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Nunca ha sido sencillo el arte de matar, ni siquiera a un marido

No es frecuente que nos preguntemos cómo ha cambiado el mundo en los últimos 200 años. Porque es tanto lo que se han transformado las sociedades y, con ellas, sus paradigmas de todo tipo, que hacer un simple intento de comparación puede abocarnos a la locura. Resulta más coherente y posible, sin embargo, preguntarnos cuánto han evolucionado los conceptos sociales y éticos en los más recientes 50 años y, con ellos, nuestros comportamientos y nociones de determinados fenómenos. Y es incluso apetecible hacerlo, sobre todo, porque el ritmo trepidante con el que se ha ido transformando el mundo nos pone en evidencia que, personas como yo, las que militamos en el cada vez más nutrido y activo club de la “tercera edad” —mi personaje de Mario Conde odia esa denominación, que en su estilo irónico fundamentalista suele calificar del momento en que ya eres un viejo de mierda— percibimos las enormes proporciones en que nos distanciamos de nuestro propio pasado.

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Asesinas victorianas 

Mary S. Hartman   Traducción de Raquel García Rojas Siruela, 2026 480 páginas, 29,95 euros

© ALAMY / CORDON PRESS (EL PAÍS)

Ilustración del asesinato de un agricultor en el siglo XIX.
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‘Antigüedades’, de Cynthia Ozick: un dietario de senectud sobre la memoria y la soledad

“Me llamo Lloyd Wilkinson Petrie, y escribo hoy 30 de abril de 1949”. Arranca así esta suerte de extraño diario personal que desde la atalaya de su provecta edad desea redactar Petrie, en su studiolo de Nueva Inglaterra en el viejo internado de Temple House en el que estuvo de joven recluido, ahora decrépito como él, para confesar su propensión a la soledad, retratar, como recuerda que hizo James Boswell con su compañero Samuel Johnson, la figura de su estrafalario amigo Ben-Zion Elefantin —cuya legendaria historia ha querido injerir en el diario a modo de manuscrito hallado—, y dibujar el recuerdo de su ambiguo padre y su enigmática colección de antigüedades. Y todo ello desde la premura de tener que admitir que la memoria siempre es traicionera, y de ahí se sigue que sus memorias pertenecen por defecto a la imaginación.

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Antigüedades 

Cynthia Ozick  Traducción de Eugenia Vázquez Nacarino Alpha Decay, 2026 112 páginas. 17,90 euros

© Kathy Willens (AP / LAPRESSE) (EL PAÍS)

La escritora Cynthia Ozick en su casa de New Rochelle, Nueva York, en 2008.
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‘El despido’: la competitividad es la madre del asesinato

El despido se abre con una cita de Henry James en la que nos recuerda que la novela aspira a representar la realidad sin pedir disculpas. Cuando la novela no aspira a representar la realidad, incurre en una imperdonable dejación de funciones que deposita exclusivamente en manos de los economistas de la Escuela de Chicago la legitimidad para explicar qué pasa en el mundo. Donald E. Westlake no parece dispuesto a permitirlo. El narrador protagonista de El despido, Burke Devore, varón de mediana edad, despedido de su trabajo en una papelera, decide suprimir a sus competidores para ocupar un puesto que va a quedar vacante porque el propio Devore se encargará personalmente de que así sea.

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El despido

Donald E. Westlake Traducción de Ce Santiago Muñeca Infinita, 2026 350 páginas, 24,90 euros

© Leonardo Cendamo (GETTY IMAGES) (EL PAÍS)

El escritor estadounidense Donald E. Westlake, en 1995.
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Literatura ocupará o Pelourinho

Os livros vão tomar conta das ruas, e suas palavras vão chamar um monte de gente para fora de suas casas, e para fora das telas. Organizada pela Fundação Casa de Jorge Amado e pelo Sesc, a 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho, a Flipelô, anunciou mais cinco nomes para o evento, marcado para acontecer de 5 a 9 de agosto, no Centro Histórico de Salvador. Estarão presentes Itamar Vieira Junior, Milton Hatoum, Tiganá Santana, Bráulio Bessa e Chico Chico.
As escritoras Bethânia Pires Amaro, Ana Maria Gonçalves, Aline Bei, Bárbara Carine, Eliana Alves Cruz, Carla Madeira, Maíra Azevedo (Tia Má) e Astrid Fontenelle já tiveram as participações confirmadas. A edição comemorativa faz homenagem à poeta baiana Myriam Fraga (1937-2016), idealizadora da Flipelô, que foi diretora da Fundação Casa de Jorge Amado entre 1986 e 2016.
A Flipelô 2026 conta com patrocínio do Instituto Motiva e do Banco do Nordeste, e apoio da ITS Brasil e do Shopping da Bahia.


Brasil em Portugal

A Embaixada do Brasil em Lisboa debate, nesta terça, 16, a “Literatura brasileira ontem e hoje: Quem, como e por que ler”. Os convidados são o escritor Henrique Rodrigues e o editor Gustavo Tuna, com a mediação de Patrícia Cerutti. A partir das 16h30, no fuso horário português.


Cicatrizes na paisagem

A Livraria Travessa do Shopping Iguatemi, em Porto Alegre, recebe nesta quinta, 18, o lançamento de Felipe Julius, vencedor do 8º Prêmio Cepe Nacional de Literatura, na categoria poesia. A narrativa em forma de versos acompanha a trajetória de uma mulher grávida durante as enchentes no Sul do país. Antes dos autógrafos, bate-papo com o autor, a partir das 7 e meia da noite.

 

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Paulliny Tort em curso na Escrevedeira - Divulgação


Onde a história acontece

A Escrevedeira abriu inscrições para o curso online com Paulliny Tort, “Onde a história acontece – O espaço na escrita de ficção”. Serão quatro encontros ao vivo, da terça, 23, até a sexta, 26 de junho, sempre a partir das 7 e meia da noite. Além da discussão teórica, os participantes irão se debruçar sobre trechos de obras de Franz Kafka, John Steinbeck, Gaston Bachelard, Joca Reiners Terron, Ieda Magri e Daniel Galera. Mais informações e inscrições em www.escrevedeira.com.br.

 

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Isabelle Muenier publica pela Asinha - Divulgação


Fogo na mata

Engenheira florestal e professora da UFRPE, Isabelle Muenier publica pela Asinha seu quarto livro sobre temática ambiental. Segundo a autora, “nem sempre os livros infantis tratam as questões ambientais de forma adequada. Todos os meus livros envolvem protagonismo e mobilização para resolver problemas ambientais. A educação ambiental busca justamente isso: o envolvimento das pessoas na compreensão e na resolução das questões que ameaçam o meio ambiente”.


Uma alma inquieta

A designer de joias e empresária Letícia Linton publica pela Labrador o romance “Uma alma inquieta”, seu livro de estreia na literatura. Depois de atravessar o esgotamento de um burnout, mergulhou num processo de autoconhecimento que tem reflexos na obra. “O livro tem muito de mim, mas não é minha biografia”, diz a autora. Segundo ela, a protagonista, Corinna, pode ser vista como exemplo de que “em uma mulher, cabem muitas”.


Inventário de um silêncio

Entrou em pré-venda pelo selo Auroras, da Litteralux, o livro de Sandra Godinho, “Inventário de um silêncio”, vencedor do Prêmio Escreviventes. A obra retrata “os efeitos pessoais da ditadura militar brasileira, deslocando o olhar para um território pouco explorado: o interior das empresas”. A edição é de Dani Costa Russo, e o texto para a orelha, de Marcela Dantés. Saiba mais no Instagram @seloauroras.

© Uendel Galter/Divulgação

O premiado escritor Itamar Vieira Junior
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Exercício da criatividade humana

Em rápida conversa durante a Feira do Livro, em São Paulo, a escritora e professora Ana Rüsche falou à coluna Literária sobre a relação da escrita com a Inteligência Artificial, reservando lugar para a liberdade imaginativa, e encarando o texto como fruto de autonomia humana.

Como fica a imaginação em tempos de Inteligência Artificial?
Ana Rüsche – Nós não elegemos a IA para entrar na nossa vida. Ninguém decidiu. Isso chegou para nós. É muito perturbador. Em termos de imaginação, podemos pensar como ficará o mundo com a presença dessas máquinas, mas gosto de pensar que a imaginação sempre dá suas voltas. Se por um lado, temos algo que recolhe todos os textos publicados e nos reapresenta de maneira muito formatada, a função de escritoras e escritores, das pessoas que mexem com a imaginação e a criatividade, é reprogramar isso, e mover em direção ao humano.

Faz parte da tua vida, a IA?
Ana Rüsche – Experimentei muito, desde quando a OpenAI começou os primeiros testes públicos. Para mim, para escrever, não uso, acho a linguagem ainda muito robótica, programada, previsível. Mas para fazer algumas listas de edição, pode ser um recurso útil. Alunos meus usam até para conversar sobre questões criativas, como companhia de escrita. Mas a gente consegue ainda viver muito bem sem a IA, pelo menos na área da escrita. Talvez seja importante resistir a essas ferramentas, para exercer a própria criatividade. Senão, é como ir a uma academia de ginástica e nunca se exercitar. Estar no teclado, pensar um texto, precisa acontecer sem essa ajudinha. Não sei como vai ser o futuro, mas vou permanecer fiel a essa ideia.

 

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Paula Novais e Bethânia Pires na Livraria da Tarde - Divulgação


Encontro na livraria

Durante o lançamento de Paula Novais na Livraria da Tarde, em São Paulo, na semana passada, a autora de “Gaiolas de concreto armado”, obra vencedora do Prêmio Caminhos 2025, publicada pela Dublinense, conversou com leitores e foi celebrada por amigos a admiradores. Na foto, com a escritora Bethânia Pires Amaro, que acaba de lançar o romance “Ressalga” pela Record.


Movimento Indie

Com o objetivo de compartilhar ideias e experiências, fortalecendo as conexões e a visibilidade coletiva, será realizado no Recife neste domingo, 14, o primeiro encontro do Movimento Indie, voltado para a cultura independente, em especial, na publicação de livros. No Furdunço Café, a partir das 3 da tarde. Saiba mais no Instagram @mov_indie.


Do livro ao leitor

O escritor Mailson Furtado comanda a oficina online “Do livro ao leitor: os caminhos da produção editorial”, em realização da Biblioteca Pública Estadual do Ceará (Bece). Furtado é autor de “à cidade”, obra vencedora do Prêmio Jabuti 2018 nas categorias Poesia e Livro do Ano. A oficina será de 15 a 19 de junho, das 9h da manhã ao meio-dia. Outras informações no Instagram @bece_bibliotecaestadualdoceara.


Clube de Leitura de volta

Nesta terça, 16, está de volta aos encontros presenciais um clube de leitura que começou, anos atrás, no sebo Baratos da Ribeiro, no Rio de Janeiro. O mote do primeiro encontro, que acontece na Casa Tao a partir das 18h30 com entrada franca, será um trecho de crônica de João do Rio, em "A alma encantadora das ruas". O texto que irá despertar leituras e conversas é o seguinte:
"Eu amo a rua. Esse sentimento de natureza toda íntima não vos seria revelado por mim se não julgasse e razões não tivesse para julgar, que este amor assim absoluto e assim exagerado é partilhado por todos vós. Nós somos irmãos, nós nos sentimos parecidos e iguais; nas cidades, nas aldeias, nos povoados, não porque soframos, com a dor e os desprazeres, a lei e a polícia, mas porque nos une, nivela e agremia o amor da rua. É este mesmo o sentimento imperturbável e indissolúvel, o único que, como a própria vida, resiste às idades e às épocas. Tudo se transforma, tudo varia - o amor, o ódio, o egoísmo. Hoje é mais amargo o riso, mais dolorosa a ironia. Os séculos passam, deslizam, levando as coisas fúteis e os acontecimentos notáveis.
Só persiste e fica, legado das gerações cada vez maior, o amor da rua."


Literatura coreana

Com apoio do Centro Cultural Coreano no Brasil, a BibliOn promove na terça, 16, o webinar “Literatura coreana em tempos de hallyu”, com a fundadora do curso de Língua e Literatura Coreana da USP, Yun Jung Im. A mediação será de Denise Nobre. Atividade online e gratuita, a partir das 7 da noite. Inscrições e informações em www.biblion.org.br.


Escrita de mulheres negras

O Sempre um Papo Paracatu recebe as escritoras Madu Costa e Luana Tolentino, na quarta, 17, em um encontro sobre “Histórias de afeto e resistência: a escrita de mulheres negras”. Com apoio da Academia de Letras do Noroeste de Minas e da Prefeitura de Paracatu, e patrocínio da Kinross via Lei Rouanet, o debate será na Biblioteca Municipal René Lepesqueur, a partir das 7 da noite, na cidade mineira. Entrada gratuita.


Prêmio Loba de Conto

Estão abertas, até o próximo dia 21, as inscrições para o Prêmio Loba de Conto, para livros publicados, livros não publicados e conto individual não publicado. O prêmio é exclusivo para escritoras, reconhecendo e valorizando a literatura escrita por mulheres. O edital com todas as informações está disponível em link no Instagram @lobafestival.


Paixão pela palavra

Estão abertas as inscrições para o curso online com Kiara Terra, “A arte de contar histórias: a paixão pela palavra”, de 7 a 10 de julho, das 3 às 5 da tarde. Atriz e escritora, Kiara Terra é doutoranda em Sociologia da Infância pela Universidade do Minho, em Portugal. Informações e inscrições em www.siseb.sp.gov.br.

 

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Ana Rüsche participou da Feira do Livro
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Portimão | Prémio Manuel Teixeira Gomes estimula criação literária

O Município de Portimão, através da sua Biblioteca, volta a instituir o Prémio Literário Manuel Teixeira Gomes, aberto à modalidade de novela, com vista a incentivar a  criação literária e homenagear o escritor e Presidente da República cuja vida e obra se encontram intimamente ligadas a Portimão e ao Algarve. Os trabalhos a concurso, sob […]

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Exposição fotográfica e conferência em Castro Marim sobre a rota literária de Saramago no Algarve

No âmbito das comemorações dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia, o Mercado Local de Castro Marim recebe uma exposição fotográfica e uma conferência sobre a rota literária do escritor José Saramago no Algarve, que vai decorrer no dia 5 de junho, pelas 18h00.

A exposição, intitulada “Viagem Fotográfica ao Algarve”, tem a assinatura da ¼ Escuro – Associação de Fotógrafos Amadores de Vila Real de Santo António, que pretende demonstrar o Algarve atual, comparado com a região que José Saramago encontrou em 1980.

Para este desafio, os fotógrafos participantes visitaram os concelhos do Algarve onde esteve o escritor, inspirando-se nos textos escritos naquela época. A exposição encontra-se patente até ao dia 7 de junho.

No mesmo dia decorre uma conferência com o mesmo tema, dinamizada pela professora da Universidade do Algarve, Adriana Freire Nogueira.

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