Reading view

ANJE e Município de Olhão assinam protocolo para dinamizar ecossistema empresarial e empreendedor do concelho

A parceria prevê o lançamento do Startup Olhão e a criação de um ANJE Hub no concelho, reforçando a ligação de Olhão à rede nacional de empreendedorismo e inovação da ANJE

A ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários e o Município de Olhão assinaram esta terça-feira, 16 de junho, um protocolo de cooperação com vista à promoção do desenvolvimento económico local, ao reforço do ecossistema empresarial do concelho e ao estímulo da inovação e do empreendedorismo.

A assinatura decorreu no âmbito das Cerimónias Oficiais do Dia da Cidade de Olhão, durante a Sessão Solene realizada no Auditório Municipal Maria Barroso, pelas 12h30, cujo protocolo foi formalizado pelo presidente da Câmara Municipal de Olhão, Ricardo Calé, e pelo presidente da ANJE, Carlos Carvalho.

Com uma duração de três anos, esta parceria permitirá lançar o Startup Olhão e criar um ANJE Hub no concelho. Este novo equipamento será um espaço de última geração para instalação, acompanhamento e capacitação de empresas e empreendedores, funcionando de forma integrada com a rede nacional de hubs da ANJE. A iniciativa permitirá posicionar Olhão numa rede alargada de espaços dedicados ao empreendedorismo, à inovação e à criação de valor económico.

O protocolo prevê ainda o desenvolvimento de ações de apoio aos setores estratégicos para o concelho, com especial enfoque na economia do mar, bem como iniciativas de sensibilização e formação para o empreendedorismo e literacia financeira nas escolas de Olhão. Estão igualmente previstas ações de capacitação dirigidas a empreendedores, profissionais e líderes empresariais, assim como eventos de networking e promoção de redes de cooperação.

Com esta parceria, a ANJE e o Município de Olhão pretendem criar condições para uma economia local mais dinâmica, competitiva e preparada para responder aos desafios da inovação, da transição económica e da valorização dos recursos endógenos do território.

A ANJE reforça, desta forma, o seu compromisso com o desenvolvimento económico de base local, colocando ao serviço do concelho de Olhão a sua experiência na conceção e implementação de projetos de apoio ao empreendedorismo, incubação, aceleração, capacitação empresarial e criação de redes colaborativas. Ao longo da sua história, a associação tem desempenhado um papel ativo na promoção da agenda do empreendedorismo em Portugal, apoiando empreendedores e empresas em diferentes fases de desenvolvimento e contribuindo para a afirmação de ecossistemas empresariais mais inovadores e competitivos.

Para Carlos Carvalho, presidente da ANJE, “este protocolo representa uma aposta muito relevante do Município de Olhão na criação de condições para que empreendedores, empresas e talento local possam crescer, inovar e gerar valor a partir do território. Olhão tem características únicas, setores estratégicos com enorme potencial, como a economia do mar, e uma identidade económica que pode ser reforçada através de novas ferramentas de apoio ao empreendedorismo e à inovação”.

O presidente da ANJE acrescenta que “a ANJE assume este compromisso com grande sentido de responsabilidade. Queremos colocar a nossa experiência, a nossa rede nacional de hubs e o nosso conhecimento na área do desenvolvimento económico local ao serviço de Olhão e do Algarve. Esta parceria é mais um passo no reforço da presença da ANJE na região e na construção de respostas concretas para os empreendedores, para as empresas e para as novas gerações”.

Carlos Carvalho sublinha ainda que “promover o empreendedorismo não é apenas apoiar a criação de empresas. É criar cultura empresarial, capacitar pessoas, aproximar escolas, empresas e instituições, estimular redes de cooperação e ajudar os territórios a transformar potencial em crescimento económico sustentável. É esse o trabalho que queremos desenvolver em Olhão, em conjunto com o Município”.

Sobre a ANJE

A ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários é uma associação de direito privado e utilidade pública que tem como missão promover o empreendedorismo, apoiar a atividade empresarial e estimular a inovação em Portugal. Com uma intervenção nacional e uma rede de infraestruturas dedicadas ao apoio a empreendedores e empresas, a ANJE desenvolve projetos nas áreas da incubação, aceleração, capacitação, networking, internacionalização e promoção de ecossistemas empresariais competitivos.

  •  

Startup usa IA, cruza câmeras e dados para reduzir crimes e elucidar casos

A startup brasileira Pax levantou cerca de R$ 200 milhões, ou US$ 40 milhões, em uma rodada seed (primeira etapa formal para captar recursos) liderada pelos fundos Greenoaks e Benchmark, considerada uma das maiores já realizadas nesse estágio na América Latina.

A empresa desenvolve uma plataforma de IA (inteligência artificial) voltada às forças de segurança pública e pretende usar os recursos para ampliar sua atuação no Brasil.

A captação ocorre em um momento de maior seletividade no mercado de venture capital, mas, para Fernando Czapski, cofundador da Pax, o tamanho do aporte reflete a dimensão do problema que a empresa busca enfrentar.

“A inteligência artificial é uma tecnologia poderosa e deveria ser usada para nos ajudar a resolver os grandes problemas da humanidade. No Brasil, segurança pública é o maior deles”, afirmou em entrevista ao CNN Money.

Segundo Czapski, os investidores apostaram na combinação entre a missão da empresa e a capacidade técnica do time.

“Os investidores entenderam o tamanho desta missão, combinada com a qualidade dos engenheiros brasileiros que fazem parte da Pax, muitos voltando ao Brasil depois de passarem por empresas como Google, Meta e Uber. O investimento foi expressivo porque o impacto é gigante e, onde existe impacto desse tamanho, também há uma grande oportunidade de negócio”, afirmou.

Em sua primeira implantação em larga escala, realizada em Luziânia (GO), a plataforma esteve associada à redução de 27% dos crimes prioritários, como homicídios, roubos e furtos, em seis meses.

No mesmo período, a taxa de elucidação de crimes dobrou e a sensação de segurança da população aumentou 59%, segundo levantamento citado pela empresa.

Ao longo do último ano, as forças de segurança que utilizam a tecnologia da Pax esclareceram mais de 2 mil casos criminais em mais de 30 cidades brasileiras, entre homicídios, roubos à mão armada e furtos de veículos, segundo a empresa.

“Se existem 10 milhões de crimes por ano no Brasil e nós conseguirmos reduzi-los em 27%, como aconteceu em Luziânia, seriam 2,7 milhões de crimes a menos. É um impacto massivo que pode ser alcançado”, disse o executivo.

A plataforma integra câmeras, registros policiais e bases criminais em um único sistema de inteligência. Utilizando IA, a tecnologia cruza informações sobre pessoas, veículos, locais e ocorrências para gerar alertas e pistas investigativas em tempo real.

“Hoje, as forças de segurança ainda trabalham com dados fragmentados, sistemas pouco integrados e uma infraestrutura tecnológica que não acompanha a complexidade da investigação. A Pax nasceu justamente para atacar esse gargalo: conectar informações do mundo real e torná-las úteis em tempo real para apoiar o trabalho policial. É o ChatGPT da polícia”, afirmou Czapski.

A empresa trabalha com governos estaduais e municipais e afirma que o crescimento dependerá da capacidade de gerar resultados concretos em cada nova implementação.

“A Pax não nasceu para crescer a qualquer custo. Nasceu para ajudar forças de segurança a resolverem casos mais rápido e reduzirem crimes com apoio de inteligência artificial. Crescer de forma sustentável significa fazer bem feito em cada implantação e trazer resultados claros”, disse.

Segundo dados citados pela empresa, o custo total do crime e da violência no Brasil equivale a cerca de 6% do PIB (Produto Interno Bruto), ou mais de R$ 760 bilhões por ano, de acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Para Czapski, a principal oportunidade no setor está na integração de dados. “O processo de investigação policial é, acima de tudo, um problema de análise de dados e organização da informação. A IA é a tecnologia perfeita para resolver isso.”

A startup, fundada por David Peixoto, ex-executivo da Arco e cofundador da isaac, reúne profissionais formados em instituições como Stanford, Harvard, MIT, ITA e USP, além de ex-funcionários de empresas globais de tecnologia.

Sem divulgar metas financeiras para os próximos anos, a empresa afirma que pretende ampliar sua presença no país e, futuramente, levar a tecnologia para outros mercados.

“Queremos ser a melhor empresa de IA para segurança pública do mundo. Se conseguirmos ajudar a resolver o problema de segurança pública no Brasil, conseguiremos escalar essa tecnologia para qualquer lugar do mundo”, concluiu o cofundador.

Nova rede social usa IA para organizar debates; conheça o PapoLegal

  •  
❌