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PCP questiona financiamento de 60 mil euros da Câmara de Braga à Cimeira da Indústria

O PCP de Braga acusou a câmara local de brincar com o dinheiro público, ao financiar com 59.988 euros, através de três ajustes diretos, a Cimeira da Indústria, que reuniu “a fina flor do capitalismo nacional e regional”.

Em comunicado, o PCP refere que vai remeter participações à Inspeção-Geral de Finanças (IGF), ao Tribunal de Contas e à Direção-Geral das Autarquias Locais (DGAL), para que sejam analisados os contornos financeiros do apoio do município.

O apoio foi atribuído através de três ajustes diretos, pela câmara (19.999 euros) e pelas empresas municipais TUB – Transportes Urbanos de Braga (19.999 euros) e AGERE- Empresa de Águas, Efluentes e Resíduos de Braga (19.990 euros).

O limite legal para a realização de um ajuste direto na aquisição de bens e serviços é de 20 mil euros.

Câmara responde que “não é um gasto”

Contactado pela Lusa, a câmara de Braga refere que “qualquer contratação prestada pelos municípios ou pelas empresas municipais está sujeita às regras estritas da contratação pública e fiscalização de custos, tal como aconteceu nesta situação”.

“Investimentos em montras como esta validam o trabalho de Braga e das suas empresas e capitalizam novas oportunidades. Não é um gasto, mas sim um investimento na atração de capital”, acrescenta.

Comunistas dizem que foi um “grande desvio”

O PCP refere que a Cimeira da Indústria, organizada pelo jornal Observador e que decorreu no dia 26 de maio em Braga, “juntou a fina flor do capitalismo nacional e regional” e “projetou os interesses de grandes grupos económicos e financeiros com atividade na região de Braga e no país”.

“A Câmara de Braga financiou um evento que teve como participantes a Bosch Portugal, Banco BPI, Siemens Portugal, Continental Mabor, Tabaqueira, TMG e DST Group, que, em conjunto, apresentam lucros de, pelo menos, mais de 800 milhões de euros (só o BPI teve lucros acima de 500 milhões de euros)”, acrescenta.

Para o PCP, trata-se de um “grave desvio” de dinheiro dos bracarenses para iniciativas de grupos milionários.

“Os munícipes de Braga e os trabalhadores das empresas municipais, que ajudaram a pagar estes luxos dos patrões, merecem explicações. Não se brinca com o dinheiro público que deve garantir boas condições de vida e de trabalho para todos os munícipes”, diz ainda o PCP.

A Câmara diz que o dinheiro “não foi para organizar a cimeira, mas para assegurar serviços de promoção institucional de Braga no âmbito do evento, nos termos legalmente previstos”.

Sustenta que a Cimeira da Indústria foi uma iniciativa pública, de entrada livre, realizada em Braga sobre “temas essenciais” para o desenvolvimento económico do concelho e do país.

“Braga tem uma economia forte, empresas relevantes, capacidade industrial e ambição de atrair ainda mais investimento. A Câmara Municipal de Braga não se envergonha de promover o concelho junto de decisores económicos, empresariais, políticos e académicos”, remata o município.

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José Fonte homenageado como “lenda do futebol português”

O internacional português José Fonte foi hoje alvo de uma cerimónia oficial de despedida pelo final da sua carreira pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), cujo presidente o caracterizou como “uma lenda do futebol português”.

O futebolista de 42 anos, que se retirou dos relvados a 28 de maio último pelo Casa Pia, numa partida diante do Torreense, na segunda mão do play-off que garantiu aos ‘gansos’ a manutenção na I Liga, foi homenageado por Pedro Proença, responsável máximo pela FPF, que destacou as suas 50 internacionalizações por Portugal e o contributo de excelência que o tornou, em seu entender, “um dos pilares” da geração lusa que conquistou o Euro2016.

“O José é, atrevo-me a dizer, um dos pilares da nossa seleção, da seleção que nos deu uma das nossas maiores alegrias até hoje, até à data em que vamos embarcar para os Estados Unidos. Despede-se com 50 jogos pela seleção nacional e hoje, no dia em que celebramos a sua carreira, é um prazer chamar a José Fonte aquilo que ele é – uma lenda do futebol português”, assinalou Proença.

José Fonte foi aplaudido por mais de meia centena de convidados, entre os quais estiveram antigos companheiros de seleção nacional, como Rui Patrício e Éder, ambos também já retirados.

“É um campeão em todos os aspetos e como um homem é um exemplo para todos nós e para a formação em Portugal, porque foi um jogador que passou por várias adversidades – foi dispensado e conseguiu dar a volta por cima. Estes jovens devem também olhar para o percurso do José Fonte com ambição, porque ele fê-lo de uma forma extraordinária”, realçou Éder, que se notabilizou por ter marcado o golo que permitiu a Portugal derrotar a França na final do Euro2016 e alcançar essa inédita conquista para o futebol português.

Estiveram igualmente presentes os antigos internacionais João Vieira Pinto e Pedro Pauleta, atualmente diretores da FPF, e o selecionador nacional Roberto Martínez, que se encontra no estágio da equipa portuguesa, concentrada na Cidade do Futebol até esta sexta-feira, data em que partirá rumo aos Estados Unidos para disputar o Mundial2026.

José Fonte anunciou o fim da carreira a 17 de maio, “a lutar, sem desculpas, com a mesma fome do primeiro dia”, logo após o Casa Pia ter terminado a I Liga portuguesa de futebol na 15.ª posição, o que o obrigou a disputar o play-off.

Ao serviço do Casa Pia na última época, o defesa central participou em 20 partidas, com um golo marcado, e notabilizou-se numa carreira dividida entre Portugal, Inglaterra, França e China, num total de 882 jogos oficiais.

Após ter concluído a sua formação no Sporting, José Fonte cumpriu as primeiras épocas como sénior em Felgueiras, Vitória de Setúbal, Paços de Ferreira e Estrela da Amadora, os dois últimos emprestado pelo Benfica, que nunca representou em jogos oficiais.

O central rumou a Inglaterra, onde alinhou no Crystal Palace, Southampton e West Ham, e passou meia época no futebol chinês, no Dalian Pro, para depois seguir para o Lille, onde, em cinco épocas, conquistou uma liga e uma Supertaça francesas.

Fonte regressou a Portugal em 2023, para reforçar o SC Braga, ao serviço do qual conquistou uma Taça da Liga, e completou o seu percurso profissional no Casa Pia, emblema por que jogou nas últimas duas temporadas.

Pela seleção portuguesa de futebol, o defesa atingiu os pontos mais altos da sua carreira, tendo levantado os troféus do Euro2016 e também a Liga das Nações, em 2018/19.

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Hospital de Braga vai ter Via Verde AVC durante 24 horas por dia

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga passará a assegurar, a partir de 01 de julho, a resposta da Via Verde AVC em regime contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano, foi hoje anunciado.

Em comunicado, a ULS refere que aquela evolução só é possível graças ao alargamento da cobertura da Neurorradiologia de Intervenção (NRI) ao período noturno.

“Até agora, a resposta nesta área encontrava-se assegurada entre as 08:00 e as 24:00. A inexistência de cobertura permanente obrigava à transferência anual de cerca de 25 a 30 doentes para hospitais do Grande Porto, com impacto nos tempos de acesso ao tratamento”, acrescenta.

Com a entrada em vigor do horário alargado, os utentes da área de influência da ULS Braga deixam de precisar daquelas transferências noturnas, passando a beneficiar de uma resposta “imediata e diferenciada numa situação clínica em que cada minuto é determinante para o prognóstico e recuperação”.

“A resposta permanente integra também o apoio contínuo à teleconsulta de NRI no âmbito das ativações da Via Verde AVC provenientes dos hospitais referenciadores”, diz ainda a ULS Braga.

Criada equipa multidisciplinar dedicada

Para garantir a cobertura contínua, a ULS Braga constituiu uma equipa multidisciplinar dedicada, composta em cada momento por um médico do Serviço de Neurorradiologia, um médico e um enfermeiro afetos do Serviço de Anestesiologia, um enfermeiro afeto ao Serviço de Imagiologia e um Técnico Superior de Diagnóstico e Terapêutica.

Além disso, reforçou a equipa de Neurologia.

“O novo modelo assistencial representa um investimento superior a meio milhão de euros e permitirá realizar entre mais 50 e 75 trombectomias mecânicas por ano, consolidando a elevada diferenciação técnica e clínica já existente na instituição”, lê-se no comunicado.

Sublinha que o alargamento assistencial “ganha especial relevância” por acontecer precisamente um ano após os constrangimentos sentidos naquela Via Verde.

“Com esta resposta permanente, damos um passo decisivo na consolidação da capacidade da ULS Braga para tratar doentes com AVC de elevada complexidade, garantindo acesso atempado a terapêuticas diferenciadas e evitando transferências para outras unidades hospitalares”, destaca o presidente do Conselho de Administração da ULS Braga.

Permitirá “ganhos de eficiência” para o SNS

Para Américo Afonso, este é um investimento “que reforça a qualidade dos cuidados prestados, melhora os resultados clínicos e aproxima os cuidados de saúde das populações”.

Além dos benefícios clínicos para os utentes, a reorganização permitirá “ganhos de eficiência” para o Serviço Nacional de Saúde, através da redução dos transportes inter-hospitalares e da retenção de atividade assistencial altamente diferenciada.

“Alinhada com as melhores práticas internacionais, a ULS Braga reforça, assim, a sua posição como centro de referência no tratamento do AVC, assegurando uma resposta cada vez mais robusta, segura e próxima dos cidadãos”,lê-se ainda no comunicado.

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Associação diz que Braga “não pode responder com silêncio quando tem 1 atropelamento a cada 3 dias”

A associação Braga Ciclável alertou hoje para os recentes atropelamentos na cidade e referiu que Braga “não pode responder com silêncio quando tem um atropelamento a cada três dias”.

Em comunicado, lembrou a criança de 12 anos que foi atropelada na Avenida Dr. António Palha, em Lamaçães, na terça-feira, e ainda outro atropelamento recente que envolveu uma criança de 10 anos na Avenida da Liberdade. Ambos ocorreram durante atravessamentos na passadeira.

A Braga Ciclável considera que não são sinistros “isolados”, mas sim “episódios de um problema estrutural documentado, denunciado e com soluções conhecidas, que o Município continua a não dar resposta”.

“Os números do concelho falam por si. Entre 2019 e 2023, foram registados quase 400 atropelamentos no Concelho de Braga, o equivalente a um a cada três dias. O distrito de Braga registou 214 atropelamentos em 2025, o segundo valor mais alto do país, acima de Lisboa. Quase 70% dos atropelamentos em Braga ocorrem em passadeiras. Em 2026, foram já noticiados pelo menos quatro atropelamentos em Braga, todos em passadeiras, sendo que os dados oficiais irão revelar muito mais”, nota.

Lembra que a Câmara de Braga tem um Plano Municipal de Segurança Rodoviária que “não é conhecido publicamente e por conseguinte não existe nenhuma medida executada”.

A Braga Ciclável frisa que solicitou ao Município de Braga o estado do Plano Municipal de Segurança Rodoviária bem como a apresentação pública de um “calendário concreto” para a implementação das medidas de segurança pedonal e ciclável.

Radares, passadeiras sobrelevadas e fiscalização

A associação propõe radares fixos de velocidade nas avenidas com maior sinistralidade, como a Avenida Padre Júlio Fragata, a Avenida Frei Bartolomeu dos Mártires e as vias que compõem a Rodovia. Seria uma medida de “baixo custo”, “rápido retorno financeiro” e “elevado impacto na segurança rodoviária comprovado”.

Apela ainda à sobrelevação das passadeiras ao nível dos passos na zona densa e plana da cidade “eliminando a diferença de cota que induz o aumento de velocidade na aproximação”. “Esta medida não requer obras de grande envergadura e pode ser executada de forma faseada, com prioridade para as artérias com maior volume de tráfego pedonal e ciclável e registo de sinistros na última década”, refere.

Por fim, a Braga Ciclável pede ainda o reforço da fiscalização do cumprimento dos limites de velocidade e das regras de cedência de passagem a peões e ciclistas nos atravessamentos da cidade, em coordenação com a PSP e Polícia Municipal.

Em abril de 2024, a mesma associação já tinha publicado o Manifesto 40/24, com 40 medidas em 24 meses, entregando-o a todos os responsáveis políticos da cidade. Nesse manifesto, a associação propôs as seguintes medidas para reduzir os atropelamentos e melhorar a segurança rodoviária: “Adopção da Visão Zero Municipal – zero mortes nas ruas do concelho; Cidade 30 – limite de velocidade com medidas físicas de cumprimento, incluindo sobrelevação de passadeiras; Colocação de radares fixos de velocidade nas principais avenidas; Sobrelevação de todas as passadeiras na zona densa e plana da cidade”.



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Braga: Tribunal iliba dirigente de associação do consumidor de críticas feitas ao Pingo Doce

O Tribunal de Instrução de Braga não pronunciou para julgamento o presidente da Citizens’ Voice, Octávio Viana, que era acusado pela empresa do Pingo Doce de ofensa a pessoa coletiva.

A acusação invocava publicações no livro de Reclamações, no Facebook e no Instagram, feitas pelo arguido e pela associação, sobre práticas do Pingo Doce relacionadas com preços e campanhas promocionais, alegando disparidades e práticas de publicidade enganosa.

E também relatou ações populares judiciais movidas pela Citizens’ Voice contra o Pingo Doce. Nos textos, o arguido falava de crime, mas veio a apagar a palavra.

Após a acusação, o visado requereu a Instrução, alegando ter exercido o direito à liberdade de expressão.

A seguir deu-se o Debate Instrutório, tendo o Tribunal analisado a compatibilidade das publicações com a liberdade de expressão garantida pela Constituição e pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH). Na sentença, de 21 de maio, o juiz destacou que a liberdade de expressão “deve prevalecer em debates sobre práticas comerciais e defesa do consumidor”.

Por isso, concluiu que as alegações “não configuram factos inverídicos, mas opiniões ou juízos de valor” e decidiu não o pronunciar por não haver prova do crime.

A este propósito, O MINHO contactou o Pingo Doce, que respondeu: “Ao contrário do que a Citizens’ Voice quer fazer crer, este é um tema marcado por decisões judiciais de diferente sentido, em que se incluem sentenças favoráveis ao Pingo Doce, das quais a Citizens’ Voice tem apresentado recurso”.

Neste particular, – continua – “merece destaque o acórdão do Tribunal da Relação de Guimarães, de 28 de maio de 2026, que confirmou uma sentença do Tribunal de Braga, que havia absolvido o Pingo Doce”.

E, prosseguindo, diz: “Nele se demonstra a inexistência de dolo ou negligência na atuação do Pingo Doce relativa a supostos danos decorrentes da alegada discrepância de preços entre o valor apresentado na prateleira e o registado na caixa de pagamento dos seus supermercados, não dando provimento ao argumento de existência de crime de especulação”.

E conclui: “No Pingo Doce, a salvaguarda do consumidor é uma prioridade. Estando convicto que lhe assiste razão, o Pingo Doce tem contestado as ações da Citizens’ Voice para repor a verdade e combater falsas informações difundidas publicamente”.

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Filipe Melo anuncia recandidatura à Distrital de Braga do Chega

Filipe Melo anunciou, hoje, a sua recandidatura à presidência da Distrital de Braga do Chega.

Em comunicado, a candidatura, que tem como lema “A Liderança que se vê, na União que se sente”, assume como “prioridade a consolidação do trabalho desenvolvido nos últimos seis anos, reforçando a presença da estrutura distrital, a proximidade aos militantes e a afirmação política do distrito de Braga”.

Segundo Filipe Melo, citado no comunicado, esta candidatura representa “um projeto de continuidade, responsabilidade e ambição”, assente nos resultados alcançados e na convicção de que Braga deve continuar a desempenhar um papel determinante no crescimento do partido.

A candidatura integra ainda os vice-presidentes Filipe Aguiar, vereador em Braga, e Pedro Alves, vereador em Famalicão.

Entre os principais objetivos da candidatura destacam-se: “reforçar a implantação territorial em todo o distrito; valorizar o trabalho das concelhias e dos núcleos locais; promover uma maior participação dos militantes; consolidar a influência política da Distrital de Braga; preparar a estrutura para os desafios eleitorais futuros”.

Filipe Melo, também deputado na Assembleia da República, sublinha, ainda, que esta candidatura pretende unir os militantes em torno de um projeto comum, colocando sempre os interesses do distrito de Braga em primeiro lugar: “Mais do que uma candidatura, apresentamos um compromisso com o futuro. Um compromisso de trabalho, união e dedicação ao distrito de Braga”.

Carlos Barbosa, deputado do Chega na Assembleia da República, também já tinha anunciado a sua candidatura à Distrital de Braga.

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Ex-autarca de Guimarães é mandatário de Sérgio Castro Rocha à Distrital de Braga do PS

O ex-presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, é o mandatário de Sérgio Castro Rocha à presidência da Federação Distrital de Braga do PS.

A candidatura foi oficializada na passada sexta-feira e, hoje, em comunicado, a candidatura adianta que a Comissão Organizadora do Congresso (COC) validou-a, tendo atribuído a Lista B para a eleição.

A lista de Delegados ao Congresso Federativo que a candidatura apresenta-se igualmente sob a designação Lista B – “Um Outro Caminho. Uma Federação para Todos”.

A candidatura anunciou também a constituição da sua equipa de mandatários, entre os quais Maria Torcato Ribeiro, conhecida por “Mariazinha”, como Mandatária para as Mulheres.

Citado no comunicado, Sérgio Castro Rocha reafirmou o seu compromisso com uma liderança agregadora, mobilizadora e aberta à participação de todos os militantes, assente na ética, na proximidade, no respeito pelas estruturas partidárias e na valorização do trabalho coletivo.

“Com uma visão de futuro para o Partido Socialista no distrito de Braga, assume o compromisso de colocar a sua competência, experiência, conhecimento e sentido ético ao serviço da construção de uma Federação mais forte, mais unida e mais próxima dos militantes, onde todas as concelhias contam, todos têm voz e ninguém fica para trás”, refere o comunicado.

As eleições para a Distrital de Braga do PS realizam-se no próximo dia 20 de junho.

Ricardo Costa, vereador da Câmara de Guimarães, também é candidato.

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Luís Quintais vence prémio literário de 15 mil euros atribuído por construtora de Braga

O poeta Luis Quintais venceu a edição deste ano do Grande Prémio de Literatura DST, no valor de 15 mil euros, pela obra “Nocturama”, anunciou hoje a empresa que atribui o galardão.

Em comunicado, a dst indicou que o prémio “reconhece uma obra que confirma a singularidade do percurso literário de Luís Quintais”, que classifica como “uma das vozes mais consistentes da poesia portuguesa contemporânea”.

O júri, presidido por José Manuel Mendes, da Associação Portuguesa de Escritores, composto também por Cândido de Oliveira Martins e Carlos Mendes de Sousa, destacou “uma notável construção de linguagem, uma poética que enlaça pensamento e emoção, tanto nos registos biográficos como na análise da realidade social, e uma escrita em que o sentido de medida se torna não raro apelativo”.

“Notações de luz e sombra enquanto evidência de energia criativa e um engenho aprimorados”, descreve o júri, destacando que a obra de Luís Quintais, “de livro em livro, se tem afirmado por uma singularidade admirável”.

Para o poeta e ensaísta, é “muito gratificante” receber o Grande Prémio de Literatura dst, sobretudo por celebrar aquele que considera ser um dos seus “livros mais significativos num percurso que faz trinta anos em 2026”, data em que o prémio lhe é atribuído.

José Teixeira, presidente do dstgroup, salienta que “o Grande Prémio de Literatura dst continua a afirmar a literatura como um lugar de pensamento, de inquietação e de construção de sentido”.

Quanto à obra de Luís Quintais, José Teixeira considera que “confirma a força da palavra poética enquanto instrumento de lucidez, de resistência e de revelação”.

“Há livros que iluminam e eliminam o vazio existencial e restauram o propósito e o significado da vida. Há livros que nos provam que a poesia pode salvar a economia. ‘Nocturama’ é um desses livros”, acrescentou

A cerimónia de entrega do prémio realizar-se-á no dia 27 de junho, no Theatro Circo, em Braga.

No mesmo dia, Luís Quintais participará numa conversa aberta ao público no MUZEU – Pensamento e Arte Contemporânea dst, proporcionando um momento de encontro entre o autor, os leitores e o universo literário que sustenta a obra vencedora.

Segundo o grupo dst, a edição deste ano, dedicada à poesia, “reafirma a relevância de um prémio que, ao longo de mais de três décadas, tem distinguido algumas das mais importantes vozes da literatura portuguesa contemporânea”.

Alternando, anualmente, entre poesia e prosa, o Grande Prémio de Literatura dst conta no seu historial com autores como Luísa Costa Gomes, José Viale Moutinho, Teolinda Gersão, João de Melo, Lídia Jorge, João Luís Barreto Guimarães e Fernando Guimarães.

No ano passado, a obra vencedora foi “Visitar Amigos e Outros Contos”, de Luísa Costa Gomes.

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Distrital de Braga do PSD quer “afirmar o Minho como motor de desenvolvimento nacional”

A Distrital de Braga do PSD quer “afirmar o Minho como motor de desenvolvimento nacional”. A prioridade estratégica foi apresentada, ontem, na primeira assembleia do órgão deste novo mandato, liderado por Carlos Eduardo Reis, e na qual também foi apresentado o novo ‘site’ institucional.

Em comunicado, a Distrital social-democrata refere que a sessão reuniu representantes das 14 secções do distrito e teve como tema central o próximo Congresso Nacional do PSD, através da apresentação da moção “Minho, Região Competitiva”, que defende um papel mais relevante do Minho no desenvolvimento do país, assente numa maior descentralização, em mais capacidade de decisão para os territórios e na afirmação da região como projeto-piloto nacional de governação territorial.

Para Carlos Eduardo Reis, presidente da Comissão Política Distrital de Braga do PSD, “os partidos políticos existem para servir as pessoas e as suas comunidades”.

“E estamos mais longe de cumprir esse objetivo se não estivermos próximos delas”, acrescenta o também vereador na Câmara de Barcelos, citado no comunicado.

“O mundo transformou-se profundamente com a revolução digital. Hoje não basta fazer política no terreno. É igualmente necessário estar presente nos canais onde as pessoas se informam, participam e acompanham a vida pública. Este ‘site’, bem como a futura plataforma de gestão interna, representam um compromisso com uma comunicação mais próxima, mais transparente e mais acessível”, defende.

Distrital de Braga do PSD quer "afirmar o Minho como motor de desenvolvimento nacional"
Foto: DR

O dirigente social-democrata sublinha ainda que a nova plataforma digital “não substitui as redes sociais, mas permite institucionalizar no espaço digital aquilo que é a nossa organização, reforçando a ligação entre o PSD e as comunidades que representa”.

“Começamos este mandato a discutir uma das grandes ambições para o Minho”

A escolha do tema para o Congresso na primeira Assembleia Distrital reflete, segundo Carlos Eduardo Reis, uma prioridade estratégica para a região. “Começamos este mandato a discutir uma das grandes ambições para o Minho: afirmar a região como motor de desenvolvimento nacional. Há já algum tempo que não levamos documentos estruturantes à nossa reunião magna. O Minho possui capacidade económica, dinamismo empresarial, conhecimento, instituições e talento. O que muitas vezes lhe falta é uma maior influência nas decisões que condicionam o seu futuro”, disse, citado no comunicado.

A moção apresentada – explica o comunicado – propõe uma reforma da governação territorial baseada na descentralização responsável, na valorização das Comunidades Intermunicipais, numa maior participação dos territórios na gestão dos fundos europeus e na criação do Minho como projeto-piloto nacional de governação territorial integrada.

Para concretizar esta visão, a Distrital de Braga propõe ao Congresso Nacional do PSD a aprovação de doze compromissos políticos estruturantes, incluindo o reforço da descentralização com meios adequados, a criação de contratos-programa territoriais, o fortalecimento das Comunidades Intermunicipais e uma maior participação dos territórios na programação, execução e avaliação dos fundos europeus.

Distrital de Braga do PSD quer "afirmar o Minho como motor de desenvolvimento nacional"
Foto: DR

“O Minho não pede privilégios. O Minho exige instrumentos adequados para responder aos desafios das suas populações e para continuar a ser um dos principais motores de desenvolvimento do país. Queremos afirmar a região como uma voz forte no debate nacional e como um exemplo de uma nova forma de governar mais próxima, mais eficiente e mais responsável”, defende Carlos Eduardo Reis.

O presidente da Distrital reafirmou ainda a ambição de construir uma estrutura política mais ativa e mais influente: “Queremos uma Comissão Política Distrital mais interventiva, com pensamento político próprio, apostada na formação e permanentemente ao lado dos autarcas dos 14 concelhos do distrito. Uma estrutura aberta à participação de todos e capaz de afirmar uma voz forte do Minho e da região no debate nacional”.

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Primeiro Governador Civil de Braga pós-25 de Abril homenageado no dia em que faria 97 anos

José de Araújo Pereira Sampaio, advogado e democrata bracarense que foi o primeiro Governador Civil de Braga após o 25 de Abril de 1974, foi homenageado, ontem, dia em que faria 97 anos, com a inauguração de uma placa evocativa da sua memória, na rua do Carvalhal, onde nasceu e viveu.

A homenagem foi prestada pelo Município de Braga e Comissão de Homenagem aos Democratas do Distrito de Braga.

José de Araújo Pereira Sampaio nasceu a 10 de junho de 1929, na casa com os números 59-61 da Rua do Carvalhal.

Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, exerceu advocacia em Braga durante décadas, tendo presidido à Delegação da Ordem dos Advogados entre 1972 e 1974.

A sua vida pública ficou marcada por uma intervenção cívica e política persistente num período de censura e repressão, salienta comunicado da autarquia.

Em 1969, esteve ligado à Comissão Democrática Eleitoral, estrutura da oposição que concorreu às eleições legislativas desse ano e que deu origem ao Movimento Democrático Português.

Na manhã de 26 de abril de 1974, José Sampaio esteve entre as personalidades reunidas nas varandas dos Paços do Concelho de Braga, perante a multidão concentrada na Praça do Município. Nos meses seguintes, assumiu o cargo de primeiro Governador Civil de Braga do novo período democrático e foi deputado da Assembleia Municipal de Braga nas duas primeiras legislaturas. Em 1986, foi mandatário distrital da candidatura presidencial de Francisco Salgado Zenha.

Primeiro Governador Civil de Braga pós-25 de Abril homenageado no dia em que faria 97 anos
Foto: CM Braga
Primeiro Governador Civil de Braga pós-25 de Abril homenageado no dia em que faria 97 anos
Foto: CM Braga
Primeiro Governador Civil de Braga pós-25 de Abril homenageado no dia em que faria 97 anos
Foto: CM Braga

O presidente da Câmara, João Rodrigues, sublinhou o significado da data escolhida para a homenagem: “Inaugurar esta placa no dia de Portugal, dia em que José Sampaio completaria 97 anos, é uma forma de Braga reconhecer, com justiça, o que lhe deve. Foi um homem que nunca deixou de defender a liberdade num tempo em que isso exigia coragem, e que soube estar à altura do momento quando o 25 de Abril chegou. A cidade não deve esquecer quem a ajudou a ser livre”.

Falecido a 17 de abril de 2024, aos 94 anos, José Sampaio deixa um percurso indissociável da construção da liberdade e da democracia em Braga, assinala o comunicado.

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Braga vai dar continuidade a projetos da Capital Portuguesa da Cultura

Braga vai dar continuidade a vários projetos que nasceram da Capital Portuguesa da Cultura, em 2025, mantendo a aposta no setor como elemento fundamental da vida na cidade, disse à Lusa o administrador executivo da empresa municipal Faz Cultura.

De acordo com Nuno Gouveia, administrador executivo da Faz Cultura, Braga considerou que o projeto da Capital Portuguesa da Cultura “não foi um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida para algo mais”.

Nesse contexto, hoje, às 18:00, vai ser apresentado um livro intitulado “B25”, no Theatro Circo, que reúne “fotografias de algumas das mais de 1.300 atividades [… do] programa, bem como 25 testemunhos de participantes na construção da Braga 25 — artistas, agentes culturais, associações, cidadãos bracarenses de diferentes áreas de intervenção”.

Nuno Gouveia explicou que o município, a par da Faz Cultura, decidiu que o “legado continuasse no tempo”, optando pela continuidade de alguns projetos.

Assim, o projeto de incentivo à criação e difusão das artes performativas Supracasa vai abrir uma nova convocatória em setembro, depois de edições em 2024 e 2025.

Também com continuidade prevista está o Clube Raiz, de apoio à música popular portuguesa, integrado igualmente na programação do Theatro Circo e que vai contar com um concerto em outubro com Vitorino e Janita Salomé, com o pianista João Paulo Esteves da Silva e o grupo de Cantadores do Redondo.

Nuno Gouveia realçou ainda o caso do Festival Extremo, que acontece na fronteira entre Braga e Guimarães, em 18 de julho, com a presença de artistas como Alessandro Cortini e Valentina Magaletti, entre outros.

Dentro desta dinâmica insere-se ainda o Festival Square, que vai ter Braga por epicentro e expandir-se por Guimarães, Viana do Castelo e Vila Nova de Famalicão, em janeiro de 2027.

“É um festival dedicado à música emergente dos países que banham o Atlântico, portanto do continente europeu, africano, América do Sul e América do Norte”, sublinhou Nuno Gouveia, que indicou que ainda esta semana seria lançada uma ‘open call’.

O Square tem uma vertente profissional, sendo um festival “que serve para capacitar os profissionais, os agentes da região e do país, e por outro lado é também importante esta colaboração municipal com os concelhos vizinhos”.

O administrador executivo da Faz Cultura destacou igualmente a continuidade do festival de arquitetura e arte Forma da Vizinhança, que será concretizado no próximo ano, com o “trabalho de auscultação e mediação das comunidades” a arrancar em 2026.

Nuno Gouveia salientou a importância do legado do projeto da Capital Portuguesa da Cultura para o futuro de Braga, em particular em termos daquilo que pode representar ao nível da qualidade de vida.

“Nós hoje sabemos que a nossa qualidade de vida está muito relacionada com a oferta cultural dos espaços onde vivemos”, afirmou o administrador da empresa, lembrando que a aposta na cultura conta com apoio entre as principais forças partidárias.

Braga encerrou no final de dezembro do ano passado o projeto da Capital Portuguesa da Cultura, passando o testemunho a Ponta Delgada, que ocupa o lugar este ano, antes de Évora ser Capital Europeia da Cultura em 2027.

De acordo com dados da organização, o projeto em Braga contou com 253 espetáculos e 95 exposições, de 1.200 artistas, metade dos quais locais, que receberam perto de 1,5 milhões de espectadores.

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Fogo em Terras de Bouro reforçado com três meios aéreos

O fogo está consumir "uma área de mato numa encosta de difícil acesso", mas combate às chamas “está a decorrer favoravelmente”, não havendo casas em risco. O alerta foi dado às 19h57 de quarta-feira.

© PAULO NOVAIS/LUSA

Às 10h30, o combate às chamas mobilizava 117 operacionais, apoiados por 30 viaturas e três meios aéreos.
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Minho sob aviso amarelo por causa do calor (mas vem aí trovoada e granizo)

Os distritos de Braga e Viana do Castelo estão, entre hoje e pelo menos até à noite de sábado, sob aviso amarelo devido ao calor, mas as altas temperaturas deverão trazer também trovoada e granizo para as zonas interiores, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso amarelo para os distritos de Braga e Viana do Castelo, está em vigor entre as 09:00 de hoje e as 21:00 de sábado, estendendo-se, durante o dia de amanhã, a todo o território continental.

O aviso amarelo, o menos grave de uma escala de três, é emitido sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Para Braga são esperadas máximas de 35ºC hoje e 38ºC amanhã. Em Viana do Castelo, o IPMA prevê que os termómetros subam até aos 28ºC hoje e 33ºC amanhã.

“O estado do tempo nos próximos dias será condicionado pela ação conjunta de um anticiclone localizado a nordeste do arquipélago dos Açores, que se deslocará gradualmente para o Golfo da Biscaia, e que se estende em crista até França, e de um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica. A influência destes dois centros de ação irá originar o transporte de uma massa de ar quente e seco sobre Portugal continental, a qual será responsável por uma subida acentuada dos valores de temperatura”, explica o IPMA em comunicado.

Ainda de acordo com o IPMA, “o céu estará pouco nublado ou limpo, embora a partir da tarde de dia 12 [sexta-feira], e com maior probabilidade na tarde de dia 13, a aproximação de um vale nos níveis altos da atmosfera, deverá originar um aumento temporário de nebulosidade no interior, onde em zonas montanhosas, há condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoadas, e eventualmente, queda de granizo”.

Minho sob aviso amarelo por causa do calor (mas vem aí trovoada e granizo)
Fonte: IPMA
Minho sob aviso amarelo por causa do calor (mas vem aí trovoada e granizo)
Fonte: IPMA
Minho sob aviso amarelo por causa do calor (mas vem aí trovoada e granizo)
Fonte: IPMA
Minho sob aviso amarelo por causa do calor (mas vem aí trovoada e granizo)
Fonte: IPMA
Minho sob aviso amarelo por causa do calor (mas vem aí trovoada e granizo)
Fonte: IPMA
Minho sob aviso amarelo por causa do calor (mas vem aí trovoada e granizo)
Fonte: IPMA

Assim, entre sábado e segunda-feira, o IPMA prevê a possibilidade de trovoada e queda de granizo para concelhos como Guimarães, Cabeceiras de Basto, Fafe, Ponte de Lima ou Melgaço.

Por fim, o IPMA assinala que “a diminuição da intensidade do vento associada à subida da temperatura, irá contribuir de forma considerável, para uma sensação de calor mais significativa”.

Para domingo e segunda-feira, “está prevista uma descida acentuada dos valores da temperatura máxima, nomeadamente no litoral oeste, com a rotação do vento para o quadrante oeste”.

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