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Neurocientista lembra que a ciência é antídoto contra a desinformação

O neurocientista norte-americano Steve Ramirez, investigador da Universidade de Boston, vai liderar em Lisboa e Porto o primeiro evento europeu National Geographic Live, durante o qual irá explicar como é possível ativar, implantar e apagar memórias. 

Intitulado “Untangling the Mind” (“Desembaraçando a mente”), o evento passa por Lisboa a 16 de junho e vai até ao Porto no dia 18, com ambas as sessões esgotadas.

O neurocientista vai falar da estrutura do cérebro, como funcionam as suas conexões e químicos, como produz música e algumas das coisas mais extraordinárias que consegue fazer, com foco na memória.  

“Vou falar da investigação contemporânea sobre a memória, que inclui como visualizar memórias, como ativar ou apagar memórias, e até como mudar ou implantar memórias no cérebro”, disse à Lusa o neurocientista, alertando para a necessidade de definir objetivos do conhecimento, já que a ciência é por si mesma “o melhor antídoto” contra a desinformação.

Ramirez explicou que há um benefício terapêutico na ativação de boas memórias. “Sabemos que, quando recordamos uma memória positiva e refletimos sobre ela, isso ativa os sistemas de dopamina do cérebro”, apontou. Coloca-nos de bom humor, expande a criatividade e a flexibilidade cognitiva durante algumas horas, estabiliza o ritmo cardíaco e pode inundar o corpo com hormonas que dão a sensação de euforia, descreveu.

O estudo biológico do funcionamento da memória pode ajudar a aumentar o volume nas memórias boas e reduzi-lo nas memórias más. É uma pesquisa que poderá ter resultados em contextos médicos, como no tratamento de Alzheimers ou de depressão. 

Mas não só. Ramirez, que inclui uma sessão de perguntas e respostas com a audiência no evento, espera que as pessoas retirem ideias práticas para a sua vida. “Podemos ver a memória como uma ferramenta que se pode usar para o nosso próprio bem-estar”, afirmou, chamando-lhe um canivete suíço. 

“A mensagem não é apenas de que a memória é poderosa, mas de que pode trabalhar para si”. 

No entanto, isso significa também que há um risco de manipulação e implantação de memórias falsas. Steve Ramirez comparou a memória a um Lamborghini que vai parar à era dos Flintstones e por isso precisa de cautela, cintos de segurança e ‘airbags’. 

“O marketing e a psicologia já perceberam todas as formas de implantar ideias e decisões na nossa cabeça. Queremos que este trabalho nos explique como isso funciona e porquê”, adiantou Ramirez. “E se nos podemos proteger contra isso”.

O neurocientista apontou que todos temos memórias implantadas e nos lembramos de coisas que não aconteceram exatamente dessa maneira. “Conseguimos fazer coisas incríveis com a neurociência moderna, como ativar ou apagar memórias. Mas qual é a ética? Qual o objetivo?”

Isso, referiu, é importante definir para evitar, por exemplo, a eficácia de sistemas de manipulação em massa. “A ciência é o melhor antídoto para a desinformação”, realçou. 

Para o especialista norte-americano, este campo é tão vasto que um dia poderemos ter uma tecnologia que permita descarregar e ver memórias como se fosse um filme. 

“Isso não quebra nenhuma lei da física”, declarou, frisando que através de elétrodos é possível registar num computador o que um rato está a ver. “Tendemos a ter cenários visuais nos nossos sonhos e essa atividade aparece no córtex visual. Por isso, é descodificar o campo visual”. 

Precisamos de ferramentas que consigam fazer a descodificação, mas Ramirez pensa que é possível, talvez nos próximos vinte anos. “Não é magia. É só ciência complexa que pode parecer magia”. 

Ramirez será acompanhado pelo biólogo e etólogo português Eduardo Sampaio, investigador do Instituto de Comportamento Animal Max Planck, na Alemanha, que falará sobre a diversidade de cérebros e processos cognitivos no meio animal.

O National Geographic Live é um formato de conferências em que os oradores são Exploradores National Geographic (National Geographic Exploreres). Esta é a estreia do formato na Europa e a primeira parte de cada sessão ficará a cargo do biólogo e etólogo português Eduardo Sampaio.

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Pizzi homenageado na cidade do Futebol

VTM

Natural de Bragança, Pizzi recordou alguns pontos altos do seu percurso como as conquistas da Liga Europa, pelo Atlético de Madrid, e da Liga das Nações por Portugal, os dois títulos internacionais que alcançou como profissional.

“Tive títulos que me marcaram muito enquanto jogador, que foram a conquista da Liga Europa e, depois, claro, pela seleção, a Liga das Nações. Acho que é um dos pontos mais altos para um jogador representar a seleção e ganhar um título, o primeiro de seleções em Portugal, e acho que esse foi um ponto especial para mim”, recordou.

O futebolista de 36 anos, que se retirou dos relvados a 16 de maio, lamentou não ter tido a oportunidade de participar na fase final de um Campeonato da Europa ou do Mundo por Portugal, mas preferiu destacar a “carreira muito feliz” que protagonizou tanto pela equipa das ‘quinas’, na qual acumulou três golos em 17 internacionalizações, como nos emblemas que representou.

“Acho que todos os jogadores que estão no espaço da seleção nacional querem os grandes torneios, seja Europeu ou Mundial. Eu não tive a oportunidade de estar presente, mas acho que não há nenhum sentimento amargo em relação a isso, porque esta foi, sem dúvida, uma carreira muito feliz, seja nos clubes ou na seleção”, assinalou.

Formado no GD Bragança, Luís Fernandes (Pizzi) iniciou o percurso sénior no seu clube da terra e passou depois pelo Ribeirão, Sporting da Covilhã, Paços de Ferreira e Sporting de Braga, antes de rumar a Espanha, onde representou as ‘cores’ de Atlético de Madrid, Deportivo da Corunha e Espanyol. Em 2022 deixou o Benfica para representar os turcos do Basaksehir, passando, depois, pelo Al Wahda (Emirados Árabes Unidos), Sporting de Braga, APOEL (Chipre) e Estoril Praia.

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Fica 2026 divulga programação completa com Bela Gil e mostras de cinema ambiental

O Governo de Goiás divulgou a programação completa da 27ª edição do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica 2026), que será realizada de 16 a 21 de junho, na cidade de Goiás. O evento contará com exibições cinematográficas, debates, oficinas, encontros com realizadores e atrações culturais gratuitas.

A abertura oficial será no dia 16 de junho, às 19h, no Cine Teatro São Joaquim. O festival dará início às mostras competitivas, com destaque para a Mostra Internacional Washington Novaes, a Mostra do Cinema Goiano e a Mostra de Cinema Indígena e de Povos Tradicionais. Haverá ainda mostras paralelas como Fica Animado, Mostra Fiocruz e a exibição da série “Filmes para Adiar o Fim do Mundo”.

Entre os convidados está Bela Gil, chef de cozinha, apresentadora e ativista socioambiental. Ela participa no sábado (20/06), às 16h30, no Parque da Carioca, da roda de conversa “Redes do Cerrado”, ao lado da cientista Márcia Cristina Bernardes Barbosa. O encontro integra o Fórum Horizontes, que reunirá pesquisadores, lideranças indígenas e especialistas.

O festival também oferece oficinas e atividades formativas voltadas para estudantes, profissionais do audiovisual e comunidades tradicionais. O encerramento será no dia 21 de junho, com a cerimônia de premiação das produções vencedoras e a reapresentação dos filmes premiados.

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“Allarme rosso per la scienza americana”, Trump mette la ricerca sotto controllo politico, scienziati in rivolta

Dopo i tagli ai finanziamenti per la ricerca biomedica, climatica e sanitaria, l’amministrazione Trump apre un nuovo fronte nel rapporto con la comunità scientifica americana. Questa volta al centro dello scontro non ci sono soltanto le risorse economiche, ma l’autonomia stessa della ricerca. A far scattare l’allarme è una proposta pubblicata alla fine di maggio dall’Ufficio di gestione e bilancio della Casa Bianca (Office of Management and Budget, OMB), che punta a modificare le regole per l’assegnazione delle sovvenzioni federali destinate alla ricerca scientifica. L’obiettivo dichiarato è quello di “migliorare la trasparenza, la responsabilità e la supervisione” dei fondi pubblici, ma per migliaia di ricercatori il rischio è quello di introdurre un controllo politico diretto sulle scelte scientifiche.

Secondo la nuova disciplina, che dovrebbe entrare in vigore dal primo ottobre, i funzionari nominati dall’amministrazione avrebbero il compito di effettuare una “revisione preliminare” obbligatoria di tutte le richieste di finanziamento. Ogni progetto potrebbe essere valutato non soltanto sul piano scientifico, ma anche sulla sua coerenza con le priorità politiche dell’agenzia di riferimento e con il cosiddetto “interesse nazionale”. Una modifica che, secondo i critici, rischia di scavalcare il tradizionale sistema di valutazione tra pari, affidato a esperti indipendenti, che rappresenta da decenni uno dei pilastri della ricerca statunitense.

La rivolta degli scienziati

La reazione della comunità scientifica è stata immediata. Come riportato dalla rivista Nature, in pochi giorni sono arrivate oltre 3.500 osservazioni alla proposta, in larga parte contrarie. Tra le prese di posizione più dure c’è quella della Società americana di Biologia cellulare, che ha definito la riforma una “enorme minaccia per la scienza americana”. A intervenire è stato anche Holden Thorp, direttore ed editor-in-chief della rivista Science, una delle pubblicazioni scientifiche più autorevoli al mondo. In un editoriale dai toni insoliti, Thorp ha parlato di un vero e proprio campanello d’allarme per il futuro della ricerca negli Stati Uniti, invitando università, centri di ricerca e associazioni scientifiche a fare fronte comune contro quella che considera un’ingerenza politica senza precedenti. “È il momento di agire”, scrive il direttore di Science, che conclude con un appello destinato a far discutere: “Il semaforo rosso lampeggia, tutti ai posti di combattimento”.

La proposta arriva in un momento già particolarmente delicato per il sistema scientifico statunitense. Negli ultimi mesi l’amministrazione Trump ha avviato una profonda revisione delle politiche federali sulla ricerca, con riduzioni di fondi e cancellazioni di programmi che hanno coinvolto diversi settori strategici, dalla lotta contro il cancro e l’Alzheimer fino alla prevenzione delle malattie infettive. Misure che avevano già suscitato forti critiche da parte del mondo accademico e sanitario, soprattutto in una fase caratterizzata dalla diffusione del morbillo in diversi Stati americani e dal monitoraggio dell’influenza aviaria.

Ora il confronto si sposta sul terreno dell’indipendenza scientifica. Per i sostenitori della riforma, il controllo politico garantirebbe una migliore allocazione delle risorse pubbliche e una maggiore coerenza con gli obiettivi nazionali. Per gran parte della comunità scientifica, invece, il rischio è che i finanziamenti vengano subordinati a criteri ideologici o politici, compromettendo la libertà della ricerca e la capacità degli Stati Uniti di mantenere la propria leadership scientifica mondiale. Uno scontro destinato a proseguire nei prossimi mesi e che, secondo molti osservatori, potrebbe ridefinire il rapporto tra politica e scienza negli Stati Uniti.

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