Copa do Mundo: Grupo A tem encontro de feridas abertas e “fantasmas”
O Grupo A, composto por México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca, é o responsável por dar o passo inicial à Copa do Mundo de 2026, nesta quinta-feira (11). Mas além da pluralidade de culturas, a chave carrega um encontro de feridas abertas e “fantasmas” em Mundiais.
As quatro seleções têm motivos suficientes para levarem à competição alguns traumas de Copas anteriores na bagagem, que tentam ser quebrados com a nova oportunidade.
Os maiores traumas do Grupo A da Copa do Mundo 2026
México e a pressão do mata-mata
O México, um dos anfitriões da Copa, trazem na mala o peso de jogarem diante do próprio povo. O que pode ser determinante para um bom desempenho, pode também aumentar a pressão em um time que ainda mistura jovens e veteranos.
Mas além disso, os jogadores carregam a sina das oitavas de final. A seleção traz o trauma de ter sido eliminada em sete edições consecutivas justamente nessa fase da competição, entre 1994 e 2018.
O que já era ruim, se agravou ainda mais em 2022, quando os mexicanos foram eliminados ainda na fase de grupos da Copa, em um grupo com Argentina, Arábia Saudita e Polônia.
No entanto, o México aposta no fator casa para 2026, já que as melhores campanhas mexicanas foram jogando sob seus domínios nos Mundiais de 1970 e 1986, quando a seleção alcançou as quartas de final.
África do Sul e o trauma dos grupos
A África do Sul volta à Copa do Mundo após 16 anos de distância. A última participação foi em 2010, quando sediou a competição. No entanto, a seleção africana carrega o trauma de nunca ter se classificado para as fases de mata-mata, ou seja, jamais ter passado da fase de grupos.
Até hoje, os “Bafana-Bafana”, como são conhecidos, participaram de três edições e foram eliminados na primeira etapa em todas. Da última vez, em 2010, estavam em um grupo com México, Uruguai e França.
Eles chegaram a vencer a seleção francesa na última rodada, mas foram desclassificados pelo saldo de gols, empatados em números de pontos (4) com os mexicanos. Agora, vão buscar dar o troco nos anfitriões da Copa na estreia desta quinta-feira (11).
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Coreia do Sul e o quase de 2002
A Coreia do Sul, embora tenha ostentado a marca de chegar a 11 Copas do Mundo consecutivas, ainda vive o trauma do “quase” de 2002.
Em casa, os coreanos chegaram até a semifinais da competição, mas encontraram a forte seleção da Alemanha, que perderia para Ronaldo Fenômeno e companhia na final. Na ocasião, a Coreia do Sul fez sua melhor campanha da história, quando ficou em 4º lugar, desbancando seleções clássicas como Itália e Espanha ao longo da competição.
Na última Copa, a seleção coreana chegou às oitavas de final, mas foi goleada pelo Brasil. Agora, a seleção tenta repetir ou superar os feitos da geração de 2002, mas ainda em busca de ressignificar os últimos “quases”. E quem carrega a missão é o atacante Heung-min Son, que pode se tornar mais ainda um herói nacional.
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República Tcheca e a “geração de ouro”
Depois de 20 anos longe das Copas, a República Tcheca está de volta à competição, mas ainda carrega alguns traumas. A última participação da seleção foi em 2006, quando foi eliminada na fase de grupos ao dividir a chave com Estados Unidos, Gana e Itália.
O país herdou dois vices-campeonatos da antiga Tchecoslováquia, em 1934 e 1962, mas até hoje não chegou perto de superar a conhecida “geração de ouro”.
Em um grupo aberto como o de agora e com outros adversários que carregam feridas abertas e “fantasmas” de Copa, a República Tcheca busca quebrar barreiras e superar traumas antigos.
Coreia do Sul x República Tcheca: onde assistir e escalações
As equipes do Grupo A estreiam na Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira (11). O primeiro jogo acontece entre México e África do Sul, às 16h do horário de Brasília, no Estádio Azteca, na Cidade do México. Já Coreia do Sul e República Tcheca se enfrentam às 23h do horário de Brasília, no Estádio de Guadalajara, também no México.
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