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Anvisa suspende milho de pipoca por informação errada sobre glúten
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou o recolhimento do milho para pipoca da marca Provatti, nesta sexta-feira (12). A medida também suspende a venda, a distribuição, a divulgação e o consumo do produto.
A motivação é o fato de a rotulagem informar que o produto “não contém glúten”, quando, na verdade, existe a advertência de contaminação cruzada com trigo (pode conter trigo) ou de presença intencional desse grão.
“Considerando a informação incorreta sobre a ausência de glúten na rotulagem do milho para pipoca da marca Provatti. Como o produto apresenta advertência de contaminação cruzada com trigo (PODE CONTER TRIGO) ou de presença intencional (CONTÉM TRIGO), a advertência NÃO CONTÉM GLÚTEN não pode ser utilizada“, diz a Resolução 2.324.
O milho da Provatti é fabricado pela Kaza Distribuidora, R & A Indústria, Comércio e Distribuidora de Alimentos. A CNN Brasil tenta contato com a empresa para um posicionamento. O espaço está aberto para manifestações.
Suspensão de suplemento
A Anvisa também anunciou a determinação de apreensão dos suplementos alimentares da marca Nutricost, de fabricante desconhecido. As duas medidas foram publicadas no DOU (Diário Oficial da União) desta sexta.
Segundo a agência, ficam proibidas a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação, a propaganda e o uso dos produtos, conforme a Resolução 2.325.
“Considerando a divulgação e comercialização de Suplementos Alimentares da marca NUTRICOST, de origem desconhecida ou ignorada em lojas digitais“, cita um trecho da determinação.
Os suplementos alimentares eram divulgados e vendidos em sites na internet.
Telefónica encarga a una agencia la búsqueda de un comprador para el patrocinio del equipo ciclista Movistar
En quizás su última declaración mediática, José María Álvarez Pallete anunció desde el rascacielos de Gran Vía en diciembre de 2024 que la ya centenaria Telefónica extendía hasta el 31 de diciembre de 2029, “con posibilidades de ir más allá”, el patrocinio del equipo de ciclismo Movistar. La declaración marcaba un apogeo, un momento de optimismo y pasión tan transitorio que visto casi dos años más tarde despierta hasta ternura, tanto han cambiado Telefónica y el ciclismo del WorldTour.

© Mariscal (EFE)
Portugal aterra hoje no Mundial e Trump vai ser vizinho

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Cancro do pâncreas: Dos maiores desafios da medicina a uma nova era de esperança

O cancro do pâncreas continua a ser uma das doenças oncológicas mais agressivas e difíceis de tratar. Durante décadas, foi considerado um dos tumores com pior prognóstico, sobretudo porque evolui de forma silenciosa e é frequentemente diagnosticado em fases avançadas.
Contudo, os mais recentes avanços científicos estão a transformar o panorama desta doença. Pela primeira vez em muitos anos, investigadores e especialistas falam numa mudança de paradigma, graças ao desenvolvimento de novos tratamentos direcionados e às ferramentas de diagnóstico precoce que prometem aumentar significativamente as hipóteses de sobrevivência dos doentes.
Porque é tão difícil de detetar?
O pâncreas é um órgão localizado profundamente no abdómen, atrás do estômago. Desempenha funções essenciais na digestão dos alimentos e na regulação dos níveis de açúcar no sangue através da produção de insulina. Um dos grandes problemas do cancro do pâncreas é que, nas fases iniciais, raramente provoca sintomas específicos. Dor abdominal ligeira, fadiga, perda de apetite ou emagrecimento podem facilmente ser confundidos com outras condições menos graves.
Quando surgem sinais mais evidentes, como a icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos), a doença encontra-se muitas vezes numa fase avançada. É precisamente este diagnóstico tardio que explica, em grande parte, a elevada mortalidade associada a este tipo de cancro.
Fatores de risco
Embora possa afetar qualquer pessoa, existem fatores que aumentam o risco de desenvolver a doença:
- Tabagismo;
- Obesidade e sedentarismo;
- Diabetes de aparecimento recente;
- Pancreatite crónica;
- História familiar de cancro do pâncreas;
- Alterações genéticas hereditárias, incluindo mutações dos genes BRCA.
Uma revolução silenciosa nos tratamentos
Durante muitos anos, as opções terapêuticas foram limitadas. A cirurgia continua a ser a única possibilidade de cura, mas apenas uma minoria dos doentes reúne condições para ser operada no momento do diagnóstico.
Nos casos mais avançados, a quimioterapia constituiu durante décadas a principal arma terapêutica. Contudo, os resultados obtidos eram frequentemente modestos.
Esta realidade poderá começar a mudar. Recentemente, investigadores apresentaram resultados considerados históricos para um novo medicamento direcionado contra mutações genéticas presentes na maioria dos tumores pancreáticos. Em ensaios clínicos internacionais, este tratamento conseguiu praticamente duplicar a sobrevivência de doentes com doença metastática quando comparado com a quimioterapia convencional. Especialistas internacionais consideram este um dos avanços mais importantes alguma vez alcançados no tratamento do cancro do pâncreas. Embora não represente ainda uma cura, este avanço demonstra que é possível desenvolver terapias mais eficazes e mais direcionadas para os mecanismos biológicos que alimentam o crescimento do tumor.
O futuro: diagnosticar antes, tratar melhor
A combinação entre medicina de precisão, inteligência artificial e novas terapias direcionadas está a abrir uma nova fase na luta contra o cancro do pâncreas.
O objetivo já não passa apenas por tratar melhor os tumores existentes, mas também por identificá-los antes de se tornarem agressivos e potencialmente fatais. Vários grupos de investigação trabalham atualmente no desenvolvimento de estratégias capazes de detetar lesões precursoras e até impedir a progressão para cancro invasivo.
Uma esperança realista
O cancro do pâncreas continua a ser uma das doenças mais difíceis da medicina contemporânea. Contudo, pela primeira vez em muitos anos, os avanços científicos permitem falar de uma esperança sustentada por resultados concretos. Ainda não existe uma cura universal. Mas os novos medicamentos, as terapias de precisão, a imunoterapia e as ferramentas de inteligência artificial estão a mudar o curso da doença e a oferecer perspetivas que, há poucos anos, pareciam inalcançáveis. O que antes era visto como um dos tumores mais difíceis de combater começa agora a entrar numa nova era de possibilidades.
O que cada um pode fazer?
Apesar dos avanços científicos, a prevenção continua a desempenhar um papel fundamental:
- Não fumar;
- Manter um peso saudável;
- Praticar atividade física regular;
- Adotar uma alimentação equilibrada, rica em frutas, legumes e fibras;
- Procurar aconselhamento médico quando existe história familiar da doença ou fatores de risco relevantes.
- A investigação está a avançar rapidamente, mas a deteção precoce e os estilos de vida saudáveis continuam a ser os aliados mais importantes na luta contra o cancro do pâncreas.
MS