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São Paulo descarta segundo caso suspeito de ebola após testes do Instituto Adolfo Lutz

O caso havia sido notificado na última quarta-feira (10/06), quando uma brasileira de 31 anos, recém-chegada da República Democrática do Congo, apresentou sintomas como febre e diarreia. A paciente foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, onde permanece internada com quadro clínico favorável.

Segundo a SES-SP, a primeira amostra foi coletada antes de 72 horas do início dos sintomas, o que exigiu uma nova coleta conforme protocolo da OMS. As duas análises laboratoriais, realizadas por técnicas de biologia molecular, apresentaram resultado negativo, permitindo o descarte definitivo da suspeita.

No início de junho, um homem de 37 anos que também havia retornado da República Democrática do Congo passou por investigação semelhante e teve resultado negativo. A SES-SP reforça que o ebola não é transmitido por via respiratória.

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Tornar-se mãe ou pai pode fazer com que ame menos o seu parceiro, revela estudo

Uma equipa de investigadores descobriu que as pessoas parecem realmente amar menos o seu parceiro no primeiro ano de parentalidade — mas há formas de contornar isso. Estudos anteriores sugerem que a satisfação no relacionamento tende a diminuir nos dois anos após ter um filho, mas estes raramente têm em conta a situação antes da gravidez. Segundo a New Scientist, uma nova investigação recrutou cerca de 300 casais heterossexuais sem filhos que estavam juntos há pelo menos dois anos. A cada seis meses, durante pelo menos dois anos, os participantes preencheram questionários nos quais classificavam, numa escala de 0 a

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18h. Hospital de Évora com falhas nos sistemas informáticos

Os tempos de espera podem aumentar, os utentes devem contactar a Linha SNS 24 antes de recorrerem às urgências. Ainda, um acidente com uma carrinha provocou a morte de um jovem de 17 anos.

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18h. Hospital de Évora com falhas nos sistemas informáticos

Os tempos de espera podem aumentar, os utentes devem contactar a Linha SNS 24 antes de recorrerem às urgências. Ainda, um acidente com uma carrinha provocou a morte de um jovem de 17 anos.

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17h. EN2 cortada ao trânsito devido a incêndio em Aljustrel

De acordo com a Proteção Civil, não há populações em risco. Ainda, o Serviço de Urgência do Hospital de Évora está a funcionar com constrangimentos devido a falhas nos sistemas informáticos.

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17h. EN2 cortada ao trânsito devido a incêndio em Aljustrel

De acordo com a Proteção Civil, não há populações em risco. Ainda, o Serviço de Urgência do Hospital de Évora está a funcionar com constrangimentos devido a falhas nos sistemas informáticos.

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Francisco Amaral critica consulta de tabagismo no IPO marcada para 2027

O médico e antigo presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, criticou publicamente uma marcação do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil para uma primeira consulta de tabagismo apenas em maio de 2027.

A publicação, feita nas redes sociais a 26 de maio, foi acompanhada por uma fotografia de um agendamento do IPO Lisboa, onde surge uma consulta de “Primeira Tabagismo” da área de Pneumologia marcada para 10 de maio de 2027, às 14:30.

Imagem do agendamento divulgada por Francisco Amaral, onde surge uma primeira consulta de tabagismo no IPO Lisboa marcada para maio de 2027

“Assim não”, escreveu Francisco Amaral, defendendo que esperar quase um ano pode comprometer o momento em que o fumador decide deixar de fumar. Na mesma publicação, o médico sublinhou que “uma das razões do êxito” do Programa de Combate ao Tabagismo do Município de Castro Marim é precisamente a consulta de cessação tabágica acontecer “no próprio dia” em que o fumador toma a decisão.

A observação vai ao encontro de uma posição que Francisco Amaral já defendia publicamente em 2018: “a consulta tem que ser imediata” para aproveitar a motivação do fumador no momento em que decide parar.

O caso divulgado por Francisco Amaral diz respeito a uma consulta de cessação tabágica, não a uma consulta de tratamento oncológico. Ainda assim, ganha especial relevância por envolver o IPO Lisboa, uma unidade do SNS com área de influência direta que inclui Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

O próprio mapa público da Rede de Consultas de Apoio Intensivo à Cessação Tabágica da ARS Lisboa e Vale do Tejo, atualizado em 2023, identifica no IPO Lisboa uma consulta de cessação tabágica no Serviço de Pneumologia, com funcionamento semanal à segunda e quinta-feira, destinada a utentes do IPO e funcionários, por referenciação interna.

Em Castro Marim, Francisco Amaral tem sido uma das figuras centrais no combate ao tabagismo. O programa municipal foi implementado em 2015 e trabalha em duas frentes: sensibilização e motivação para deixar de fumar, e acompanhamento clínico e psicológico ao longo do processo.

Segundo a informação institucional da autarquia, o programa começa com uma consulta de cessação tabágica com médico e psicólogo e mantém acompanhamento até à alta.

Os dados mais recentes divulgados pelo Município de Castro Marim apontam para mais de mil consultas realizadas e mais de 800 pessoas que terão deixado de fumar ao fim de um ano, com uma taxa de sucesso de 82,37%. A autarquia refere ainda que a iniciativa assenta num modelo de voluntariado médico promovido por Francisco Amaral, que criou e lidera o projeto.

Câmara inaugurou a escultura “Eco Pulmão”

O impacto do programa tem ultrapassado o concelho. Segundo notícias publicadas em 2025, os participantes chegaram não só de Castro Marim, mas também de Vila Real de Santo António, Tavira, Faro, Mértola, Almodôvar, Portimão, Loulé e Lisboa, além de pessoas oriundas de países como Espanha, Alemanha e Reino Unido.

Para além das consultas, o projeto tem promovido campanhas de sensibilização, encontros de ex-fumadores e ações públicas como a escultura “Eco-Pulmão”, instalada na Praça 1.º de Maio, em Castro Marim. A aposta de Castro Marim na prevenção não é recente. Em 2019, a Câmara inaugurou a escultura “Eco Pulmão”, da autoria de Carlos Correia, como forma de alertar para os malefícios do tabaco e para o impacto ambiental das beatas. Na altura, a autarquia referia uma taxa de sucesso a rondar os 85% e 437 aderentes ao programa, números que entretanto cresceram de forma significativa.

Escultura “Eco Pulmão”. Crédito: CMCM

Francisco Amaral, que terminou funções autárquicas em 2025 após 32 anos à frente dos municípios de Alcoutim e Castro Marim, manteve disponibilidade para continuar a dar o seu contributo voluntário como médico. O antigo autarca tem uma carreira ligada à medicina geral e familiar e ao poder local, tendo sido presidente da Câmara de Castro Marim entre 2013 e 2025.

A crítica agora feita ao agendamento do IPO surge num contexto em que o cancro do pulmão continua a ser uma das grandes preocupações de saúde pública. O cancro do pulmão é a principal causa de morte por doença oncológica em Portugal e tem forte associação ao consumo de tabaco. A European Lung Foundation refere que entre 80% e 90% dos casos de cancro do pulmão são atribuíveis ao tabaco.

Castro Marim foi recentemente apontado como o concelho algarvio com menor incidência de cancro do pulmão, segundo dados divulgados durante as 16.ªs Jornadas de Pneumologia do Algarve.

A autarquia associa esse resultado ao trabalho desenvolvido pelo Programa de Combate ao Tabagismo, embora uma relação causal direta deva ser lida com prudência, por depender de vários fatores epidemiológicos.

A rede nacional de cessação tabágica existe no SNS desde a Lei do Tabaco de 2007, mas o próprio despacho que criou a rede de referenciação em 2015 reconhecia dificuldades de cobertura em todo o território nacional.

O mesmo diploma defendia a organização de consultas de apoio intensivo à cessação tabágica e o acompanhamento dos fumadores em vários momentos do processo.

Para Francisco Amaral, a questão central continua a ser o tempo de resposta. Quando um fumador decide deixar de fumar, defende o médico, a intervenção deve ser rápida.

O caso agora divulgado, com uma primeira consulta marcada para 2027, reacende o debate sobre a capacidade do SNS para responder em tempo útil a uma decisão que, muitas vezes, depende de uma janela curta de motivação.

Números do programa de Castro Marim

Ano de implementação: 2015

Consultas realizadas: mais de 1.000

Pessoas que terão deixado de fumar ao fim de um ano: mais de 800

Taxa de sucesso divulgada: 82,37%

Modelo: voluntariado médico, com acompanhamento clínico e psicológico

Informações/marcações: 961 010 169

IPO Lisboa diz que consulta de cessação tabágica tem “caráter complementar”

Questionado pelo POSTAL sobre a marcação de uma primeira consulta de tabagismo para 10 de maio de 2027, o IPO Lisboa respondeu que as consultas de cessação tabágica no SNS “devem ser asseguradas, de forma preferencial, pelos cuidados de saúde primários da área de residência”, por serem estes a “porta de entrada” e a estrutura que garante o acompanhamento regular dos utentes.

Na resposta enviada ao POSTAL, o Instituto Português de Oncologia de Lisboa acrescenta que, naquela unidade, esta resposta “assume um caráter complementar”, enquadrado “no contexto do tratamento oncológico ativo e da saúde ocupacional dos profissionais”, integrando-se na abordagem global da doença e na otimização dos resultados terapêuticos.

O IPO Lisboa adianta ainda que, em 2025, a Consulta de Cessação Tabágica realizou 915 consultas.

A resposta, datada de 12 de junho, não esclarece, contudo, se existem atualmente primeiras consultas de tabagismo marcadas para 2027, qual o tempo médio de espera, quantas vagas estão disponíveis por semana, se há mecanismos de antecipação em casos urgentes, nem a razão concreta para o agendamento divulgado por Francisco Amaral.

POSTAL solicitou ao IPO Lisboa os seguintes esclarecimentos, mas, como se pode ver na missiva recebida na redação e que reproduzimos acima, a resposta não esclareceu as questões em causa.

  • Confirma o IPO Lisboa que existem primeiras consultas de cessação tabágica atualmente marcadas para 2027?
  • Qual é, neste momento, o tempo médio de espera para uma primeira consulta de cessação tabágica no IPO Lisboa?
  • A consulta de cessação tabágica no IPO Lisboa destina-se apenas a utentes acompanhados no próprio Instituto e funcionários, ou também recebe utentes referenciados externamente?
  • No caso de um fumador que pretenda deixar de fumar com urgência, existem alternativas, mecanismos de priorização ou possibilidade de antecipação da consulta?
  • Qual a razão para uma eventual marcação de primeira consulta de tabagismo a cerca de um ano de distância?
  • Quantas consultas de cessação tabágica realiza atualmente o IPO Lisboa por semana e qual a capacidade disponível?
  • Pretende o IPO Lisboa comentar a crítica feita por Francisco Amaral, que defende que a consulta deve ocorrer no momento em que o fumador decide deixar de fumar?

Leia também: Dia da Cidade traz Delfins à Praça da República em Tavira

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O que são “Hip dips” e será que é possível eliminá-las?

Os chamados “hip dips” são as depressões que se situam debaixo das ancas, na parte externa da coxa. Estas tornaram-se a mais recente característica corporal a ser analisada, corrigida e motivo de angústia nas redes sociais. Formalmente conhecidas como depressão trocantérica, as covinhas nos quadris existem tanto em homens como em mulheres e são o resultado do espaço entre dois ossos. O quão visíveis elas parecem depende da estrutura óssea, do tamanho dos músculos e da quantidade de gordura presente na área, sendo, em grande parte, resultado da genética. Estudos sugerem que algumas pessoas sentem que as depressões nas ancas

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Ver o Mundial pode fazer bem à saúde, segundo a ciência

Várias pesquisas apontam benefícios de ver futebol, tanto presencialmente como na televisão, devido ao sentimento de pertença social que desperta. Ser fã de desporto, seja a ver jogos de futebol da primeira divisão, aos Jogos Olímpicos ou à sua equipa local favorita, pode ser uma montanha-russa de emoções. Alegria incrível quando se ganha, tristeza profunda quando se perde e muitos sentimentos stressantes pelo caminho. Felizmente, o impacto global deverá ser positivo, uma vez que a investigação mostra que as pessoas que assistem a desporto experimentam um maior bem-estar do que aquelas que não assistem – e que isso está provavelmente

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É possível jogar bola de novo depois de romper o ligamento? Entenda

Enquanto atletas famosos recebem atenção mundial após uma ruptura do ligamento cruzado anterior, milhares de brasileiros enfrentam a mesma lesão longe dos holofotes. A principal dúvida é quase sempre a mesma: será que vou voltar a jogar como antes?

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) costuma ganhar destaque quando atinge um grande jogador. Mas ela acontece todos os dias em campos de várzea, quadras, academias e partidas entre amigos. Um giro brusco, uma mudança de direção, um movimento aparentemente simples e, de repente, surge a sensação de que algo saiu do lugar. Muitas pessoas relatam um estalo no joelho, seguido de dor, inchaço e instabilidade.

Depois do diagnóstico, a preocupação vai muito além da cirurgia. O que realmente angustia a maioria dos pacientes é a incerteza sobre o futuro. “Vou voltar a correr?”, “Vou conseguir jogar futebol novamente?” e “Meu joelho voltará a ser o mesmo”?

A boa notícia é que a maioria dos pacientes consegue retornar às atividades esportivas. A má notícia é que isso depende de fatores muito mais complexos do que simplesmente esperar alguns meses após a cirurgia.

O relógio não decide quando o paciente está pronto

Durante muitos anos, o retorno ao esporte foi baseado principalmente no tempo decorrido após a reconstrução do ligamento. Era comum ouvir que o paciente poderia voltar a jogar após seis, oito ou nove meses. Hoje sabemos que essa lógica é insuficiente.

A ciência tem demonstrado que o calendário, sozinho, não é capaz de determinar se o joelho está preparado para suportar novamente os movimentos exigidos pelo esporte. Força muscular, equilíbrio, controle neuromuscular, capacidade de salto, estabilidade dinâmica e confiança do paciente são fatores igualmente importantes.

Por isso, os protocolos modernos utilizam critérios objetivos para avaliar a recuperação. O retorno ao esporte não deveria ocorrer apenas porque determinado período passou, mas porque o joelho demonstrou capacidade funcional adequada para suportar as demandas da atividade. Essa mudança é fundamental porque retornar precocemente aumenta significativamente o risco de uma nova lesão.

Atletas profissionais e pacientes comuns não seguem o mesmo caminho

Quando vemos um atleta de elite voltar aos gramados após uma lesão do LCA, muitas vezes criamos expectativas irreais. Jogadores profissionais contam com equipes multidisciplinares, fisioterapia diária, preparação física individualizada, monitoramento constante e acesso a recursos que não fazem parte da realidade da maioria dos pacientes. O paciente comum precisa conciliar reabilitação com trabalho, família, deslocamentos e limitações de tempo.

Isso não significa que o resultado será pior. Significa apenas que o processo é diferente.

Em muitos casos, a ansiedade para voltar ao futebol ou a outras atividades esportivas leva o paciente a acelerar etapas da recuperação. E esse é justamente um dos maiores riscos. A reabilitação não deve ser encarada como o período entre a cirurgia e a alta médica. Ela é parte essencial do tratamento e influencia diretamente o resultado final.

O que está em jogo além do retorno ao futebol

A preocupação não deve ser apenas voltar a jogar. Deve ser voltar com segurança.

Estudos mostram que pacientes que retornam ao esporte antes de atingir critérios adequados de recuperação apresentam maior risco de re-ruptura do ligamento, além de aumentar a chance de lesionar o joelho contralateral. Outro aspecto importante é o desenvolvimento precoce de artrose. Mesmo quando a cirurgia é bem-sucedida, a lesão do LCA pode aumentar o risco de desgaste articular ao longo dos anos, especialmente quando existem lesões associadas de menisco ou cartilagem.

Por isso, a decisão de operar, o planejamento da reabilitação e o retorno ao esporte devem fazer parte de uma estratégia de longo prazo. A pergunta mais comum no consultório continua sendo: “Vou conseguir jogar bola de novo?” Na maioria dos casos, a resposta é sim. Mas a pergunta talvez devesse ser outra: “Vou voltar preparado para jogar pelos próximos anos?”

Quando o assunto é reconstrução do ligamento cruzado anterior, a ciência moderna tem mostrado que o sucesso não depende apenas da cirurgia. Depende da qualidade da recuperação e do respeito aos critérios que realmente indicam que o joelho está pronto para voltar ao jogo.

*Texto escrito por Dr. Leonardo Addeo, médico ortopedista e professor afiliado da Unifesp (CRM 101483-SP | RQE 43474 / 62248)

Referências bibliográficas e fontes consultadas

  • International Olympic Committee (IOC) Consensus Statement on ACL Injury
  • British Journal of Sports Medicine
  • American Orthopaedic Society for Sports Medicine (AOSSM)
  • Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy (JOSPT)
  • American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS)
  • Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
  • Aspetar Sports Medicine Journal

Escada na academia: quem pode fazer e quais cuidados são necessários

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As piras funerárias romanas de Olisipo cheiravam a murta, pinheiro e Lisboa

A análise de restos vegetais recolhidos na necrópole romana da Calçada do Lavra revela uma comunidade que seguia o ritual romano da cremação, mas escolhia madeiras, frutos e plantas aromáticas também pelo seu valor simbólico, sensorial e local. Um estudo arqueobotânico realizado entre 2017 e 2018 na necrópole romana da Calçada do Lavra, em Lisboa, identificou frutos de murta em contextos de cremação — uma descoberta que os autores descrevem como a primeira evidência deste tipo no enquadramento geográfico e cronológico do Império Romano. O estudo foi conduzido por uma equipa multidisciplinar de investigadores liderada por Catarina Sousa, do CIBIO,

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GLP-1 pode ajudar em tratamentos renais, dizem nefrologistas a Kalil

Novas classes de medicamentos estão surgindo como aliadas no tratamento de doenças renais, oferecendo perspectivas promissoras para retardar a progressão da condição e reduzir a necessidade de diálise e transplante. O tema foi debatido pelo Dr. Roberto Kalil e os nefrologistas Lúcio Requião e Caio Bastos, no CNN Sinais Vitais deste sábado (13) .

Lúcio Requião, vice-diretor do Hospital do Rim e professor da Escola Paulista de Medicina, apresentou duas classes de medicamentos que estão entrando no tratamento da doença renal. A primeira é a finerinona, descrita como uma versão aprimorada da espironolactona.

“A espironolactona já é uma medicação para hipetensão que nós usamos há muito tempo, e a finerinona é um melhorado, com muito menos efeito colateral e que, de fato, retarda a progressão da doença renal“, afirmou Requião. Segundo esse, essa eficiência foi detectada primeiro em pacientes com diabetes e mais recentemente no tratamento renal.

A segunda classe mencionada são os análogos do GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras“, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade, que também demonstraram efeito direto sobre os rins. “Nós não sabemos ainda os mecanismos, precisa ainda de estudo de longo prazo para saber a segurança dessa classe, mas deve ser uma classe que deve ser incorporada no arsenal terapêutico“, explicou Requião.

Outra classe de medicamentos originalmente desenvolvida para o controle do diabetes, mas que demonstrou efeitos protetores sobre o coração e os rins são os inibidores do cotransporte SGLT2, conhecidos como gliflozinas. Segundo nefrologista do Hospital do Rim Caio Bastos, esses medicamentos também apresentaram efeitos protetores sobre o coração e os rins.

“É uma nova medicação que descobriram que melhor do que proteger por diabetes, ela protege o coração”, afirmou Bastos. Ele ressaltou ainda que as gliflozinas estão disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) para pacientes de maior risco.

Diálise

Requião enfatizou que o diagnóstico precoce é fundamental para retardar a progressão da doença renal. Segundo ele, o pilar do tratamento é a prevenção, com o controle adequado do diabetes, da hipertensão e dos demais fatores de risco.

“Uma vez que desenvolveu, tem um caminho longo aqui, que são janelas de oportunidades que nós podemos intervir para não chegar na diálise no transplante”, declarou Requião.

Requião ressaltou que, na era pré-diálise, todos os pacientes com falência renal morriam em decorrência da condição. A introdução da diálise representou um marco histórico na medicina.

Além disso, o avanço tecnológico nas máquinas e nos produtos utilizados, aliado ao conhecimento científico acumulado, tem contribuído para melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes que necessitam de hemodiálise ou diálise peritoneal.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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