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Preços do petróleo podem continuar altos até setembro, diz especialista

14 June 2026 at 16:43

Os cidadãos dos Estados Unidos devem esperar preços elevados de petróleo e de gasolina até o final de setembro, mesmo que o Estreito de Ormuz seja reaberto em breve, afirmou Bob McNally, presidente da Rapidan Energy, neste domingo (14).

“Os “amortecedores” que beneficiaram o mercado global de petróleo em março, abril e maio estão começando a perder o efeito”, alertou ele durante uma participação no programa “This Week”, da ABC News.

Um desses “amortecedores” é a reserva estratégica dos EUA, que está se esgotando rapidamente em meio à interrupção global do fornecimento de petróleo causada pela guerra no Oriente Médio. O estoque caiu mais 7,9 milhões de barris entre 29 de maio e 5 de junho, segundo a Energy Information Administration (EIA).

Ainda não há informações claras sobre a assinatura de um acordo de paz com o Irã, embora o presidente Donald Trump tenha sinalizado que um acordo seria assinado neste domingo (14).

McNally ressaltou que “o petróleo fluirá” se os EUA e o Irã chegarem a um acordo duradouro. Caso contrário, os preços do petróleo podem disparar para a faixa dos US$ 100 e os preços da gasolina nos EUA, que vêm caindo constantemente nas últimas semanas, podem atingir um novo recorde de US$ 5 por galão. O preço médio nacional da gasolina caiu para US$ 4,07 por galão neste domingo (14), de acordo com a Associação Automobilística Americana (AAA).

Os preços elevados de petróleo recuaram ligeiramente desde que ultrapassaram os US$ 100 por barril em março. O petróleo Brent, referência global, fechou a US$ 82,25 na sexta-feira (12), enquanto o WTI, referência nos EUA, fechou a US$ 84,29 — quedas de 0,4% e 0,7%, respectivamente.

A reabertura do Estreito de Ormuz, responsável por cerca de um quinto do fluxo mundial de petróleo, é considerada crucial para pôr fim à maior interrupção no fornecimento de petróleo da história. McNally observou que mais de um bilhão de barris de petróleo foram perdidos devido à guerra.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

Reino Unido e Japão firmam parceria tecnológica

14 June 2026 at 16:12

Os líderes do Reino Unido e do Japão anunciaram neste domingo (14) uma parceria tecnológica destinada a reforçar a segurança nacional e criar empregos, e prometeram acelerar o desenvolvimento do caça de próxima geração, por meio do Programa Global de Aviação de Combate (GCAP).

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, reuniu-se com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, em Londres, juntamente com um grupo de líderes empresariais, para discutir formas de aprofundar a cooperação em áreas como tecnologia, energia verde e defesa.

Paralelamente aos anúncios de investimentos que totalizam £ 18 bilhões (cerca de US$ 24 bilhões) em infraestrutura, serviços financeiros e energia eólica, Takaichi afirmou que os fortes laços de segurança são a base da relação entre os dois países.

“Concluímos que devemos acelerar ainda mais o progresso do Programa Global de Aviação de Combate, que é a parte fundamental da nossa cooperação em segurança”, disse ela.

O GCAP é um projeto para a construção de um caça de próxima geração, a ser desenvolvido por uma joint venture formada pela britânica BAE Systems, a italiana Leonardo e a Japan Aircraft Industrial Enhancement, com o apoio da Mitsubishi Heavy Industries.

O governo de Starmer, que está envolvido em uma disputa sobre a necessidade de aumentar os gastos com defesa, destacou que os dois líderes confirmariam o compromisso mútuo com o projeto e discutiriam o lançamento da próxima fase, com um contrato internacional a ser assinado até o final do mês.

Starmer, que pode enfrentar um desafio à sua liderança nos próximos meses, e Takaichi também anunciaram uma série de projetos que, segundo eles, ajudarão a construir cooperação em áreas como inteligência artificial, espaço, computação quântica e segurança cibernética.

A parceria inclui acordos de exportação para determinadas empresas, parcerias de fabricação e projetos de pesquisa envolvendo algumas das maiores corporações da Grã-Bretanha e do Japão, como Rolls-Royce, BAE e NEC Corporation.

“Esses acordos históricos trarão investimentos de bilhões de libras para o Reino Unido, criando dezenas de milhares de novos empregos e impulsionando novos desenvolvimentos”, declarou Starmer.

Cofundadora do Nubank diz que mensagem sobre liquidação foi erro “bizarro”

13 June 2026 at 22:21

Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, reconheceu em uma publicação no Instagram o erro operacional do banco na sexta-feira (12), que fez com que alguns clientes recebessem notificações citando o “encerramento” das operações da instituição financeira. Ela classificou o episódio como “bizarro”.

“Que erro bizarro foi esse? Socorro, explica pra gente”, questionou um usuário da rede social para a cofundadora do Nubank.

“Cara, bizarro mesmo. Mas foi isso mesmo, um erro operacional. Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o protocolo que existe quando algo assim acontece. As mensagens foram para uma parcela muito pequena de clientes, mas é claro que causa um transtorno”, escreveu Cristina Junqueira. “Pedimos sinceras desculpas a todos que receberam a informação incorreta. Enfim, mais um aprendizado e já atuamos para que não aconteça de novo”, acrescentou ela.

Uma outra pessoa comentou ainda que ela deve ter ficado “muito brava” com a situação. “Sim, e não fui só eu, todos ficamos. Mas atuamos rápido para corrigir”, destacou.

A notificação recebida por clientes do Nubank orientava os clientes a solicitar garantia pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos), mas tanto a instituição financeira como o Banco Central confirmaram que as operações seguem normalmente.

Notificação enviada a clientes do Nubank afirmava fim das operações da instituição, que já classificou situação como "erro operacional"
Notificação enviada a clientes do Nubank afirmava fim das operações da instituição, que já classificou situação como “erro operacional” • Reprodução/CNN Brasil

“O Nubank informa que um erro operacional pontual, já identificado e solucionado, provocou o envio de mensagens indevidas a uma parcela de sua base de clientes no dia 12 de junho de 2026. A instituição permanece com todas as suas licenças ativas e sem qualquer impacto em sua operação, que segue com segurança e estabilidade. Pedimos desculpas aos nossos clientes pelo ocorrido e reforçamos nosso compromisso de manter a qualidade dos serviços prestados e a transparência na relação com todos”, frisou o banco em posicionamento oficial.

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