Após suspensão, pescadores de tainha aguardam nova portaria do governo
Em nota, o Ministério da Pesca e Aquicultura afirma que estuda a ampliação e liberação da cota, mediante “publicação de uma nova portaria”. A expectativa é que o documento seja liberado até o final da semana, segundo apurou a CNN.
A suspensão tem caráter preventivo e foi determinada para evitar que a captura ultrapasse o limite estabelecido para a safra de 2026. Segundo o Ministério da Pesca, a decisão foi baseada em avaliações atualizadas sobre o estoque da espécie e busca equilibrar a atividade econômica com a conservação da tainha para as próximas temporadas.
Dados oficiais do Painel de Monitoramento da Temporada da Tainha, a modalidade de arrasto de praia atingiu o gatilho de 90% da cota autorizada, o que resultou na suspensão automática da atividade. Após o encerramento, as embarcações tiveram prazo de 24 horas para realizar o desembarque do pescado
A pesca da tainha possui forte relevância econômica, cultural e social em Santa Catarina. O arrasto de praia é uma prática tradicional transmitida entre gerações e movimenta centenas de comunidades pesqueiras ao longo do litoral do estado. Em diversas cidades catarinenses, a safra também impulsiona o turismo e atrai moradores e visitantes para acompanhar os tradicionais lanços realizados nas praias durante o final do outono e início de inverno.
Pescadores do estado previam uma super safra da tainha com a possibilidade de ser uma das melhores dos últimos 50 anos. Grupos se reuniram nas praias e protestaram contra a suspensão, durante os últimos dias.
Lideranças da categoria criaram um abaixo-assinado chamado de “Manifestação de apoio à pesca artesanal da tainha e solicitação de revisão da proibição à pesca de arrasto”. O documento pede o aumento de, pelo menos, 30% do aumento da cota anual.