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ANP anuncia medidas para evitar desabastecimento de combustíveis no Brasil

A ANP (Agência Nacional do Petróleo) aprovou nesta sexta-feira (12) medidas para priorizar ações de resposta aos impactos do conflito no Oriente Médio no mercado brasileiro de combustíveis. A iniciativa inclui subvenções econômicas ao diesel, à gasolina e ao gás de cozinha. 

Entre as ações, está a realocação emergencial de equipes e o reforço de recursos humanos e institucionais para áreas técnicas ligadas ao monitoramento do abastecimento nacional e à execução de medidas previstas em quatro medidas provisórias editadas pelo governo. 

A agência também aprovou uma nova etapa de fiscalização contra a abusividade de preços, com início em julho. O plano prevê mais de 3 mil ações entre julho e setembro, volume mais de 40% superior ao registrado entre março e junho.  

Com a mudança, a agência também suspendeu temporariamente ações da Agenda Regulatória 2025-2026 que estavam sob responsabilidade das áreas mais afetadas pelas medidas emergenciais. Segundo a ANP, a suspensão busca concentrar as equipes nas ações consideradas prioritárias diante do cenário de incerteza. 

Entre os temas suspensos estão revisões de normas sobre envio de dados de preços por produtores, importadores e distribuidores; regras para distribuição e revenda de GLP; diretrizes para situações de risco de restrição ou interrupção no suprimento de combustíveis; e critérios usados em processos de fiscalização. 

A agência afirma que as ações regulatórias suspensas devem ser retomadas, assim como a realocação emergencial de servidores deve ser revertida, quando houver normalização das condições que motivaram a decisão.

*Sob supervisão de Fabricio Julião 

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Conta de luz deve subir 8,6% em 2026, diz Aneel

A conta de luz deve ter aumento médio de 8,6% em 2026, segundo a segunda edição do boletim InfoTarifas, divulgada nesta sexta-feira (12) pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A previsão ficou acima das projeções de inflação consideradas pela agência: 5,8% para o IGP-M e 4,9% para o IPCA.

Apesar da estimativa de alta, a Aneel informou que recursos de Uso do Bem Público serão usados para reduzir o impacto nas tarifas de consumidores em regiões atendidas pela Sudam e pela Sudene.

Segundo a agência, clientes cativos de 22 distribuidoras terão descontos nas faturas por causa da destinação desses recursos.

O boletim InfoTarifas é publicado a cada três meses e apresenta estimativas de variação tarifária, além dos principais fatores que influenciam o cálculo das contas de energia.

*Sob supervisão de Fabricio Julião

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Energia elétrica pressiona IPCA de maio

A energia elétrica residencial avançou 3,67% em maio e teve o maior impacto individual no IPCA do mês, segundo o IBGE. A alta refletiu reajustes tarifários em capitais e a cobrança extra da bandeira amarela.

Com esse resultado, o IPCA subiu 0,58% em maio. No acumulado em 12 meses, a inflação chegou a 4,72%.

Na direção contrária, os transportes recuaram 0,46%, puxados pela queda dos combustíveis. A gasolina caiu 1,46%, enquanto o etanol teve baixa de 6,20% e o diesel recuou 2,34%.

*Sob supervisão de Fabricio Julião

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