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Análise: Delação “seletiva” distancia Vorcaro de acordo

Daniel Vorcaro está mais distante de obter os benefícios de uma colaboração premiada. Segundo avaliação da analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, as sucessivas negativas recebidas pela defesa do ex-banqueiro indicam que o nível de exigência por parte das autoridades é elevado e que, até o momento, os elementos oferecidos não são suficientes para avançar nas negociações.

A PF (Polícia Federal) já rejeitou a proposta em duas ocasiões, e a PGR (Procuradoria-Geral da República) emitiu sua primeira negativa. O recado, segundo Isabel Mega, é claro: “a defesa de Daniel Vorcaro não está conseguindo atingir essa régua, não está conseguindo ir além na hora de oferecer elementos que a investigação não está alcançando sozinha.”

Celulares entregaram mais do que o próprio investigado

Um dos pontos centrais da análise é o fato de que os próprios celulares apreendidos de Vorcaro revelaram mais informações do que aquelas apresentadas voluntariamente por sua defesa. Esse dado reforça a percepção de que as propostas feitas até agora são insuficientes para justificar a concessão dos benefícios previstos em um acordo de colaboração.

“De novo, a gente vai parar no fato de que os próprios celulares de Daniel Vorcaro entregaram muito mais do que o próprio ex-banqueiro do Master entregou até aqui”, afirmou Isabel Mega.

Devolução de valores bilionários é ponto crucial

Outro fator determinante nas avaliações internas da PGR é a questão da devolução de recursos. Fala-se em valores que podem variar entre R$ 40 bilhões e R$ 60 bilhões. A devolução desse montante seria relevante, inclusive, para movimentar fundos de previdência e para ajudar a cobrir o rombo junto ao BRB (Banco de Brasília), vinculado ao governo do Distrito Federal.

No entanto, Vorcaro não está apresentando garantias concretas sobre como esse dinheiro seria devolvido. “Ainda não tem uma clareza a respeito disso”, destacou Isabel Mega.

Pressão pode aumentar com mudança na situação prisional

A analista apontou ainda que a situação pode se tornar ainda mais difícil para Vorcaro caso ele retorne ao Complexo Penitenciário da Papuda. Essa possível mudança em sua condição prisional poderia aumentar a pressão sobre o ex-banqueiro e levá-lo a reconsiderar o que está disposto a oferecer em uma eventual nova proposta.

Para que consiga obter os benefícios da colaboração premiada a longo prazo — especialmente atenuantes de uma possível pena —, será necessário apresentar elementos “mais contundentes e material mais robusto, o que não aconteceu até aqui”, concluiu Isabel Mega.

A analista observou ainda que cada nova negativa emitida pela Polícia Federal ou pela PGR representa, indiretamente, uma “sobrevida” para determinados grupos políticos. Isso porque as negociações em curso movimentam bastidores em Brasília e influenciam a dinâmica da campanha eleitoral em diversos estados, gerando alívio em setores da política que aguardam o desfecho das investigações.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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O Grande Debate: Nova recusa da PGR enterra de vez delação de Vorcaro?

Os comentaristas da CNN Vinicius Poit e José Eduardo Cardozo debateram, na segunda-feira (15), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se “a nova recusa da PGR (Procuradoria-Geral da República) enterra de vez a delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro”.

A PGR rejeitou a segunda versão da proposta de delação de Vorcaro, seguindo o mesmo entendimento já adotado pela PF (Polícia Federal). O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a nova proposta não contém elementos inéditos e que o texto conta com o que chamou de “ouvir dizer”, ou seja, informações sem respaldo probatório consistente.

Gonet também apontou que Vorcaro não demonstra comprometimento efetivo com a devolução dos valores desviados. O ex-banqueiro está preso desde 4 de março, quando foi detido durante uma das fases da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de fraudes financeiras no Banco Master.

Debate sobre o futuro da delação

O comentarista José Eduardo Cardozo avaliou que ainda existe espaço para novas negociações, desde que Vorcaro mude de postura. “Há espaço, sim. Acho que enquanto houver a possibilidade de Vorcaro apresentar fatos, exaurir o universo de ilegalidades que ele praticou ou presenciou, evidentemente a oportunidade sempre existirá”, afirmou.

Para Cardozo, no entanto, a forma como as tratativas foram conduzidas até agora foi equivocada. “Ele trouxe o ‘disse que disse’, ouviu dizer que isso é assim, que aquilo é lá, mas que ele não presenciou nada. E isso obviamente colide com todos os fatos e evidências que estão colocados nessa apuração”, disse.

O comentarista também destacou a contradição entre a posição de Vorcaro e as evidências já levantadas. Segundo ele, o ex-banqueiro seria o principal responsável por um grande esquema de corrupção e desvios, o que tornaria inverossímil a alegação de que apenas “ouviu dizer” sobre os crimes.

Além disso, Cardozo ressaltou que Vorcaro não demonstrou disposição para reparar os danos causados. “Eu não tenho por que dar vantagens para alguém que não contribui nada com uma investigação e ainda não se dispõe a recolocar os desvios financeiros que perpetrou ao longo do tempo”, declarou.

Perda de poder de barganha

O comentarista Vinicius Poit concordou que a rejeição não encerra definitivamente a possibilidade de uma delação, mas alertou para o enfraquecimento progressivo da posição de Vorcaro. “Isso vai minando as possibilidades do Vorcaro. Isso faz com que ele perca o poder de barganha”, afirmou.

Poit lembrou que uma primeira proposta já havia sido rejeitada em maio, quando Vorcaro ainda contava com outra equipe de defesa. Com a troca de advogados e uma nova proposta apresentada no início de junho, a rejeição se repetiu sob o argumento de que não havia novidades relevantes nem indicação do caminho do dinheiro.

O comentarista levantou ainda duas hipóteses sobre o comportamento de Vorcaro. A primeira questiona se ele estaria sofrendo algum tipo de ameaça que o impediria de entregar nomes. A segunda, mais especulativa, sugere que a delação poderia estar sendo rejeitada não por ser fraca, mas por envolver figuras de grande expressão política.

“Será que essa delação é rejeitada porque é fraca ou porque talvez esteja entregando muita gente grande na República?”, indagou, ressaltando que se tratava de uma hipótese sem base concreta.

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PGR nega nova proposta de delação de Daniel Vorcaro e comunica decisão ao STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) comunicou nesta segunda-feira (15/06) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pela defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A análise da PGR seguiu o mesmo entendimento da Polícia Federal (PF), que já havia negado a proposta na semana passada.

Na avaliação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, a proposta não apresentou elementos novos em relação ao que a própria investigação já revelou. Além disso, não trouxe um comprometimento efetivo com a devolução de valores, um dos pontos centrais apontados pelo Ministério Público.

A PGR defendia que Vorcaro teria que sinalizar que devolveria aos cofres públicos ao menos R$ 60 bilhões. Ao analisar o complemento enviado pelos advogados, a PGR entendeu que os elementos não apresentavam ineditismo e, em alguns casos, se chocam com os dados já levantados pela investigação.

Após rejeitar a nova versão apresentada pela defesa, a PF pediu que o ex-banqueiro deixe a Superintendência da corporação, em Brasília, e seja transferido de volta ao Complexo da Papuda. A decisão sobre o pedido cabe ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF.

Vorcaro está preso em Brasília, acusado de chefiar um esquema bilionário de fraudes financeiras que podem chegar a R$ 12 bilhões, segundo a Polícia Federal. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é um dos principais interessados nos valores a serem devolvidos.

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PGR rejeita nova proposta de delação de Vorcaro

Logo Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por fraudes no sistema financeiro do país.

A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.

Notícias relacionadas:

Com a rejeição da PGR, a segunda tentativa de Vorcaro de assinar um acordo de colaboração está totalmente encerrada. No mês passado, a proposta foi negada pela primeira vez. 

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Na semana passada, a Polícia Federal (PF) também rejeitou a segunda proposta. Os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.

O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília.

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PGR rejeita nova proposta de delação de Vorcaro

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por fraudes no sistema financeiro do país.

A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.

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Com a rejeição da PGR, a segunda tentativa de Vorcaro de assinar um acordo de colaboração está totalmente encerrada. No mês passado, a proposta foi negada pela primeira vez. 

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Na semana passada, a Polícia Federal (PF) também rejeitou a segunda proposta. Os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.

No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.

O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília.

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