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O "efeito congelador" do estádio mais pequeno da prova

BMO Field tem uma lotação abaixo dos 30.000 espectadores mas passará para quase 45.000 no Mundial. Arquitetura "aberta" cria sensação térmica extrema no inverno e na meia estação... mas não no verão.

BMO Field terá bancadas extra durante o Mundial, o que permitirá aumentar a lotação total para mais 17.000 lugares
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A "tortuosa" e "exorbitante" compra de bilhetes para Mundial

O processo não é fácil e é tudo menos barato. O Mundial 2026 vai custar (muito) dinheiro a quem for assistir. Os preços dispararam, mas isso pode não significar que todos os estádios estejam lotados.

© BONNIE CASH

Donald Trump, Presidente dos EUA, com Gianni Infantino, presidente da FIFA.
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À procura de um Canal que possa evitar as vitórias morais

Panamá chegou pela segunda vez a uma fase final do Mundial e quer mostrar evolução nos últimos anos para evitar as três derrotas de 2018. As carências existem, a vontade de ultrapassá-las também.

© MAURO PIMENTEL

Panamá apurou-se para o Mundial de 2026 num grupo final em que venceu Suriname, Guatemala e El Salvador
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Queiroz, uma lição de Mandela e as aulas de Semenyo

Gana despediu Otto Addo a pouco mais de dois meses do Mundial e apostou em Carlos Queiroz para ter resultados imediatos. Africanos não passam fase de grupos desde 2010 – mas têm agora novas "armas".

Carlos Queiroz fará o quinto Mundial da carreira como treinador. Depois de Portugal (2010) e Irão (2014, 2018 e 2022), segue-se o Gana
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A Last Dance de um pequeno Super Herói de máscara

Nunca aparece no topo das apostas, vai sempre parar ao topo das apostas. A Croácia é aquela seleção que gosta de vestir o fato de outsider porque entra sempre na festa. Neste caso, a última de Modric.

© Pixsell/MB Media

Luka Modric já não conta com Brozovic ou Rakitic mas ainda mantém grande parte da base que ganhou uma prata e um bronze nos últimos dois Mundiais
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A missão de endireitar aquilo que começou a nascer torto

Depois dos sinais de alarme nos particulares de março, ausência de alguns "pesos pesados" aumentou pressão sobre Tuchel. Sem olhar a nomes, o técnico tem uma gasolina chamada convicção. E Kane, claro.

Thomas Tuchel tornou-se apenas o terceiro técnico não britânico a ser nomeado pela Inglaterra depois de Sven-Goran Eriksson e Fabio Capello
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A reconquista de Mussolini no Mundial antes da grande Guerra

Em 1938, o Mundial continuou na Europa, levando ao boicote dos sul-americanos. Itália consumou a primeira dinastia com o triunfo em França. Áustria foi anexada e obrigada a ceder jogadores à Alemanha.

© Getty Images

Depois do Mundial-1934 e dos Jogos Olímpicos-1936, Itália aumentou a hegemonia com o triunfo em França
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BC Place: séries, filmes e a "Celebração da Vida" do Papa

Nasceu para a Expo-86 com o maior tecto insuflável do mundo, ganhou em 2008 o então maior tecto retrátil do mundo, recebeu uma final de Mundial e Jogos Olímpicos. Aqui tudo "conta" – até os ecrãs.

BC Place, em Vancouver, tornou-se o terceiro recinto a receber Jogos Olímpicos em 2010 depois de Montreal e Calgary
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Mercado de Famalicão transmite jogos do Mundial (e esplanadas abertas para ver Portugal)

A Praça – Mercado Municipal de Famalicão vai transmitir todos os jogos do Mundial2026 que comecem até à 01:30 e as esplanadas do concelho vão ter licença para estarem abertas durante as partidas de Portugal, independentemente do horário.

Em comunicado, a autarquia adianta que, durante a competição, a Praça-Mercado Municipal terá uma ‘Fan Zone’, que “convida os adeptos de todas as idades a acompanharem os principais momentos do torneio num ambiente de convívio, emoção e festa”.

“A iniciativa prevê a transmissão de todos os jogos com início até à 01:30 (inclusive), transformando o espaço num ponto de encontro para quem não quer perder um único lance da maior competição do futebol mundial”, refere o comunicado.

O Campeonato do Mundo de Futebol decorre entre amanhã, 11 de junho, a 19 de julho, nos Estados Unidos, México e Canadá.

A seleção nacional começa na fase de grupos a 17 de junho, frente ao Congo, num encontro marcado para as 18:00. Segue-se o duelo com o Uzbequistão, em 23 de junho, também às 18:00. A terceira jornada, com Portugal a defrontar a Colômbia, será no dia 28 de junho, às 00:30.

Durante o Mundial2026, a Praça-Mercado de Famalicão “contará também com o apoio de um serviço de bar em funcionamento até às 23:00, durante a semana, e até à 01:00, aos fins de semana”.

A autarquia informa ainda que, a partir da meia noite e perante a presença de pouco público na ‘Fan Zone’ da Praça, o espaço poderá encerrar mais cedo.

“Independentemente do horário dos encontros de Portugal, todas as esplanadas do concelho terão licença para estar abertas nos jogos da Seleção Nacional”, conclui a autarquia.

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Ronaldo “vai querer fazer um brilharete” no seu sexto mundial

O desejo de conquistar um inédito título norteia o recorde de seis presenças de Cristiano Ronaldo por Portugal em Mundiais de futebol, avalia o ex-internacional Ricardo Costa, companheiro do avançado nas fases finais de 2006, 2010 e 2014.

“É um marco muito importante para a carreira dele. São seis Mundiais e vai querer fazer um brilharete, marcar golos, lutar por Portugal e continuar a demonstrar o que fez quando tinha 17 anos e começámos a jogar juntos nos sub-21. É um excelente profissional e jogador, um fora de série e defende Portugal como ninguém. Penso que não vai fugir à regra”, projetou à agência Lusa o antigo defesa central, de 45 anos, que atuou pela seleção nacional em três Campeonatos do Mundo, em 2006, 2010 e 2014, e é o novo treinador do Tondela, recém-despromovido à II Liga, após ter deixado o também secundário Feirense.

Avançado e capitão de Portugal, ao serviço do qual se tornou recordista de internacionalizações (227) e golos (143), Cristiano Ronaldo prepara-se para disputar a principal prova internacional de seleções pela sexta vez.

O madeirense, único a marcar em cinco Mundiais, deverá partilhar essa marca de participações com o também dianteiro argentino Lionel Messi, campeão do mundo em 2022, e o mexicano Guillermo Ochoa, guarda-redes do AVS em 2024/25, numa altura em que tem 41 anos e mais de duas décadas como sénior “ao mais alto nível e a ganhar títulos atrás de títulos”.

“Já passaram tantos anos e nota-se que continua com uma fome de vencer enorme. A sua liderança dentro e fora de campo será muito importante para ter todos metidos e para que o país esteja com a equipa, sabendo que ele vai dar o máximo para que Portugal consiga ir o mais longe possível”, salientou Ricardo Costa, com 22 jogos e um golo pela seleção principal.

Recém-campeão saudita Al Nassr, orientado pelo compatriota Jorge Jesus e cujo plantel integra João Félix, outros dos 26 convocados pelo técnico espanhol Roberto Martínez para o Campeonato do Mundo, Cristiano Ronaldo visa o quarto troféu por Portugal, após as conquistas do Europeu, em 2016, e de duas Ligas das Nações, em 2019, no Porto, e em 2025.

“É um atleta ambicioso e que nunca fica saciado. Vai ser muito complicado saber o que pretende, porque quererá sempre muito mais. Caso se sinta capaz, vai querer jogar mais um, dois ou três anos. Só quando acabar o fogo que tem dentro de si é que decidirá acabar a excelente carreira que está a fazer. Até lá, acho que não existe um prazo na cabeça dele, mas paixão por querer marcar, vencer e ser melhor do que ontem”, observou, sobre o segundo melhor ‘artilheiro’ de Portugal na prova, com oito golos, contra nove de Eusébio, todos em 1966, quando os lusos foram terceiros classificados na estreia.

Destacando o “profissionalismo fora do normal” de Cristiano Ronaldo, “que se trata como ninguém e tenta rodear-se das melhores pessoas e ciência para estar no topo dos topos”, Ricardo Costa vinca a influência de Roberto Martínez na forma como vai gerir o avançado e promover a coesão grupal.

“Podemos pensar que está cansado e não está num bom momento, mas a bola chega à área e ele faz golo. É um fora de série e esses têm de estar em campo. Quantos minutos? O tempo que esteja disponível para ajudar. Neste momento, Ronaldo sente e sabe quando está e não está bem. Se sentir que precisa de descansar para estar mais fresco no duelo seguinte, seguramente que o fará. Para Martínez, é uma sorte e um privilégio ter um jogador como este”, notou o ex-futebolista de FC Porto, Boavista, dos espanhóis do Valência ou dos alemães do Wolfsburgo, entre outros clubes.

Ricardo Costa reconhece que Portugal “sempre teve grandes grupos” nos três primeiros Mundiais de Cristiano Ronaldo, mas os “contextos diferentes” ditaram desempenhos contrastantes, desde o quarto lugar em 2006, na Alemanha – volvida a derrota frente à Grécia na final do Euro2004 (1-0), em Lisboa – à eliminação na primeira fase em 2014, no Brasil, passando pelo desaire nos ‘oitavos’ em 2010, diante da futura campeã Espanha, na África do Sul.

“Houve uma montagem de projetos, de jogadores e de equipa [em 2010 e 2014] que não existiu em 2006, porque já havia a seleção de 2004 e, a partir daí, foi muito mais coerente a forma de jogar, além de o torneio ser realizado na Europa. São fatores que, do meu ponto de vista, faziam com que a equipa de Luiz Felipe Scolari mostrasse mais coesão”, rememorou.

Grato por ter alinhado em três Mundiais – só Cristiano Ronaldo e Pepe têm mais presenças pelos lusos -, Ricardo Costa foi orientado pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari, Carlos Queiroz e Paulo Bento, com quem coincidiu ainda no Campeonato da Europa de 2012 e fez o último encontro na seleção.

Questionado sobre a situação de Roberto Martínez, que rendeu em 2023 Fernando Santos, antecessor de Paulo Bento, o ex-defesa descarta que o espanhol esteja a pensar no contrato extensível até ao fim do Mundial2026.

“Se Portugal fizer um bom torneio, a renovação automática acontecerá. Quanto mais estabilidade existir, melhores resultados surgirão. Por isso, Martínez está tranquilo, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol [Pedro Proença] também e tudo se conjuga para que seja uma união para continuar”, concluiu.

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Barbeiro de Barcelos cortou cabelo a Ronaldo: “Perguntei-lhe como se sentia para o seu penúltimo Mundial”

Vasco Coelho, de Barcelos, é barbeiro há quase nove anos, abriu o seu salão há três e cumpriu um “sonho” na passada sexta-feira: cortou o cabelo a Cristiano Ronaldo em plena Cidade do Futebol, em Oeiras, na véspera do jogo frente ao Chile em que o capitão da seleção nacional foi titular.

“Nem sei bem explicar o que foi aquilo, ainda não estou bem ciente do que aconteceu. É difícil dizer por palavras a experiência que eu tive”, diz Vasco Coelho.

Durou pouco mais de uma hora, entre o corte e outros tratamentos que estavam previamente agendados. Num espaço reservado apenas para o futebolista, o barbeiro e Diogo Dalot – amigo de ambos – falaram da terra de Cristiano Ronaldo, a ilha da Madeira, e também, claro, de futebol.

E Vasco Coelho fez Ronaldo rir: “Perguntei-lhe como se sentia para o seu penúltimo Mundial. Achou muita graça”.

“Não sabemos, é o Cristiano Ronaldo, ele até pode fazer mais dois não sei. É o que ele quiser”, conta o barbeiro, em declarações a O MINHO.  

Pressão? “A cabeça daquele homem vai ser vista pelo mundo todo”

Vasco Coelho confessa que há “uma pressão diferente” por estar a cortar o cabelo àquele que é considerados por muitos o melhor jogador de futebol da história.

“É uma coisa que eu faço há oito anos e não tenho problema nenhum em cortar qualquer cabelo, mas a cabeça daquele homem vai ser vista pelo mundo todo. Então, faz uma pessoa ter mais receio, não é a mesma coisa que cortar ao vizinho… mas sempre fui uma pessoa segura na minha área e as coisas correram bem”, explica.

“É uma pessoa como nós”

O barbeiro não esquece a “presença forte” do astro português e do seu cheiro: “É uma pessoa que cheira muito bem”.

Contudo, sublinha que Ronaldo é “uma pessoa super acessível”, que o “deixou à vontade” e mostrou interesse em o ouvir. “É uma pessoa engraçada, uma pessoa como nós, mas tem a amplitude dele”, refere o barbeiro de 28 anos.

Vasco Coelho é barbeiro de ‘craques’

Este “sonho” foi concretizado graças a Diogo Dalot, que é de Braga, e lhe fez uma grande “assistência”. Vasco Coelho corta o cabelo do lateral do Manchester United há cerca de cinco anos e pelas suas mãos já passaram outros ilustres como o vianense Pedro Neto, Rafael Leão, Samuel Lino ou Carlos Forbs.

Mas, apesar da proximidade que tem com Dalot, “nunca foi tema de conversa pedir-lhe uma ajuda para chegar ao Ronaldo”. “Mas ele confiou em mim e surgiu”, conta o profissional que tem um salão na freguesia de Manhente, em Barcelos.

Agora, depois de cumprido do “sonho” que não imaginava ser “possível”, quer fazer a “dobradinha”. “O impossível já aconteceu uma vez, portanto pode ser que surja. Ainda tenho muita coisa para lhe dizer”, atira.

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No dia em que tudo correu mal, sobrou uma coisa boa

Portugal não foi fiel à sua identidade, jogou abaixo do que consegue e até nas transições andou a patinar mas nem a derrota em Tampere impediu 1.º lugar no grupo B3 e subida na Liga das Nações (3-1).

© RONI REKOMAA

Kika Nazareth voltou a marcar como no último jogo, desta vez num livre direto, mas não conseguiu evitar a primeira derrota de Portugal no grupo B3 da Liga das Nações
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Ronaldo é “o melhor de todos os tempos” e “grande referência” 

O capitão da seleção portuguesa de futebol Cristiano Ronaldo “continua a ser uma grande referência”, segundo o antigo internacional português Fernando Meira, que espera do “muitos golos” no Mundial2026 do “melhor de todos os tempos”.

“Ao olhar para trás até me arrepia, o que ele representa para nós, para Portugal, para todo o mundo e para os mais jovens, em que é visto como um exemplo. Ele sempre demonstrou que é alguém que supera as expectativas, que trabalha e se dedica de forma ímpar e foi um orgulho tremendo acompanhar a sua evolução e desempenho. É o melhor de todos os tempos”, afirmou Fernando Meira, em declarações à agência Lusa.

O antigo defesa central e médio defensivo, de 48 anos, esteve presente na estreia de Ronaldo em fases finais de um Campeonato do Mundo, em 2006 na Alemanha, onde Portugal terminou no quarto lugar, a segunda melhor classificação de sempre, depois do terceiro na estreia em 1966.

Para Meira, Ronaldo, com 41 anos, já não apresenta as mesmas características de outros tempos, mas continua a ser uma mais-valia para o grupo às ordens do espanhol Roberto Martínez.

“Não tem as características naturais e físicas de outros tempos, mas continua a ser uma grande referência, como jogador e como capitão. É uma mais-valia”, salientou.

Fernando Meira, internacional português em 54 ocasiões e que representou clubes como Vitória SC, Benfica, Estugarda, Galatasaray, Zenit São Petersburgo ou Saragoça, acredita que a presença de Ronaldo significa golos e que pode até abrir muitos espaços para os companheiros de equipa.

“Vai atrair atenções e esperemos que consiga fazer um bom Mundial, com muitos golos. Hoje em dia não desequilibra no um para um, mas, na finalização, os golos falam por si e abre espaços para outros”, destacou, lembrando a qualidade individual das opções disponíveis em Portugal, com “alguns dos melhores na atualidade mundial”.

O Mundial2026 arranca na quinta-feira e decorre até 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

Portugal vai disputar o Grupo K e tem estreia marcada para 17 de junho frente à República Democrática do Congo, em Houston, numa partida com início marcado para as 12:00 (18:00 horas de Lisboa).

Segue-se o estreante Uzbequistão em 23 de junho, também em Houston e igualmente com início agendado para as 12:00 (18:00), ficando o grupo fechado em 27 de junho, com Portugal a defrontar a Colômbia em Miami, num jogo que começa às 19:30 (00:30 de 28 de junho).

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Fernando Meira considera que Portugal justifica ser um dos candidatos à vitória no Mundial2026

O antigo internacional português Fernando Meira considerou hoje que Portugal “merece” ser um dos candidatos à vitória no Campeonato do Mundo de futebol de 2026, alertando para a necessária gestão física do grupo às ordens de Roberto Martínez.

“Vejo como um candidato, pela qualidade individual e coletiva de Portugal, neste que será um Mundial especial, porque deve ser o último de Neymar, Messi e Ronaldo, três jogadores lendários. Portugal tem tido um percurso em que merece essa distinção, merece a carga e responsabilidade de ser um dos favoritos. Tem um grupo acessível e depois é importante ter um pouco de sorte num percurso, que esperemos, leve até à final”, disse Meira, em declarações à agência Lusa.

Portugal integra o Grupo K e vai estrear-se frente à República Democrática do Congo, em Houston, no dia 17 de junho, às 12:00 (18:00 horas de Lisboa).

Segue-se o estreante Uzbequistão, em 23 de junho, também em Houston e igualmente com início agendado para as 12:00 (18:00), ficando o agrupamento fechado no dia 27 de junho, quando Portugal a defrontar a Colômbia em Miami, a partir das 19:30 (00:30 de 28 de junho).

Meira, internacional português em 54 ocasiões, alertou para a importância do embate com os congoleses, num jogo em que Portugal é favorito, mas vai enfrentar uma adversário motivado e em busca de uma surpresa.

“Portugal só tem a perder e a República Democrática do Congo percebe que Portugal é favorito. Temos de entrar com uma concentração exemplar, porque eles vão ter uma motivação extra. No Mundial não existem equipas fáceis, mas sim equipas mais ou menos acessíveis e o [RD] Congo é das mais acessíveis, apesar de ter qualidade”, salientou.

Para o antigo central e médio defensivo, a seleção orientada pelo espanhol Roberto Martínez tem “obrigatoriamente de ganhar” à formação africana, algo que também pode ajudar na gestão da equipa mais à frente no torneio.

“Acredito que vamos vencer e é quase imperial começar como uma vitória, que vai dar confiança e uma tranquilidade diferente. Também pode ajudar, depois, na gestão da sobrecarga, que pode ser marcante e decisiva no Mundial. Temos jogadores já com muitos minutos nas pernas. A parte mental quer muito, vai haver muita motivação para representar Portugal, mas o cansaço também vai estar presente”, explicou.

Fernando Meira, de 48 anos, esteve presente na fase final do Mundial2006, na Alemanha, onde Portugal chegou ao quarto lugar, a segunda melhor classificação de sempre depois da terceira posição na estreia em 1966.

O antigo futebolista, que representou, entre outros, Vitória SC, Benfica, Estugarda, Galatasaray, Zenit São Petersburgo ou Saragoça, explicou que hoje em dia a carga de jogos é “muito maior” do que na sua altura e é algo que merece uma atenção detalhada.

“Queremos todos representar a seleção, todos queremos jogar e por vezes não é fácil perceber que tens de descansar. A parte física é algo que não se consegue controlar”, frisou.

Apesar do cansaço e da ausência de férias, numa época já longa para muitos, Meira, que se sagrou campeão com o Estugarda, na Alemanha, e com Zenit, na Rússia, lembra que representar Portugal na fase final de um Mundial é o momento “mais alto da carreira de um jogador”, e acredita que a motivação não vai faltar.

O Mundial2026 vai decorrer de quinta-feira a 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.

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