Animação produzida por estúdio de Caruaru reimagina o Brasil do século XIX e estreia em festival na China
O cinema pernambucano volta a marcar presença em um dos principais eventos do circuito internacional. O longa-metragem de animação “Amadeo e o Hipotético Mundo Novo”, codirigido pela recifense Brenda Lígia e produzido no estado, terá sua estreia mundial na 28ª edição do Festival Internacional de Cinema de Xangai, na China.
A primeira exibição pública do longa será no dia 15 de junho, e contará com a presença de Brenda Lígia e do diretor de animação Everton Amorim. Considerado um dos mais importantes festivais de cinema da Ásia, o Festival Internacional de Cinema de Xangai teve início nesta sexta-feira (12) e reúne produções de diferentes países.
Além da direção, Brenda integra o elenco de vozes do longa, ao lado de nomes como Sérgio Menezes, Paolla Oliveira, Antonio Fagundes, Mateus Solano, Naruna Costa, Edmilson Filho, Tiago Abravanel, Adriana Lessa e Igor Cotrim.
A produção conta também com participações de Dexter 8 Anjo e Raul Miguel Pinheiro e traz uma das últimas atuações da consagrada atriz Léa Garcia, referência histórica do cinema e da televisão brasileira.
A seleção de "Amadeo e o Hipotético Mundo Novo" marca um momento simbólico para a produção audiovisual do interior do estado. Com coprodução da SAGUI Studio e Refúgio Onírico, sediadas em Caruaru, o filme leva ao circuito internacional o trabalho de artistas e produtores do Agreste.

Fundada em 2023 por Maddu Cavalcante, Gabriel Vieira e Everton Amorim, a SAGUI é o único estúdio especializado em animação para cinema em atividade na região e desenvolve projetos inspirados na cultura popular brasileira e na identidade nordestina, em animação 2D e 3D.
Parceira permanente da SAGUI, a Refúgio Onírico foi criada pelo cineasta e artista visual Everton Amorim, natural de Taquaritinga do Norte e um dos nomes responsáveis por impulsionar a produção de animação no Agreste pernambucano.
“Amadeo e o Hipotético Mundo Novo” apresenta uma releitura fantástica do Brasil do século XIX. O protagonista Amadeo é um jovem africano que, em uma versão alternativa da história, inventa a fotografia antes dos europeus.
No Brasil de 1830, ele utiliza sua criação para ajudar pessoas escravizadas a conquistar a liberdade.
Com distribuição da Downtown Filmes, o longa é uma produção da Felistoque Cinema realizada em coprodução com Refúgio Onírico, SAGUI Studio, Sol de Barros, Assum, Felistoque Filmes, Flying Frames, Guarnicê Produções e Dream Box.
O projeto conta ainda com patrocínio do BNDES e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, com realização viabilizada pela Lei Paulo Gustavo e pelo Ministério da Cultura.


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