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“Oceano é uma das grandes fronteiras do conhecimento”, diz professor da USP

A SP Ocean Week, com atividades interativas, voltadas à educação ambiental, aconteceu no Memorial da América Latina, em São Paulo, no último mês de maio.

A programação incluiu oficinas, apresentações e experiências interativas que abordaram temas como poluição, reciclagem e preservação dos oceanos. A CNN Brasil conversou com um dos organizadores, Alexandre Turra, coordenador da cátedra da Unesco para oceano e sustentabilidade e professor do Instituo Oceanográfico da USP.

“É o maior festival do mundo de promoção da cultura oceânica, que é um movimento que faz com que as pessoas entendam um pouco melhor a importância do oceano na vida delas, mas também como sociedade em relação ao oceano”, explica Turra.

O evento disponibilizou aprendizado fora da sala de aula pode estimular o interesse das crianças e aproximar o tema do cotidiano. Para isso, o evento reuniu mais de 30 painéis, 60 especialistas e cerca de 40 instituições. 

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O oceano é uma das grandes fronteiras do conhecimento. Está tão pertinho da gente, mas parece, na verdade, que está muito longe. Porque pode parecer fácil estudar o oceano, mas não é, especialmente quando a gente fala do mar profundo. É uma pressão gigantesca, a água é gelada. É muito perigoso, é como se a gente estivesse indo para o espaço. Requer muita tecnologia e muito custo. Só que ir para o fundo do oceano não é tão sedutor quanto ir para o espaço.

Alexandre Turra, professor da USP e coordenador da cátedra UNESCO para oceanos e sustentabilidade

Alexander Turra, professor do Instituto Oceanográfico da Usp e coordenador da Cátedra Unesco para a Sustentabilidade do Oceano
• Vitor Barbosa

Um dos destaques da programação, foi o projeto “Tampinhas pela Vida”, criado pela plataforma SPARKO HUB, uma iniciativa voltada à integração de ações entre estudantes, escolas e empresas, que mobiliza escolas e visitantes na coleta de tampinhas plásticas.

Durante o evento, o público pôde acompanhar o processo de separação e reciclagem do material, realizado com a colaboração da Green Mining, parceira do projeto e referência em reciclagem e economia circular, além de visualizar o volume arrecadado em instalações no local. 

‘Dos Mares, O Melhor’

O professor Turra também lançou o livro “Dos Mares, o Melhor”, no último mês de maio. Segundo o escritor, a ideia é uma linguagem acessível para informar sobre impactos atuais no ambiente marinho.

O livro compila artigos publicados ao longo de cinco anos em sua coluna na revista Scientific American Brasil. A obra tem a pretensão de inspirar engajamento na promoção da cultura oceânica por parte da sociedade.

“O livro ‘Dos Mares, o Melhor’ foi publicado como uma forma de consolidar um processo de aprendizagem que eu tive como comunicador de ciências. Essa parceria que eu tenho com o Alfredo Nastari, editor da Scientific America Brasil, que abriu um espaço para uma coluna dedicada aos oceanos que eu assinei por cinco anos. Ao todo, foram 59 textos, cujo no processo, fui aprendendo a contar histórias de um jeito diferente que eu contava cientificamente”, afirma o autor.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix 

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Monsta X fala português e emociona público durante show em São Paulo

O grupo sul-coreano Monsta X se apresentou na noite de terça-feira (9), no Espaço Unimed, em São Paulo, e entregou um show de duas horas e meia de duração, com diversas trocas de figurino, performances e vocais ao vivo que encantaram o público.

A apresentação faz parte da turnê mundial “The X: Nexus”, que passou por países da Ásia, América do Norte e América Latina. Essa é a segunda vez que eles vêm ao Brasil, após sete anos desde o último show no país, que ocorreu em 2019, no mesmo local.

Hyungwon, Shownu, Joohoney, Kihyun e Minhyuk se arriscaram no português e ficaram encantados com os fãs brasileiros, que engataram o coro de “eu não vou embora” e fizeram com que um deles prometesse usar o áudio em sua próxima música.

Veja:

Eles disseram que iam gravar as fãs cantando “eu não vou embora!” pra usar de sample em um próximo álbum. pic.twitter.com/Tnuo1uuQEu

— We In The Crowd (@weinthecrowd) June 10, 2026

“Eu acho que algum dia vocês vão estar no álbum do Joohoney”, disse Minnhyuk, depois que o rapper usou o celular para gravar um áudio da plateia.

Com um show dividido entre músicas energéticas, canções mais lentas e apresentações individuais dos integrantes, o Monsta X provou que os 11 anos de carreira foram conquistados com esforço, talento e uma grande diversidade de estilos musicais em suas produções.

Entre elas, destaca-se o hit “Do What I Want”, apresentado duas vezes pelo grupo, que fez questão de lembrar que a canção tem uma forte influência do funk brasileiro. Os fãs, é claro, não deixaram de cantar os versos em português incluídos na batida.

I.M. — integrante do grupo que não esteve presente porque está cumprindo serviço militar obrigatório na Coreia do Sul — não foi esquecido pelo público, que levou um papelão do cantor para o evento. O grupo aderiu à brincadeira e colocou o objeto no palco junto aos outros membros.

Cheios de adereços com as cores do Brasil, levados pelos Monbebes (nome do fandom), os integrantes agradeceram o carinho dos fãs no fim da apresentação. O rapper Joohoney chegou a dizer que esse foi “o melhor show da história do Monsta X”, levando o público à loucura.

Outros sucessos como “Hero”, “Dramarama”, “Shoot Out” e “Alligator” compuseram a setlist do grupo, que também incluiu faixas do álbum “The X”, lançado no final do ano passado.

*Sob supervisão de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil

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Ponte metálica de 20 metros é roubada de cidade no interior de Minas Gerais

Uma ponte metálica, com cerca de 20 metros de extensão e 5 metros de largura, foi roubada no município de Prados, na região do Campo das Vertentes, no interior de Minas Gerais.

De acordo com as informações da Policia Militar de Minas Gerais, o fato ocorreu na localidade rural conhecida como Rota 58, nas proximidades do povoado da Pitangueira. Conforme informações preliminares, a estrutura era composta por ferro maciço.

As investigações apontam, inicialmente, que os autores teriam utilizado maquinário e ferramentas apropriadas para o corte da estrutura, bem como veículo de grande porte para o transporte do material.

Durante os levantamentos, também foi constatada a obstrução da estrada de acesso ao local, circunstância que pode indicar planejamento prévio da ação criminosa.

A perícia oficial foi acionada e os trabalhos investigativos prosseguem com o objetivo de identificar os responsáveis, esclarecer a dinâmica dos fatos e promover a recuperação do bem subtraído.

A polícia informou que outras informações poderão ser divulgadas oportunamente, desde que não comprometam o andamento das investigações.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, a ponte metálica foi localizada no distrito de Mogol, zona rural do município de Lima Duarte (MG). Os adquirentes teriam comprado a ponta de um fazendeiro, por meio de intermediador, e se encontra em uma reserva ambiental.

A Prefeitura Municipal de Prados informou em nota que acompanha junto com as autoridades o desaparecimento da estrutura. De acordo com o órgão, a estrutura, pertencente ao antigo trecho da Ferrovia Oeste de Minas e atualmente sem utilização ferroviária, possuía valor histórico para o município e era frequentemente utilizada por ciclistas que percorrem o antigo leito da ferrovia.

Assim que a situação foi constatada, representantes da Administração Municipal estiveram no local para averiguar os fatos e acompanhar os procedimentos necessários.

Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso será encaminhado às autoridades competentes para investigação.

Participaram da ação os militares Cabo Possa e Sargento Rodrigo, além do secretário municipal de Agricultura, Márcio Ladeira; do secretário municipal de Obras, Magela; do coordenador da Defesa Civil, Roberto Franco; e do auxiliar administrativo Bruno Velho.

“A Prefeitura de Prados acompanhará o andamento das investigações e prestará todo o apoio necessário aos órgãos de segurança pública para o esclarecimento dos fatos”, diz o comunicado.

*Sob supervisão de AR.

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Dois bebês morrem de Ebola no Congo; risco para crianças é elevado

Após a morte de sua mãe no final de maio, a bebê Buswaza foi levada para um orfanato administrado por uma igreja no leste do Congo, onde as freiras logo descobriram que a recém-nascida estava com febre. Em poucos dias, ela morreu vítima do que mais tarde se descobriu ser Ebola .

Cuidadores e médicos disseram que, após a morte dela, outros seis bebês foram identificados como casos suspeitos de Ebola no orfanato com 69 crianças em Bunia, cidade da província de Ituri, epicentro do surto na República Democrática do Congo.

Eles foram levados para o hospital, onde cinco deles testaram negativo posteriormente e receberam alta de uma tenda de isolamento no Centro Médico Evangélico (CME) na terça-feira, por médicos com trajes de proteção completos e freiras sorridentes .

“Agradecemos à equipe do hospital, estamos muito agradecidas”, disse a Irmã Clarisse, carregando um bebê com um avental rosa com capuz.

Mas outra das bebês — uma trigêmea órfã apelidada de “Cherie” ou “querida”, com menos de um ano de idade — com Ebola confirmado , morreu na quarta-feira, disse o Dr. Freddy Kibwana, chefe do CME, à Reuters. “A criança nos deixou”, disse ele.

Freiras rezam por aqueles com ebola

Crianças e bebês podem facilmente se tornar vetores da doença através de fluidos corporais como vômito, fezes e saliva, que são altamente infecciosos quando as pessoas estão infectadas com o Ebola.

Três dos cuidadores dos bebês falecidos, incluindo uma freira, testaram positivo para o vírus Ebola , disseram trabalhadores humanitários e médicos.

As irmãs do orfanato, fundado por freiras belgas na época colonial, estão rezando por eles.

“Somos freiras, mas também somos humanas, e tem sido muito emocionante”, disse uma das irmãs à Reuters, pedindo anonimato por medo de ser associada ao Ebola e estigmatizada.

Buswaza, que viveu menos de duas semanas, é uma das vítimas mais jovens da epidemia que já infectou quase 600 pessoas e matou pelo menos 115 em todo o Congo.

Além de fluidos como sangue e saliva, o vírus Ebola foi detectado no líquido amniótico e na placenta, segundo a Organização Mundial da Saúde, sendo possível que a mãe tenha transmitido o vírus para ela no útero ou durante o parto.

Se a mãe contraiu o vírus após o parto, ela também pode tê-lo transmitido ao filho através do leite materno, onde o vírus também foi detectado.

Desnutrição e Conflito

Até o momento, as crianças representam quase um quinto, ou cerca de 17%, dos casos confirmados de Ebola no surto atual, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), com base em dados preliminares. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) alertam que esse número pode ultrapassar o surto ocorrido na África Ocidental entre 2014 e 2016. Não se sabe quantas crianças morreram.

Embora as crianças pequenas representem uma parcela menor do que outros grupos etários, a Organização Mundial da Saúde afirmou que elas podem estar sob maior risco de complicações graves e morte.

Mas há poucos dados disponíveis sobre essa rara cepa do vírus, o Bundibugyo, e seu impacto em crianças, afirmou a organização.

O UNICEF afirma estar preocupado com o fato de que as chances de sobrevivência das crianças possam ser afetadas por condições de saúde preexistentes em uma área caracterizada por altos níveis de desnutrição e taxas de vacinação irregulares.

Um levantamento realizado em Ituri em 2023 constatou uma taxa de desnutrição crônica global de 52,1% em crianças menores de cinco anos. Muitas das crianças do orfanato são sobreviventes de conflitos armados no leste do Congo.

“Nesse contexto frágil, as crianças podem ter seu estado de saúde agravado mais rapidamente caso sejam infectadas”, disse Douglas Noble, do UNICEF, responsável pela área de emergências de saúde e que visitou Bunia no mês passado.

Sacos para cadáveres de tamanho infantil

Buswaza foi sepultado no final de maio em um saco para cadáveres lacrado e impermeável para evitar a propagação da doença.

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho afirmou possuir sacos para cadáveres de tamanho infantil para realizar enterros seguros e dignos para crianças na região.

Equipes de saúde agora visitam o orfanato diariamente para verificar as crianças e os funcionários.

“Esta epidemia atingiu uma área que já se encontrava em crise humanitária”, disse Babou Rukengeza, consultor sênior de saúde da organização Save the Children. “Este lugar é o único refúgio para essas crianças.”

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Jovem morre após ser baleado por policiais civis de São Caetano do Sul

Um jovem de 29 anos morreu após ser baleado durante uma perseguição policial pela Guarda Civil de São Caetano do Sul na tarde de domingo (7). Um segundo suspeito, de 30 anos, foi preso em flagrante.

A perseguição começou em São Caetano e terminou na região da Mooca, na zona Leste de São Paulo.

De acordo com a SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo, os guardas civis realizavam patrulhamento quando identificaram uma motocicleta com a placa acobertada, dificultando a visualização da identificação. Ao receber ordem de parada, o condutor desobedeceu e iniciou fuga.

Segundo à polícia, durante o acompanhamento, um dos ocupantes da motocicleta teria apontado uma arma de fogo em direção aos agentes, que reagiram e efetuaram  disparos em direção ao jovem.

O autor foi baleado, socorrido e levado ao Hospital Ipiranga, mas não resistiu aos ferimentos. O condutor também foi baleado, recebeu atendimento médico e permaneceu sob escolta policial.

Foram apreendidos um revólver e a motocicleta utilizada na ocorrência – que estava com indícios de adulteração dos sinais identificadores. 

Ainda de acordo com a SSP, foi solicitada perícia no local e os armamentos dos agentes envolvidos também foram apreendidos para exames periciais.

O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial, tentativa de homicídio contra agente de segurança pública, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e localização/apreensão de veículo no 42º Distrito Policial (Parque São Lucas).

*Sob supervisão de AR.

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