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Boliviano fica preso em rochas ao tentar salvar documentos em praia de SP

Um turista boliviano, de 46 anos, ficou preso entre as rochas da praia de Santos, no litoral de São Paulo, após tentar recuperar seus documentos pessoais que haviam caído entre as pedras. O caso aconteceu na tarde da última terça-feira (9).

O estrangeiro só conseguiu sair após ser socorrido por equipes do GBMAR (Grupo de Bombeiros Marítimo).

Segundo a corporação, ele permaneceu aproximadamente 30 minutos, de forma imóvel nas rochas, enquanto pedia socorro.

 Durante a operação, os bombeiros conseguiram realizar o resgate sem a necessidade de deslocar as rochas. Neste caso, foi necessário utilizar uma prancha rígida como ponto de apoio, com uma elevação gradual do quadril da vítima.

Veja imagem do resgate:

Crédito: Reprodução/litoralhomesantos

Após o salvamento, o boliviano recebeu oxigenioterapia e foi constatado que ele possuía escoriações leves, mas não havia necessidade do encaminhamento para unidade hospitalar. Logo depois, ele foi liberado.

Em nota, o GBMar informou que pede pela orientação dos banhistas para que eles evitem acessar formações rochosas, especialmente em locais de difícil mobilidade, devido ao risco de aprisionamentos e acidentes que podem colocar vidas em perigo.

*Sob supervisão de AR.

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Patroa usava aposentadoria de empregada idosa para despesa da casa; entenda

A patroa da idosa de 62 anos que passou 49 anos em condição análoga à escravidão, enquanto trabalhava como empregada doméstica, usava a aposentadoria dela para pagar despesas da própria casa. A mulher foi resgatada nessa quarta-feira (10), na residência da família empregadora, localizada no centro de Bragança Paulista, no interior de São Paulo.

Ela prestava serviço para os chefes desde 1977, de forma interrupta, sem direito a folgas ou férias. Segundo as investigações, em 2015, a vítima conseguiu se aposentar graças a um curto período de registro em carteira. Na época, recebia pequenas quantias a título de remuneração, mas os valores eram administrados pela patroa, que liberava dinheiro apenas quando ela solicitava.

Após a aposentadoria, ela não recebeu qualquer pagamento, mas continuou trabalhando na residência. Nos últimos meses, dormia no quarto da empregadora, uma idosa acamada da qual era a única cuidadora.

Além disso, os valores de sua aposentadoria eram utilizados para custear as despesas da casa da patroa.

Resgate

O resgate ocorreu durante uma operação conjunta do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da Inspeção do Trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Durante a ação, a vítima se emocionou ao relatar que não saía do apartamento há cerca de quatro meses.

Ela contou aos agentes que a rotina era muito exaustiva e comprometia sua saúde física, mental e pessoal, já que não lavava os cabelos há mais de um mês. Após ser encontrada, a trabalhadora foi afastada do local e acolhida por familiares.

Segundo o MPT, os valores que precisam ser pagos à vítima somam R$ 1,6 milhão. O montante inclui R$ 672,9 mil em verbas trabalhistas e rescisórias, além de indenizações por danos morais individuais e coletivos, fixadas em R$ 500 mil cada.

O advogado da família solicitou prazo para se manifestar sobre o caso. O MPT concedeu 20 dias para a apresentação da defesa.

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“Estou com minha filha”, diz comerciante durante assalto em loja em SP

Um comerciante de 46 anos foi abordado por dois homens armados dentro de seu próprio estabelecimento, uma loja de rações, no bairro Pestana, em Osasco, na Grande São Paulo. O caso aconteceu na noite da última terça-feira (9), enquanto a vítima estava com sua filha, que presenciou toda a ação.

A gravação da câmera de segurança do local flagrou o roubo. A imagem, cedida à CNN Brasil pela página Osasco Te Avisa, mostra o momento em que os homens entram no local se passando por clientes.

Logo depois, eles anunciam o assalto e o comerciante clama pela vida dele e da criança: “Estou na paz. Estou com minha filha”.

Veja:

Créditos: Reprodução/Osasco Te Avisa

Os assaltantes levaram todo o dinheiro do caixa, um celular e um relógio do comerciante. Logo depois, eles fugiram. A vítima e a criança passam bem.

Em nota, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) informou que o caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Osasco, onde segue sendo investigado.

*Sob supervisão de AR.

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Vídeo: Advogado pede condenação de cliente e juíza considera réu indefeso

Um advogado pediu pela condenação do próprio cliente em uma audiência no TJSC (Tribunal de Justiça Santa Catarina), durante o processo em que ele respondia por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo. O caso ocorreu em 28 de maio, em uma sessão virtual realizada pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Florianópolis.

A audiência era conduzida pela juíza Carolina Ranzolin Nerbass, que não concordou com as alegações do advogado Rodrigo Pantaleão e considerou o réu indefeso.

A sessão era de instrução, fase do processo penal em que são ouvidas testemunhas e o réu, permitindo ao juiz formar sua opinião antes de designar uma sentença final.

A CNN Brasil teve acesso a audiência. Nas imagens é possível ver que, durante grande parte da sessão, o advogado do homem tão pouco olha para a câmera e permanece apenas no celular.

No momento das alegações finais, o defensor concorda com as acusações do promotor de justiça do MP (Ministério Público), pedindo pela condenação do homem.

“A defesa corrobora com as afirmações exaladas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência”, disse.

A resposta surpreendeu a magistrada que, no entanto, não consentiu com a situação e considerou o réu indefeso. “Não posso aceitar suas alegações finais, doutor. Vou considerar o réu indefeso”, afirmou.

Logo depois, ela se direciona para o acusado e diz: “Seguinte senhor [réu], o senhor merece uma defesa, ainda que o senhor tenha admitido parte das questões ilícitas”, conclui.

Veja o vídeo:

A juíza pede, então, para que o acusado apresente uma nova defesa. Diante da repercussão, a família do homem designou uma nova advogada para defendê-lo no processo, a dra. Nathália Poeta.

“Daqui em diante, a condução do caso será pautada pela estrita observância do devido processo legal e das garantias constitucionais que asseguram o pleno exercício do direito de defesa”, disse ela à CNN Brasil.

Em nota, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina informou que o processo terá prosseguimento e que uma nova audiência de instrução deverá ser designada antes do julgamento. Ainda não há data definida para a realização da sessão.

Procurada pela reportagem, a OAB de Santa Catarina (OAB-SC) informou que não tolera condutas que possam representar violação aos deveres da advocacia e afirmou que irá apurar o caso.

A CNN Brasil tenta contato com o advogado para uma manifestação. O espaço segue aberto.

Veja nota completa da OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Santa Catarina (OAB/SC) informa que, tão logo tomou conhecimento dos fatos divulgados envolvendo a atuação de um advogado durante audiência criminal realizada na Comarca da Capital, oficiou a magistrada responsável pelo processo, solicitando informações e documentos relacionados ao ocorrido, a fim de compreender integralmente as circunstâncias dos fatos e avaliar eventual adoção das medidas previstas no Estatuto da Advocacia e da OAB.

A OAB/SC atua de forma firme na defesa das prerrogativas profissionais e da indispensabilidade da advocacia para a administração da Justiça. Com o mesmo rigor, não tolera condutas que possam representar violação aos deveres éticos inerentes ao exercício da profissão.

Caso sejam constatadas infrações disciplinares após a devida apuração, poderão ser instaurados os procedimentos competentes no âmbito do Tribunal de Ética e Disciplina, os quais tramitam sob sigilo legal.

A advocacia deve ser exemplo para a sociedade. Por isso, a OAB/SC mantém atuação permanente tanto na proteção das prerrogativas profissionais quanto na fiscalização ética da atividade advocatícia. Nos últimos cinco anos, a Seccional aplicou 557 penas de suspensão e promoveu a exclusão de 69 advogados de seus quadros.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Idosa que ficou 49 anos em trabalho análogo à escravidão é resgatada em SP

Uma idosa de 62 anos foi resgatada nessa quarta-feira (10) após passar 49 anos em condição análoga à escravidão, enquanto trabalhava como empregada doméstica em uma residência familiar no centro de Bragança Paulista, no interior de São Paulo.

O resgate ocorreu durante uma operação conjunta do MPT (Ministério Público do Trabalho) e da Inspeção do Trabalho do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Durante a ação, a vítima se emocionou ao relatar que não saía do apartamento há cerca de quatro meses.

Ela contou aos agentes que a rotina era muito exaustiva e comprometia sua saúde física, mental e pessoal, já que não lavava os cabelos há mais de um mês. Após ser encontrada, a trabalhadora foi afastada do local e acolhida por familiares.

De acordo com as investigações, ela foi entregue pelo próprio pai à família empregadora em 1977, quando tinha apenas 12 anos. A promessa era de que receberia educação e seria criada pelos patrões.

No entanto, a vítima ainda adolescente, foi retirada da escola, não foi alfabetizada e passou a trabalhar de forma ininterrupta por quase cinco décadas, sem folgas semanais ou férias.

A fiscalização constatou que a trabalhadora exercia as atividades inclusive aos domingos e em feriados como Natal e Ano Novo.

Aposentadoria era utilizada pelos patrões

Em 2015, a mulher conseguiu se aposentar graças a um curto período de registro em carteira. Na época, recebia pequenas quantias a título de remuneração, mas os valores eram administrados pela patroa, que liberava dinheiro apenas quando ela solicitava.

Após a aposentadoria, ela não recebeu qualquer pagamento, mas continuou trabalhando na residência. Nos últimos meses, dormia no quarto da empregadora, uma idosa acamada da qual era a única cuidadora.

Segundo a apuração, a idosa passava noites em claro auxiliando a mulher, mesmo estando doente e sem acesso a tratamento médico. Além disso, os valores de sua aposentadoria eram utilizados para custear despesas da casa da patroa.

Segundo o MPT, os valores que precisam ser pagos à vítima somam R$ 1,6 milhão. O montante inclui R$ 672,9 mil em verbas trabalhistas e rescisórias, além de indenizações por danos morais individuais e coletivos, fixadas em R$ 500 mil cada.

O advogado da família solicitou prazo para se manifestar sobre o caso. O MPT concedeu 20 dias para a apresentação da defesa.

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