Foto de acampamento no Everest expõe lixo e gera críticas à superlotação
Uma imagem compartilhada pela alpinista russa Angelina Angelova chamou atenção nas redes sociais ao mostrar a quantidade de resíduos acumulados no Acampamento IV do Monte Everest. Localizado a 7.900 metros de altitude, o ponto é a última parada dos escaladores antes da subida final ao cume da montanha.
Ao divulgar a foto, Angelova destacou que os materiais espalhados ao redor das barracas seriam vestígios deixados por expedições anteriores. A publicação rapidamente viralizou e gerou milhares de comentários cobrando medidas mais rígidas para preservar a região.
A repercussão reacendeu críticas sobre a crescente presença humana no Everest. Em maio deste ano, o lado nepalês da montanha registrou um recorde: 274 pessoas alcançaram o topo em um único dia. Ao longo da temporada, o Nepal emitiu 494 permissões de escalada, cada uma vendida por cerca de US$ 15 mil.

Especialistas alertam que o aumento do fluxo de visitantes contribui não apenas para o acúmulo de lixo, mas também para congestionamentos perigosos na chamada “zona da morte”, área próxima ao cume onde a concentração de oxigênio é extremamente baixa.
Nos últimos anos, o governo nepalês tem adotado iniciativas para minimizar os impactos ambientais. Dados do Exército do Nepal apontam que mais de 110 toneladas de resíduos foram retiradas das montanhas entre 2019 e 2023 por meio de campanhas de limpeza.
Outro desafio enfrentado pelas autoridades é o descarte de dejetos humanos. Desde 2024, os escaladores são obrigados a utilizar sacos específicos para armazenar as fezes e transportá-las de volta ao final da expedição. A medida foi criada para reduzir a contaminação em uma das regiões mais visitadas do Himalaia.
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