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Sem-terra plantam 5 mil mudas na semana do Meio Ambiente

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O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) mobilizou, nos últimos dias, cerca de 10 mil pessoas, em 15 estados brasileiros, onde realizou uma série de atividades de defesa do meio ambiente, com críticas ao agronegócio.

Segundo a organização, os sem-terra plantaram mais de 5 mil mudas e semearam cerca de 30 toneladas de sementes em Alagoas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Sergipe.

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A iniciativa faz parte da Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos, que começou na última segunda-feira (1°) e termina neste domingo (7), marcando a Semana Mundial do Meio Ambiente.

Este ano, a jornada teve como lema o mote “combater o agronegócio é cuidar da natureza!” e serve como plataforma para o MST defender a reforma agrária “como solução para o avanço dos cuidados com o meio ambiente”.

Ao mesmo tempo, a organização denuncia o que classifica como “crimes ambientais do agro-hidro-minero-negócio” e os “que exploram os bens comuns da natureza em larga escala”, em um momento em que, na avaliação do movimento, “o agronegócio aprova leis que aumentam a destruição ambiental”.

Incinerador

Neste sábado (6), em São Paulo, o MST promoveu um ato contra a instalação de um incinerador no bairro de Perus, na zona noroeste da capital paulista. Além dos sem-terra, a manifestação reuniu moradores da região, ambientalistas e integrantes de outras organizações sociais.

O incinerador integra o chamado EcoParque Bandeirantes, que a prefeitura de São Paulo pretende instalar no antigo Aterro Sanitário Bandeirantes, em parceria com uma empresa privada.  

O aterro funcionou por 28 anos e teve suas operações encerradas em 2007. Desde então, consta da lista de Áreas Contaminadas em Processo de Remediação (ACRe), da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Além do incinerador, o projeto do EcoParque prevê um biodigestor, uma unidade de compostagem, outra de biossecagem, e uma central mecanizada de triagem de resíduos. E, segundo a prefeitura, visa a “otimização da reciclagem dos resíduos sólidos urbanos, a agregação de valor aos diversos subprodutos gerados, a geração de energia com baixa emissão de GEE e a redução dos volumes destinados à disposição final em aterros.

No entanto, de acordo com o MST, o projeto contraria os interesses de diferentes segmentos sociais que coabitam o bairro de Perus e região, incluindo indígenas que vivem no Pico do Jaraguá, próximo ao antigo aterro sanitário.

“O projeto de instalação do Incinerador em Perus mostra qual é o projeto da burguesia e do agronegócio para o Brasil: para a periferia, para o povo pobre, para os camponeses, para a classe trabalhadora é sempre a poluição, os detritos. Para deixar bonita a área da burguesia, empurram para nós os detritos”, criticou, em nota, Luciano Carvalho, da direção estadual do movimento.

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Jovens preparam carta para encontro internacional da ONU sobre água

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Jovens de bairros periféricos e de comunidades vulnerabilizadas estão reunidos, neste sábado (6), na Fundição Progresso, espaço vizinho aos Arcos da Lapa, antigo aqueduto colonial do século 18 e que hoje é cartão-postal no Centro do Rio de Janeiro.

Aqueduto é a estrutura projetada para transportar água de uma fonte até centros urbanos. É justamente a água o assunto que faz esses ativistas se encontrarem. Eles participam de uma série de painéis sobre o direito à água, saneamento e resiliência climática.

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O encontro é organizado pela organização da sociedade civil Águas Resilientes e terá, ao fim do dia, a confecção de uma carta com propostas, a Declaração das Juventudes. O documento será endereçado a autoridades brasileiras e à Conferência de Águas da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontecerá nos Emirados Árabes Unidos, de 2 a 4 de dezembro.

O evento global no país árabe é considerado o mais importante encontro sobre o tema e busca fortalecer a governança da água e elevar o assunto na agenda internacional.

Custo de não fazer

A especialista em planejamento urbano Andrea Pulici levantou a discussão sobre o custo da universalização do saneamento no Brasil. Ela lembrou que o Marco Legal do Saneamento, conjunto de leis e regulações voltadas a todas as esferas de governo, determina que o país alcance a universalização até o fim de 2033. Isso representa a meta de ter 99% da população brasileira com acesso à água tratada; e 90% à coleta e tratamento do esgoto.

De acordo com a especialista, são necessários investimentos na ordem de R$ 114 bilhões por ano para atingir o objetivo. O dado vai ao encontro da estimativa já divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), órgão federal que regula o setor, que projeta até R$ 900 bilhões em 2033. 

Para Andrea Pulici, mais importante que o investimento necessário, é preciso foco no “custo de não fazer”.

“Quanto vale ter uma comunidade inteira sem medo de ter uma inundação? Quanto custa para uma família ter, de fato, acesso à água e com isso ter acesso a serviços?”, questiona ela.

Ela  exemplifica a falta de saneamento como obstáculo à cidadania quando uma família não tem água na escola do filho. “Será que não ter isso não é muito mais caro que os R$ 114 bilhões?”, completa.

Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico apontam que 84,1% da população é atendida com rede de abastecimento de água. Em termos de coleta, 62,3% da população é atendida com rede coletora de esgoto, enquanto 51,8% do volume gerado de esgoto é tratado. 

Água e dignidade

A ativista Johari Silva, da organização não governamental Ação da Cidadania, defende que o debate sobre direito à água deve ser relacionado à dignidade.

"Sem água a gente não tem dignidade, não tem sobrevivência alimentar, não tem saúde, a gente não tem nada”, afirma.

Johari defende que a “diplomacia climática” não pode ser restrita a governos e entidades privadas, sem ouvir as organizações da sociedade civil. “Precisa ouvir as comunidades tradicionais, as periferias urbanas, os povos indígenas, os ribeirinhos e todos os outros grupos que são impactados diretamente pela falta de acesso à água”, sustenta.

A ativista também é educadora e ressaltou que a Ação da Cidadania possui projetos voltados para “instrumentalizar jovens”. “Para que eles consigam ocupar espaços de tomada de decisão de onde, muitas vezes, somos tirados ou não conseguimos ter acesso”.

Carta para encontro da ONU

A diretora de Planejamento da Águas Resilientes, Verena Meirelles, aponta que a missão do instituto é desenvolver estratégias para o acesso a água.

“Qual estratégia é melhor que escutar quem pensa e quem passa na pele as dificuldades sobre o acesso a água?”, indaga.

Ela espera que levar a Declaração das Juventudes para o encontro da ONU seja um passo a mais na concretização da missão do instituto.

“Fazer com que todos saibam que não dá para deixarmos para depois essa pauta, devemos agir agora e com todos”, pontua.

O fundador e diretor-presidente da organização, Erleyvaldo Bispo, enxerga na declaração uma forma de mostrar ao mundo “a importância da valorização da água” e incluir o Brasil e toda a América Latina e o Caribe no centro do debate.

“No mundo temos 2,2 bilhões de pessoas que não têm acesso a uma fonte segura de água e no Brasil são aproximadamente 35 milhões”, contextualiza. 

Ele ressalta que a maioria dessas pessoas está no chamado Sul Global, espaço geopolítico que reúne países em desenvolvimento, como o Brasil.

“Precisamos ser vistos nesse espaço multilateral e estar na tomada de decisão. Aliás até quando a água será subvalorizada?”, pergunta.

Força da juventude

Ao comentar o papel dos jovens na sociedade, a gerente de programas para democracia na América Latina na Open Society Foundations, Sylvia Siqueira, aponta que eles "não são apenas o futuro", mas também "as referências que o mundo precisa para o futuro poder existir".

“Vocês são nossas referências de imaginário e poder de sonho. Então, vamos continuar sentindo essa força e essa chama, não só ao longo do dia de hoje, mas por muito tempo adiante”, declarou Sylvia.

O cientista político e estrategista internacional Matheus Marlisson classifica a crise climática como “o maior desafio que a gente está enfrentando nesse milênio”.

Ele defende que o Brasil tem lugar de destaque na diplomacia global sobre água e meio ambiente, que precisa unir proteção ambiental e desenvolvimento justo, sustentável e próspero.

“O Brasil no debate da Conferência da Água, pode trazer uma visão cada vez mais integrada com a sociedade civil, com a política e com outros atores que fazem parte desse processo de desenvolvimento”, disse à Agência Brasil.

Ele acredita que a juventude brasileira é “extremamente potencializada” e caminha para lugar de referência no debate global.

“A gente vê nas favelas do Rio de Janeiro, nas comunidades ribeirinhas, no Nordeste, no contexto rural que a juventude não está parada”, avalia.

A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL-RJ), criada na comunidade de São Carlos, região central do Rio de Janeiro, relaciona justiça pela água e justiça climática. “Os dois temas andam atrelados”.

Ela aponta que a governança de temas ligados à água é “um desafio” e que encontros como o deste sábado, com jovens de territórios vulnerabilizados, contribuem para que haja marcos de governança territorial.

“O espaço do debate desse encontro é o primeiro passo importantíssimo, porque não existe gestão democrática de recursos que não seja com participação cidadã”, afirmou à Agência Brasil.

A parlamentar preside a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

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Orso a spasso nel fiume a Castel di Sangro: il bagno rinfrescante del giovane esemplare

A Castel di Sangro, nell’Aquilano, un giovane orso bruno marsicano è stato filmato sabato mattina mentre si rinfrescava nel fiume Zittola. Il plantigrado ha attraversato il centro cittadino fino a raggiungere la stazione della Sangritana e poi scomparire tra la vegetazione.

Di orsi bruni marsicani se ne contano appena una cinquantina, l’incontro con il grande mammifero in questa stagione è una rarità. Si suppone che possa essere il figlio di Bambina, un’orsa nota in zona perché si aggira spesso tra i comuni di Roccaraso e Castel di Sangro.

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Controlado incêndio no Pereiro, concelho de Alcoutim

Um incêndio rural deflagrou hoje, sábado, 6 de janeiro, pelas 12:38 horas no sítio do Pereiro, concelho de Alcoutim, segundo o registo constante na plataforma da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

O alerta deste incêndio de hoje, que apenas se refere a um fogo que está a consumir mato, nesta região do nordeste algarvio, devido à rápida intervenção dos Bombeiros de Alcoutim, passou rapidamente à situação de Controlado.

Para combater este incêndio, segundo informa a Proteção Civil, foram mobilizados 7 operacionais, dos Bombeiros, auxiliados por 2 veículos terrestres de combate a fogos florestais.

Se efetivamente se justificar, voltaremos a atualizar esta informação.

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Ministra sugere um desenho à entrada da praia a informar onde colocar o guarda-sol

A ministra Graça Carvalho, esteve esta sexta-feira, 5 de junho, no Algarve, onde defendeu que à entrada das praias deve existir um desenho que possa esclarecer onde é que os utilizadores podem colocar o seu guarda-sol.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, encontrava-se a visitar a obra de intervenção de reforço sedimentar em curso na Praia da Fuseta-Mar, no concelho de Olhão.

Em declarações aos jornalistas, transmitidas pela RTP, a governante aconselhou a que “haja um desenho à entrada da praia, a dizer este espaço é concessão, este espaço é segurança, tudo o resto é livre”.

Contudo, “sabendo que nas áreas de segurança e nas áreas de concessão, não é livre acesso. Tudo fora é livre. Portanto, a lei é esta, as regras são estas, são muito simples.” argumentou a ministra do Ambiente.

Temos é que ter para cada praia o seu plano de praia e a sua sinalética”, adiantou a ministra Graça Carvalho.

Depois ainda reforçou: “já se sabe que dentro da concessão e nas áreas que são de segurança as pessoas individuais que não foram para a concessão não podem pôr os seus chapéus. Fora, podem pôr o chapéu”.

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Movimentos cívicos criam plataforma nacional contra megaprojetos solares e eólicos

ove movimentos cívicos e associações de todo o país criaram uma plataforma nacional contra a proliferação de megaprojetos solares e eólicos e em defesa de uma transição energética justa e sustentável.

No seu manifesto, o novo Movimento Energia Justa e Sustentável (MEJS) expressa preocupação pela forma como a transição energética tem vindo a ser conduzida no país e contrapõe com “a necessidade inadiável de um Plano de Ordenamento das Energias Renováveis”.

A plataforma integra a associação ProtegeAlentejo e o movimento Juntos Pelo Cercal, no concelho de Santiago do Cacém, distrito de Setúbal, Cidadãos pela Beira Baixa, Movimento Cívico em Defesa de Pedrógão de São Pedro e Bemposta, Movimento Cívico Gardunha Sul e Plataforma de Defesa do Tejo Internacional, no distrito de Castelo Branco.

Também as organizações Juntos pelo Divor – Paisagem e Património, no distrito de Évora, Juntos por São Luís, no concelho de Odemira, distrito de Beja, e a Plataforma pela Sustentabilidade e Biodiversidade do Algarve e Alentejo se juntaram ao novo movimento agregador.

Estes nove fundadores do MEJS consideram, no manifesto, que a transição energética tem privilegiado megaprojetos solares e eólicos.

Todos “com localização e dimensão inaceitáveis, apresentados como receita única e urgente para o cumprimento das metas do PNEC (Plano Nacional de Energia e Clima)”, pode ler-se.

A plataforma diz rejeitar que esta estratégia energética transforme Portugal numa “gigante fábrica de energia”, com “o objetivo da exportação ou da atração de centros de dados”.

No entender das organizações, além de esta opção política causar “impactos claramente irreversíveis” para o país, “jamais deveria sequer ser ponderada sem o esclarecimento e o sufrágio da população portuguesa”.

“A esta opção política, desordenada e obscura, contrapomos a necessidade inadiável de um Plano de Ordenamento das Energias Renováveis, ampla e efetivamente participado aos níveis local, regional e nacional, que respeite vinculativamente a vontade popular”, sugere a plataforma.

Para que este plano “seja elaborado com a transparência que o ordenamento exige, terão que ser colocadas na praça pública informações e escolhas que nunca foram partilhadas e acordadas com as comunidades”, argumentam os subscritores do manifesto.

E que, eventualmente, alerta o MEJS, “exigirão uma reavaliação das metas do PNEC”, como “qual a potência energética de que Portugal de facto necessita e para que usos, quais as previsões de crescimento de consumos e em que setores e que ‘mix’ energético deve ser considerado nesta fase de transição”.

O documento reitera a necessidade de ser avaliado “o efeito acumulado de todos os projetos e infraestruturas associadas”, tais como “Linhas de Muito Alta Tensão [e] subestações” previstas em todo o país e não apenas cada projeto de forma isolada.

O Plano de Ordenamento das Energias Renováveis deve respeitar os “sujeitos rurais” e respetivos territórios, “enquanto lugares vivos e habitados”, defende a plataforma, rejeitando “a artificialização de vastas áreas naturais”.

Em alternativa aos grandes projetos, o movimento quer “uma política robusta de apoio à produção renovável descentralizada, incluindo o autoconsumo individual e coletivo”, a criação das “comunidades de energia renovável” e do “pequeno sistema agrovoltaico integrado”.

Deve ainda ser dada primazia às “pequenas centrais em zonas degradadas ou artificializadas e [aos] sistemas locais de armazenamento associados”, acrescenta.

Além de se referir aos projetos ligados ao hidrogénio e aos centros de dados como “elefantes brancos”, o movimento nacional sustenta que o “recurso à figura do interesse público” deve “estar ao serviço do coletivo”, só devendo ser usado “em condições excecionais”.

No que respeita ao combate às alterações climáticas, o movimento, que diz ser apartidário, apontou como soluções o sequestro das emissões de carbono, a regeneração dos solos, das boas práticas agrícolas e florestais e o restauro de habitats.

No manifesto, o Movimento Energia Justa e Sustentável apela também “a todos os cidadãos, associações, autarquias, instituições científicas e decisores políticos para que participem ativamente neste debate fundamental para o futuro do país”.

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FAGAR lança programa A.Tua Cidade para reforçar recolha seletiva de biorresíduos

No âmbito do Dia Mundial do Ambiente, 5 de junho, a FAGAR, E.M. dá início ao programa A.Tua Cidade — Recolha Seletiva de Biorresíduos em Faro, uma iniciativa estratégica que pretende reduzir o envio de resíduos para aterro, reforçar a separação na origem e promover uma gestão mais sustentável dos recursos no concelho.

O programa A.Tua Cidade integra várias soluções adaptadas aos diferentes territórios e públicos, incluindo compostagem doméstica, recolha porta a porta no setor doméstico e no comércio, contentores de deposição com acesso controlado, ecocentros móveis e compostagem comunitária nas ilhas da Culatra e Farol.

Financiado pelo Fundo Ambiental e pelo Algarve 2030, o programa surge num contexto em que a gestão de resíduos urbanos continua a representar um dos principais desafios ambientais do concelho.

Em 2025, Faro produziu 41.337 toneladas de resíduos urbanos, das quais 33.735 toneladas corresponderam a resíduos indiferenciados, cerca de 82% do total produzido. Os resíduos recicláveis totalizaram 5.976 toneladas, evidenciando a necessidade de reforçar a separação na origem e reduzir a quantidade de resíduos valorizáveis encaminhados para aterro.

O aumento crescente da produção de resíduos obriga a repensar a estratégia de gestão de resíduos no concelho. Tendo presente que os aterros sanitários da região dispõem de apenas sete anos de vida útil, a diminuição da produção e da quantidade de resíduos indiferenciados encaminhados para aterro são variáveis determinantes para a sustentabilidade do concelho e da região”, começa por dizer Pedro Coelho, presidente do Conselho de Administração da FAGAR.

A reutilização e uma separação eficaz de resíduos alimentares, verdes e embalagens teriam um potencial de desvio de aterro de quase 75% da produção de resíduos do concelho. Reduzir o indiferenciado é uma responsabilidade coletiva, de famílias e empresas, e um passo essencial para um concelho mais sustentável”, acrescenta Pedro Coelho.

A primeira sessão do programa realiza-se este sábado, 6 de junho, às 11h00, na Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe, no âmbito do projeto de compostagem doméstica, assinalando o arranque no terreno desta iniciativa de proximidade junto da população.

Neste Dia Mundial do Ambiente, a FAGAR apela à colaboração de todos para a adoção de comportamentos mais sustentáveis no dia a dia, através da redução do desperdício, da reutilização sempre que possível e da correta separação dos resíduos e sugere uma visita ao website A.tua Cidade.

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Alpi Apuane, stop alla riapertura della cava Cresta degli Amari: “Le aree rinaturalizzate non si toccano”

“Le cave rinaturalizzate non possono essere interessate da attività estrattive né a cielo aperto né in sotterraneo”. Con queste parole nette, scritte il 12 febbraio 2026, ma rese pubbliche solo nei giorni scorsi, la Conferenza dei Servizi indetta per verificare la conformità alla normativa regionale dei Piani Attuativi dei Bacini Estrattivi (PABE) presentati dal Comune di Massa chiude il capitolo della riapertura della cava Cresta degli Amari, nel Parco delle Alpi Apuane. Anche se l’ufficialità arriverà solo al termine del procedimento di approvazione dei PABE, gioiscono gli ambientalisti che si erano schierati a difesa di questo clivo verde nell’area di Pian della Fioba del Parco delle Alpi Apuane, a pochi passi dalla falesia “Campaccio”, attrazione per gli appassionati di arrampicata che vi arrivano da ogni parte d’Italia. “È una vittoria della società civile contro la malapolitica che amministra il territorio, che vede nelle Apuane solo marmo da estrarre e non sa immaginare un futuro diverso per le nostre montagne” commenta a ilFattoquotidiano.it Andrea Ribolini, dell’Associazione Aquilegia, tra i promotori della mobilitazione a difesa della Cresta degli Amari e gestore del limitrofo Orto Botanico delle Alpi Apuane “Pellegrini-Ansaldi”.

L’amministrazione guidata da Francesco Persiani (Lega) ha provato a consentire l’escavazione sotterranea della cava che insisteva nel luogo, chiusa dal 1980, tramite il suo strumento urbanistico (i PABE), nonostante proteste pubbliche e osservazioni formalizzate da ambientalisti e operatori di quell’economia della valorizzazione e tutela della montagna che in quelle zone trovano continui ostacoli per l’inconciliabile convivenza con i siti estrattivi. Con il verbale del 12 febbraio 2026, la Conferenza dei Servizi ha messo la parola fine a queste ambizioni, benché il sindaco Persiani, in un comunicato ufficiale, cerchi di ridimensionare la questione sostenendo che “parlare oggi di bocciatura risulta improprio e fuorviante. Le osservazioni formulate dagli enti (nella Conferenza dei Servizi ndr) vengono analizzate dall’amministrazione proponente (ovvero il Comune di Massa ndr), che può recepirle integralmente, recepirle parzialmente apportando modifiche e approfondimenti al piano, oppure motivatamente non accoglierle”.

Eppure la Conferenza dei Servizi a guida Regione Toscana ha indicato chiaramente che la partita è chiusa e anzi doveva essere già chiusa il 18 dicembre 2023, quando “gli esiti del sopralluogo hanno portato a riconoscere tale cava (Cresta degli Amari ndr), non servita da alcuna viabilità di accesso, come una cava rinaturalizzata”, con la specificità ulteriore di essere “vicina al crinale” e con “sostanziale integrità del versante (…) motivi in più per inserirla tra le cave rinaturalizzate”.

Una bocciatura senza appello quindi, evidenziata anche dal Polo Progressista e di Sinistra di Massa (M5S, RC) guidato dalla consigliera Daniela Bennati, che ha reso pubblica la notizia del verbale. “La posizione della Conferenza dei Servizi ricalca esattamente quanto osservato in sede di approvazione da diverse associazioni e movimenti politici tra cui M5S, CAI e Associazione Aquilegia, bocciato dal Consiglio Comunale – chiarisce il Polo Progressista in un comunicato -. Le valenze paesaggistiche e ambientali delle nostre montagne non possono essere sottomesse al modello estrattivista. Le Apuane sono un bene comune che non può essere sottratto alla collettività per il beneficio di pochi”.

Il Comune di Massa, quindi, ha approvato in Consiglio Comunale a fine 2025 la riapertura della cava rinaturalizzata Cresta degli Amari, seppur per via sotterranea, nonostante la Conferenza dei Servizi ne avesse indicato l’impossibilità giuridica due anni prima. Il riconoscimento amministrativo della rinaturalizzazione delle cave, così come la necessità di evitare escamotage semantici per autorizzare l’attività estrattiva laddove è vietata, sono diventati ormai dirimenti negli iter di approvazione dei Piani Attuativi dei Bacini Estrattivi (PABE) proposti dai comuni apuani.

La stessa Conferenza dei Servizi del 12 febbraio 2026 ha indicato, ad esempio, la necessità di esplicitare come “naturalizzata” e non semplice “cava dismessa” anche un’altra area – cava Campo Fiorito – perché quest’ultima definizione avrebbe aperto spazi interpretativi impropri. Persino il simbolo della devastazione delle Apuane, il Monte Carchio, con la sua non cima, squadrata dall’attività estrattiva fino alla sua sommità e le frane di scarti lapidei sui crinali, ha trovato posto nella Conferenza dei Servizi, con una prescrizione: in tutti i documenti dev’essere indicato “non sono ammesse autorizzazioni all’escavazione sui suoi versanti”. Basterà?

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Diga da 67 milioni di metri cubi e parco eolico nello stesso punto: il paradosso dell’offshore al contrario della Capitanata

Sembra uno scherzo. Ma è tutto vero. La realizzazione della diga di Palazzo d’Ascoli, ad Ascoli Satriano, nel Foggiano, con 67 milioni di metri cubi stimati per almeno 30mila ettari irrigati, è messa a repentaglio da tre pale di un parco eolico approvato dalla Presidenza del Consiglio dei ministri. Nessuno, nel corso dell’iter, si è accorto dell’interferenza. Dopo oltre un quarantennio di attesa per la diga, ora c’è il problema del parco eolico. “La vicenda degli impianti eolici nel luogo destinato alla costruzione della diga di Palazzo d’Ascoli ha davvero dell’assurdo”, ha dichiarato durante la Commissione Agricoltura, Attività produttive e Turismo il consigliere regionale della lista Per la Puglia Antonio Tutolo. “Sarebbe il primo caso di ‘offshore al contrario’: prima le pale, poi l’acqua. È inaccettabile. Le esigenze del territorio vengono prima degli interessi privati. Quelle torri vanno spostate”.

Durante l’audizione, l’assessore allo Sviluppo economico Eugenio Di Sciascio e i dirigenti della Sezione Transizione energetica hanno spiegato che, si legge in una nota dell’Agenzia di stampa regionale, “nel corso dell’iter autorizzativo del parco eolico di San Potito non era stata rilevata l’interferenza con il progetto della diga”. Aggiungendo che “l’autorizzazione ambientale ministeriale ha reso la procedura ‘dovuta’, mentre per gli impianti ancora in fase istruttoria sarà possibile far valere il conflitto con l’opera pubblica”. Ma una soluzione va trovata. “Apriremo un dialogo con gli sviluppatori del progetto eolico per verificare la possibilità di trovare una diversa posizione ai tre aerogeneratori che si trovano in corrispondenza della diga”, spiega a ilFattoquotidiano.it l’assessore Di Sciascio.

Lo sbarramento sul torrente Carapellotto in località Palazzo d’Ascoli, in agro di Ascoli Satriano, è un’opera strategica per il territorio della Capitanata e per il sistema agricolo del Foggiano. Indubitabilmente. Con una capacità utile di 67 milioni di metri cubi, dei quali 40 destinati agli usi agricoli e la restante parte agli utilizzi industriali, secondo il Consorzio per la Bonifica della Capitanata. L’opera consentirebbe di irrigare un comprensorio di 30.000 ettari che si incunea tra quello del Fortore a nord e quello della Sinistra Ofanto a sud.

Storia di un caso

Se ne parla da oltre quarant’anni. Già nel 1984, su invito della Cassa per il Mezzogiorno, il Consorzio di Bonifica predisponeva un progetto con il quale si prevedeva di costruire l’invaso in località Palazzo d’Ascoli, ottenendo per lo stesso l’approvazione della relativa perizia di progettazione esecutiva, scriveva nel novembre 1984 il gruppo consiliare del PCI in una mozione indirizzata al presidente del Consiglio regionale. Dopo un lungo stallo, il 22 ottobre 2025 è stato pubblicato sulla Gazzetta Ufficiale il decreto che assegna, nell’ambito del Piano nazionale di interventi infrastrutturali e per la sicurezza nel settore idrico, il finanziamento di 9,4 milioni di euro per la progettazione esecutiva dell’invaso di Palazzo d’Ascoli, a fronte di una spesa complessiva stimata nel decreto del 22 ottobre 2024 di 460.484.746,45 euro. Il soggetto attuatore è il Consorzio di Bonifica della Capitanata. Come data di ultimazione della progettazione idonea per l’appalto è indicato il 31 dicembre 2025.

“L’intervento per la realizzazione di una diga in terra dell’altezza di circa 35 metri ha come obiettivo il reperimento di fonti di approvvigionamento idrico aggiuntive rispetto a quelle già assicurate dagli invasi in esercizio”, si legge nella descrizione dell’opera nell’elenco degli interventi previsti dal Piano nazionale di interventi infrastrutturali e per la sicurezza del settore idrico. La capacità totale è di 10,6 milioni di metri cubi “al netto degli interrimenti”. A beneficiarne sarebbe una vasta porzione di territorio, oggi non servita da irrigazione, ricadente nei territori di Ascoli Satriano, Castelluccio dei Sauri, Orta Nova, Carapelle, Cerignola, Ordona, Manfredonia e Foggia, oltre ai comprensori irrigui già realizzati del Sud Fortore e della Sinistra Ofanto.

“Si tratta di una svolta storica per la Capitanata”, ha dichiarato Giuseppe De Filippo, presidente del Consorzio per la Bonifica della Capitanata. “L’agricoltura della nostra provincia potrà contare su una riserva d’acqua stabile e sicura, a beneficio dell’ambiente, dell’economia e dell’occupazione locale”. Una infrastruttura che contribuirà a potenziare la capacità di accumulo idrico, razionalizzare la distribuzione dell’acqua a uso irriguo e rafforzare la sicurezza idraulica di un’area tra le più produttive del Mezzogiorno. “Il Consorzio”, aggiunge il direttore generale dell’ente Francesco Santoro, “è pronto a procedere con un lavoro di altissimo profilo tecnico, in linea con gli standard più avanzati di efficienza, sostenibilità e trasparenza”.

I conti con l’eolico

Peccato che non si siano fatti i conti con l’eolico. In particolare con l’impianto denominato “San Potito”, che con tre dei dieci aerogeneratori alti 180 metri dei quali è costituito verrà a trovarsi nell’invaso della diga. Un’interferenza della quale nessuno si è accorto, nonostante il lungo iter autorizzativo del progetto. La Winderg San Potito Srl ha presentato istanza di Valutazione di Impatto Ambientale nel dicembre 2018. Ha ottenuto a febbraio 2020 un giudizio negativo di compatibilità ambientale dalla Giunta regionale della Puglia, ma un parere favorevole dalla Commissione tecnica di verifica di impatto ambientale presso il Ministero della Transizione ecologica e, a luglio dello stesso anno, un parere negativo da parte del Ministero della Cultura.

Per superare le contrapposizioni, nel novembre 2021 il dossier è passato al Dipartimento per il coordinamento amministrativo della Presidenza del Consiglio dei ministri, che nell’agosto 2022 ha deliberato di esprimere giudizio positivo di compatibilità ambientale sul progetto. Per la realizzazione sono previsti cinque anni. I lavori non sono ancora iniziati. A maggio 2025 la Winderg ha quindi chiesto e ottenuto una proroga di tre anni, con nuovo termine di inizio lavori fissato al 23 maggio 2029. Alla disattenzione che ha provocato il problema sarebbe necessario rispondere con disponibilità e buon senso. Ne saranno capaci i protagonisti della vicenda?

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Obra urgente para «salvar época balnear» na Fuzeta-Mar fica pronta na próxima semana

A obra de reposição de areia da praia da Fuzeta-Mar, no concelho de Olhão, vai ficar pronta na próxima semana e vai permitir «salvar a época balnear» naquela zona do litoral algarvio, disse ontem a ministra do Ambiente, durante uma visita aos trabalhos.

«É uma obra de emergência, de 400 mil euros, com 40 mil metros cúbicos de areia. Senão, não havia praia, a areia foi levada pelas tempestades» do início do ano, referiu aos jornalistas Maria da Graça Carvalho, após uma visita à praia, esta sexta-feira.

A intervenção «fica pronta daqui a cinco dias, para a semana está pronta», garantiu a governante, lembrando que está prevista para a mesma zona balnear uma recarga de areia de maior dimensão.

«Será uma obra de um milhão de euros e vai ser cerca de 150 mil metros cúbicos. Mas essa dura quatro a cinco meses, portanto, não dava tempo para esta época balnear», argumentou sobre uma «obra estruturante para consolidar» a praia.

A ministra do Ambiente reforçou que, face à calendarização dessa intervenção, prevista, aliás, já há mais de um ano, «esta obra urgente» foi «feita mesmo para salvar a época balnear» na praia da Fuzeta-Mar, à semelhança do que já tinha sido efetuado no ano passado.

«Ainda bem que o fizemos, porque esta é uma praia maravilhosa, tem todas as classificações, Bandeira Azul, a classificação Zero Poluição, é um ex-libris da nossa costa, é lindíssima, e também é aqui uma homenagem ao nosso litoral e à nossa qualidade das praias. E no Dia do Ambiente, eu estou aqui na praia, na Fuseta, a comemorar» a data, sublinhou Maria da Graça Carvalho, acompanhada por Pimenta Machado, presidente da APA, e Ricardo Calé, presidente da Câmara de Olhão.

Sul Informação
Foto: Luz Venceslau | Sul Informação

Na praia da Fuzeta-Mar, os temporais de início de ano agravaram o recuo da linha de costa, verificando-se «uma acentuada perda de sedimentos e a escavação da base do cordão dunar», lê-se nas peças de procedimento do concurso que foi lançado em Maio pela Câmara de Olhão.

A erosão originou «a destruição de passadiços de acesso à praia» e «risco acrescido para as infraestruturas existentes».

Assim, foi considerando que era preciso «salvaguardar infraestruturas balneares, reduzir riscos para utentes e permitir a abertura da época balnear de 2026», através da reposição de cerca de 40 mil metros cúbicos de areia.

A intervenção consiste na movimentação de areias existentes na zona próxima do delta de vazante da barra da Fuseta, transportadas por via terrestre ao longo da praia e depositadas de forma controlada junto às unidades balneares.

Mais tarde, avançará a intervenção mais estrutural: o reforço da Praia da Fuzeta-Mar com cerca de 150 mil metros cúbicos de areia, a dragar no canal e na barra da Fuzeta, com o objetivo de aumentar em 30 metros a largura da praia emersa.

Esta obra já tinha sido anunciada no ano passado e estava prevista na proposta de Plano Plurianual de Dragagens para os Portos do Algarve 2024-2026, elaborada pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Fotos: Luz Venceslau | Sul Informação

Nota: Luz Venceslau é aluna finalista do curso de Fotografia Profissional 24|26 da ETIC_Algarve – Escola de Tecnologias, Inovação e Criação do Algarve e está a fazer o seu estágio curricular no Sul Informação

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