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Tarcísio amplia verba e eventos por apoio no interior de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), intensificou nos últimos meses as agendas no interior paulista, em um movimento que combina reuniões com prefeitos, assinatura de convênios e anúncios de investimentos para municípios.

Desde abril, o governador ampliou o ritmo das chamadas Caravanas 3D, que reúnem gestores municipais e secretários estaduais em diferentes regiões do estado.

Nas agendas mais recentes, o governo anunciou R$ 561,7 milhões em investimentos para o Vale do Paraíba, com recursos para áreas como saúde, educação, infraestrutura e turismo.

Em outra passagem pelo interior, foram anunciados R$ 753 milhões para a região de Bauru. Já na região de Franca, o pacote de investimentos divulgado pelo governo chegou a R$ 286,5 milhões, incluindo obras de saneamento e convênios municipais. Em cada uma das reuniões, Tarcísio se reúne com dezenas de prefeitos.

O movimento ocorre ao mesmo tempo em que o Palácio dos Bandeirantes reforçou em cerca de R$ 340 milhões o orçamento da Secretaria de Governo e Relações Institucionais, responsável pela interlocução com as prefeituras e pela formalização de convênios com os municípios.

Nos bastidores do governo, a avaliação é que há uma corrida para concluir anúncios, assinaturas e liberações de recursos antes do início das restrições impostas pelo calendário eleitoral, previstas para 4 de julho. As caravanas têm atraído lideranças locais, ampliando a presença política do governador no interior paulista.

Como mostrou a CNN Brasil, em abril deste ano o adversário de Tarcísio nas eleições de outubro, Fernando Haddad (PT), iniciou um movimento de diálogo com prefeitos paulistas.

Em entrevista à CNN Brasil, Haddad afirmou que tem feito conversas individuais com gestores municipais de diferentes espectros políticos.

Segundo o petista, as articulações não se restringem a prefeitos do PT ou da base de esquerda, mas incluem também nomes de partidos aliados ao atual governo estadual que estariam insatisfeitos com a gestão de Tarcísio.

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“Se ganhar de meio a zero, já está bom”, diz Lula sobre jogo do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta quarta-feira (10), que se a Seleção Brasileira derrotar Marrocos “por meio a zero” no próximo sábado (13), “já está bom”.

O palpite foi dado pelo chefe do Executivo durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, o chamado “Conselhão”, em Brasília.

“Eu quero que o Brasil ganhe. Se ganhar de meio a zero, já está bom. Mas eu acho que o Brasil vai ganhar, tá?”, disse o petista.

A Seleção estreia na Copa do Mundo 2026 às 19h (horário de Brasília) deste sábado contra Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A equipe comandada pelo italiano Carlo Ancelotti está no Grupo C da competição, ao lado também de Haiti e Escócia.

Lula critica protestos no México

Ao longo de seu discurso no “Conselhão”, o presidente fez críticas à onda de protestos que atinge o México, país que sediará a Copa do Mundo juntamente com os EUA e o Canadá.

“Agora mesmo, no México, está acontecendo um pouco daquilo que aconteceu aqui em 2013”, disse Lula em alusão às Jornadas de Junho. “Todo mundo está lembrado de que uma simples reinvidicação de R$ 0,20 de aumento do transporte foi o pretexto para que a extrema-direita tomasse conta das ruas utilizando o verde e amarelo”, acrescentou o mandatário.

Às vésperas da abertura da Copa do Mundo, protestos liderados por professores ameaçam interromper o início do torneio. As manifestações vêm ocorrendo há pouco mais de um mês, depois de a CNTE (Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação) apresentar uma lista de reinvindicações ao governo da presidente Claudia Sheinbaum.

“Todo mundo sabe que R$ 0,20 não causariam nenhuma revolução em lugar nenhum do mundo. É que, a partir daquele movimento, inventaram os ‘black blocks’, que fizeram um quebradeira em São Paulo e, a partir dali, a extrema-direita tirou proveito, fez o impeachment da Dilma, elegeu até um presidente da República. Então, minha conversa com a Claudia [Sheinbaum] é porque eu acho que isso está acontecendo no México agora”, contou Lula.

Por fim, o chefe do Planalto disse acreditar em um envolvimento externo na questão. “Às vezes, acho que tem o dedo de alguém. E talvez nem seja mexicano”, concluiu.

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Brasil e EUA devem se reunir na sexta (12) para discutir tarifaço

Brasil e Estados Unidos devem se reunir na próxima sexta-feira (12) para discutir o tarifaço americano, segundo fontes envolvidas no diálogo. Ministros do governo federal conversarão remotamente com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos.

O governo federal será representado pelo ministro Márcio Elias Rosa, do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). Titulares de outras pastas também podem participar da reunião.

Os países haviam acordado em formar um GT (Grupo de Trabalho) para discutir as tarifas impostas por Donald Trump. O diálogo se tornou mais urgente após o USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) sugerir à Casa Branca taxar mercadorias brasileiras em 25%.

Segundo apuração da CNN Brasil, a gestão federal formula internamente uma resposta aos Estados Unidos. O Brasil não deve atender às demandas dos EUA nas investigações da chamada “seção 301”, mas considera negociar a redução de tarifas em determinados setores.

O governo acena, por exemplo, com a possibilidade de mudar sua orientação diplomática e retirar o veto imposto a um acordo global sobre comércio eletrônico, no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio), que interessa diretamente a gestão Donald Trump.

A recomendação da taxação pelo USTR partiu de investigação da “seção 301”. Os EUA apuraram supostas práticas desleais de comércio do Brasil, em áreas como tarifas preferenciais, meios digitais de pagamento, desmatamento, entre outras.

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PT e Haddad usam obras de SP na TV após embates com Tarcísio

Peças exibidas nesta semana no horário partidário gratuito do PT colocam o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo, como principal narrador e exploram temas que vêm sendo alvo de disputa política entre o governo Lula (PT) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Nas inserções, Haddad destaca investimentos federais em obras de infraestrutura no estado e afirma que parte dos projetos foi viabilizada por financiamentos, garantias e renegociações conduzidas durante sua passagem pelo Ministério da Fazenda.

Entre as obras exibidas estão o Trecho Norte do Rodoanel, o Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas, expansões do metrô, além de empreendimentos habitacionais e da área da saúde. As peças ressaltam a participação financeira da União, especialmente por meio do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O material também retoma uma disputa recorrente entre o Palácio do Planalto e o Palácio dos Bandeirantes sobre a autoria política de grandes projetos de infraestrutura em São Paulo. Em uma das inserções, Haddad afirma que “nunca um governo federal trabalhou tanto por São Paulo”, enquanto imagens de obras são exibidas na tela.

Nos bastidores do governo paulista, aliados de Tarcísio avaliam que as inserções reforçam críticas já feitas pelo entorno do governador ao uso político de ações governamentais pelo governo federal.

Segundo essa leitura, o fato de o PT reproduzir na propaganda partidária argumentos e obras anteriormente divulgados em peças institucionais do governo federal serviria como evidência de que houve aproveitamento eleitoral da comunicação governamental.

Além da infraestrutura, outra frente explorada pelo PT nas inserções é a segurança pública. Peças exibidas nesta semana abordam o tema dos furtos e roubos de celulares, assunto frequentemente associado ao debate sobre criminalidade nos grandes centros urbanos e que tem sido utilizado por adversários para pressionar a gestão estadual.

As inserções marcam uma das maiores exposições nacionais de Haddad desde que foi escolhido pelo PT como nome da legenda para disputar o governo paulista em 2026. O conteúdo também reforça a estratégia de vincular sua imagem à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e às entregas do governo federal no estado.

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José Roberto Arruda passa por procedimento para tratar arritmia em Brasília

O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (PSD), de 72 anos, foi submetido a um procedimento para tratar uma arritmia num hospital de Brasília.

Segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira (10), o procedimento de ablação cardíaca ocorreu normalmente. O comunicado também informa que Arruda está “bem clinicamente, internado em leito de terapia intensiva, para monitorização e medidas clínicas de suporte”.

Arruda governou o DF entre 2007 e 2010, quando foi preso em meio aos desdobramentos da Operação Caixa de Pandora. Em outubro passado, a Primeira Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) manteve a condenação do ex-governador por improbidade administrativa.

Embora esteja inelegível, Arruda tenta voltar à política oficialmente e já teve seu nome testado em levantamentos recentes para o governo do DF.

Leia na íntegra o boletim médico

“O hospital DF Star informa que o ex-governador José Roberto Arruda deu entrada em 9 de junho de 2026, para realização de ablação cardíaca, para tratamento eletivo de arritmia.

Procedimento realizado sem intercorrências. No momento encontra-se bem clinicamente, internado em leito de terapia intensiva, para monitorização e medidas clínicas de suporte.

Dr. Benhur Davi Henz – Arritmologista
Dr. Brasil Caiado – Cardiologista
Dr. Guilherme Azevedo Correa Meyer – Diretor Médico
Dr. Allisson B. Barcelos Borges – Diretor Geral DF Star”

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MP do frete mínimo avança no Congresso com instalação de comissão mista

O Congresso Nacional instalou nesta terça-feira (9) a comissão mista responsável por analisar a Medida Provisória do governo que amplia os mecanismos de fiscalização do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas.

A proposta, editada em março, busca impedir a realização de fretes abaixo dos valores definidos pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e reacende um debate que acompanha o setor desde a criação da política de pisos mínimos após a greve dos caminhoneiros de 2018.

A relatoria ficou com o deputado Zé Trovão (PL-SC). A vice-presidência será ocupada pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara, enquanto a presidência do colegiado ainda depende de definição do Senado.

O senador Styvenson Valentim (Podemos-RN) foi escolhido como relator revisor. A comissão terá até 16 de julho para concluir a análise da Medida Provisória antes que ela perca a validade.

Pela proposta encaminhada pelo governo, a fiscalização da tabela do frete passa a ocorrer antes da realização do transporte.

O modelo prevê o cruzamento de informações por meio do Ciot (Código Identificador da Operação de Transporte), permitindo verificar se a contratação atende aos valores mínimos definidos pela ANTT.

O texto também estabelece punições para casos de descumprimento das regras, incluindo multas que podem chegar a R$ 10 milhões e restrições à atuação de empresas reincidentes.

Zé Trovão afirmou que trabalha na construção do relatório há cerca de três meses, período em que ouviu representantes dos caminhoneiros, do setor produtivo e integrantes do governo.

Segundo ele, a expectativa é concluir a fase final do texto nesta semana, realizar uma rodada de discussão com entidades do transporte na próxima segunda-feira (15) e protocolar o parecer na terça-feira (16) para análise da comissão.

O deputado sinalizou que pretende promover ajustes nas penalidades previstas pelo Executivo e defendeu que o relatório busque equilibrar os interesses dos diferentes segmentos do setor.

De acordo com ele, a redação enviada pelo governo exige regulamentação mais detalhada para evitar questionamentos jurídicos e garantir proporcionalidade nas sanções.

“A MP veio com multas de R$ 10 milhões para quem não cumprisse as regras. Isso é completamente fora de base, a gente não pode aceitar isso dessa maneira. A gente precisa da proporcionalidade de cada pena e respeitar tanto o direito do embarcador quanto o do transportador”, afirmou Zé Trovão.

Após a votação na comissão mista, a Medida Provisória ainda precisará ser analisada pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

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Relator de PEC do Banco Central prevê maioria na CCJ do Senado

O relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que amplia a autonomia financeira e administrativa do Banco Central, senador Plínio Valério (PSDB-AM), afirmou à CNN Brasil que conta atualmente com o apoio de 13 a 14 integrantes da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) para aprovar a proposta.

A estimativa garante maioria suficiente para a aprovação do texto no colegiado, onde a matéria está pautada para esta quarta-feira (10).

A avaliação ocorre após o adiamento da análise da proposta no mês passado. Em maio, Plínio Valério apresentou o parecer mais recente da proposta e o presidente da comissão, senador Otto Alencar (PSD-BA), concedeu vista coletiva aos integrantes do colegiado para ampliar o prazo de discussão da matéria.

Agora, o texto voltou à pauta da CCJ e, segundo Otto, a discussão será realizada normalmente na comissão.

De autoria do senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), a PEC amplia a autonomia administrativa e financeira do Banco Central.

O parecer elaborado por Plínio Valério também inclui dispositivos relacionados ao Pix, atribuindo à autoridade monetária a competência exclusiva para regular e operar o sistema de pagamentos instantâneos.

Nos bastidores, a PEC ainda enfrenta resistência de parte da base governista e também divide entidades ligadas ao Banco Central.

O Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central) argumenta que a constitucionalização do Pix pode “engessar” a ferramenta e sustenta que os problemas de orçamento e pessoal da autarquia poderiam ser resolvidos por medidas infraconstitucionais.

Já a ANBCB (Associação Nacional dos Auditores do Banco Central) defende a proposta e afirma que a autonomia orçamentária, financeira e administrativa prevista na PEC é necessária para garantir a proteção e a evolução de infraestruturas estratégicas como o Pix.

Apesar das divergências em torno da proposta, integrantes da CCJ ouvidos pela CNN Brasil consideram factível a projeção de votos feita pelo relator. Até o momento, não há previsão de retirada da matéria da pauta da CCJ. Caso seja aprovada, a proposta seguirá para análise do plenário do Senado.

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