que começou a dar aulas sobre fósseis de animais marinhos - ainda mais antigos do que os dinossauros - no início de sua carreira na unversidade. “Dez anos depois, eu não queria saber de mais nada, além de dinossauros”, disse, revelando o encanto que tem pelo assunto.

“Nesses últimos 20 anos, escrevi mais de 30 livros sobre a história do mundo e dos dinossauros, e hoje existe uma demanda gigantesca sobre esse conhecimento, não só como entretenimento, mas como conhecimento escolar e para vestibular. ”

O professor, que é referência nacional na divulgação científica voltada ao público infantojuvenil, destacou uma de suas obras, o Almanaque da Terra e da Vida, onde os conceitos sobre seres vivos, fósseis, rochas e continentes foram ilustrados e tiveram linguagem adaptada para as crianças.

Além disso, com o título O Brasil dos Dinossauros, o autor ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro infantojuvenil em 2018.

Por que a ciência importa?

Anelli explicou que os dinossauros ajudam a conhecer a história do nosso planeta. “Nós vivemos numa era que veio depois da era dos dinossauros, da qual herdamos tudo semeado e plantado lá. Você quer conhecer o mundo em que vive? Então precisa conhecer o mundo dos dinossauros.”

“Desde quando temos a América do Sul? Desde quando temos as plantas com flores? Desde quando temos os mamíferos? Nós, em geral, não sabemos, né? Essas três coisas nasceram no tempo dos dinossauros.”

Segundo o pesquisador, os dinossauros viveram em um momento muito especial no mundo. Eles surgiram há mais de 230 milhões de anos e foram extintos há 66 milhões de anos, habitando o planeta por um período de aproximadamente 170 milhões de anos.

“Não existe um intervalo na história de 4,54 bilhões de anos da Terra que seja tão maravilhoso como esse. A nossa geografia nasceu nessa época. Os dinossauros nasceram quando tinha um supercontinente e dois oceanos. Quando eles morrem, na extinção, o planeta tem seis continentes e cinco oceanos”, lembrou Anelli.

O mundo passou por transformações intensas na era dos dinossauros. “E nós vivemos nessa nova era, logo depois da era dos dinossauros. Como se chama a era em que vivemos? Qual período geológico vivemos? A gente não sabe. Nós não sabemos cuidar do mundo, porque a gente não conhece a história dele, a gente não sabe como ele funciona”, apontou o professor.

Anelli destacou a necessidade da divulgação científica, especialmente para crianças e jovens, além da valorização das pesquisas nas universidades.

“Precisamos aproximar as crianças da ciência, ainda mais neste momento em que estamos nessas trevas negacionistas. Se as pessoas não conhecem o mundo científico, elas não sabem que voam de avião e que tomam remédio porque existe pesquisa nas universidades, porque a ciência existe”, destacou.

Jovens preparam carta para encontro internacional da ONU sobre água

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Jovens de bairros periféricos e de comunidades vulnerabilizadas estão reunidos, neste sábado (6), na Fundição Progresso, espaço vizinho aos Arcos da Lapa, antigo aqueduto colonial do século 18 e que hoje é cartão-postal no Centro do Rio de Janeiro.

Aqueduto é a estrutura projetada para transportar água de uma fonte até centros urbanos. É justamente a água o assunto que faz esses ativistas se encontrarem. Eles participam de uma série de painéis sobre o direito à água, saneamento e resiliência climática.

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O encontro é organizado pela organização da sociedade civil Águas Resilientes e terá, ao fim do dia, a confecção de uma carta com propostas, a Declaração das Juventudes. O documento será endereçado a autoridades brasileiras e à Conferência de Águas da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontecerá nos Emirados Árabes Unidos, de 2 a 4 de dezembro.

O evento global no país árabe é considerado o mais importante encontro sobre o tema e busca fortalecer a governança da água e elevar o assunto na agenda internacional.

Custo de não fazer

A especialista em planejamento urbano Andrea Pulici levantou a discussão sobre o custo da universalização do saneamento no Brasil. Ela lembrou que o Marco Legal do Saneamento, conjunto de leis e regulações voltadas a todas as esferas de governo, determina que o país alcance a universalização até o fim de 2033. Isso representa a meta de ter 99% da população brasileira com acesso à água tratada; e 90% à coleta e tratamento do esgoto.

De acordo com a especialista, são necessários investimentos na ordem de R$ 114 bilhões por ano para atingir o objetivo. O dado vai ao encontro da estimativa já divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), órgão federal que regula o setor, que projeta até R$ 900 bilhões em 2033. 

Para Andrea Pulici, mais importante que o investimento necessário, é preciso foco no “custo de não fazer”.

“Quanto vale ter uma comunidade inteira sem medo de ter uma inundação? Quanto custa para uma família ter, de fato, acesso à água e com isso ter acesso a serviços?”, questiona ela.

Ela  exemplifica a falta de saneamento como obstáculo à cidadania quando uma família não tem água na escola do filho. “Será que não ter isso não é muito mais caro que os R$ 114 bilhões?”, completa.

Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico apontam que 84,1% da população é atendida com rede de abastecimento de água. Em termos de coleta, 62,3% da população é atendida com rede coletora de esgoto, enquanto 51,8% do volume gerado de esgoto é tratado. 

Água e dignidade

A ativista Johari Silva, da organização não governamental Ação da Cidadania, defende que o debate sobre direito à água deve ser relacionado à dignidade.

"Sem água a gente não tem dignidade, não tem sobrevivência alimentar, não tem saúde, a gente não tem nada”, afirma.

Johari defende que a “diplomacia climática” não pode ser restrita a governos e entidades privadas, sem ouvir as organizações da sociedade civil. “Precisa ouvir as comunidades tradicionais, as periferias urbanas, os povos indígenas, os ribeirinhos e todos os outros grupos que são impactados diretamente pela falta de acesso à água”, sustenta.

A ativista também é educadora e ressaltou que a Ação da Cidadania possui projetos voltados para “instrumentalizar jovens”. “Para que eles consigam ocupar espaços de tomada de decisão de onde, muitas vezes, somos tirados ou não conseguimos ter acesso”.

Carta para encontro da ONU

A diretora de Planejamento da Águas Resilientes, Verena Meirelles, aponta que a missão do instituto é desenvolver estratégias para o acesso a água.

“Qual estratégia é melhor que escutar quem pensa e quem passa na pele as dificuldades sobre o acesso a água?”, indaga.

Ela espera que levar a Declaração das Juventudes para o encontro da ONU seja um passo a mais na concretização da missão do instituto.

“Fazer com que todos saibam que não dá para deixarmos para depois essa pauta, devemos agir agora e com todos”, pontua.

O fundador e diretor-presidente da organização, Erleyvaldo Bispo, enxerga na declaração uma forma de mostrar ao mundo “a importância da valorização da água” e incluir o Brasil e toda a América Latina e o Caribe no centro do debate.

“No mundo temos 2,2 bilhões de pessoas que não têm acesso a uma fonte segura de água e no Brasil são aproximadamente 35 milhões”, contextualiza. 

Ele ressalta que a maioria dessas pessoas está no chamado Sul Global, espaço geopolítico que reúne países em desenvolvimento, como o Brasil.

“Precisamos ser vistos nesse espaço multilateral e estar na tomada de decisão. Aliás até quando a água será subvalorizada?”, pergunta.

Força da juventude

Ao comentar o papel dos jovens na sociedade, a gerente de programas para democracia na América Latina na Open Society Foundations, Sylvia Siqueira, aponta que eles "não são apenas o futuro", mas também "as referências que o mundo precisa para o futuro poder existir".

“Vocês são nossas referências de imaginário e poder de sonho. Então, vamos continuar sentindo essa força e essa chama, não só ao longo do dia de hoje, mas por muito tempo adiante”, declarou Sylvia.

O cientista político e estrategista internacional Matheus Marlisson classifica a crise climática como “o maior desafio que a gente está enfrentando nesse milênio”.

Ele defende que o Brasil tem lugar de destaque na diplomacia global sobre água e meio ambiente, que precisa unir proteção ambiental e desenvolvimento justo, sustentável e próspero.

“O Brasil no debate da Conferência da Água, pode trazer uma visão cada vez mais integrada com a sociedade civil, com a política e com outros atores que fazem parte desse processo de desenvolvimento”, disse à Agência Brasil.

Ele acredita que a juventude brasileira é “extremamente potencializada” e caminha para lugar de referência no debate global.

“A gente vê nas favelas do Rio de Janeiro, nas comunidades ribeirinhas, no Nordeste, no contexto rural que a juventude não está parada”, avalia.

A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ), criada na comunidade de São Carlos, região central do Rio de Janeiro, relaciona justiça pela água e justiça climática. “Os dois temas andam atrelados”.

Ela aponta que a governança de temas ligados à água é “um desafio” e que encontros como o deste sábado, com jovens de territórios vulnerabilizados, contribuem para que haja marcos de governança territorial.

“O espaço do debate desse encontro é o primeiro passo importantíssimo, porque não existe gestão democrática de recursos que não seja com participação cidadã”, afirmou à Agência Brasil.

A parlamentar preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

TV Brasil transmite Sesi Araraquara x Sampaio Basquete neste domingo

6 June 2026 at 20:00

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A TV Brasil exibe neste domingo (7), a partir das 10h45, o confronto que repete as últimas três finais da Liga de Basquete Feminino (LBF): Sesi Araraquara x Sampaio Basquete. O jogo é válido pela 18ª rodada do segundo turno da fase classificatória do campeonato.  

O mandante da partida, Sesi Araraquara, chega para o confronto ocupando a vice-liderança ao lado do Unimed Campinas, ambos com 29 pontos. Do outro lado da quadra estará o líder isolado da competição, o Sampaio Basquete com 31 pontos, que viaja a São Paulo com a missão de defender o topo da tabela. No confronto do primeiro turno, a equipe maranhense levou a melhor e derrotou as atuais tricampeãs paulistas por um placar de 76 a 49. 

A tela do esporte feminino 

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As transmissões da LBF integram a estratégia da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil, de valorizar o esporte feminino no país, ampliar o acesso das pessoas às competições e promover a aproximação entre o público do canal e a modalidade. 

Além dos duelos da LBF, a emissora também já está exibindo as partidas do Brasileirão Feminino de Futebol da Série A1. Durante o ano, além da elite da modalidade, a TV Brasil mostra as fases decisivas das Séries A2 e A3, a partir das semifinais. Ainda traz para a telinha as emoções dos confrontos finais das categorias de base com a disputa pelo título do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20. 

As disputas ganham visibilidade ainda maior por meio da parceria com os canais que fazem parte da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) e retransmitem a programação da TV Brasil em seus estados. Em 2025, a emissora também compartilhou com o público as emoções da Conmebol Copa América de Futebol Feminino. 

Ao vivo e on demand 

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar. 

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTVhttps://tvbrasil.ebc.com.br/webtv

Serviço 

Liga de Basquete Feminino (LBF) – Sesi Araraquara x Sampaio Basquete – Domingo (7), a partir das 10h45, na TV Brasil. 

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Ministro do Esporte entrega marco regulatório da Copa Feminina à Fifa

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O ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, apresentou ao presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, o marco regulatório completo da Copa do Mundo Feminina de 2027, sancionado na terça-feira passada (2) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro foi em Miami (Estados Unidos), na última sexta-feira (5).

Na reunião, Cordeiro também mostrou o andamento de ações para a realização do evento em solo brasileiro, com a conclusão das inspeções técnicas nas oito sedes do torneio. Estão confirmadas as cidades do Rio de Janeiro (Maracanã), Salvador (Casa de Apostas Arena Fonte Nova), São Paulo (Neo Química Arena), Belo Horizonte (Mineirão), Brasília (Arena Mané Garrincha), Fortaleza (Arena Castelão), Porto Alegre (Beira-Rio) e Recife (Arena de Pernambuco).

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"O Brasil está cumprindo todos os compromissos assumidos desde a candidatura. A sanção do marco regulatório representa um passo decisivo para garantir segurança jurídica, organização e excelência na realização do torneio. Estamos construindo as condições para fazer da Copa do Mundo Feminina de 2027 um marco para o esporte brasileiro e para o futebol feminino mundial", afirmou o ministro, em comunicado enviado pelo Ministério do Esporte.

Infantino afirmou que a federação tem confiança de que o evento "será um sucesso".

"Teremos um impacto mundial incrível, que vai mudar o esporte feminino, porque será no Brasil. Fifa e Brasil estão juntos nessa missão", completou Infantino, no mesmo comunicado à imprensa.

A Copa Feminina será realizada entre os dias 24 de junho e 25 de julho de 2027. Além do Brasil, mais dez seleções já estão confirmadas. Seis delas se credenciaram por meio da Copa da Ásia: Austrália, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Filipinas e Japão. A Nova Zelândia venceu as eliminatórias da Oceania e a Alemanha, na última sexta-feira (5), tornou-se o primeiro classificado na Europa.

Também na sexta, Argentina e Colômbia asseguraram as respectivas vagas restando ainda uma rodada para o fim da Liga das Nações, eliminatória da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) para definir os dois países classificados ao Mundial e outros dois que vão para uma repescagem internacional, prevista para ocorrer entre novembro e fevereiro. Venezuela, Equador, Paraguai e Peru ainda estão na briga.

Guto Miguel se torna 1º brasileiro campeão juvenil em Roland Garros

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O goiano Luiz Augusto Queiroz Miguel, de 17 anos, fez história em Paris (França) neste sábado (6). Guto, como é conhecido, tornou-se o primeiro brasileiro a ser campeão de simples entre os juvenis em Roland Garros, um dos quatro principais torneios do tênis mundial, os Grand Slams - os demais são o Aberto da Austrália, Wimbledon (Grã-Bretanha) e US Open (Estados Unidos).

O tenista, que iniciou a competição em quarto no ranking mundial de juvenis, superou, na decisão, o norte-americano Michael Antonius por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/4. Com o resultado, ele assumirá a primeira colocação da lista da Federação Internacional de Tênis (ITF, sigla em inglês) entre os atletas até 18 anos.

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Guto já havia se tornado apenas o quarto brasileiro a chegar em uma decisão de simples em Roland Garros no juvenil. O último havia sido o paulista Luís Felipe Tavares, em 1967.

Com o título, ele repetiu os feitos de outros três brasileiros que conseguiram títulos de Grand Slam na categoria juvenil em simples: o alagoano Tiago Fernandes (Aberto da Austrália, em 2010), o paranaense Thiago Wild (US Open, em 2018) e o carioca João Fonseca (US Open, em 2023).

"Sei que é um torneio juvenil, sei o que é ser o número um do mundo juvenil, mas ainda existe muito pela frente na minha carreira. É importante aproveitar esse momento, mas manter os pés no chão e continuar trabalhando", afirmou Guto, que ocupa o 829º lugar do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), em comunicado à imprensa.

Guto chegou à final superando o compatriota Leonardo Storck, por 2 sets a 1 (6/1, 3/6 e 6/2), em semifinal disputada na sexta-feira (5).

Número 56 do ranking juvenil antes de Roland Garros, o mato-grossense Storck, de 17 anos, foi convidado para o Grand Slam após vencer o Junior Series, torneio realizado em São Paulo no mês de abril, em parceria das Confederações Brasileira (CBT) e Sul-Americana (Cosat) com a Federação Francesa de Tênis (FFT). Entre os profissionais, ele ocupa a 1782ª posição.

Outra promessa a se destacar em Paris foi Victoria Barros. A potiguar de 16 anos, terceira do mundo entre as tenistas até 18 anos, foi semifinalista em Roland Garros, perdendo da chinesa Xinran Sun, na sexta, por 2 sets a 0 (6/2 e 6/3). Ela foi a primeira brasileira desde a paulista Dadá Vieira, em 1987, a ir tão longe em um Grand Slam juvenil em simples. No ranking da Associação de Tênis Feminino, Victoria está na 968ª colocação.

SP tem programação infantil gratuita na Feira do Livro do Pacaembu

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A 5ª edição da Feira do Livro, que ocupa a praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, é opção de lazer para crianças e jovens na capital paulista. Com atividades gratuitas, o festival literário tem oficinas, mediação de leitura e contação de histórias até este domingo (7).

No Espaço Rebentos, as crianças poderão participar de oficinas de escrita criativa, em que poderão produzir contos de fadas; marcadores de livros, com papel reciclado e pigmentos naturais, e de construção de cadernos por meio de técnicas artesanais. Além de mediações de leitura, haverá um bate-papo com o público infantojuvenil sobre como criar personagens e contar histórias em quadrinhos.

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Destaque também para o espetáculo infantil Canções do Mar, no domingo, a partir das 11h40, no Espaço Motiva Tablado Literário. Gislaine Caitano e Patrícia Franco apresentam canções e poemas ritmados, explorando o oceano e suas criaturas marinhas em uma experiência de música e imaginação.

O autor Walcyr Carrasco, que também traduziu e adaptou clássicos da literatura infantojuvenil, receberá o público para conversa e sessão de autógrafos a partir das 15h, deste sábado (6), na tenda das editoras Moderna e Salamandra. Entre os títulos adaptados ao público jovem, estão Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare, e Pollyanna, de Eleanor H. Porter.

Escritores como Pedro Bandeira - autor de A Droga da Obediência (1984), livro inaugural da série Os Karas e sucesso entre os jovens há gerações - e as autoras de Rainha Kambinda: a guardiã de culturas, Mariana Queiroz da Silva e Belisa Monteiro, já passaram pela feira em encontros com o público. 

Para Belisa, levar uma obra com essa temática para um festival literário é “fundamental para ampliar o reconhecimento dessas mulheres como guardiãs da memória".

"A literatura e os espaços de discussão cultural têm um papel essencial na valorização das manifestações tradicionais, promovendo encontros entre diferentes atores e fortalecendo o respeito à diversidade cultural brasileira”, afirmou.

Acesso à cultura

No evento, houve ainda o lançamento do Circuito Cultural, uma iniciativa do Instituto Motiva com objetivo de ampliar o acesso de jovens estudantes da rede pública a museus e centros culturais em três estados. 

O projeto inaugura, durante a Feira do Livro de São Paulo, uma agenda de mais de 80 visitas ao longo deste ano. Durante o festival literário, mais de 400 jovens vão participar de visitas guiadas e atividades educativas.

No total, serão 15 espaços culturais em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Além da feira, as visitas acontecerão em locais como o Museu da Língua Portuguesa (SP), Museu do Amanhã (RJ) e Casa Jorge Amado (BA). Para este ano, a expectativa é beneficiar cerca de 3 mil pessoas.

A programação completa da feira está disponível no site do evento.

*texto atualizado às 15h17

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