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Incêndio em Vieira do Minho com mais de 100 operacionais e seis meios aéreos

12 June 2026 at 18:27

O incêndio que deflagrou hoje de manhã no concelho de Vieira do Minh, estava às 16:30 a ser combatido por 111 operacionais, 29 viaturas terrestres e seis meios aéreos, indicou a Proteção Civil.

Fonte do Comando Sub-regional do Ave adiantou à agência Lusa que o incêndio está a consumir mato num encosta de difícil acesso, na zona da histórica Ponte de Misarela que separa o Minho de Trás-os-Montes, nomeadamente entre Ruivães (Vieira do Minho) e Ferral (Montalegre) sobre o Rio Rabagão. Não há casas ou bens em risco.

O combate ao fogo, que deflagrou pouco depois das 06:00 na União das Freguesias de Ruivães e Campos, foi sendo reforçado ao longo do dia.

Quanto ao incêndio que deflagrou na quarta-feira à noite no concelho de Terras de Bouro, também no distrito de Braga, e que foi dado como dominado pelas 22:14 de quinta-feira, teve hoje uma reativação, mas, pelas 17:30, fonte do Comando Sub-regional do Cávado disse à Lusa que o reacendimento já estava dado como dominado.

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Absolvido ex-bombeiro de Alfândega da Fé acusado de atear 18 fogos

12 June 2026 at 17:26

O ex-bombeiro de Alfândega da Fé acusado de ter ateado 18 incêndios florestais naquele concelho em 2019 foi hoje, novamente, absolvido, tendo o tribunal entendido que a geolocalização do telemóvel não prova que esteve no local exato dos fogos.

O ex-bombeiro, agora de 46 anos, já tinha sido ilibado em 2023, pela inconstitucionalidade da Lei dos Metadados, que não permitia o acesso à localização do telemóvel do acusado próximo dos locais dos fogos e que eram a base da acusação do Ministério Público, datada da 2020.

O arguido estava acusado de atear 18 incêndios florestais neste concelho do distrito de Bragança e de causar prejuízos na ordem dos 270 mil euros.

Segundo o Ministério Público, “decidiu atear incêndios a terrenos florestais e agrícolas, sabendo que seriam combatidos pela corporação de bombeiros de que fazia parte, para poder evidenciar-se nesse combate, nomeadamente pelo exercício das referidas funções de chefia, e assim progredir hierarquicamente”.

Na análise do recurso, o Tribunal da Relação de Guimarães entendeu valorar a geolocalização do arguido, devido a uma alteração à lei que permite o uso de metadados para investigação criminal, determinando que o processo voltasse à primeira instância para nova apreciação.

Hoje foi lido o novo acórdão, no Tribunal de Bragança, com o coletivo de juiz presente por videoconferência e sem a presença do arguido.  

Para o Tribunal de Bragança, existem provas que os incêndios foram provocados por mecanismos de combustão lenta, no entanto, não dá como provado as horas exatas a que foram ateados esses mesmos incêndios em 2019, nem que o ex-bombeiro esteve nesse local.

Segundo o coletivo de juiz, a geolocalização abrange uma área e não o local exato onde começou o incêndio e, por isso, “não permitindo concluir que o suspeito estava no local”, é “incapaz” de provar que ateou os fogos.

As testemunhas ouvidas no processo revelaram ter visto o ex-bombeiro passar pelos locais, mas nenhuma viu o ato de ignição.

O comandante dos bombeiros de Alfândega da Fé disse também em tribunal que o arguido lhe chegou a confessar que tinha provocado o incêndio. Contudo, o tribunal considerou hoje que esta declaração é “ambigua”, porque não foi determinado quais terá ateado e não há uma confissão oficial.

Além disso, o Tribunal de Bragança também aceitou a anulação das buscas feitas ao canil e do material ali apreendido para prova, pedidas pela defesa do arguido, que alegou que os mandados de busca não abrangiam a infraestrutura em questão.

Assim, o Tribunal de Bragança considerou que não há provas “suficientemente fortes” para condenar o antigo bombeiro de Alfândega da Fé.

A Lusa tentou obter reação da advogada de defesa, que disse não querer falar, referindo em tribunal que durante “estes sete anos” a verdadeira pessoa responsável pelos incêndios não foi julgada.

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Em Viana e Caminha já “está tudo a postos” para o início da época balnear

12 June 2026 at 15:55

O presidente da Coordenada Decimal – Associação de nadadores-salvadores, disse hoje que, apesar das dificuldades recorrentes para contratar nadadores-salvadores, “está tudo a postos” para o início da época balnear em Viana do Castelo e Caminha.

A época balnear em Viana do Castelo abre no sábado, às 08:30, junto à estação salva-vidas, sessão organizada pela Câmara de Viana do Castelo

Segundo Nuno Cardoso, a associação conta com 33 nadadores-salvadores em permanência. Para assegurar as folgas destes profissionais, o número sobe para os 45.

Nuno Cardoso adiantou que a Coordenada Decimal “conseguiu, uma vez mais, o número de nadadores-salvadores suficientes para garantir a segurança dos banhistas desde a praia fluvial de Castelo de Neiva até à praia da Ínsua, em Afife.

“Nunca é uma missão fácil. Ainda não conseguimos trabalhar apenas com pessoas do concelho. Precisamos de pessoas fora do concelho ou até jovens que não são sejam portugueses”, explicou Nuno Cardoso, adiantando que, do total de nadadores-salvadores, “cerca de 80% são portugueses”.

Segundo o responsável cativar os jovens para esta profissão “é, cada vez mais, um processo mais difícil, mas felizmente também tem havido alguma procura por parte dos portugueses, o que não se verificava há dois, três anos”.

“Este ano, por exemplo, conseguimos fazer dois cursos. Isto é que alimenta a falta de nadadores ou a procura por eles, uma vez que já conseguimos dar-lhes trabalho durante todo o ano, em piscinas e praia. Permite que eles olhem para esta missão como uma profissão e acredito que seja uma tendência a nível nacional de cada vez mais haver praias e zonas com vigilância o ano inteiro”, afirmou.

A nível de equipamentos, a associação tem estacionadas em Viana do Castelo uma embarcação semirrígida, uma viatura 4×4 equipada com desfibrilador e, duas moto-quatro.

Dez nadadores-salvadores em permanência

A ação da Coordenada Decimal estende-se ao concelho vizinho de Caminha, em permanência estão 10 nadadores-salvadores, apoiados por uma moto-quatro para as duas praias que estão da responsabilidade do município.

Quanto a nadadores-salvadores “começam por ser seis, mas com a abertura das praias fluviais passam a ser 10, em permanência”.

A praia “tem horário de funcionamento de 10 horas diárias, das 09:30 às 19:30, o que significa que cada nadador-salvador realiza um turno de nove horas, com direito a uma hora para almoço”.

“As condições salariais estão um pouco acima do ordenado mínimo, contemplando horas extras e todos os direitos que qualquer trabalhador tem. Cada dia trabalha com tempo de uma hora extra”.

Gilson veio do Brasil Tomás do Equador

Na praia de Carreço, a Lusa encontrou Gilson Gonçalves. Natural do Rio de Janeiro, Brasil e, Tomás Rodríguez, do Equador.

Gilson veio há cinco anos para Viana do Castelo “não tanto por questões financeiras, mas por sentir falta de segurança” na sua cidade natal

Aos 16 anos terminou o secundário em Viana do Castelo, como técnico de mecatrónica. Depois fez o curso de nadador salvador, mas não deixou de estudar. Hoje é aluno do Curso Técnico Superior Profissional (CTeSP)de mecatrónica, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG) do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

Gilson, hoje com 20 anos, gosta de ser nadador-salvador, funções que não encara como um emprego, mas com um estilo de vida e que lhe permite pagar o curso com o ordenado que recebe.

“Para mim, ser nadador-salvador, é muito bom. Creio que é um trabalho que eu gostaria de fazer o ano inteiro. Fazer uma carreira nesta área”, adiantou.

Tomás Rodríguez, de 24 anos, é natural do Equador e veio para Viana do Castelo, seguindo as pisadas do irmão mais velho na procura de uma vida melhor.

“Decidi ficar em Viana do Castelo porque me lembra bastante a lugar de onde eu venho. Um lugar pequeno, com praia e estou muito familiarizado e acostumado com o mar. Venho de família de surfistas”, explicou.

Tomás Rodrigues quer “ficar mais tempo em Viana do Castelo enquanto termina o curso que está a tirar, ‘online’, numa universidade espanhola”.

“Ser nadador-salvador parece-me um bom trabalho, onde se pode crescer bastante”, acrescentou.

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Esta escola em Braga vai ser requalificada por 14 milhões: “Anseio de décadas da população”

12 June 2026 at 14:35

A Câmara de Braga aprovou hoje o projeto de requalificação e ampliação da Escola Básica de Palmeira, uma intervenção com um valor estimado de 14 milhões de euros e reclamada há décadas.

Segundo o presidente da câmara, João Rodrigues, a obra avançará após garantido o financiamento, sendo o prazo de execução de 730 dias.

“É um anseio de décadas da população, das juntas de freguesia, dos vários executivos municipais que se foram sucedendo”, referiu.

O autarca sublinhou que a educação é uma das prioridades do seu executivo e lembrou que, em oito meses, já foram lançados investimentos de cerca de 40 milhões de euros só para as escolas.

“Quarenta milhões de euros foi provavelmente o que se gastou nos oito anos anteriores”, sublinhou.

Das quatro escolas definidas como de intervenção prioritária, a Câmara de Braga já tinha aprovado, na reunião anterior, o projeto para a Básica 2,3 Frei Caetano Brandão, com um investimento previsto de 16,5 milhões de euros.

A próxima será a de Trigal Santa Maria e depois a do Conservatório Calouste Gulbenkian.

“O conservatório é o que está mais atrasado. Nós estamos à espera de uma série de indicações por parte do conservatório para a concretização do projeto”, disse ainda João Rodrigues.

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Câmara de Braga quer obras do nó de Infias à noite para “causar o menor prejuízo às pessoas”

12 June 2026 at 14:26

A requalificação do nó de Infias, em Braga, deverá ser consignada em inícios de julho e a câmara vai tentar sensibilizar a Infraestruturas de Portugal (IP) para que uma parte das obras decorra em período noturno, foi hoje anunciado.

Falando na reunião quinzenal do executivo, o presidente da Câmara, João Rodrigues, sublinhou que a obra, com um prazo de execução de 660 dias, nunca poderá ser feita apenas no período noturno.

No entanto, espera que a noite seja privilegiada “nos momentos de maior constrangimento, em períodos em que é preciso encerrar as vias e em que não se consegue passar”, para minimizar os problemas de trânsito.

“É óbvio que uma intervenção destas, como de resto as intervenções em espaço público, tem prejuízo enquanto decorrem as obras. Mas queremos causar o menor prejuízo possível às pessoas”, referiu,

A obra no nó de Infias, considerado um dos principais constrangimentos rodoviários de Braga, foi entregue por cerca de 11,3 milhões de euros e tem um prazo de execução de 660 dias.

O nó de Infias localiza-se na interceção da EN101 (variante EN101/EN201) com a EN14 (circular norte/variante EN14).

A intervenção tem como objetivos melhorar a circulação e a segurança rodoviária, aumentar a capacidade de escoamento de tráfego, requalificar as ligações da EN101 à Avenida António Macedo e as saídas da cidade de Braga.

Contempla a criação de novos ramos de ligação entre a EN101 e a EN14, a reformulação de acessos rodoviários e pedonais, trabalhos de terraplenagem, drenagem, pavimentação, sinalização e segurança rodoviária e ainda a execução de obras de arte especiais.

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Hotéis de Braga quase cheios para o São João à ‘boleia’ dos turistas brasileiros

12 June 2026 at 14:11

O Norte tem vindo a recuperar o mercado de turistas brasileiros e mantido as preferências de europeus, americanos e canadianos neste período de pontes e feridos que culminará com o São João, cuja taxa de ocupação deverá superar os 85%, nomeadamente em Braga, além do Porto, Gaia e Vila do Conde.

Em entrevista telefónica à agência Lusa, o presidente da Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP), Luís Pedro Martins, contou hoje que, em relação a 2025, a região Norte está a registar um aumento “muito significativo” do mercado brasileiro, “mercado que tinha sofrido em termos nacionais uma ligeira quebra”.

“E agora, em 2026, nós de facto estamos a recuperar acima da média nacional”, referiu, acrescentando que neste período, o de junho e início de verão que coincide com vários feriados e potenciais pontes, “as taxas de ocupação já estão mais consistentes, nomeadamente nos mercados de proximidade como o espanhol e o francês”.

Em vésperas de São João, festividade popular que atrai muitos turistas ao Norte na noite de 23 para 24 de junho, Luís Pedro Martins mostra-se muito otimista, antecipando uma taxa de ocupação “seguramente acima dos 85%, nomeadamente no Porto, Gaia, Vila do Conde e Braga”.

Em jeito de convite ao público, o presidente da TPNP destacou a regata da Conferência do Vinho do Porto que se realiza na manhã de 24, um momento, antecipou, “muito bonito com imagens excecionais nas margens do Porto e de Gaia, uma única oportunidade de ver todos os barcos rebelos com as suas velas hasteadas, com as marcas de vinho do Porto”.

Quanto ao mercado do Reino Unido, este “tem tido um bom comportamento devido à entrada em operação de novas rotas”.

Já sobre os mercados de longa distância, o presidente da TPNP destacou o “bom desempenho” do americano e canadiano, e justificou o crescimento dos americanos com um elogio: “A entrada em operação de uma nova rota para os Estados Unidos [Porto-Nova Iorque/JFK] da Delta Airlines, a operar cinco vezes por semana, correu bem”.

Já o mercado nacional, Luís Pedro Martins disse que, em 2025, os portugueses colocaram o Porto e Norte no topo do ‘ranking de referência.

“E em 2026 estamos a manter essa tendência. Mas nós estamos a viver numa circunstância muito complicada, com muita incerteza devido aos conflitos que ainda persistem, nomeadamente o do Médio Oriente que tem um impacto junto das companhias aéreas. Estamos a conseguir ter bons resultados apesar dessas circunstâncias, mas nunca devemos esquecer-nos delas”, analisou.

Apontando que tem havido uma maior distribuição de turistas por toda a região – que está dividida em quatro: Porto, Minho, Douro e Trás-os-Montes – Luís Pedro Martins notou, no entanto, que estas “não estão no mesmo ritmo” com o Douro a conquistar mais turistas americanos e canadianos, e o Minho a conquistar mais turistas europeus, mas também brasileiros, enquanto Trás-os-Montes conquista mais turistas nacionais.

“Sabemos que há aqui uma região que ainda continua a ter que ser trabalhada. Apelo aos empresários que olham para o território de Trás-os-Montes, um território fantástico que ainda necessita de oferta. Estou convencido que se ela existir, nomeadamente se existir nos níveis de qualidade que correspondam às exigências dos mercados que agora temos atraído, conforme tem corrido bem no Douro e no Minho, também correrá em Trás-os-Montes”, apelou.

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Braga pondera instalar radares para melhorar segurança rodoviária

12 June 2026 at 13:43

O presidente da Câmara de Braga, João Rodrigues, anunciou hoje que o plano municipal de segurança rodoviária deverá estar pronto no início de julho, podendo a instalação de radares ser uma das soluções propostas.

“Não vejo obstáculo nenhum a isso [instalação de radares]. Eu não quero radar para garantir meios financeiros para a Câmara Municipal. Há determinadas zonas onde manifestamente os radares resolveriam muitas coisas, não tenho dúvida nenhuma”, referiu o autarca, em declarações aos jornalistas no final da reunião quinzenal do executivo.

No entanto, sublinhou que a última palavra sobre a instalação ou não de radares de velocidade caberá ao plano municipal de segurança rodoviária.

“O plano de segurança rodoviária pode dizer que não há radar nenhum”, apontou.

“Todos os dias, praticamente, estamos a ter pessoas que têm acidentes”

A questão da sinistralidade rodoviária, em particular os atropelamentos, foi levantada na reunião de hoje pela oposição, tendo mesmo o vereador da Iniciativa Liberal (IL), Rui Rocha, falado num “massacre” das estradas de Braga.

“Todos os dias, praticamente, estamos a ter pessoas que têm acidentes, que são atropeladas, que ficam com a sua vida estragada, ou mesmo que perdem a sua vida no município de Braga. É inaceitável”, disse Rui Rocha.

O vereador da IL lembrou que o plano municipal de segurança rodoviária foi anunciado há mais de um ano, mas ainda não avançou.

“Passaram 12 meses. Se tivermos em conta que temos tido atropelamentos, em média, de três em três dias, vejam quantas pessoas poderiam, neste momento, não estar a sofrer se houvesse esse plano, se fossem identificados os pontos negros da cidade, se fossem tomadas medidas que podem ser variadas. Nós não podemos continuar a assistir a este massacre a acontecer em Braga e a ter o plano de segurança rodoviária na gaveta”, acrescentou.

“É um documento para ser posto em prática”

Na resposta, João Rodrigues manifestou preocupação com o problema e anunciou que o plano deverá estar fechado em inícios de julho.

“Não é um documento de cabeceira, é um documento para ser posto em prática, é um documento onde há dados e há informação (…), segundo parâmetros oficiais de qualidade (…). Um documento absolutamente fulcral para olharmos para o território num todo e para atuarmos de forma concertada, planeada, porque nós temos noção de que há muitas falhas e há muitas questões para resolver”, adiantou.

“Já peca por tardio”

O vereador Ricardo Silva, do movimento Amar e Servir Braga, disse que o plano “já peca por tardio”, considerando que em causa estão “questões que já são mais que conhecidas”, muitas das quais entraram nos programas eleitorais.

“Aquilo que nós queremos efetivamente é que se comece a passar das palavras às ações e que não tenhamos de esperar tanto tempo para salvaguardar a vida humana (…). Acima de tudo, o município tem de chamar a si esta responsabilidade de transformar a morfologia da cidade, precisamente para criar alguns condicionamentos ao excesso de velocidade. Pode ser com a transformação das vias, com a colocação das passadeiras alteadas, com os radares. Os mecanismos existem e já estão mais que aferidos e mais que verificados”, reclamou.

João Rodrigues sublinhou que o município não está à espera do plano para começar a tomar medidas.

“Nós já estamos a fazer muitas coisas”, garantiu o presidente da câmara.

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Trás-os-Montes sob aviso amarelo no fim de semana por causa da trovoada

12 June 2026 at 11:14

Quatro distritos do continente, entre os quais Bragança e Vila Real, região de Trás-os-Montes, vão estar no sábado e domingo sob aviso amarelo devido à previsão de condições favoráveis à ocorrência de trovoadas, sendo por vezes de granizo e acompanhadas de rajadas de vento, informou hoje o IPMA.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Bragança, Viseu, Guarda e Vila Real vão estar sob aviso amarelo entre as 15:00 de sábado e as 00:00 de domingo.

Por causa do tempo quente, o IPMA emitiu aviso amarelo para todos os distritos de Portugal continental até às 21:00 de sábado.

O IPMA colocou também sob aviso amarelo o distrito de Faro por causa da agitação marítima forte até às 12:00 de sábado.

Portugal continental vai registar temperaturas elevadas até sábado com valores da temperatura máxima a variar entre 30 e 37 graus Celsius, podendo variar entre 38 e 40 graus em alguns locais do Alentejo, Ribatejo e vale do rio Douro.

Na faixa costeira ocidental, os valores mais elevados da temperatura máxima deverão registar-se hoje, e na costa sul do Algarve, os valores da temperatura máxima serão ligeiramente inferiores a 30 graus.

No que diz respeito à temperatura mínima, estão previstos valores de 20 graus (noites tropicais), ou ligeiramente superiores, em muitos locais.

De acordo com o IPMA, o vento tenderá a ser pouco intenso, com exceção do Algarve e terras altas, pelo que pode contribuir para um maior desconforto térmico em termos da temperatura sentida.

A previsão aponta ainda para um aumento temporário de nebulosidade, em especial no interior com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoada e possível queda de granizo.

No domingo e na segunda-feira, está prevista uma descida acentuada dos valores da temperatura máxima, nomeadamente no litoral oeste, devido a uma maior influência de uma massa de ar mais fresco vinda de oeste, segundo o IPMA.

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Fogo em Terras de Bouro já está dominado

11 June 2026 at 23:51

O incêndio que deflagrou na quarta-feira à noite no concelho de Terras de Bouro foi dado como dominado pelas 22:14 de hoje, adiantou à Lusa fonte da Proteção Civil.

Fonte do Comando Sub-regional do Cávado indicou que o fogo foi dado como dominado pelas 22:14 e que não tinha registo de danos ou vítimas, no incêndio que esteve a consumir zona de mato.

Durante a tarde de hoje, pelas 19:00, o fogo com origem na freguesia de Valdosende esteve a ser combatido por cerca de 200 operacionais, 58 veículos terrestres e sete meios aéreos.

Pelas 23:15, mantinham-se no terreno 176 operacionais, apoiados por 54 viaturas, segundo o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

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Empresa de Ponte de Lima por trás da ‘Disneylândia’ do futebol de 450 milhões

11 June 2026 at 22:38

O grupo JFA, de Ponte de Lima, é um dos dois principais promotores de um investimento privado de 450 milhões de euros associado ao Campeonato do Mundo de 2030, que vai nascer em Santarém.

Através do investimento nesta ‘Disneylândia’ do futebol, com o impulso do JFA Group – José Ferraz & Associados, empresa com raízes em Ponte de Lima que opera nas áreas da engenharia, arquitetura e consultoria e foi fundada em 2002 por José Miguel Ferraz -, está prevista a criação de 800 postos de trabalho diretos e a atração de cerca de 1,5 milhões de visitantes por ano.

Apresentado publicamente no Convento de São Francisco, o projeto “Viva Mundo” tem abertura prevista para 29 de abril de 2030 e é apresentado como uma infraestrutura “âncora com impacto económico e turístico à escala regional e nacional”, contribuindo para “reforçar a projeção de Santarém como destino de investimento internacional”.

"Viva Mundo" vai estar pronto para o Mundial 2030. https://t.co/keE8npPehm#Mundial2030 #futebol pic.twitter.com/bWJDyl2WY8

— O MINHO (@ominhopt) June 11, 2026

De acordo com a Câmara Municipal, a escolha de Santarém reflete “um sinal de confiança” num território que tem vindo a ganhar visibilidade, nomeadamente devido à sua localização geográfica, às acessibilidades rodoviárias e ferroviárias e à proximidade a futuras infraestruturas estruturantes.

80 hectares e capacidade para 4.000 pessoas

De acordo com os elementos apresentados durante a apresentação, o projeto “Viva Mundo” ocupará uma área de cerca de 800 mil metros quadrados (80 hectares).

O conceito assenta na criação de um parque temático dedicado ao futebol, estruturado em várias zonas funcionais. No centro do recinto ficará o “Football World”, descrito como o núcleo principal do projeto, com quatro subzonas temáticas: “Centre Circle”, “Passion”, “Glory” e “Fantasy”, organizadas em torno de um lago central.

O projeto integra ainda uma zona de entretenimento, com uma arena com capacidade para cerca de 4.000 pessoas, destinada à realização de concertos, espetáculos e eventos ao vivo, e uma “Fan Zone”, pensada como um espaço interativo, com experiências imersivas.

Vai “revolucionar” Santarém

Em declarações após a apresentação pública do projeto, o presidente da Câmara de Santarém considerou que o projeto “Viva Mundo”, vai “revolucionar” o concelho e contribuir para o desenvolvimento da região, destacando o impacto económico e a criação de emprego.

O autarca classificou a iniciativa como “um parque temático dedicado ao futebol” com potencial para gerar valor “à escala nacional e regional”, apontando como referências equipamentos semelhantes em cidades como Paris ou Orlando.

Segundo o responsável, o município tem vindo a trabalhar com os investidores desde o início do ano, defendendo que a escolha de Santarém resultou da sua “localização estratégica, acessibilidades rodoviárias e ferroviárias e proximidade a futuras infraestruturas”, incluindo o novo aeroporto.

“Somos servidos pelos principais eixos rodoviários e pela principal linha férrea e temos projetos importantes de ligação ao futuro aeroporto internacional”, afirmou, acrescentando que o clima também foi um fator relevante para a instalação do projeto.

O autarca reiterou que o equipamento deverá entrar em funcionamento em 2030, em paralelo com o arranque do Mundial, competição que Portugal vai coorganizar com Espanha e Marrocos, sublinhando tratar-se de uma infraestrutura que funcionará durante todo o ano.

O presidente da autarquia destacou ainda o impacto regional do projeto, defendendo uma abordagem intermunicipal no planeamento, uma vez que os efeitos se estenderão ao “conjunto do território do Oeste e Vale do Tejo”.

Neste contexto, apontou como prioritário o desenvolvimento de um novo nó intermodal em Santarém, junto ao CNEMA, para “reforçar a ligação ferroviária e rodoviária”, bem como integrar “soluções inovadoras de mobilidade”, incluindo um vertiporto.

Relativamente às acessibilidades, o autarca reconheceu a necessidade de reforço do investimento público na região, defendendo a concretização de projetos rodoviários como a A13 e melhorias na ferrovia, embora considere que o concelho já dispõe de uma rede relevante de autoestradas.

O gestor do projeto “Viva Mundo”, Carlos Carreiras, afirmou que o empreendimento está a cumprir um calendário “muito exigente”, indicando que os primeiros compromissos de aquisição de serviços e equipamentos deverão ser assumidos já a partir de setembro.

Segundo o responsável, até ao final do ano deverá decorrer a fase de adjudicações, em paralelo com o processo de licenciamento, estando previsto que os primeiros trabalhos no terreno avancem no início do próximo ano.

De acordo com Carlos Carreiras, o investimento resulta sobretudo da iniciativa de dois principais promotores, o grupo limiano JFA e um investidor de origem inglesa, que agregaram outros parceiros internacionais.

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Apresentação VIVA MUNDO
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