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Museu Zer0 entra numa nova etapa com “lugar-depois”

12 June 2026 at 02:00

Um “lugar-depois”, que marca uma nova etapa do Museu Zer0, com forte dimensão crítica, experimental e internacional, sem nunca deixar de estar alinhada com o pensamento visionário que esteve na origem deste projeto vivo.

Em Setembro de 2025, os antigos silos e armazéns da Cooperativa Agrícola de Santa Catarina da Fonte do Bispo, no concelho de Tavira, passaram de espaço industrial desativado há décadas a «centro vivo de criação artística».

Nesse mês, resultado de um trabalho e ambição de anos, nascia oficialmente o primeiro museu de arte digital do país. Fundado por Paulo Teixeira Pinto, antigo presidente do Banco Comercial Português (BCP), que se mudou para o Algarve e iniciou o desafio de criar, no interior da região, um espaço dedicado à arte digital, este Museu entra agora numa nova fase, com uma nova direção, que quer fazer cumprir os valores de sempre, mas levar o projeto ainda mais longe.

Para marcar esta transição, o Zer0 reabre com “lugar-depois”, exposição inaugurada oficialmente esta terça-feira, 9 de Junho, e que estará patente até ao dia 7 de Dezembro.

Para Fátima Marques Pereira, atual presidente, «o nome da exposição diz tudo».

«Houve uma inauguração que foi, na verdade, um sucesso e da qual nós nos orgulhamos muito. Agora, este é o momento mais difícil do museu, porque este é o momento em que toda a gente tem os olhos no Museu Zer0 e quer saber o que é que esta nova direção vai fazer, do ponto de vista artístico e do ponto de vista do funcionamento», diz, em entrevista ao Sul Informação.

A poucos dias da grande inauguração, Fátima Marques Pereira falava com o nosso jornal sobre o desafio que esta nova direção enfrenta e sobre o gosto que é poder estar aos comandos de um projeto como este: «um projeto com o qual me identifiquei desde o início», confessa.

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Fátima Marques Pereira. Foto: Edgar Pires | Sul Informação (arquivo)

Ao lado de Mónica Félix, vice-presidente, Fátima Marques Pereira não tem qualquer pudor em afirmar que este é «o projeto mais difícil e desafiante» da sua vida.

O convite para fazer parte da direção – que conta ainda com as vogais Dália Paulo, Sónia Gemas Donário e Madalena Duarte – surge em resultado do sucesso do segundo momento de inauguração do Museu, em Outubro de 2025, pelo qual foi responsável pela programação, e foi, para Fátima «irrecusável».

«É irrecusável, mas também é um desafio porque uma coisa é trabalharmos, como eu sempre trabalhei, como gestora pública. Aí eu sei com que linhas é que me coso, porque o Estado, desde logo, tem um orçamento estipulado para o projeto. Aqui nós temos que ir à procura», diz, realçando a importância do mecenato nestes projetos.

«Eu espero que a comunidade empresarial compreenda que a cultura é transformadora de tudo e que as empresas percebam a importância de apoiarem a cultura e as artes. Dinamizar o território do ponto de vista empresarial também tem que ser dinamizar o território do ponto de vista social e cultural. E isso é fundamental para nós e para a região», salienta.

“lugar-depois” surge ainda num momento particularmente significativo para a instituição, já que o Museu Zer0 foi distinguido, no passado dia 17 de Maio, com o Prémio de Arquitetura do Algarve 2025, na categoria Equipamento, Serviço e Indústria.

Este novo ciclo ficou ainda marcada pela realização, no passado dia 8 de Junho, véspera da inauguração da exposição, do Fórum Cultura dedicado à relação entre arte e tecnologia, promovido pela ministra da Cultura Margarida Balseiro Lopes.

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Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

«A realização deste Fórum no Museu Zer0 representa um reconhecimento institucional da relevância crescente do Museu enquanto plataforma ativa de pensamento, criação e produção e articulação territorial. Simultaneamente, posiciona “lugar-depois” como o primeiro gesto curatorial desta
nova direção, uma afirmação artística, contemporânea e de compromisso com o futuro», refere a direção.

Reunindo artistas cujas práticas atravessam instalação, som, media arte, imagem e experimentação contemporânea, a exposição propõe o Barrocal algarvio como «espaço ativo de pensamento e produção cultural situada», já que o território surge como «campo de relação entre natureza, tecnologia, memória, matéria e transformação social», refletindo preocupações como a ecologia, sustentabilidade, identidade, pertença, inteligência tecnológica e modos futuros de habitar.

Ao longo de sete meses, a mostra expande-se além do espaço expositivo através de um programa contínuo de mediação, conversas, ativação territorial e produção de conhecimento, criando condições para que artistas, curadores, investigadores, comunidade e instituições participem ativamente na sua construção.

Será ainda acompanhada por uma programação paralela que inclui encontros com artistas e curadores, conversas públicas, visitas mediadas, sessões de reflexão, atividades educativas e momentos de partilha entre diferentes agentes culturais e criativos.

«O Museu Zer0 é um projeto único em Portugal. Eu não tenho qualquer dúvida relativamente a isso. Tenho muitas dúvidas relativamente a outras questões, mas não de que é um projeto único e transformador para a região – porque não se encontra, aos pontapés, museus ou centros de arte no interior do país, mas também porque tem uma dimensão colaborativa e comunitária muito grande», salienta ainda ao nosso jornal Fátima Marques Pereira.

De acordo com a presidente, este é um Museu que nasceu para «estar de portas abertas a todos» e é nesse sentido que a direção continuará a trabalhar.

“lugar-depois” pode ser visitado de quarta a segunda-feira, das 11h00 às 19h30. Nas últimas sextas-feiras de cada mês, o horário é das 15h00 às 23h00.

Fotos: Luz Venceslau | Sul Informação

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Museu Zer0 inaugura exposição «lugar-depois» sobre território e futuro

5 June 2026 at 09:41

Museu Zer0 apresenta «lugar-depois», uma exposição dedicada ao território, à identidade e ao futuro, entre 9 de junho e 7 de dezembro de 2026.

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Museu Zer0 inaugura “lugar-depois” em Santa Catarina da Fonte do Bispo

Nova Exposição Redefine Território, Memória e o Futuro da Arte

O Museu Zer0, anuncia a sua nova e transformadora exposição, “lugar-depois“, que estará patente de 9 de junho a 7 de dezembro de 2026 – um projeto ambicioso que marca uma nova fase na trajetória do museu, afirmando um reposicionamento institucional e curatorial que explora as fronteiras entre o tangível e o efémero, o local e o global.

Como informa a nota chegada ao nosso jornal, “lugar-depois” nasce da ideia de que um território nunca termina na sua forma visível. A exposição propõe um estado contínuo – um lugar que existe para além da obra, da presença e das formas convencionais de pensar o território e a criação contemporânea. Mais do que uma simples mostra, é uma proposta para o pensamento, refletindo sobre ecologia, sustentabilidade, identidade e os nossos futuros modos de habitar através de uma lente artística.

O Museu Zer0 encontra-se instalado numa localização única, longe dos circuitos saturados dos grandes centros urbanos e é, na sua essência, uma plataforma colaborativa onde o humano e o digital se cruzam.

O seu compromisso com a inovação e o seu impacto cultural e territorial foram recentemente reconhecidos com o prestigiado Prémio de Arquitetura do Algarve 2025, na categoria “Equipamento, Serviço e Indústria”.

Para o fundador do Museu, Paulo Teixeira Pinto, a filosofia é orientadora da instituição: “O zero não simboliza o vazio, o nada, mas, pelo contrário, consubstancia o todo, a plenitude.” Esta visão está no cerne de “lugar-depois“, que convida os visitantes a uma reconfiguração permanente do seu entendimento do espaço e da arte.

A exposição reúne um leque notável de artistas cujas práticas atravessam a instalação, o som, a media art e a experimentação contemporânea, incluindo: Francisca Aires Mateus, Openfield, Boris Chimp 504, David Bastos, José Jesus, Miguel Teodoro, António Rafael, Luís Fernandes, Miguel Pedro, Miguel C. Tavares, Francisca Rocha Gonçalves, Anna Van Der Velde, Gil Delindro, Inês Mendes Leal, ESEC – Universidade do Algarve e Luísa Cunha.

lugar-depois” não é apenas uma exposição para ser vista, mas um ecossistema para ser vivenciado – uma afirmação artística, contemporânea e de compromisso com o futuro.

Detalhes da Exposição:

– O quê: Exposição “lugar-depois”
– Quando: 9 de junho a 7 de dezembro de 2026
– Onde: Museu Zer0, Cooperativa Agrícola dos Produtores de Azeite de Santa Catarina da Fonte do Bispo

Museu Zer0 inaugura “lugar-depois” | Nova exposição redefine território, memória e o futuro da Arte

3 June 2026 at 21:20

O Museu Zer0, anuncia a sua nova e transformadora exposição, “lugar-depois”, que estará patente de 9 de junho a 7 de dezembro de 2026. Este projeto ambicioso marca uma nova fase na trajetória do museu, afirmando um reposicionamento institucional e curatorial que explora as fronteiras entre o tangível e o efémero, o local e o […]

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