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Como surgiram os álbuns de figurinha?

18 June 2026 at 00:35

O álbum de figurinhas da Copa do Mundo é o livro mais vendido no Brasil há diversas semanas consecutivas, totalizando dezenas de milhares de unidades comercializadas a cada semana. A febre, que faz parte da memória afetiva de gerações, tem uma história que remonta ao início do século XX.

As origens das figurinhas

Antes de existirem os álbuns, surgiram as figurinhas — e elas não chegavam nas embalagens que o público conhece hoje. Em 1919, elas eram distribuídas dentro de embalagens de bala, as chamadas balas esporte. Somente em 1934 passaram a circular figurinhas com jogadores da seleção brasileira, já com foco na Copa do Mundo.

O surgimento do álbum

A ideia do álbum propriamente dito surgiu em 1938, mas foi apenas em 1950 que o primeiro álbum da Copa do Mundo foi lançado de fato. O hiato entre 1938 e 1950 se explica pelo cancelamento de duas edições do torneio em razão da Segunda Guerra Mundial. A Copa de 1950, realizada no Brasil, transformou os álbuns em um verdadeiro fenômeno popular, mesmo com a derrota da seleção brasileira na final para o Uruguai.

A evolução ao longo das décadas

Com o passar dos anos, a febre foi crescendo. Em determinadas épocas, as pessoas chegavam a receber recompensas ao completar os álbuns, o que tornava alguns deles quase impossíveis de serem finalizados. Em 1982, as figurinhas eram vendidas junto com chicletes, os populares chiclete ping-pong, exigindo um grande consumo do produto para reunir todas as imagens necessárias.

Foi somente em 1990 que a Panini chegou ao Brasil, inicialmente em parceria com a Editora Abril, e desde então conduz sozinha essa tradição que reúne pessoas de todas as idades no país e no mundo. Para a edição atual da Copa do Mundo, o álbum é o maior já produzido na história da competição, acompanhando o crescimento do próprio torneio.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

“A tecnologia não é um vilão”, diz Infante sobre “Toy Story 5”

18 June 2026 at 00:21

Em entrevista relacionada ao filme Toy Story 5″, o ator Rafael Infante compartilhou à CNN Brasil suas reflexões sobre a relação das crianças com a tecnologia e o impacto das telas no cotidiano da infância contemporânea. O tema ganhou relevância por se conectar diretamente à temática do longa, que aborda o excesso de tecnologia na vida moderna.

Ao ser questionado sobre as diferenças entre a infância de sua geração e a atual, Infante, que dubla um personagem no novo filme, admitiu uma certa contradição em seu próprio comportamento. “Não posso ser hipócrita”, afirmou, reconhecendo que, apesar de repreender a filha pelo uso excessivo de telas, ele próprio comete o mesmo. “Estamos todos inseridos nessa nova realidade”, concluiu.

Tecnologia como ferramenta, não como inimiga

Para Infante, a tecnologia não deve ser encarada como algo negativo. “A tecnologia não é um vilão. Acho que existe um equilíbrio saudável nisso”, declarou, acrescentando que a tecnologia não vai desaparecer, mas pode se ressignificar ao longo do tempo.

Maísa, que também empresta a voz neste filme a outro personagem, a Lilypad, trouxe uma perspectiva complementar ao relembrar sua própria infância, quando a tecnologia era menos acessível. Segundo ela, não carregar um dispositivo o tempo todo no bolso reduzia as comparações entre crianças.

“Eu não assistia outras crianças brincando. Não cresci com esse tipo de realidade”, disse. Ainda assim, a atriz reconheceu que a prima de 8 ou 9 anos, que cresceu em contato com a tecnologia, é criativa, engraçada e possui raciocínio lógico apurado. “Creio que a tecnologia acabou ajudando ela nesse atributo”, avaliou.

O valor do tédio na formação infantil

Infante destacou ainda um ponto que, segundo ele, o próprio filme tenta resgatar: a importância do tédio. “A tecnologia pode ser prejudicial porque a gente está sempre preenchendo esse vazio com a rede, com não sei o quê. E o tédio é importante. É muito importante”, afirmou. Para ele, é do silêncio e dos momentos de ócio que surgem experiências fundamentais para o desenvolvimento.

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“Toy Story 5”: Maísa e Rafael Infante elegem melhores filmes da franquia

18 June 2026 at 00:07

O filme “Toy Story 5” estreia nesta quarta-feira (17) nos cinemas, e os dubladores brasileiros dos novos personagens do filme concederam entrevista à CNN Brasil.

A atriz e apresentadora Maísa, que empresta a voz à personagem Lilypad, e o humorista Rafael Infante, responsável pelo personagem Rolinho, compartilharam detalhes sobre o processo de dublagem e suas impressões sobre a nova produção.

O desafio de encontrar a voz dos personagens

Rafael Infante descreveu o processo criativo como um exercício de imersão nas circunstâncias de cada personagem. “Tem uma coisa muito maneira do nosso trabalho, que é se colocar naquelas circunstâncias. Não é tudo um copy-paste do processo; tem coisas que a gente pode imaginar e chegam de uma outra forma”, afirmou. Ele também destacou o desafio específico da dublagem, que envolve trabalhar cena por cena, sem assistir ao filme completo previamente.

Maísa ressaltou outro aspecto do trabalho: a necessidade de se desprender da versão original em inglês para construir uma interpretação genuinamente brasileira. “A gente não tem que copiar o que eles estão fazendo, a gente tem que fazer o nosso e se atentar muito às expressões dos nossos personagens”, explicou. Ela acrescentou que ambos interpretam personagens tecnológicos e que o desafio era justamente não tornar as vozes robóticas, preservando humor e nuances.

Adaptações para o público brasileiro

Sobre a liberdade de adaptar falas ao contexto brasileiro, a apresentadora revelou ter aproveitado a oportunidade para inserir um meme popular em uma das falas de Lilypad. “Pude brincar com um meme bem viralizado que a galera conhece e o público de ‘Toy Story 5’ vai identificar na hora”, contou, ressalvando que ainda não havia assistido ao filme finalizado para confirmar se a referência permaneceu na versão final. Infante complementou que a musicalidade brasileira representa um desafio adicional, já que o ritmo do português difere significativamente do inglês americano.

Tecnologia na infância: reflexões dos dubladores

O filme aborda o tema do excesso de telas na infância, e os dubladores refletiram sobre as diferenças entre a infância que viveram e a das crianças de hoje. O humorista admitiu que, apesar de criticar o uso excessivo de tecnologia pela própria filha, ele próprio reproduz o mesmo comportamento. “Estamos todos inseridos nessa nova realidade. A tecnologia não é um vilão; acho que dá para existir um equilíbrio saudável”, ponderou. Ele também destacou a importância do tédio e do ócio para o desenvolvimento infantil, algo que o filme procura resgatar.

Maísa, por sua vez, apontou que, na sua infância, a tecnologia existia, mas era menos acessível. “Eu não levava no meu bolso o tempo inteiro. Tinha um momento de fazer aquela coisa, não era algo disponível 24 horas”, recordou. Ela também observou que uma diferença marcante é que hoje as crianças brincam assistindo outras crianças brincando em canais digitais, algo que não fazia parte da sua geração. Ao mesmo tempo, reconheceu que a tecnologia pode contribuir positivamente, citando o exemplo de uma prima de 8 ou 9 anos que demonstra criatividade e raciocínio lógico apurado.

Ranking dos filmes favoritos da franquia

Ao serem convidados a eleger seus filmes favoritos da franquia, os dubladores não hesitaram em posicionar “Toy Story 5” no topo. Infante destacou “Toy Story 3” e “Toy Story 1” como os mais marcantes anteriores ao novo filme. “O 1 foi a chegada, e o 3 foi toda a jornada e a história. Mas esse está muito bem casado com o momento e a discussão que propõe”, avaliou. Maísa apresentou seu ranking completo: “Toy Story 5” em primeiro, seguido por “Toy Story 3”, “Toy Story 1”, “Toy Story 4” e, por último, “Toy Story 2”.

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