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Jota Gonçalves deixa Vizela

10 June 2026 at 13:57

O defesa-central Jota Gonçalves vai deixar o Vizela após duas épocas e meia ao serviço dos minhotos, terminando contrato no final da temporada e encerrando uma passagem marcada por 58 jogos e pela braçadeira de capitão.

O clube vizelense anunciou hoje a saída do jogador, de 25 anos, que não renovou o vínculo que o ligava à equipa que vai disputar a I Liga em 2026/27.

Jota Gonçalves chegou a assumir um papel de relevo no plantel, afirmando-se como uma das referências do grupo e envergando inclusivamente a braçadeira de capitão durante a sua passagem pelo emblema minhoto.

Na última temporada, contudo, perdeu algum espaço nas opções da equipa, num contexto marcado pela alteração do sistema tático de uma linha de três defesas-centrais para um eixo defensivo composto por apenas dois elementos, além da concorrência de Luís Rocha, Hristov, Jean-Pierre Rhyner e José Sampaio.

Na mensagem de despedida publicada nas redes sociais, o defesa agradeceu ao clube e aos adeptos, considerando que o Vizela representou muito mais do que uma etapa da sua carreira.

“Nem sempre é fácil encontrar as palavras certas para fechar um ciclo tão importante na minha vida. O Vizela foi muito mais do que um clube para mim. Foi o lugar que me voltou a abrir as portas da Primeira Liga, que me deu a oportunidade de continuar a crescer, de voltar a ser feliz e de viver momentos dentro e fora do campo que vou guardar para sempre”, escreveu.

O jogador recordou ainda os momentos vividos ao serviço dos vizelenses e salientou o vínculo criado com o clube.

“Passámos juntos por momentos difíceis, batalhas duras e momentos que me marcaram. Deixei sempre tudo em campo e fora dele por este símbolo, pela história e pela rainha. Levo comigo amizades, aprendizagens e memórias que vão ficar para a vida. Porque há clubes por onde passamos e há clubes que passam a fazer parte de nós”, acrescentou.

Na nota de despedida, o Vizela desejou “as maiores felicidades” a Jota Gonçalves para o futuro da carreira.

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No seu primeiro discurso no Dia de Portugal, Seguro pede diálogo “em tempos de trincheiras”

10 June 2026 at 13:38

O Presidente da República, António José Seguro, pediu hoje diálogo “em tempos de trincheiras” e coragem para se fazer “escolhas difíceis”, defendendo mudanças no mercado de trabalho e na habitação que permitam fixar jovens no país.

“Com honestidade, o Estado e as empresas têm de reconhecer que o mercado de trabalho ainda não aprendeu a recompensar adequadamente o conhecimento e a inovação. E isso é inaceitável e temos de o alterar”, considerou, no seu primeiro discurso do 10 de Junho, em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores.

O chefe de Estado defendeu que Portugal precisa “de políticas que fixem talento em vez de o exportar, de salários que reflitam a produtividade e a qualificação dos trabalhadores portugueses, de um mercado de habitação que permita aos jovens construir uma vida no país onde nasceram ou estudaram, de um Estado que simplifique em vez de complicar, que antecipe em vez de reagir, que planeie além do mandato em vez de gerir apenas a urgência do presente”.

Na parte final da sua intervenção na cerimónia militar comemorativa do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, realizada em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores, António José Seguro falou da necessidade das “palavras do meio”, que “se abrem como convite ao diálogo”, nestes “tempos de trincheiras”.

“As ansiedades que sentimos na economia, na geopolítica, na segurança das cidades, na proteção dos mais desfavorecidos, nas questões muito concretas da vida das pessoas reais, criam esse impulso de fechar fileiras, de escolher um lado, de erguer muros”, declarou.

O Presidente da República apelou, por isso, à tolerância e à criação de pontes, contra “o vírus da polarização, que tende a substituir a argumentação, o debate e a negociação”, referindo que a sua eleição “foi marcada pelo desejo de unir os portugueses e de unir Portugal”.

Segundo António José Seguro, este é também um tempo que “pede coragem” para “fazer escolhas difíceis sem ceder ao populismo”, para “dizer a verdade mesmo quando é desconfortável” e decidir em função do “interesse de longo prazo mesmo quando o ciclo eleitoral empurra para o curto prazo”, e que “exige ambição”.

Ao falar da emigração de jovens qualificados, o chefe de Estado sustentou que “o problema não é o talento”, contrapondo: “O que se ganhou em qualificação não tem sido acompanhado em remuneração. A habitação é praticamente inacessível e esgota qualquer orçamento familiar”.

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Presidente da República salienta coragem e espírito de missão das Forças Armadas

10 June 2026 at 13:33

O Presidente da República salientou hoje a “coragem, ideia de serviço e espírito de missão” das Forças Armadas ao longo de gerações e considerou que os militares compreendem com clareza que a defesa da paz exige resiliência.

Esta posição constou de uma mensagem de António José Seguro destinada ao XXIII Encontro Nacional de Homenagem aos Combatentes, que foi lida pelo presidente da comissão promotora da cerimónia, tenente-general António Menezes. Uma cerimónia que decorreu junto ao Monumento aos Combatentes do ultramar, em Belém, Lisboa.

“Esta homenagem tem um significado profundo. Não prestamos homenagem apenas ao passado militar de Portugal, prestamos homenagem a uma ideia de serviço, de coragem e de dever que continua a dar sentido à nossa identidade coletiva”, escreveu o chefe de Estado.

Na sua mensagem, o Presidente da República referiu-se à atual conjuntura mundial, “um tempo marcado pela incerteza, pela instabilidade internacional e pelo regresso da guerra ao espaço europeu”.

Neste contexto, segundo António José Seguro, “os portugueses compreendem hoje com maior clareza que a paz exige preparação, capacidade e resiliência, compreendem que a segurança de uma democracia depende também da solidez das suas instituições e da prontidão daqueles que a defendem”.

“As Forças Armadas continuam a desempenhar uma missão insubstituível ao serviço da República, na proteção dos portugueses, na defesa da soberania nacional, na resposta a emergências complexas, no cumprimento dos compromissos internacionais e na afirmação externa de Portugal como país credível, responsável e solidário”, sustentou.

Nesse sentido, na perspetiva do chefe de Estado, “honrar os combatentes significa também garantir que o reconhecimento nacional se traduz em dignidade, respeito e apoio efetivo”.

“Portugal não pode esquecer aqueles que carregam ainda hoje as consequências físicas e emocionais do serviço prestado ao país. Os combatentes merecem não apenas gratidão, mas também justiça, proximidade e reconhecimento concreto. A memória nacional constrói-se através de símbolos, mas sustenta-se através de ações”, completou.

António José Seguro referiu-se, ainda, às gerações mais jovens, advogando que “servir Portugal, seja nas Forças Armadas, na proteção das populações, na defesa da liberdade e da soberania, continuará sempre a representar uma das formas mais elevadas de compromisso cívico e de serviço ao país”.

“A todos os que serviram Portugal, deixo uma palavra de gratidão em nome dos portugueses. O vosso exemplo pertence à História de Portugal, mas pertence também ao seu futuro. Ao honrarmos os nossos combatentes, reforçamos a consciência do que somos, da liberdade conquistada e da responsabilidade coletiva de preservar”, acrescentou.

Após a leitura da mensagem do Presidente da República, o vice-almirante Henrique da Silva Fonseca, presidente da comissão executiva da cerimónia, recordou o seu percurso na Armada, com operações em Angola, mas também em Moçambique, designadamente em Cabo Delgado, em Timor-Leste e na Guiné-Bissau antes do 25 de Abril de 1974.

“Os combatentes do ultramar deixaram sementes de evolução, progresso e integração. Deram tempo – deram mesmo muito tempo – para que o problema político fosse resolvido”, declarou.

Em relação à atual situação, o vice-almirante advertiu que “o grande aliado”, os Estados Unidos, estão a alterar as suas prioridades estratégicas, privilegiando o Pacífico, enquanto a Rússia, a leste, já invadiu a Geórgia e a Ucrânia e ameaça outros países.

“A melhor homenagem que se pode prestar aos antigos combatentes é provar que o seu esforço não foi em vão. E continuamos dispostos a pegar em armas se tal for necessário”, afirmou.

Após os discursos, seguiu-se uma cerimónia inter-religiosa, católica e muçulmana, pelo tenente capelão Óscar Paiva e pelo sheik David Munir, uma homenagem aos mortos, a deposição de flores e o Hino Nacional pela Banda da GNR, com salva protocolar por um navio da Armada.

No encerramento, assistiu-se a uma passagem de aeronaves da Força Aérea, antes do tradicional almoço-convívio nos terrenos em frente ao Monumento aos Combatentes.

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Novo reforço do SC Braga chega a custo zero e fica blindado por cláusula de 40 milhões

10 June 2026 at 13:24

O médio Denis Huseinbasic, ex-Colónia, da Alemanha, é o novo reforço do SC Braga, tendo assinado um contrato por cinco temporadas, informou hoje o clube minhoto da I Liga de futebol.

O jogador de 24 anos, internacional pela Bósnia-Herzegovina, chega ao Sporting de Braga a custo zero, com o clube germânico a preservar 20 por cento de uma futura transferência, ficando blindado por uma cláusula de rescisão de 40 milhões de euros.

Com formação no futebol alemão, Denis Huseinbasic cumpriu 107 jogos na Bundesliga em quatro épocas ao serviço do Colónia (oito golos e sete assistências).

Internacional sub-21 pela Alemanha por cinco ocasiões, o médio optou pela seleção AA da Bósnia-Herzegovina, pela qual soma sete internacionalizações.

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Trabalhadores de ‘call center’ protestam em Fafe

10 June 2026 at 12:36

Mais de 50 trabalhadores do ‘call center’ da Intelcia, uma empresa prestadora de serviços, concentraram-se hoje diante da Câmara de Fafe para pedir ao executivo que prolongue até 31 de dezembro o aluguer do edifício no qual trabalham.

A porta-voz dos cerca de 220 trabalhadores da empresa, Inês Silva, explicou à Lusa que “o espaço onde a empresa está instalada em Fafe é da autarquia que, após o ter cedido há uns anos para garantir a fixação dos postos de trabalho, decidiu agora instalar ali a Proteção Civil local, bem como a Polícia Municipal”.

Questionada sobre o facto de apenas 50 dos 220 trabalhadores participarem no protesto, a também chefe de equipa explicou que a empresa se divide em “projetos portugueses e franceses e que o serviço francês está a trabalhar, enquanto o português cumpre o feriado de 10 de junho”.

“Todavia, temos aqui algumas pessoas do serviço francês”, revelou Inês Silva.

Segundo a porta-voz, a empresa recebeu em janeiro a indicação da autarquia para sair até 31 de julho, alegando que precisa das instalações para albergar os dois serviços, prazo que a empresa e os trabalhadores “constataram ser curto para encontrar uma solução”, pelo que pedem que esse prazo seja dilatado até 31 de dezembro.

“Foram encontradas alternativas pela empresa (…), mas não é de um dia para o outro que um edifício com o tamanho do atual se consegue”, insistiu a representante dos trabalhadores.

Inês Silva revelou que a empresa pediu ao presidente da Câmara, por carta, que se prolongue o prazo, pelo menos até 31 de dezembro, para dar mais hipóteses à empresa, que já tem negociações com outro concelho, evitando, dessa forma, o recurso ao teletrabalho”.

“A preocupação da empresa é a manutenção de todos os postos de trabalho, mas o teletrabalho pode ser inevitável”, admitiu a trabalhadora, preocupada como o facto de existirem colegas que “não conseguirão trabalhar nessa versão e que podem acabar no desemprego”.

Inês Silva lembrou ainda que a empresa está no concelho há 10 anos e que a sua chegada foi destacada pelo então presidente da Câmara “porque trazia emprego a Fafe e, agora, o atual, de um momento para o outro, decide que, afinal, esse sítio passa para a Proteção Civil e para a Polícia Municipal”.

A Lusa tentou uma reação da autarquia e recebeu como resposta que o presidente da Câmara Municipal, Antero Barbosa (PS), “falará amanhã do assunto durante a reunião do executivo”.

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Elite mundial da investigação em finanças vai estar em Braga

10 June 2026 at 12:31

Entre hoje e sexta-feira, o Forum Braga recebe a Conferência Internacional da Financial Management Association (FMA), com 270 apresentações de académicos e profissionais de 34 países.

Segundo a Universidade do Minho, trata-se de um dos eventos mais prestigiados do mundo na área das finanças empresariais, regressando a Portugal após muitos anos, agora sob a coordenação de Manuel Rocha Armada, da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho, e tendo um recorde de quase 700 artigos científicos submetidos inicialmente.

O programa destaca na sexta-feira, às 11:30, o painel sobre ‘fintech’ com Vítor Constâncio (antigo ministro e presidente do Banco Central Europeu), Cláudia Custódio e Gilles Chemla (ambos do Imperial College). Pouco antes, às 10:00, terá lugar a palestra do orador convidado Alex Edmans, da London Business School e Wharton School, sobre governança ESG (ambiental, social e corporativa).

Na quinta-feira, merece ênfase o painel sobre finanças e clima, às 14:45, com Pedro Matos, Ian Appel (ambos da University of Virginia) e Philipp Krueger (Swiss Finance Institute), seguindo-se às 16:45 a intervenção da oradora convidada Victoria Ivashina, da Harvard Business School.

Esta conferência da FMA International é um fórum de referência global na discussão e partilha de investigação e prática profissional sobre tendências, desafios e inovações no setor financeiro (empresas e mercados). Além dos painéis especiais e das 88 sessões científicas, inclui mentorias para estudantes de doutoramento no primeiro dia, além de oportunidades de networking e momentos sociais, reforçando a ligação entre a academia e o mercado.

A comissão coordenadora inclui apenas portugueses, refletindo a sua reconhecida capacidade organizativa e científica neste âmbito: além de Manuel Rocha Armada, foram por este escolhidos Cláudia Custódio (Imperial College), Pedro Matos (University of Virginia Darden) e Cesário Mateus (Aalborg University).

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PSP apreende calçado e roupa desportiva à venda nas Antoninas em Famalicão

10 June 2026 at 12:23

A PSP apreendeu vários pares de calçado e roupa desportiva à venda nas Festas Antoninas de Famalicão, foi hoje anunciado.

Numa publicação nas redes sociais, o Comando Distrital de Braga explica que, na ação de fiscalização, “foram apreendidos diversos artigos contrafeitos que se encontravam destinados à comercialização em estabelecimentos associados às Festas Antoninas”.

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Vizela entrega geradores a bombeiros, GNR e centro de saúde

10 June 2026 at 12:08

A Câmara de Vizela vai entregar, amanhã, quinta-feira, geradores de energia aos Bombeiros Voluntários, a Guarda Nacional Republicana (GNR) e ao Centro de Saúde.

Em comunicado, a autarquia explica que “a iniciativa surge da necessidade de dotar as forças de segurança, de socorro e de saúde de equipamentos que garantam a total operacionalidade em situações de emergência ou de falhas na rede elétrica”.

“Com este investimento, a autarquia assegura que serviços vitais — como o atendimento médico, as comunicações de emergência e a logística de socorro — não sejam interrompidos, independentemente das condições externas”, pode ler-se no comunicado.

A Câmara salienta, ainda, que “este investimento integra-se num plano mais vasto de modernização e resiliência das infraestruturas críticas de Vizela. Ao apoiar os Bombeiros, a GNR e o Centro de Saúde, o Município está, na prática, a proteger cada cidadão vizelense, garantindo que as respostas de saúde e segurança são céleres e ininterruptas”.

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Consumir proteína animal em vez de vegetal só tem vantagens acima dos 65 anos

10 June 2026 at 12:02

Investigadores portugueses concluíram que consumir proteína de origem animal ou vegetal tem resultados semelhantes para estimular o aumento de proteína muscular nos mais novos e apenas acima dos 65 anos a animal mostra ligeira vantagem.

A meta-análise, que comparou 12 estudos sobre o efeito da ingestão de proteína animal versus proteína vegetal ao nível do acréscimo de massa proteica no músculo, analisou diferentes grupos etários, janelas de tempo e efeitos combinados com o treino da força.

As conclusões indicam que as diferenças de efeito entre origem da proteína são quase inexistentes em pessoas mais novas, mesmo num contexto que envolva a prática de treino da força. O mesmo não acontece em pessoas acima dos 65 anos, nas quais a proteína animal mostra ser mais eficaz.

Em declarações à Lusa, o orientador do estudo, Gonçalo Vilhena de Mendonça, explicou que a proteína animal tem um teor de um aminoácido (leucina) que “está em maior quantidade por dose de proteína animal do que na proteína vegetal”.

“E a partir de determinada idade (…) é preciso aumentar um bocadinho mais essa quantidade de leucina que é ingerida para estimular ao acréscimo de proteína no músculo esquelético”, acrescentou, concluindo: “Quando as pessoas mais velhas estão a ingerir uma proteína que tem menos teor de leucina, o que acontece é que o músculo responde de uma forma diferente”.

O estudo foi realizado pelo Laboratório de Função Neuromuscular da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade de Lisboa, pela investigadora nutricionista Brícia Mendes.

Sobre os efeitos nos mais novos, Gonçalo Vilhena de Mendonça explicou: “A proteína vegetal, pelo menos a que é comercializada em forma de suplemento, é normalmente mais barata do que a de origem animal”.

“É um aspeto positivo para a carteira de cada um e, depois, tem outros dois aspetos importantes, pois [a proteína vegetal] é mais sustentável para o planeta e passível de consumo por pessoas vegetarianas”, acrescentou.

Além destas vantagens, o investigador lembrou que “há uma série de pessoas que têm intolerância à lactose. E a proteína do soro do leite, a ‘whey’, deriva do leite e, portanto, não é o ideal para pessoas que são intolerantes à lactose”.

A meta-análise incluiu 12 estudos, num total de 303 pessoas, 121 das quais com mais de 65 anos.

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Portugal coloca 1.078 milhões em dívida a 9 e 18 anos às taxas de 3,342% e 3,894%

10 June 2026 at 12:00

O IGCP colocou hoje 1.078 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) a cerca de nove e 18 anos às taxas de juro de 3,342% e 3,894%, respetivamente.

Segundo o IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, no prazo mais curto (nove anos e quatro meses) foram colocados 636 milhões de euros em ‘OT 0,9% 12Out2035’ (maturidade em 12 de outubro de 2035), à taxa de 3,342%, tendo a procura atingido 2,04 vezes o montante colocado.

No prazo mais longo, de 18 anos e oito meses, o IGCP colocou 442 milhões de euros em ‘OT 4,1% 15Fev2045’ (maturidade em 15 de fevereiro de 2045) à taxa de 3,894%, com a procura a superar 2,33 vezes a oferta.

Em comunicado, o diretor de Investimentos do Banco Carregosa nota que, na linha a nove anos, a taxa de juro de 3,342% “representa uma subida face ao leilão de março, em que a taxa apurada tinha sido de 3,175%”.

Segundo Filipe Silva, “o aumento das taxas registado no leilão de hoje espelha o atual ambiente geopolítico, marcado pelos avanços e recuos do conflito com o Irão”: “Esta tensão tem introduzido maior instabilidade no mercado de dívida e alterado as perspetivas de inflação no médio prazo”, sustenta.

Neste enquadramento, refere, “antecipa-se que o Banco Central Europeu avance com uma subida de 25 pontos base na reunião de junho, embora a materialização de novas pressões inflacionistas possa forçar os bancos centrais a adotar uma postura ainda mais restritiva”.

“O Banco Central Europeu reafirma estar bem posicionado para suportar um eventual choque energético, ainda que o abrandamento económico que se faz sentir em várias economias torne cada vez mais complexa a tarefa de manter a inflação sob controlo”, acrescenta.

O IGCP tinha anunciado para hoje dois leilões de OT com maturidades em 12 de outubro de 2035 (nove anos e quatro meses) e em 15 de fevereiro de 2045 (18 anos e 8 meses), com um montante indicativo global entre 1.000 milhões de euros e 1.250 milhões de euros.

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Em apenas dois meses, já foram recolhidas mais de 10 milhões de embalagens: “Participação expressiva”

10 June 2026 at 11:55

O Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) recolheu mais de 10 milhões de embalagens desde que entrou em funcionamento, há dois meses, nos mais de 2.500 pontos ‘Volta’ distribuídos por todo o país, anunciou hoje a entidade gestora.

Em comunicado, a SDR Portugal – associação sem fins lucrativos responsável pela implementação e gestão do sistema, operacional desde 10 abril, – considera que “este marco, alcançado ainda na fase de transição da operação, demonstra a efetiva adesão inicial dos cidadãos à ‘Volta’”.

“10 de junho, 10 milhões de habitantes, 10 milhões de embalagens devolvidas: uma coincidência simbólica que assinala a adesão dos consumidores à ‘Volta’”, enfatiza.

O sistema permite aos consumidores recuperarem o valor de depósito de 10 cêntimos por embalagem pago no ato da compra de garrafas e latas de uso único, de plástico, metal e alumínio e inferiores a três litros, mediante a sua devolução nos mais de 2.500 pontos ‘Volta’ existentes em Portugal continental, Açores e Madeira, número que deverá aumentar para mais de 3.000 nos próximos meses.

A estes, juntam-se 50 quiosques ‘Volta’, sobretudo em zonas com forte presença do setor da hotelaria, restauração e cafetaria.

Média de uma embalagem por cidadão

Para a SDR Portugal, este resultado “assume particular relevância tendo em conta que o sistema se encontra ainda numa fase de transição, com a entrada progressiva no mercado de embalagens identificadas com o símbolo ‘Volta’”.

“O valor alcançado – 10.006.067 embalagens recolhidas em apenas dois meses – reflete a participação expressiva dos consumidores e o compromisso das entidades aderentes ao SDR na estabilização de uma rede de recolha nacional, operacional e eficiente”, sustenta.

Citado no comunicado, o presidente da SDR Portugal destaca que este número “corresponde, em média, a uma embalagem devolvida por cada cidadão, mas representa muito mais do que um marco estatístico”.

“Estamos a assistir ao início de uma mudança de comportamentos e confiantes de que Portugal seguirá o percurso dos sistemas de depósito e reembolso mais bem-sucedidos da Europa, contribuindo para o cumprimento das exigentes metas europeias de circularidade e sustentabilidade”, afirma Leonardo Mathias.

Os dados de operação hoje divulgados indicam que as devoluções acontecem com maior frequência ao fim de semana, em especial aos domingos, no que a SDR Portugal diz evidenciar “a adaptação progressiva do sistema às rotinas da população”.

Até 09 de agosto, o sistema encontra-se num período de transição, em que coexistem no mercado embalagens com e sem o símbolo ‘Volta’, à medida que os produtos disponíveis vão sendo progressivamente substituídos pelas novas embalagens integradas na operação.

Assim, a aquisição de embalagens sem o símbolo ‘Volta’ não envolve o pagamento do valor de depósito associado, pelo que estas também não são aceites pelo sistema, devendo antes ser encaminhadas para os respetivos ecopontos.

Os pontos automáticos ‘Volta’ existentes nos supermercados e hipermercados e os quiosques reconhecem as embalagens elegíveis e permitem a devolução do valor de depósito sob diversas formas: vale convertível em numerário, vale de desconto no ponto de venda, carregado num cartão de fidelização ou através de outras soluções digitais, ainda em desenvolvimento. É também possível optar pela doação a instituições de cariz social.

As embalagens podem ser devolvidas em qualquer ponto ou quiosque, independentemente do local de compra, podendo também as embalagens adquiridas em estabelecimentos como cafés, restaurantes ou bares ser entregues nesses locais.

Para serem abrangidas, as garrafas e latas devem conter o símbolo ‘Volta’, o código de barras legível, estar vazias, não amolgadas ou amachucadas e, no caso das garrafas, com tampa.

Segundo destaca a entidade gestora, o SDR é “essencial para que Portugal cumpra as metas europeias de recolha seletiva e reciclagem de embalagens de bebidas de uso único, incluindo o objetivo de atingir 90% de recolha até 2029”.

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Arcos de Valdevez já tem uma camisa tradicional “bordada com carinho”

10 June 2026 at 11:45

Arcos de Valdevez apresentou, ontem, a camisa tradicional do concelho.

As peças são “bordadas com carinho, em símbolos entrelaçados e com a frase que identifica o concelho [Onde Portugal Se Fez]”, informa a autarquia.

Em comunicado, a Câmara de Arcos de Valdevez explica que “as peças foram trabalhadas pelo arcuense Luís Fernandes, num trabalho de grande proximidade com o Município, onde cada detalhe foi pensado ao pormenor”.

Arcos de Valdevez já tem uma camisa tradicional "bordada com carinho"
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez já tem uma camisa tradicional "bordada com carinho"
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez já tem uma camisa tradicional "bordada com carinho"
Foto: CM Arcos de Valdevez
Arcos de Valdevez já tem uma camisa tradicional "bordada com carinho"
Foto: CM Arcos de Valdevez

“Por cada lugar e por cada freguesia, as Camisas Tradicionais de Arcos de Valdevez representam um território, atravessam gerações e reforçam o sentido de pertença a uma comunidade”, conclui o comunicado.

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Torneio vai juntar mais de 1.500 jovens a jogar futebol em Barcelos

10 June 2026 at 11:31

A 5.ª edição da Barcelos Cup, torneio de futebol de formação que vai decorrer nos dias 20 e 21 de junho, vai juntar mais de 1.500 atletas. O evento é apadrinhado pelo guarda-redes barcelense João Costa, campeão nacional pelo FC Porto.

Em comunicado, a autarquia adianta que, este ano, estarão presentes 48 equipas, entre as quais o Sporting CP, mais de 1.500 atletas e cerca de três mil participantes, incluindo atletas, treinadores, dirigentes e familiares.

O torneio contará com a realização de 192 jogos e apresenta como principais novidades a inclusão do escalão de sub-13 e a utilização de três recintos desportivos do concelho: o Complexo Desportivo de Galegos Santa Maria, o Campo de Futebol de São Veríssimo e o Campo de Futebol “Os Ceramistas”.

A apresentação, na Casa da Juventude, na passada segunda-feira, contou com a presença do vereador da Juventude, Carlos Eduardo Reis, João Costa, guarda-redes do FC Porto e padrinho da edição deste ano, Margarida Direito, representante da Associação de Futebol de Braga, e José Manuel Pereira, responsável pela organização da prova.

Na sua intervenção, Carlos Eduardo Reis destacou o crescimento que a Barcelos Cup tem vindo a registar ao longo das últimas edições, sublinhando a capacidade da iniciativa para mobilizar atletas, clubes, famílias, dirigentes, associações e freguesias em torno do desporto.

Citado no comunicado, o vereador da Juventude salientou ainda o investimento realizado na qualificação dos equipamentos desportivos do concelho e considerou que a competição constitui um importante espaço de convívio, partilha e formação para os jovens atletas.

“Orgulho enorme”

Já o guarda-redes João Costa considerou sentir “um orgulho enorme” em ser o padrinho da Barcelos Cup 2026 e por poder servir de motivação para os mais jovens. “Espero poder ajudar e dar o melhor de mim, como sempre foi ao longo da minha carreira até agora”, disse o jogador do FC Porto.

A tertúlia que se seguiu à apresentação do torneio, moderada por Adelino Costa, contou com a participação de Jorge Machado, embaixador do Plano Nacional de Ética no Desporto do Instituto Português do Desporto e Juventude, e de Margarida Direito, num momento de reflexão sobre o papel do desporto na formação dos jovens e na promoção de valores fundamentais para o seu desenvolvimento pessoal e social.

“Espero que a Barcelos Cup seja um exemplo de bom comportamento nas bancadas, de bancadas bonitas e felizes, porque, no final, mais importante do que ganhar é aquilo que se aprende, até com a frustração de perder”, disse a representante da AF Braga.

A edição deste ano da Barcelos Cup vai contar com a participação de 13 equipas de Barcelos: Santa Maria F.C., Cávado F.C., C.D.C. Viatodos, U.D. São Veríssimo, C.F. Os Ceramistas, S.C. Ucha, G.D. Cristelo, A.F.C. Martim, A.R.C. Várzea, Águias de Alvelos, F.C. Roriz, Pereira F.C. e Granja F.C..

Estarão, também, presentes outras 13 equipas nacionais, com destaque para o Sporting Clube de Portugal e, ainda, Rio Ave F.C., F.C. Vizela, Joane, A.D. Esposende, F.C. Marinhas, F.C. Taipas, G.D. Prado, A.C. Ponte de Lima, Realense, Este F.C., Gral e Celta Academy.

Contará, ainda, com a participação de três equipas estrangeiras: Pontevedra F.C. e U.D. Santa Mariña, de Espanha, e Escola EFAT, de Cabo Verde.

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Noite Branca regressa a Guimarães

10 June 2026 at 11:25

A Noite Branca vai regressar a Guimarães no dia 18 de julho, anunciou o presidente da Câmara, Ricardo Araújo.

Segundo o Grupo Santiago, que cita o autarca, o executivo vimaranense já tinha anunciado o regresso da Noite Branca, mas a data só foi revelada, no início desta semana, em declarações após a reunião de Câmara quinzenal.

De acordo com a mesma fonte, p programa do evento será divulgado brevemente.

“Estamos a cumprir com o objectivo de reforçar a programação no espaço público, dinamizar a cidade, as atividades comerciais e a zona urbana com uma programação exigente e atrativa para os vimaranenses e para aqueles que nos querem visitar”, disse Ricardo Araújo.

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Vila Verde lança novo concurso público para recolha do lixo por 13,8 milhões

10 June 2026 at 11:17

A Câmara Municipal de Vila Verde vai apreciar, esta quinta-feira, a proposta de abertura de um novo concurso público, com publicitação internacional, para a recolha do lixo no concelho com um preço base de 13,8 milhões de euros.

Recorde-se que, em abril, a Câmara aprovou o acordo para a rescisão do contrato com a Luságua, de prestação do serviço de recolha e gestão de resíduos sólidos urbanos no concelho, no valor de oito milhões de euros.

A rescisão deveu-se ao “reconhecimento da incapacidade da empresa em cumprir integralmente o caderno encargos pelo preço que propôs no âmbito do respetivo concurso público”, justificou, na altura, a autarquia.

Agora, em comunicado, a Câmara de Vila Verde adianta que o objetivo “é que o novo concurso público assegure a melhoria do serviço de lixo indiferenciado nas freguesias e promova já “a transição para uma economia circular, por forma a privilegiar a reciclagem e reutilização, assim como diminuir a produção e deposição de resíduos”.

O regulamento para o novo concurso atribui particular importância à avaliação da “capacidade técnica e financeira dos candidatos”, tendo em vista assegurar que os potenciais vencedores tenham condições para executar o serviço proposto.

O vereador do ambiente, Carlos Tiago Alves, invoca a “complexidade técnica do objeto contratual e os riscos operacionais inerentes à prestação dos serviços de recolha de resíduos urbanos”, para justificar a necessidade de “assegurar que apenas aqueles que demonstrem possuir os requisitos exigidos possam apresentar proposta”.

Citado no comunicado, o autarca reconhece que “a experiência adquirida na execução do contrato anterior” pesou na decisão de recorrer ao “Concurso Limitado por Prévia Qualificação”, a par da natureza dos serviços a contratar e do valor estimado – 1.381.900 euros anuais, por um período de 10 anos.

O preço base do procedimento – que será ainda sujeito à apreciação da Assembleia Municipal de 19 de junho – foi determinado com recurso “à análise dos custos históricos do serviço, aos valores de mercado observados para prestações equivalentes, aos elementos recolhidos junto de entidades do setor e ao estudo de avaliação custo-benefício elaborado para o efeito”.

Carlos Tiago Alves faz ainda questão de reiterar o compromisso do município com os objetivos do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2030 (PERSU 2030), atendendo às metas em matéria de “recolha seletiva, valorização de resíduos e redução da deposição em aterro, através da adoção de modelos de gestão mais eficientes e sustentáveis”.

Entre os 37 assuntos a apreciar na reunião de Câmara desta quinta-feira, incluem-se ainda o projeto de execução da requalificação da Escola Básica Monsenhor de Araújo e novos investimentos na modernização do sistema de abastecimento de água, para além de diversos protocolos com as freguesias, na área do ambiente e limpezas, dos transportes escolares e obras.

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Carlos Barbosa é candidato à Distrital de Braga do Chega

10 June 2026 at 11:09

Carlos Barbosa, deputado do Chega na Assembleia da República e presidente da Mesa da Assembleia Distrital, anunciou hoje a candidatura à presidência da Distrital de Braga do partido.

“Sou candidato à presidência da Comissão Política Distrital de Braga do Partido CHEGA, para o próximo mandato. A candidatura tem como objetivo consolidar o crescimento do partido no distrito e afirmar uma liderança próxima dos militantes, determinada e focada em resultados”, afirma em comunicado.

“Assumo este desafio com conhecimento direto da realidade interna do partido em Braga. Estou no Chegou desde o início de 2020, tendo integrado várias estruturas do Partido no distrito é atualmente presidente da Mesa Distrital de Braga. Ao longo deste percurso, mantive sempre uma ligação próxima às bases, acompanhando o trabalho das concelhias e dos militantes no terreno”, refere.

E acrescenta: “Sou atualmente deputado à Assembleia da República, deputado na CIM do Cávado e deputado municipal em Braga, considero que conheço bem o distrito, as suas estruturas e os desafios que o partido enfrenta”.

Segundo Carlos Barbosa, esta candidatura “surge também como resposta a um momento em que tem faltado uma liderança próxima, mobilizadora e capaz de unir o partido. O que leva à ausência de dinâmica interna, o afastamento das bases e a falta de iniciativas que envolvam os militantes como fatores que exigem uma mudança de rumo”.

Atualmente, a Distrital do Chega é liderada pelo também deputado Filipe Melo.

Carlos Barbosa diz que “o projeto que [apresenta] nasce da vontade de muitos militantes que querem um Chega mais forte, mais organizado e mais presente no terreno. Uma estrutura capaz de mobilizar, unir e preparar o partido para os desafios eleitorais que se aproximam”.

O candidato quer dar “prioridade” ao reforço do partido “em todos os concelhos, dar força às concelhias e construir uma equipa coesa, preparada para alcançar vitórias políticas no distrito”.

“Defendo uma liderança agregadora, democrática e próxima das bases, capaz de unir o partido e devolver aos militantes um papel central na vida interna da estrutura distrital”, afirma Carlos Barbosa.

E conclui: “Num momento exigente para o país, considero essencial ter um partido firme, sem ambiguidades e com capacidade de mobilização, preparado para afirmar uma estratégia política clara no distrito de Braga. Sentimento que nos deve unir para levar André Ventura à liderança do governo de Portugal. Este é o momento de dar um novo impulso ao Chega em Braga”.

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Mercado de Famalicão transmite jogos do Mundial (e esplanadas abertas para ver Portugal)

10 June 2026 at 10:44

A Praça – Mercado Municipal de Famalicão vai transmitir todos os jogos do Mundial2026 que comecem até à 01:30 e as esplanadas do concelho vão ter licença para estarem abertas durante as partidas de Portugal, independentemente do horário.

Em comunicado, a autarquia adianta que, durante a competição, a Praça-Mercado Municipal terá uma ‘Fan Zone’, que “convida os adeptos de todas as idades a acompanharem os principais momentos do torneio num ambiente de convívio, emoção e festa”.

“A iniciativa prevê a transmissão de todos os jogos com início até à 01:30 (inclusive), transformando o espaço num ponto de encontro para quem não quer perder um único lance da maior competição do futebol mundial”, refere o comunicado.

O Campeonato do Mundo de Futebol decorre entre amanhã, 11 de junho, a 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá.

A seleção nacional começa na fase de grupos a 17 de junho, frente ao Congo, num encontro marcado para as 18:00. Segue-se o duelo com o Uzbequistão, em 23 de junho, também às 18:00. A terceira jornada, com Portugal a defrontar a Colômbia, será no dia 28 de junho, às 00:30.

Durante o Mundial2026, a Praça-Mercado de Famalicão “contará também com o apoio de um serviço de bar em funcionamento até às 23:00, durante a semana, e até à 01:00, aos fins de semana”.

A autarquia informa ainda que, a partir da meia noite e perante a presença de pouco público na ‘Fan Zone’ da Praça, o espaço poderá encerrar mais cedo.

“Independentemente do horário dos encontros de Portugal, todas as esplanadas do concelho terão licença para estar abertas nos jogos da Seleção Nacional”, conclui a autarquia.

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Famalicão constrói piscina olímpica por 3,6 milhões

10 June 2026 at 10:28

A Câmara de Famalicão vai avançar com a construção de uma piscina olímpica (com 50 metros de comprimento), lançando um concurso público com um preço base de 3,6 milhões de euros.

Em comunicado, a autarquia adianta que vai arrancar com o projeto de requalificação e ampliação do complexo das Piscinas Municipais de Vila Nova de Famalicão, lançando para concurso público a primeira fase de obra que envolve a construção de uma piscina coberta com quatro pistas de 50 metros.

A abertura do procedimento concursal será um dos pontos em análise na reunião do executivo municipal de amanhã, quinta-feira.

De acordo com a mesma fonte, esta primeira empreitada terá um preço base de 3,6 milhões de euros e um prazo de execução de 540 dias.

A Câmara de Famalicão recorda que “a inexistência de uma piscina coberta de 50 metros tem impedido o complexo desportivo das Piscinas de Famalicão de receber provas de alta competição”.

“A nova piscina melhorará também as condições de treino dos atletas do Grupo Desportivo de Natação que deixarão de precisar de treinar noutros complexos desportivos fora do concelho e permitirá trazer mais seniores para as atividades em piscina do programa municipal desportivo ‘Mais e Melhores Anos'”, acrescenta.

Além desta primeira, o projeto contempla outras duas: uma segunda para a requalificação do edifício existente e uma terceira para a requalificação da piscina exterior e construção de um novo edifício para o balneário de apoio à piscina exterior e jardim.

As obras referentes a esta primeira fase decorrerão com os serviços das Piscinas Municipais em funcionamento.

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Viana do Castelo vai ter novo festival de cinema para documentário e não-ficção

10 June 2026 at 09:52

A associação Ao Norte criou um novo festival de cinema em Viana do Castelo, o DOC[iN], dedicado ao documentário e à não-ficção, cuja primeira edição está marcada para março de 2027, foi hoje anunciado.

Daniel Maciel, da direção do festival, explicou à Lusa que o DOC[iN] estará centrado numa mostra competitiva internacional, na linguagem da não ficção, com aposta na ligação à comunidade local e aos estudantes de cinema.

Além do DOC[iN], que tem já em curso a submissão de filmes e terá prémios atribuídos por um júri internacional, é o segundo festival de cinema organizado pela associação Ao Norte, além dos Encontros de Viana.

“O DOC[iN] tem um perfil de indústria que não se verifica no Encontros, que é mais voltado para a pedagogia e educação. Este é mais focado na exibição de filmes em competição. Está na génese que seja um ponto de encontro entre estudantes de cursos de cinema, sobretudo apontados para o norte, e a indústria”, explicou.

A primeira edição do o DOC[iN] – Festival Internacional de Documentário de Viana vai decorrer de 02 a 07 de março de 2027 no Teatro Municipal Sá de Miranda, mas a organização ambiciona ocupar outros espaços da cidade, nomeadamente com oficinas e ‘masterclasses’.

Na ligação à comunidade local, estão previstas iniciativas como o programa “DOC’s à solta”, com sessões em freguesias do concelho, e a exposição fotográfica “Cartografias Afetivas”, construída a partir de álbuns familiares de freguesias de Viana do Castelo.

Daniel Maciel considera que Viana do Castelo “é uma cidade muito bem posicionada para um evento destes”, ainda que a exibição de cinema na cidade – capital de distrito – esteja dependente da programação municipal, no Teatro Sá de Miranda, e do cineclube da associação Ao Norte, no Cinema Verde Viana.

Viana do Castelo é uma das cinco capitais de distrito – a par de Beja, Bragança, Guarda e Portalegre – que não dispõem de exibição regular comercial de cinema, depois de, em janeiro passado, terem fechado as salas no Estação Viana Shopping.

“A nós parece-nos que uma capital de distrito merece mais em termos de cinema e de oferta para um público cinéfilo e para um público geral”, concordou Daniel Maciel, sublinhando ainda o trabalho de promoção e divulgação de cinema que a associação Ao Norte tem feito na cidade.

O DOC[iN] – Festival Internacional de Documentário de Viana é organizada pela associação Ao Norte, em colaboração com a câmara municipal de Viana do Castelo.

Anteriormente, a associação Ao Norte também organizava o MDOC – Festival Internacional de Documentário de Melgaço, mas este deixou de ter continuidade devido à falta de apoio financeiro da autarquia.

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Época balnear arranca sábado. Esposende e Viana recuperam praias após tempestades

10 June 2026 at 09:45

O município de Esposende avançou com “operações de reperfilamento e movimentação de areias” em várias praias, para salvaguardar a época balnear, após os efeitos das tempestades em várias praias, em particular a de Ofir.

Os efeitos das intempéries de janeiro e fevereiro “são particularmente visíveis no litoral de Esposende”, explica à Lusa a autarquia, numa resposta por escrito, e causaram “acentuada erosão costeira e significativa redução do areal em várias praias”, com a necessidade de alimentação artificial ou reposição sedimentar “evidente”, em particular em Suave Mar, Ofir e Pedrinhas/Cedovém, naquele concelho.

“Importa referir que, até ao momento, não existe qualquer intervenção prevista ou financiada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) para esse efeito. Perante esta realidade, o município avança, por iniciativa própria, com operações de reperfilamento e movimentação de areias, procurando minimizar os impactos mais severos e salvaguardar as condições de utilização das praias durante a época balnear”, que arranca no sábado, pode ler-se na resposta do executivo liderado pelo independente Carlos Silva (Movimento Mudança).

Num relatório de ocorrências relacionadas com as tempestades de janeiro e fevereiro, no caso Ingrid, Joseph, Kristin, Leonardo e Marta, a APA definiu as intervenções em toda a costa a serem realizadas de forma urgente, bem como a curto e médio prazo, além de fazer um balanço dos estragos.

Aí, estão previstas ações de curto e médio prazo, da reposição sedimentar em Ofir, até ao final de 2027, a estabilização dunar e reforço sedimentar em Cedovém/Pedrinhas e Bonança, que são para executar a partir de janeiro de 2028, quando também arrancará o trabalho de recuperação e estabilização da restinga em Ofir.

Para o imediato, o foco da autarquia têm sido os passadiços e acessos, bem como o reperfilamento dos areais, pela “necessidade acrescida de intervenção” que o mau tempo apresentou.

“É notória a diminuição da extensão útil dos areais em diversas praias do concelho, o que obrigou a um esforço adicional de adaptação e requalificação dos espaços balneares. (…) A preparação da presente época balnear revelou-se mais exigente do que em anos anteriores”, admite o município.

Em Esposende, uma das obras previstas pela APA no relatório é uma intervenção de reconstrução e reforço estrutural do muro da Marginal da Praia da Couve, financiada por esta agência, estando já concluído o projeto, feito pelo município, que avança que os trabalhos podem “arrancar ainda durante o mês de junho”, mas não adiantou o investimento previsto.

Apesar das limitações, é possível garantir condições de segurança e funcionamento para que o verão decorra “com normalidade”, mesmo que os efeitos sejam ainda visíveis em Suave Mar e Ofir, com menos areal.

Os investimentos “estruturantes” serão guardados para depois do verão, “como é o caso das intervenções de contenção e reforço do cordão dunar junto à rampa dos pescadores”, que visam não só salvaguardar o presente mas também “a resiliência futura do litoral esposendense”, refere ainda a autarquia.

Em Viana do Castelo, as saídas para as praias foram quase todas destruídas

Em Viana do Castelo, o início do ano “foi particularmente difícil”, com “vários problemas” e algumas situações ainda a ser repostas, como a erosão e a perda de areia, além de um problema comum pela costa portuguesa, a “destruição de inúmeros passadiços”, conta à Lusa o chefe da Divisão do Ambiente e Alterações Climáticas da autarquia, José Paulo Vieira.

“A reposição de areias é uma competência da APA, e nos passadiços pedimos-lhes apoio, mas até ao momento não tenho nenhuma informação sobre isso, e é a Câmara que está a suportar o investimento”, afirma o responsável deste município liderado por Luís Nobre (PS).

As saídas para as praias foram quase todas destruídas, lamenta, estando a ser repostas para garantir a época balnear, tendo já sido reportadas as necessidades à agência nacional, como na Praia da Ínsua, em Afife, de Carreço, com “erosão na estrutura aderente”, e a “grande perda de areia e erosão dunar” na Amorosa, uma situação que se arrasta há vários anos.

É ali que se concentram os “problemas maiores” da costa de Viana do Castelo, e a Amorosa, em particular, configura “uma situação muito grave, porque a duna foi cortada, numa grande extensão, e ficou praticamente uma escarpa”.

“Para se fazer um acesso ao areal, que está a ser feito neste momento, é muito complicado, com uma altura de 15 metros. Tem de se fazer ali uma obra complicada”, acrescenta.

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