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CML quer abrir concursos públicos para cargos dirigentes. “É uma reforma estrutural na gestão do talento”, diz Gonçalo Reis

10 June 2026 at 13:02

A Câmara Municipal de Lisboa vai avançar com a abertura de concursos públicos para a seleção de todos os cargos dirigentes do Município, numa iniciativa que pretende reforçar os princípios de mérito, transparência e igualdade de oportunidades no acesso a funções de direção.

A autarquia prepara-se assim para avançar com o que chama de “uma mudança profunda” na escolha da sua estrutura de liderança. Em entrevista ao Jornal Económico (JE), Gonçalo Reis, vice-presidente do município com o pelouro dos Recursos Humanos, detalha o novo modelo de seleção dos quadros dirigentes, que põe fim às nomeações por substituição e institui o concurso público como regra obrigatória para todos os cargos. Trata-se, nas palavras do autarca, de “uma reforma estrutural na gestão dos recursos humanos e do talento e das competências da Câmara Municipal”.

A medida integra uma proposta que será submetida à próxima reunião do executivo municipal agendada para o diz 17 de junho e que diz respeito à constituição dos membros do júri responsáveis pelos procedimentos concursais.

A grande viragem prende-se com a alteração efetiva do método de escolha dos líderes das várias direções e divisões da autarquia. Gonçalo Reis explica que o objetivo central é introduzir novos padrões de exigência na administração pública local.

“Deixa de haver as chamadas de nomeação por substituição e todos os processos de quadros dirigentes (…) passam a ser por concurso. E esses é que são os grandes princípios que nós acreditamos. Ou seja, com esta alteração que queremos imprimir na Câmara asseguramos a transparência do processo, fomentamos a participação (…) incentivamos o mérito (…) e promovemos uma cultura de competências e de oportunidades de participação”, referiu.

Questionado sobre se os concursos são para vagas abertas ou não, Gonçalo Reis explicou que “atualmente, o universo de dirigentes da Câmara de Lisboa é composto por 163 cargos, quase na totalidade preenchidos (registam-se apenas três vagas em aberto: um diretor de departamento e dois chefes de divisão)”.

O vice-presidente da autarquia explica ao JE que esta estrutura divide-se em três níveis: 13 diretores municipais, ou seja a primeira linha dirigente, que reporta diretamente aos vereadores (incluindo áreas como Finanças, Engenharia Urbana e o Secretário-Geral), 47 diretores de departamento e 103 chefes de divisão.

Por se tratar de um “programa de grande escala”, o vice-presidente salvaguarda que a transição será feita de forma progressiva através de um plano plurianual. No entanto, garante avançar logo na segunda metade do ano.  “No segundo semestre de 2026 pretendemos e faremos já seguramente o lançamento de algumas dezenas de concursos”, revela Gonçalo Reis, que está optimista em relação à aprovação da medida que promete revolucionar o modelo de recrutamento na Câmara de Lisboa.

“Trata-se de pôr as pessoas certas nos lugares certos, escolhidas por processos que imprimam a transparência e que fomentem o mérito”, sublinhou.

Gonçalo Reis quer assegurar as estabilidade e faz um apelo aos atuais dirigentes para que concorram

Uma das principais preocupações manifestadas por Gonçalo Reis prende-se com a continuidade dos serviços municipais durante este período de transição. O vice-presidente esclarece que, como os atuais dirigentes se encontram em regime de substituição, “vão continuar em funções até ao resultado do concurso”, afastando qualquer cenário de vazio diretivo (vacatura).

O responsável pelos Recursos Humanos faz também um convite claro à permanência dos atuais quadros de comando, elogiando o talento já existente na autarquia.

“Todos os atuais dirigentes podem concorrer aos cargos. Eu diria, e eu digo mesmo, acho que é normal que muitos deles concorram. E digo, e ainda bem. Porque a Câmara Municipal tem, atualmente, nos seus quadros de dirigentes, muitas pessoas perfeitamente competentes com as valências técnicas e com todas as condições. E agora, essas vão ao concurso. E se forem selecionadas, no fundo são reconfirmados e ganham uma legitimação adicional”.

A grande mais-valia do modelo assenta, contudo, na abertura do universo de recrutamento. No caso dos 13 diretores municipais (os cargos de topo), a autarquia vai fazer uso da prerrogativa legal que permite abrir as candidaturas a profissionais externos à administração local.

“Podem concorrer funcionários da Câmara, funcionários da função pública sem ser da Câmara Municipal, e funcionários e pessoas do setor privado. E isso é muito interessante, porque nós aqui estamos a dar um passo além, porque estamos mesmo a alargar o pool de talento”, anuncia Gonçalo Reis.

“Todos os atuais dirigentes podem concorrer aos cargos e até acho que mais do que poderem, e eu digo mesmo, acho que é normal que muitos deles concorram e ainda bem. Porque, também há que sublinhar isso, a Câmara Municipal tem, atualmente, nos seus quadros de dirigentes, muitas pessoas muito competentes e com valências técnicas”, destaca o vice-presidente da autarquia.

Câmara de Lisboa vai abrir concursos públicos para todos os cargos dirigentes da autarquia para implementar meritocracia

Segundo a autarquia, trata-se do primeiro processo concursal abrangente para os quadros dirigentes desde 2010, sendo que há cerca de 16 anos não eram lançados concursos desta dimensão para cargos de direção. O atual executivo considera que esta iniciativa representa uma das suas marcas distintivas, ao assumir o compromisso de promover uma organização municipal assente na qualificação, no talento e na competência dos seus dirigentes.

No total, estão a ser preparados 163 procedimentos concursais, que abrangem cargos de diretores municipais, diretores de departamento e chefes de divisão. Para conduzir estes processos serão constituídos 38 júris de seleção, um número inferior ao dos concursos previstos, uma vez que, em várias áreas funcionais, o mesmo júri acompanhará mais do que um procedimento.

O júri será composto por personalidades internas e externas à Câmara Municipal de Lisboa, escolhidas em função da sua competência, idoneidade, independência e experiência profissional. O objetivo, de acordo com a autarquia, é garantir processos de recrutamento rigorosos, transparentes e centrados no mérito dos candidatos.

O novo modelo estabelece mandatos com regras diferenciadas para a duração das comissões de serviço dos candidatos vencedores dos concursos, separando de forma clara os cargos de natureza mais estratégica das funções puramente técnicas, como explicou Gonçalo Reis.

Ao abrigo destas novas diretrizes, os diretores municipais passam a cumprir mandatos de cinco anos, os quais apenas podem ser renovados uma única vez, fixando assim um limite máximo de 10 anos de permanência no cargo. Em contrapartida, os diretores de departamento e os chefes de divisão terão mandatos de três anos, com a possibilidade de renovação sem qualquer limite, dado tratarem-se de cargos com um perfil marcadamente mais técnico, sublinha o vice-presidente da CML.

Após a aprovação da proposta em reunião de Câmara, o documento seguirá para apreciação e votação na Assembleia Municipal de Lisboa. Concluída essa fase, serão abertos os respetivos procedimentos concursais, cujo arranque está previsto para o segundo semestre de 2026.

A Câmara Municipal de Lisboa defende que a realização destes concursos permitirá reforçar a cultura de mérito na organização, aumentar a transparência nos processos de recrutamento e seleção e alargar as oportunidades de acesso a cargos dirigentes, quer para trabalhadores da autarquia, quer para candidatos externos.

Calendário e o funcionamento do júri

Tal como já referido, o arranque formal da iniciativa está agendado para a reunião de Câmara do dia 17 de junho, onde será votada a constituição do júri examinador. Uma vez aprovado pelo executivo municipal e, posteriormente, pela Assembleia Municipal, o processo transita para a Direção de Recursos Humanos para que os avisos de abertura comecem a ser emitidos.

Questionado sobre o perfil de quem vai avaliar os candidatos, Gonçalo Reis adianta que o júri será constituído por “pessoas com idoneidade” e competências firmadas em gestão pública, recursos humanos e dinâmicas autárquicas, combinando quadros internos e peritos externos.

“O júri para os diretores municipais tem sempre alguns elementos que são de fora da Câmara — académicos e pessoas com credibilidade académica, setorial e com experiência nestas áreas. E depois, o júri para os chefes de departamento e diretores de departamento são também quadros seniores da Câmara. É um mix de quadros da Câmara com independentes”.

Demonstrando total convicção no acolhimento político da proposta, Gonçalo Reis antecipa uma aceitação pacífica e robusta nos órgãos deliberativos da cidade. “A expectativa é altíssima que isto venha a ser aprovado e implementado, porque esta iniciativa vai na direção certa, vai na direção da transparência, do mérito, de processos previsíveis e de alargamento de oportunidades”, sublinha.

Sem querer interferir na autonomia de outras autarquias, o vice-presidente defende que a capital portuguesa tem o dever de liderar pelo exemplo no que toca às metodologias de governação e captação de recursos humanos.

“Eu não quero dar lições aos outros municípios (…) Agora, nós achamos que o município de Lisboa deve dar o exemplo e os nossos critérios de exigência são os critérios de exigência mais altos que existem. A Câmara Municipal tem que estar regida pelas melhores práticas de gestão de recursos humanos.”

A terminar, Gonçalo Reis reforça a visão de longo prazo que norteia este plano, recusando a ideia de que se trate de uma resposta conjuntural para problemas pontuais.

“O nosso objetivo estrutural é ter as pessoas certas nos lugares certos e escolhidas de acordo com processos transparentes e que fomentem o mérito. (…) Nós não estamos a resolver a situação A ou B ou C. Nós estamos a colocar em prática na Câmara uma nova política estrutural, definitiva e sistemática para a gestão do talento”.

16 anos depois, contrato do Bairro do Aleixo continua parado

9 June 2026 at 20:00
Os vereadores da Câmara do Porto aprovaram a sétima alteração ao contrato dos terrenos do Bairro do Aleixo. 16 anos depois, Pedro Duarte quer fim do impasse, mas oposição apresenta críticas.

© JOSE COELHO/LUSA

16 anos depois, contrato do Bairro do Aleixo continua parado

9 June 2026 at 20:00
Os vereadores da Câmara do Porto aprovaram a sétima alteração ao contrato dos terrenos do Bairro do Aleixo. 16 anos depois, Pedro Duarte quer fim do impasse, mas oposição apresenta críticas.

© JOSE COELHO/LUSA

Apesar de impopular, o ajuste direto não é o problema

9 June 2026 at 00:03
Como se espera que cidadãos e eleitos locais exerçam a fiscalização que é seu direito, se os nomes dos beneficiários estão apagados?

Alentejo 2030 abre concurso de 5,8 milhões para “mobilidade urbana sustentável”

6 June 2026 at 19:26

O Programa Regional do Alentejo 2030 anunciou, esta sexta-feira, 5 de junho, a abertura de um Aviso de Concurso destinado a apoiar projetos de mobilidade urbana sustentável na região, com uma dotação global de 5.829.500 euros [5,8 milhões]. O financiamento é assegurado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) e prevê uma taxa máxima de cofinanciamento de 85%.

O concurso integra-se nas Estratégias Territoriais Integradas das Comunidades Intermunicipais (ITI CIM) e tem como objetivo promover soluções de mobilidade mais sustentáveis, inteligentes e inclusivas. Entre as metas estão a redução das emissões de carbono, a melhoria da qualidade do ar e a diminuição do ruído urbano.

A verba total divide-se em duas áreas de intervenção. Para o transporte urbano digitalizado estão reservados 1.278.500 euros [1,28 milhões], enquanto a mobilidade ativa, que inclui modos pedonal e ciclável, conta com 4.551.000 euros [4,5 milhões]. Os apoios destinam-se a investimentos em meio urbano e suburbano que incentivem alternativas ao veículo individual, fomentando a intermodalidade e soluções inovadoras de mobilidade.

Segundo o comunicado da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR) podem candidatar-se municípios e suas associações, entidades do setor empresarial local e as Comunidades Intermunicipais da região do Alentejo abrangidas pelo Eixo 2 – ITI CIM. O financiamento será distribuído pelas diferentes Comunidades Intermunicipais com dotações específicas para cada território, de forma a responder às necessidades locais.

O período de candidaturas decorre por fases. A primeira termina a 30 de junho de 2026 e a última a 31 de maio de 2027, permitindo uma gestão faseada do investimento.

Oeiras inaugura Academia Municipal de Golfe em parceria com a Federação Portuguesa de Golfe

6 June 2026 at 10:45

O Município de Oeiras inaugura este sábado, 7 de junho, às 17h00, a nova Academia Municipal de Golfe – Oeiras Green Valley, num projeto desenvolvido em parceria com a Federação Portuguesa de Golfe (FPG). A cerimónia integra as comemorações do Dia do Município e dos 267 anos do concelho, assinalando uma nova fase para a promoção da modalidade em Oeiras.

Instalada no antigo Cabanas Golf, em Barcarena, a nova academia resulta de um processo de recuperação e requalificação do espaço, que se encontrava desativado desde julho de 2024. Ao longo dos últimos dez meses, foram realizadas intervenções profundas em todas as áreas do campo, incluindo trabalhos de desmatação integral, reparação do sistema de bombagem, recuperação da rede de rega e requalificação dos greens, bunkers, tees, fairways e roughs.

Segundo a autarquia, as obras permitiram restabelecer as condições necessárias para a prática da modalidade, garantindo elevados padrões de qualidade, segurança e sustentabilidade.

A Academia Municipal de Golfe passará a estar disponível para escolas, universidades, clubes e para a população em geral, assumindo-se como um espaço dedicado à aprendizagem, iniciação e desenvolvimento do golfe. O objetivo é aproximar a modalidade de novos públicos e criar mais oportunidades de acesso à prática desportiva, incentivando estilos de vida ativos e saudáveis entre diferentes gerações.

Para o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, este investimento representa uma oportunidade para tornar o golfe mais acessível à comunidade.

“Este investimento do Município de Oeiras vai permitir democratizar o acesso ao golfe, um desporto tradicionalmente elitista, mas com enorme potencial educativo e desportivo. Vamos abri-lo às escolas, aos clubes e a todos os jovens de Oeiras, criando novas oportunidades de aprendizagem, lazer e formação no concelho”, afirmou.

Também o presidente da Federação Portuguesa de Golfe, Pedro Nunes Pedro, destacou a importância da recuperação do espaço para o desenvolvimento da modalidade em Portugal.

“A recuperação deste espaço representa uma excelente notícia para o desenvolvimento do golfe em Portugal e para a democratização do acesso à modalidade. Num momento em que o golfe ultrapassa os 108 milhões de praticantes em todo o mundo e continua a atrair novos públicos, a abertura de uma infraestrutura com esta dimensão e vocação pública permite aproximar a modalidade da comunidade, das escolas e das famílias”, sublinhou.

A abertura da Academia Municipal de Golfe enquadra-se na estratégia do Município de Oeiras de valorização dos equipamentos desportivos e de promoção da atividade física junto da população, contribuindo para uma oferta desportiva mais diversificada e inclusiva.

A parceria entre a autarquia e a Federação Portuguesa de Golfe pretende ainda criar condições para o crescimento sustentado da modalidade no concelho, reforçando a sua ligação à comunidade, à educação e às novas gerações.

Fundada em 1949, a Federação Portuguesa de Golfe é a entidade responsável pela regulamentação e promoção da modalidade em Portugal, detendo o estatuto de Utilidade Pública Desportiva. Com sede em Miraflores, a federação tem como missão desenvolver o golfe a nível nacional, assegurando a gestão de handicaps, a formação das seleções nacionais e a supervisão do calendário competitivo.

Albufeira investe 298 mil euros nas instalações da GNR

4 June 2026 at 14:12

O Município de Albufeira vai investir 298 mil euros em obras nas instalações da GNR (Destacamento Territorial) da cidade.

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Alentejo 2030 reforça em 45,5 milhões a dotação para municípios nas áreas da habitação e água

4 June 2026 at 13:24

O programa Alentejo 2030 reforçou em 45,5 milhões de euros a dotação destinada aos municípios da região e da Lezíria do Tejo para investimento em habitação acessível e no ciclo urbano da água, revelou a CCDR.

Em comunicado, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo explicou que a autoridade de gestão do programa operacional regional assinou com as comunidades intermunicipais adendas aos Contratos de Desenvolvimento e Coesão Territorial (CDCT).

“As adendas refletem um aumento global da dotação financeira dos CDCT, que passa de cerca de 440 milhões de euros para 446 milhões de euros”, disse, referindo que formalizam “a adaptação da contratualização territorial à reprogramação intercalar” do Alentejo 2030, reforçando “o investimento público nos territórios”.

Segundo a CCDR, além destes seis milhões de euros destinados aos municípios, “acrescem instrumentos complementares”, como “um reforço de 15,5 milhões de euros no âmbito da Habitação do Fundo para a Transição Justa (FTJ) e 24 milhões de euros dirigidos ao ciclo urbano da água” nas autarquias.

Estas verbas traduzem a reafetação global de “cerca de 45,5 milhões de euros, correspondente a um aumento de 10,3% face à contratualização inicial, reforçando significativamente a capacidade de investimento dos municípios”.

“A revisão dos contratos integra, pela primeira vez, uma componente dedicada à habitação acessível e social, respondendo a necessidades estruturais do território e alinhando o [Alentejo 2030] com as prioridades europeias e nacionais no domínio da coesão social e territorial”, salientou a CCDR.

O mesmo organismo explicou que as adendas assinadas incorporam “os ajustamentos decorrentes da reprogramação intercalar do Alentejo 2030”, o que inclui a “redefinição de prioridades, a reafetação de recursos e o alinhamento com os níveis de execução verificados, garantindo maior eficiência e eficácia na aplicação dos fundos”.

A CCDR Alentejo destacou ainda “o reforço do investimento no ciclo urbano da água, área estratégica para a região, com impacto direto na resiliência dos sistemas, na sustentabilidade dos recursos hídricos e na resposta aos desafios climáticos”.

“O novo enquadramento contratual reforça o foco na execução física e financeira dos investimentos, no cumprimento das metas estabelecidas e na observância da regra do N+3, assegurando uma utilização eficiente dos fundos europeus”.

Paralelamente, o processo “contribui para a preparação do próximo ciclo de programação, consolidando a capacidade de planeamento e intervenção das entidades territoriais, com base na experiência adquirida no atual período”.

“O Alentejo 2030 reafirma o seu compromisso com uma política de coesão orientada para resultados, centrada nos territórios e nas pessoas, promovendo uma execução mais célere, eficaz e alinhada com os desafios estratégicos da região”, assegurou a CCDR Alentejo.

Também em comunicado, a Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC), que em 28 de abril se manifestou contra a proposta de reprogramação do CDCT referente aos 14 municípios do distrito de Évora, revelou agora ter assinado a adenda e elogiou os “esforços para promover o diálogo institucional e a construção de soluções equilibradas”.

“É aberta uma nova linha de investimento municipal no domínio da habitação e são criadas condições para, através da aceleração e da flexibilidade na execução, os municípios do Alentejo Central poderem vir a atingir maiores índices de investimento em projetos fundamentais para o bem-estar das populações e o desenvolvimento sustentável dos territórios”.

O presidente da CIMAC e da Câmara de Évora, Carlos Zorrinho, destacou que “esta revisão contratual permite criar melhores condições para a execução dos projetos previstos, reforçando a capacidade de investimento dos municípios e o aproveitamento dos fundos comunitários disponíveis” em prol dos munícipes.

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