O Mundial de futebol de 2026 pode ter um impacto económico próximo dos mil milhões de euros, um novo recorde em Portugal. Da restauração às redes sociais passando pelas cadernetas de cromos e apostas, tudo é lucro, segundo o estudo do IPAM. Daniel Sá, diretor executivo do IPAM e especialista em marketing desportivo, traz-nos todos os números.
A nossa análise (com a ajuda do consultor Jorge Faria de Sousa) vai ainda incidir no ponto em que estamos na centralização dos direitos televisivos no futebol português, como as transferências monopolizam uma boa parte das receitas em Portugal e deixamos ainda uma pergunta: sabe qual é a Seleção mais representada pela Liga portuguesa no Mundial?
Quase um ano depois, os pais dos irmãos que morreram tragicamente em Zamora falaram, e começam a circular excertos do livro “Diogo Jota – Nunca Mais é Muito Tempo”, que recorda a vida do internacional português. Já passou quase um ano desde a morte trágica de Diogo Jota e do irmão, André Silva — uma tragédia que tirou os únicos filhos a Joaquim e Isabel Silva naquele que é descrito pelo casal como “o dia mais horrível” das suas vidas. No contexto do lançamento do livro “Diogo Jota – Nunca Mais é Muito Tempo”, já anunciado pela FPF, o casal
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Na segunda-feira passada, a três dias da abertura da Copa dos Estados Unidos, Canadá e México, assistimos a uma cena inédita nas finais do campeonato de basquete em Nova York. O presidente Donald Trump foi vaiado longa e ruidosamente pelos nova-iorquinos a ponto de encobrir a letra do hino dos Estados Unidos e superar a conhecida reverência que os americanos devotam aos símbolos nacionais.
A imprensa americana atribuiu a irritação dos torcedores ao forte esquema de segurança do presidente, que transtornou o trânsito, restringiu a circulação de pedestres e dificultou o acesso ao Madison Square Garden, onde o time da casa, os Knicks, disputava a partida com o San Antonio Spurs. Trump foi ainda mais vaiado do que o time adversário, segundo o New York Times.
A maioria dos nova-iorquinos não votou em Trump e o prefeito escolhido por eles, Zohran Mamdani, assistiu ao jogo em uma cadeira comum, como já havia feito outras vezes, ao lado dos torcedores. Uma boa oportunidade para a maioria democrata constranger o presidente MAGA, que enfrenta resistência da população e das autoridades municipal e estadual por sua política contra os imigrantes. Nova York é uma cidade-santuário, com mais de um terço da população composta por cidadãos vindos de outros países – o próprio Mamdani é filho de indianos e nasceu na Uganda.
As vaias contra Trump soaram para mim como uma condenação vibrante ao belicismo, à xenofobia e ao racismo do presidente, por isso mesmo indigno de receber os 48 países que jogam na Copa do Mundo e que obteve a subserviência da Fifa para impor regras excludentes em um evento de confraternização de nações e povos.
O critério para a entrar nos Estados Unidos, que tem trazido problemas a atletas, técnicos e torcedores de outros países é racista, como mostra o episódio da deportação de um juiz somali. Considerado o melhor árbitro da África, sua exclusão se deve apenas ao fato de pertencer a um povo que Trump declarou repetidamente ser “lixo” a ser expulso dos Estados Unidos. Jogadores do Haiti, um “país de merda”, em outra declaração racista de Trump, também enfrentaram uma odisseia para reunir o time completo na Flórida.
O presidente, que recebeu o Nobel da Paz fajuto da Fifa, traz também a guerra para o espetáculo do esporte. A seleção iraniana terá de se basear em Tijuana, no México, cruzando a fronteira para jogar e voltando logo depois. O ódio anti-islâmico também vitimou o principal nome da seleção iraquiana, Aymen Hussein, detido e interrogado por sete horas antes de ser liberado. Até a França, que tem maioria de jogadores de sua seleção com ascendência africana, chiou diante de exigências feitas por Trump a países africanos.
E o suspense continua. O ICE, a violenta polícia migratória de Trump, já avisou que pode prender estrangeiros “irregulares” durante o evento. Pelo crivo utilizado até o momento, isso significa que qualquer um pode ser preso por ser da nacionalidade ou da cor errada. O que também mobiliza os brasileiros: uma pesquisa da Nexus, divulgada pela coluna de Leonardo Sakamoto, revelou uma alta de 1.166% no volume de citações em português sobre o tema no X, Instagram e Facebook, entre os dias 6 e 9 de junho.
A imprensa aposta que Trump fará da Copa seu “reality show” para alavancar a sua popularidade em baixa internamente. Se for essa a intenção, começou mal, reforçando um dos aspectos mais criticados do seu governo: a atuação do ICE, reprovada por 58% dos cidadãos americanos segundo pesquisa divulgada em março deste ano. E expressa em alto e bom som nas vaias dos nova-iorquinos.
Não é uma boa propaganda também para Flávio Bolsonaro, já atingido pelos áudios escandalosos com Daniel Vorcaro e pelo tarifaço decretado por seu “amigo” Trump contra o Brasil, dias depois de conseguir uma foto com o presidente dos Estados Unidos. Não vai adiantar sair pedindo a proibição de pesquisas desfavoráveis a Nunes Marques, presidente do TSE e ministro do STF nomeado por Jair Bolsonaro.
Nessa Copa, não se trata apenas torcer para seleção, mas de se orgulhar da camisa verde e amarela e da democracia brasileira. Para quem não confunde amor com ódio e patriotismo com xenofobia, isso pode significar também exigir da Fifa o tratamento respeitoso e justo aos que participam do espetáculo do esporte que ajudamos a consagrar. Sorte para nós e uma longa vaia a Trump!
Hércules Brito Ruas, o Brito, como era conhecido, morreu nessa quinta-feira (11), no Rio, aos 86 anos. Brito foi zagueiro da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1966 e 1970.
A informação foi confirmada na página oficial do tricampeão do mundo nas redes sociais. Ele estava internado há pouco mais de uma semana, com um quadro de pneumonia.
O atleta começou a carreira no Vasco da Gama, seu time do coração. Depois de uma temporada emprestado ao Internacional, assumiu a posição de titular em 1960, com a responsabilidade de substituir Bellini, que havia sido bicampeão mundial com a seleção brasileira.
Convocado para Copa do Mundo de 1970, no México, foi titular em todos os jogos da conquista do tricampeonato do Brasil.
Formou a defesa da eterna seleção do Tri ao lado do volante Piazza. Juntos, foram campeões com vitória por 4 a 1 sobre a Itália no Estádio Azteca, na cidade do México.
A histórica formação de que o zagueiro fez parte era formada por: Félix; Carlos Alberto, Brito, Everaldo e Piazza; Clodoaldo, Rivellino e Gerson; Jairzinho, Pelé e Tostão.
Homenagem
O Vasco das Gama prestou homenagem ao atleta que defendeu o clube por vários anos em sua página nas redes sociais.
“Com o mais profundo pesar, recebemos a notícia do falecimento de Brito, um dos maiores zagueiros da história do Vasco da Gama. Hércules Brito Ruas tinha 86 anos, era vascaíno de berço e foi revelado em São Januário.
De acordo com o clube, Brito disputou 405 jogos e marcou 11 gols, em duas passagens: 1957 e de 1959 até 1969. Conquistou o Torneio de Paris de 57 e o Rio São Paulo de 66.
“Suas atuações e seu porte físico o levaram para a Seleção Brasileira, a qual defendeu em duas Copas do Mundo: 1966 e 1970, de onde saiu com o Tri-Mundial", destacou a postagem do cruzmaltino.
Hércules Brito Ruas, o Brito, como era conhecido, morreu nessa quinta-feira (11), no Rio, aos 86 anos. Brito foi zagueiro da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1966 e 1970.
A informação foi confirmada na página oficial do tricampeão do mundo nas redes sociais. Ele estava internado há pouco mais de uma semana, com um quadro de pneumonia.
O atleta começou a carreira no Vasco da Gama, seu time do coração. Depois de uma temporada emprestado ao Internacional, assumiu a posição de titular em 1960, com a responsabilidade de substituir Bellini, que havia sido bicampeão mundial com a seleção brasileira.
Convocado para Copa do Mundo de 1970, no México, foi titular em todos os jogos da conquista do tricampeonato do Brasil.
Formou a defesa da eterna seleção do Tri ao lado do volante Piazza. Juntos, foram campeões com vitória por 4 a 1 sobre a Itália no Estádio Azteca, na cidade do México.
A histórica formação de que o zagueiro fez parte era formada por: Félix; Carlos Alberto, Brito, Everaldo e Piazza; Clodoaldo, Rivellino e Gerson; Jairzinho, Pelé e Tostão.
Homenagem
O Vasco das Gama prestou homenagem ao atleta que defendeu o clube por vários anos em sua página nas redes sociais.
“Com o mais profundo pesar, recebemos a notícia do falecimento de Brito, um dos maiores zagueiros da história do Vasco da Gama. Hércules Brito Ruas tinha 86 anos, era vascaíno de berço e foi revelado em São Januário.
De acordo com o clube, Brito disputou 405 jogos e marcou 11 gols, em duas passagens: 1957 e de 1959 até 1969. Conquistou o Torneio de Paris de 57 e o Rio São Paulo de 66.
“Suas atuações e seu porte físico o levaram para a Seleção Brasileira, a qual defendeu em duas Copas do Mundo: 1966 e 1970, de onde saiu com o Tri-Mundial", destacou a postagem do cruzmaltino.