O Instituto Real Time Big Data divulgou nesta quinta-feira (11) um novo levantamento com três cenários sobre a corrida ao Senado por Pernambuco. A ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) lidera dois deles e tem empate técnico com Miguel Coelho (União Brasil).
No primeiro cenário simulado pelo instituto, Marília lidera com 26% das intenções de voto e é seguida pelo senador Humberto Costa (PT), que tem 19% pela segunda vaga à Casa Alta. Empatado tecnicamente com Costa, aparece Mendonça Filho (PL), que soma 16% e também está empatado pela margem de erro com Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), que têm respectivamente 13% e 12%. Paulo Rubem (Rede) fecha a lista com 4%.
Aqueles que votariam em branco ou nulo somam 4%, enquanto os indecisos, 6%.
No segundo cenário testado, Marília aparece com 25%, numericamente à frente, mas tecnicamente empatada com Miguel Coelho (União Brasil), que soma 21%. Na sequência, vêm Mendonça Filho, com 16%, Humberto Costa, com 15%, e Tulio Gadelha, com 12%, todos tecnicamente empatados pela terceira vaga. Paulo Rubem fecha novamente a lista com 4%.
Aqueles que votariam em branco ou nulo somam 3%, enquanto os indecisos, 4%.
No último cenário simulado, Marília pontua 28%, maior vantagem entre os cenários. Em seguida, vêm Humberto Costa, com 19%, Mendonça Filho, com 18%, e Tulio Gadelha, com 15%, todos tecnicamente empatados. Fernando Dueire (PSD), com 5%, e Paulo Rubem, com 4%, fecham a lista.
Os eleitores que votariam em branco ou nulo somam 4%, enquanto os indecisos, 7%.
Metodologia
A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores de Pernambuco, entre os dias 9 e 10 de junho. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo PE-09426/2026.
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes teceu críticas nesta quarta-feira (10) às propostas aprovadas pelo Congresso que criam despesas no orçamento da União sem a devida avaliação dos impactos financeiros para os entes federativos. Sem citar nenhum caso específico, o decano indicou que a Suprema Corte deve barrar as chamadas “pautas-bomba” aprovadas pelo Legislativo sem “estudos prévios”.
“É preciso, pois, ter responsabilidade fiscal e fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia”, escreveu.
A publicação foi feita nas redes sociais do ministrodurante a tarde, horas depois de o ministro da Fazenda Dario Durigan procurar o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) a fim de tentar barrar o avanço de projetos que impactariam o orçamento nacional, como a PL 1365/22 que em pelo menos R$ 13.662 o salário por jornada semanal de 20 horas + adicional de 50% por hora extra e trabalho noturno.
Segundo Gilmar, a estabilidade macroeconômica do país é fundamental para que ele possa se desenvolver, mas para isso acontecer é necessário que haja responsabilidade financeira, que sigam a Constituição Federal.
“(…) definir a obrigatoriedade de Lei Complementar dispor e compatibilizar finanças públicas e sustentabilidade da dívida pública (art. 163, 163-A, 164-A); impor um planejamento e estabelecer regras para os orçamentos públicos (art. 165 a 169)”, exemplifica.
Um dos destaques feito pelo ministro foi o artigo 113 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias), segundo o qual propostas que criem novas despesas ou reduzam receitas publicas têm que necessariamente apresentar uma estimativa do possível impacto financeiro na receita. Ou seja, projetos que criem benefícios ou isenções precisam informar quanto a ação custará aos cofres públicos e suas compensações.
Após elencar as ferramentas, Gilmar diz que o Congresso “precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos.”
Ele encerra o texto pregando responsabilidade fiscal e “fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia.”
“Eu não posso ser seletivo. Então, em um ano de eleição, isso aqui é muito complexo. Se botar para votar isso aqui, todo mundo vai votar sim por conta da eleição e vai ter que arrumar ‘dez Brasil’ para pagar e aí fica sendo eu o culpado que não quer dar o piso para o médico que salva a vida das pessoas no pronto atendimento”, declarou o presidente do Senado.
Uma das principais preocupações do governo é sobre a PEC da aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que foi aprovado pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado na tarde desta quarta-feira. A proposta prevê regras diferenciadas de aposentadoria, incluindo possibilidade de integralidade e paridade para cada categoria. Como se trata de uma mudança constitucional, o texto não dependeria de sanção do presidente Lula (PT) caso fosse aprovado.
Integrantes da Fazenda temem um impacto fiscal bilionário, que poderia resultar em um efeito cascata para outras categorias do serviço público. Alguns classificaram a proposta como uma “contrarreforma da Previdência”.
Além da PEC dos agentes de saúde, outra frente que preocupa Lula envolve pisos salariais de categorias. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado já aprovou propostas relacionadas aos pisos de bombeiros, dentistas e médicos.
Leia abaixo a íntegra do texto publicado por Gilmar Mendes:
Aos pessimistas, precisamos lembrar que as bases para o desenvolvimento econômico do Brasil estão nas nossas mãos: temos uma população jovem, produtiva e com elevado espírito empreendedor; temos fartos recursos naturais; temos instituições democráticas sólidas, ainda que sujeitas a ataques eventuais. Mesmo com insumos tão potentes, ficamos para trás em temas como saneamento básico e segurança pública, mesmo comparando com países emergentes. São problemas urgentes que precisam ser enfrentados com coragem, estratégia e persistência.
Atualmente, lidamos com um cenário internacional turbulento, com guerras, choque nos preços do petróleo e fontes de pressão nos preços dos alimentos. Há um risco relevante de vermos, em muitos países, inflação com baixo crescimento econômico, o que comumente coloca a governabilidade e estabilidade política em xeque.
Tal quadro exige que dediquemos especial atenção aos fundamentos de uma economia de mercado forte. Penso que a estabilidade macroeconômica é premissa básica para o desenvolvimento de qualquer país, e para isso é necessário que haja responsabilidade fiscal.
No Brasil, nossa Constituição Federal estabelece diversos comandos nesse sentido, a exemplo de: definir a obrigatoriedade de Lei Complementar dispor e compatibilizar finanças públicas e sustentabilidade da dívida pública (art. 163, 163-A, 164-A); impor um planejamento e estabelecer regras para os orçamentos públicos (art. 165 a 169); impedir a transferência de encargo financeiro decorrente da prestação de serviço público para qualquer ente federativo sem a previsão de fonte orçamentária e financeira correspondente (art. 167, §7º); vedar explicitamente a criação, majoração ou extensão de benefício ou serviço da seguridade social sem a correspondente fonte de custeio total (art. 195, §5º); exigir estimativa do impacto orçamentário e financeiro de proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita (art. 113, ADCT).
É importante destacar o art. 113 do ADCT: toda proposição legislativa que crie ou altere despesa obrigatória ou renúncia de receita deve vir acompanhada da estimativa do seu impacto orçamentário e financeiro. Ou seja, o Congresso precisa demonstrar quanto custa e de onde sai o dinheiro previamente à aprovação de novos gastos.
O STF possui jurisprudência pacífica sobre o tema: a ausência desses estudos prévios gera a inconstitucionalidade da medida legislativa. É preciso, pois, ter responsabilidade fiscal e fidelidade à Constituição, evitando-se a criação de despesas casuísticas em inobservância às regras postas, o que pode gerar a invalidação da medida e, portanto, sua ineficácia.
PesquisaGenial/Quaest divulgada nesta terça-feira (10) aponta que 58% dos eleitores acreditam que o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro(PL-RJ) pode estar escondendo um possível envolvimento ilegal com o liquidado Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Entretanto, para 27% o senador não está envolvido com o escândalo que estourou no fim do ano passado. Outros 15% não souberam ou não soube responderam.
Metodologia
A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 5 e 8 de junho, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07661/2026.
O PSD (Partido Social Democrata) protocolou no MPRJ(Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) na segunda-feira (09) uma representação por improbidade administrativa contra o ex-secretário da Polícia Civil do estado e pré-candidato a deputado federal Felipe Curi (PP), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o delegado Pedro Cassundé.
O pedido se deu pela causa da condução da prisão e investigação do vereador Salvino Oliveira(PSD), em março deste ano, por supostamente negociar diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, o “Doca”, envolvido com o CV(Comando Vermelho), uma autorização para fazer campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, que está sob domínio da facção carioca.
O partido do pré-candidato ao Palácio das Laranjeiras, Eduardo Paes, alegou que houve múltiplos abusos e ilícitos na deflagração da prisão do vereador e o uso incorreto do aparato policial para perseguição política; a divulgação de dados sigilosos em redes sociais e a exploração da imagem do investigado como base para um discurso de ataque político.
O partido também questiona a condução dos interrogatórios feitos pelo Delegado Pedro Cassundé com familiares, que os qualificou como “voluntários”, mas que foram submetidos, sem a presença de advogado, a responder perguntas sobre Salvino Oliveira.
A sigla argumenta que a ordem da prisão deflagrada não foi organizada sob o controle do MP (Ministério Público) fluminense em parceria com o Gaeco (Grupo de Combate ao Crime Organizado) como costuma ocorrer em operações que envolvem o crime organizado.
Segundo eles, a operação teria sido organizada por um setor da Polícia Civil, comandada pelo então secretário Felipe Curi e o delegado Pedro Cassundé, integrantes do Departamento Geral de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro.
O envolvimento do vereador com o CV alegado pela corporação, segundo a defesa do PSD, ocorreu após um dialogo supostamente travado entre terceiros, em 2025 — um ano antes da operação —, onde um dos interlocutores questiona a procedência da autorização de Salvino fazer campanha dentro da comunidade.
Uma das principais reclamações do partido é a construção política por trás da prisão. Eles defendem que o ex-governador Cláudio Castro teria mandado a detenção pelo fato de o vereador ser aliado político do então prefeito Eduardo Paes.
O feito, segundo a peça, se caracterizaria como “mais uma evidência de abuso de poder, de perseguição, de desrespeito deliberado e consciente ao devido processo legal, de perseguição política”.
Conforme as investigações, o político teria negociado a autorização articulando benefícios ao CV como forma de compensação através de ações voltadas à população local. A definição da parte dos beneficiários teriam sido determinadas por integrantes do crime organizado, sem processo público aparente.
A investigação teria apurado a participação direta de familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, um dos principais líderes do CV. Segundo a apuração, Márcia Gama, esposa do líder e mãe do artista Oruam, atuava na intermediação de interesses do grupo fora do sistema prisional.
Entre as ações estão serviços, imóveis e outros negócios usadas para geração de recursos e expansão do poder do grupo.
O ministro da Justiça Wellington Cesar Lima admitiu nesta terça-feira (09) que Luiz Philip Mourão, o cúmplice de Daniel Vorcaro conhecido como Sicário, de fato atentou contra a própria vida na cela onde estava custodiado.
“Não houve menor dúvida da natureza do evento (suicídio) com base em perícias. Não assisti ao vídeo, mas oficiais disseram que era inequívoco. A PF (Polícia Federal) apurou com todo rigor”, disse.
O ministro ainda explicou que os detalhes sobre a morte de Mourão têm “muitas facetas sigilosas”, mas que devem ser destituídas de sigilo em algum momento.
Luiz Philip Machado de Moraes Mourão era descrito como braço operacional da organização encabeçada pelo ex-dono do Banco Master e foi réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Considerado agiota pelo Ministério Público de Minas Gerais, Mourão era responsável pelo grupo que coletava informações de pessoas consideradas “desafetos” do ex-banqueiro.
A declaração foi feita durante a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, promovida pela Câmara para que o Ministério prestasse esclarecimentos a respeito de diversos temas. Um dos tópicos também abordados foi a retirada de credenciais de um delegado brasileiro ligado à prisão de Alexandre Ramagem, na Flórida, em abril deste ano.
Quem foi Sicário?
Segundo a PF, Sicário era responsável pela “coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo“. A corporação apontou que ele obtia dados em sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases de dados utilizadas por instituições de seugrança pública e investigação policial.
O investigado também teria atuado pela remoção de conteúdos e perfis em plataformas, com o objetivo de obter dados de usuários ou tirar de circulação possíveis críticas ao grupo.
No dia 4 de março deste ano, Mourão foi preso pela Polícia Federal e atentou contra a própria vida enquanto estava sob custódia. Ele foi levado imediatamente ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, e morreu dois dias depois, em seis de março.
Importante
Se você ou alguém que você conheça estiver enfrentando momentos difíceis, pensamentos suicidas ou depressão, procure ajuda profissional. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br. Não hesite em buscar apoio.