O Estado deve ser proprietário de canais de televisão?




A medida é justificada pelo partido liderado por André Ventura com os “custos incomportáveis para os contribuintes” associados ao serviço público de rádio e televisão RTP, alegando que estes encargos não se têm traduzido em benefícios proporcionais para os cidadãos, avança o Sol.
Segundo o SOL, o Chega defende que a RTP se tornou um “poço sem fundo de dinheiro público”, criticando ainda o modelo de financiamento baseado na contribuição audiovisual, que o partido considera injusto e desajustado.
O partido argumenta também que a estação pública tem sido alvo de gestão ineficiente e de falta de independência editorial, acusações que têm sido repetidamente dirigidas pelo líder do Chega ao longo dos últimos meses.
Ainda segundo a mesma fonte de informação, o tema ganha força após a divulgação de resultados negativos recentes da RTP, com prejuízos justificados pela administração com o aumento de custos operacionais e receitas estagnadas ao longo dos últimos anos.
A administração do canal público tem defendido que a sustentabilidade financeira do serviço público exige uma revisão do modelo atual de financiamento, alertando para dificuldades crescentes na gestão da empresa.
A iniciativa do Chega surge num contexto mais amplo de negociações entre o partido e o Governo em torno de várias reformas estruturais, incluindo alterações ao sistema de apoios sociais e à legislação laboral.
“O partido tem procurado influenciar vários dossiês em discussão no Parlamento, mantendo como condição a defesa de medidas de “moralização dos subsídios” e de reforço da fiscalização das prestações sociais”, avança o Sol.
A proposta deverá ser formalmente discutida no arranque da nova sessão legislativa, prometendo reabrir o debate sobre o papel do Estado nos media e o futuro da RTP em Portugal.