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Atenção condutores: GNR alerta para métodos utilizados para facilitar o furto de carros e explica como se proteger

Há métodos de furto de carros que não dependem de tecnologia sofisticada. Em alguns casos, basta uma distração de poucos segundos para que os criminosos tentem aproximar-se do veículo, aceder ao interior ou levar objetos deixados à vista. Em Portugal, a GNR e a PSP têm recomendações claras para reduzir estes riscos, sobretudo quando o condutor é obrigado a sair do carro em situações inesperadas.

Furtos de carros podem começar com uma distração

Nos últimos dias, voltou a circular o relato de um método usado no Chile, em que um caixote do lixo foi colocado à frente de uma entrada para obrigar a condutora a sair do carro. Enquanto a mulher se afastava para retirar o obstáculo, um homem aproximou-se e tentou levar a viatura. Embora este caso não tenha ocorrido em Portugal, a lógica do método é semelhante a outras abordagens usadas em furtos: criar uma distração, afastar o condutor e aproveitar segundos de vulnerabilidade.

Em território nacional, a recomendação das autoridades é simples: perante uma situação estranha, como objetos colocados junto ao carro, movimentos suspeitos ou pessoas a rondar viaturas, o condutor deve evitar expor-se desnecessariamente e contactar a GNR ou a PSP se suspeitar que pode estar em causa uma tentativa de furto.

A GNR aconselha a alertar as autoridades sempre que existam barulhos, movimentos estranhos de pessoas ou veículos, procurando também memorizar matrículas, marcas, cores e características dos suspeitos sem colocar a segurança pessoal em risco.

Objetos à vista no carro continuam a ser um risco

Segundo a PSP, muitos furtos em veículos acontecem porque os criminosos observam antecipadamente o comportamento dos condutores. Por isso, se tiver objetos de valor, deve guardá-los no porta-bagagens antes de chegar ao local onde vai estacionar, e não apenas depois, porque pode estar a ser observado. Esta recomendação é especialmente importante em parques de estacionamento, zonas turísticas, áreas comerciais e locais com grande rotação de veículos.

Esta lógica aplica-se a malas, mochilas, carteiras, computadores, telemóveis, casacos ou sacos de compras deixados nos bancos. Mesmo que o objeto pareça ter pouco valor, pode ser suficiente para motivar a tentativa de furto de carros.

A GNR aconselha ainda que, se for vítima de furto, participe imediatamente a ocorrência à autoridade policial competente e forneça uma descrição detalhada do veículo, dos objetos furtados e de características que possam ajudar na recuperação.

Atenção aos obstáculos perto do carro

Se encontrar um caixote, uma garrafa, uma caixa ou outro objeto junto ao veículo, deve avaliar primeiro o ambiente à volta. O mais importante é não deixar o carro aberto, com a chave no interior ou com o motor ligado. Sempre que sair, mesmo por poucos segundos, deve fechar a viatura e levar a chave consigo. A PSP recomenda medidas preventivas relacionadas com o interior do veículo e alerta para a importância de não facilitar o acesso a objetos ou à própria viatura.

Caso esteja sozinho, em local pouco movimentado ou note alguém parado nas imediações a observar o carro, deve privilegiar a segurança pessoal. Nestas situações, a GNR recomenda que sejam comunicados comportamentos suspeitos às forças de segurança, sem confrontar diretamente os suspeitos e sem assumir riscos desnecessários.

Método dos pneus furados também exige cuidado

Em Espanha, os Mossos d’Esquadra, polícia autonómica da Catalunha, já alertaram para furtos de carros em autoestradas e áreas de serviço, incluindo métodos em que os criminosos exploram distrações dos condutores. Um dos fenómenos referidos na Catalunha envolve grupos que atuam em vias como a AP-7, sobretudo contra turistas e pessoas mais vulneráveis, aproveitando paragens, pedidos de ajuda ou momentos em que a atenção está desviada.

Embora esse alerta seja espanhol, a prevenção também faz sentido para quem circula em Portugal, sobretudo em áreas de serviço, parques de descanso e zonas isoladas. Se suspeitar de um furo ou ouvir um ruído estranho depois de arrancar, pare apenas num local seguro, iluminado e movimentado, feche o carro antes de sair e mantenha os bens pessoais fora da vista.

Como agir se for vítima de furto do carro

Se o carro for furtado ou se forem levados objetos do seu interior, a GNR recomenda que a vítima participe de imediato a ocorrência à autoridade policial da área. A participação deve incluir dados precisos sobre a viatura, marcas particulares, matrícula, características especiais e uma descrição tão exata quanto possível dos objetos desaparecidos.

A GNR aconselha ainda a fornecer todos os elementos informativos disponíveis, incluindo registos fotográficos dos objetos desaparecidos, sempre que existam. Esta informação pode ajudar as autoridades na identificação dos bens e na investigação do furto de carros.

Regra principal para evitar furtos de carros

A principal regra é não transformar uma pequena distração numa oportunidade para os criminosos. Antes de sair do carro, mesmo que seja apenas para afastar um obstáculo, verificar um pneu ou perceber a origem de um ruído, desligue o motor, retire a chave, feche portas e vidros e leve consigo os objetos essenciais.

Em caso de dúvida, deve contactar a GNR ou a PSP e evitar qualquer confronto. A prevenção passa por observar o ambiente, desconfiar de situações fora do normal e nunca abandonar a viatura em condições que facilitem o furto do carro.

Leia também: Tem um destes? Centenas de carros desta marca chamados à oficina em Portugal por risco de incêndio

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Auto e difesa sempre più vicine, ma il riarmo non basta a salvare il settore

L’acciaccata industria automobilistica europea conta sulla difesa per rimettersi in carreggiata, mentre la classe politica confida che i massicci investimenti nel riarmo possano contribuire anche a salvaguardare i livelli occupazionali. I due comparti non sono mai stati così vicini – almeno in Germania, dove il governo ha previsto spese per 108 miliardi nel solo 2026 (in parte a debito) – anche se di sicuro non quanto prima della seconda guerra mondiale, quando, nel 1938, venne posata la prima pietra dello stabilimento Volkswagen. La città che ancora oggi lo ospita venne ribattezzata Wolfsburg dai vittoriosi alleati che sconfissero il nazismo solo nel 1945, anno in cui cominciò anche la vera produzione di vetture destinate al mercato privato, visto che il regime che voleva motorizzare il paese all’insegna del motto “un’auto per tutti” l’aveva impiegato soprattutto per fabbricare il cosiddetto Kübelwagen (VW Typ 2), un veicolo militare paragonabile alla Jeep e realizzato in 55.000 esemplari sulla piattaforma sviluppata da Ferdinand Porsche, che dirigeva Volkswagen.

Quasi 80 anni dopo lo stesso gruppo “procede con mentalità aperta” rispetto all’ipotesi di collaborare con il comparto militare, come aveva dichiarato Oliver Blume, il Ceo: “Se possiamo contribuire a sostenere l’industria della difesa locale con la nostra esperienza e capacità, lo faremo”, aveva precisato il top manager a margine della conferenza di bilancio. In ballo c’era e c’è in particolare lo stabilimento di Osnabrück, uno di quelli a rischio chiusura (2.300 addetti), che il colosso tedesco era stato costretto a rilevare nel 2009 dalla fallita Karmann, dove potrebbero venire prodotti veicoli e componenti (ma non armi) nell’ambito di una joint venture con l’israeliana Rafael Advanced Defense Systems che lavora al sistema di interdizione aerea Iron Dome. Non è escluso il coinvolgimento di altri siti per la costituzione di una sorta di “filiera”.

Con parole non troppo diverse, Ola Källenius, numero uno del gruppo Mercedes-Benz, al Wall Street Journal non aveva nascosto un interesse analogo: “Il mondo è diventato più imprevedibile e credo sia assolutamente chiaro che l’Europa debba rafforzare le proprie capacità di difesa. Se potessimo svolgere un ruolo positivo in questo senso, saremmo pronti a farlo”. Come altri costruttori, con la divisione Daimler Trucks la casa con la Stella è impegnata nello sviluppo e nella produzione di veicoli militari, impiegati anche nello logistica, come conferma il bando per la fornitura di 7.000 Zetros che si era aggiudicata in Francia all’inizio dell’anno assieme alla Arquus.

E proprio in Francia (almeno 57 miliardi di spesa per la difesa previsti nel 2026), Renault ha confermato che tra i siti di Le Mans (telai) e Cléon (motori) produrrà fino a 600 droni al mese nell’ambito di una cooperazione con la Turgis Gaillard per conto del ministero della Difesa. Negli Stati Uniti, l’amministrazione Trump starebbe discutendo forme di collaborazione con Ford e General Motors: le indiscrezioni hanno in qualche modo coinvolto anche Stellantis, proprietaria delle americane Jeep, Chrysler, Dodg e Ram, il cui titolo ne aveva beneficiato. In questo risiko del riarmo l’Italia non è esclusa, visto che Leonardo (il cui azionista di riferimento è il ministero del Tesoro, che possiede il 30% delle azioni) è la seconda azienda europea del comparto della difesa e ha rilevato la divisione Defence Vehicles di Iveco (inclusi i marchi IDV e Astra) per 1,6 miliardi di euro.

L’industria automobilistica non è alle prese con una riconversione, ma è alla ricerca di opzioni percorribili per aumentare il tasso di utilizzo dei propri impianti produttivi, che secondo uno studio dell’European Policy Center condotto con il supporto dell’ACEA, l’associazione dei costruttori di veicoli che operano nel Vecchio Continente, e citato da Automotive News è attualmente inferiore del 23% rispetto al 2017.

Gli 800 miliardi di spese militari previsti in Europa potrebbero consentire una sorta di “travaso” occupazionale: l’industria dell’auto espelle addetti, quella della difesa ne assorbe, almeno 760.000 entro il 2030 secondo le stime. L’analisi dice tuttavia anche che per movimentare attrezzature e personale nei prossimi 10 anni esisterebbe un potenziale di vendita per oltre 50 miliardi. Poiché il 60% della spesa per la difesa riguarda personale, amministrazione e manutenzione, secondo l’economista Patrick Kaczmarczyk dell’università di Mannheim citato da EuroNews “il boom degli armamenti non compenserà ciò che si perde in altri settori”. Assieme a Tom Krebs stima che il moltiplicatore fiscale della spesa militare sia al massimo di 0,5, significa per ogni euro speso si possano contabilizzare fino ad un massimo 50 centesimi di produzione economica aggiuntiva.

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