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Portugal é campeão da Europa a beber cerveja fora de casa

Ao Jornal Económico (JE) a secretária-geral da associação, Carlota Burnay, revelou que 70% do consumo de cerveja em Portugal é feito fora de casa, em restaurantes, hotéis e café. Em 2025, o setor contribuiu com 2,5% para o produto interno bruto (PIB) português, segundo dados reunidos pela universidade Nova SBE. “Comparativamente com outros mercados europeus, Portugal foi dos poucos que cresceu no ano passado, cerca de 0,8%”, acrescentou.

A nível de consumo geral, os portugueses bebem 59 litros por ano per capita, o que segundo a responsável está entre a média europeia. Entre as várias tendência discutidas no encontro, a descida do consumo de álcool entre os jovens maiores de 18 anos na Europa é uma das preocupações, “é uma tendência assumida por todos os que estiveram no encontro, sobretudo porque os jovens adultos na Europa estão a sair menos de casa para consumir” [Portugal é das poucas excepções].

Atualmente, o setor cervejeiro que emprega 170 mil empregos diretos, indiretos e induzido e, em 2025 contribuiu com 2,3 mil milhões de euros em impostos, dados da Associação. Entre as reclamações do setor, está falta de “equidade fiscal ”, indicou Carlota Burnay sublinhando que os cervejeiros saem prejudicados em relação a outros com o pagamento do Imposto sobre o Álcool, as Bebidas Alcoólicas e as Bebidas Adicionadas de Açúcar ou Outros Edulcorantes (IABA).

Apesar dos números do consumo do primeiro semestre de 2026 ainda não serem conhecidos a responsável disse que irão refletir o comboio de tempestades que afetou o centro de Portugal, contudo um verão qunete e um mundial de futebol poderão ter bastante influência nas contas finais do ano.

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Chega anuncia acordo com PSD para PSU seguir para especialidade sem votação

O presidente do Chega anunciou, esta quinta-feira, um acordo com o PSD para que a autorização legislativa do Governo sobre a Prestação Social Única (PSU) siga para a especialidade sem votação na generalidade, estabelecendo uma semana para possíveis alterações.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, após uma reunião com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, na residência oficial em São Bento, André Ventura adiantou que o Grupo Parlamentar do PSD terá aceitado seis das sete exigências do seu partido sobre a criação da Prestação Social Única.

Segundo o líder do Chega, o PSD não terá dado aval à exigência do partido de proibir que imigrantes que nunca tenham descontado em Portugal recebam esta prestação social.

Tendo em conta que os sociais-democratas terão aceitado seis das sete propostas do Chega, André Ventura afirmou que “ficou parcialmente acordado que, no sentido de trabalhar para se poder chegar ainda a esse entendimento de restrição, seja feita a baixa sem votação [na generalidade] deste projeto de Prestação Social Única” na sexta-feira.

Ventura acrescentou que ficou acordado que o processo de especialidade terá “o prazo de uma semana” para que “se possa chegar à fórmula que pretende estabelecer este princípio”, reiterando que o seu partido não abdica dele.

“Só ultrapassado este obstáculo, digamos assim, ou esta variante, é que se pode chegar à viabilização desta Prestação Social Única”, frisou.

O líder do Chega afirmou que terá havido “vontade a abertura” por parte do primeiro-ministro e presidente do PSD para que nessa semana “se chegue à melhor fórmula que respeite a nossa Constituição, que respeite também algumas regras comunitárias que existem nessa matéria, mas que afirme este princípio”.

“Quem vem de fora, sem nunca ter contribuído para Portugal, não pode receber subsídios em Portugal. Houve essa vontade, houve essa abertura, em princípio é isto que acontecerá em relação à prestação social única nos próximos dias”, acrescentou.

Hoje, após o Conselho de Ministros, o ministro da Presidência admitiu que o Governo poderá fazer “aproximações” ao Chega para aprovar o diploma que cria uma Prestação Social Única (PSU), mas sem adiantar detalhes nem nunca referir o partido de André Ventura.

Na sexta-feira, em plenário, na Assembleia da República, será debatida e votada uma autorização legislativa do Governo que pretende criar a PSU no âmbito do subsistema de solidariedade, com o objetivo de juntar numa única prestação 13 atuais apoios.

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Governo anuncia a criação de nova Alfândega de Sines

O governo anunciou a criação da Alfândega de Sines esta terça-feira. Na cerimónia de apresentação, o ministro de Estado e das Finanças assinalou a importância crescente da região na “dinamização da economia nacional”. A alfândega funcionará nas instalações do Porto de Sines a partir do dia 1 de janeiro de 2027.

“Os investimentos que Sines tem conseguido atrair e as manifestações de interesse que
continuamos a receber, mostram que, além de um relevante complexo industrial, Sines é hoje um
marco na atração de investimento e mão-de-obra altamente qualificados, posicionando o país na
rota da inovação e desenvolvimento tecnológico”, indicou o ministro.

Paralelamente, o Governo indicou que, “no âmbito da reorganização territorial dos serviços aduaneiros desconcentrados, proceder-se-á à eliminação da Alfândega do Jardim do Tabaco [Lisboa], prevendo-se a sua reconfiguração como delegação aduaneira”.

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Empresas têm dificuldade em gerar margem de lucro com IA

Existe um fosso crescente entre o potencial tecnológico da Inteligência Artificial (IA) e a sua capacidade de gerar resultados financeiros tangíveis devido a barreiras estruturais e operacionais. Esta é uma das conclusões do estudo “300.000 Voices”, do Oliver Wyman Forum, que analisa cinco anos de evolução das atitudes e expectativas laborais em mais de 16 países.

Segundo Pilar de Arriba, partner de Telecomunicações, Media e Tecnologia e Líder da Plataforma de Performance Transformation da consultora Oliver Wyman, identificam-se quatro obstáculos principais que impedem que o aumento da eficiência se converta em margem de lucro. O primeiro são os modelos operacionais obsoletos, o que indica que a IA está a ser implementada como uma ferramenta sobreposta ao trabalho existente, em vez de servir para redesenhar os processos.

O segundo é a adoção desigual, na qual a velocidade de uma organização é frequentemente definida pelos colaboradores mais lentos na adaptação à tecnologia, criando um desequilíbrio interno entre quem já cria agentes de IA e quem ainda não compreende o seu impacto. A responsável acrescenta que a evolução da IA a um ritmo muito superior à capacidade das empresas de reformularem processos, governação e incentivos provoca uma espécie de “estrangulamento humano”. Por fim, aponta para a “falácia da produtividade”, indicando que “mil horas poupadas pela tecnologia não se tornam automaticamente mil horas monetizadas”, avança ao Jornal Económico (JE).

Os dados do estudo indicam que apenas 35% dos líderes empresariais consideram que a sua organização possui uma visão estratégica clara e comunica eficazmente os progressos da IA. Pilar de Arriba explica ao JE que isso acontece porque muitas organizações ainda não responderam às perguntas mais difíceis: “quais os fluxos de trabalho que vão mudar primeiro, quais as decisões que serão aumentadas ou automatizadas, que riscos não serão assumidos, que competências precisam de ser desenvolvidas, como vão evoluir as funções e como se vai medir o progresso. É isso que gera essa perceção de falta de clareza estratégica”. “Há colaboradores entusiasmados com a IA e que já a utilizam para multiplicar a sua capacidade de ação. Outros preocupam-se com a substituição, a perda de relevância ou com serem obrigados a aprender mais depressa do que se sentem capazes”, acrescenta.

Menos despesa de TI, mais transformação

O estudo revela que muitas das maiores empresas estão a começar a medir a IA menos como uma despesa de TI e mais como um portefólio de transformação. “Ao nível mais básico, as empresas medem a adoção: quem utiliza a IA, com que frequência, para que tarefas e com que nível de satisfação ou qualidade. É útil, mas utilização não é impacto”.

Para Pilar de Arriba, a verdadeira disciplina é a conversão financeira: “as empresas precisam de distinguir entre tempo poupado e valor capturado. Este é o problema do ‘último quilómetro’: o valor é criado pela tecnologia, mas capturado no modelo operacional. É por isso que a medição da IA não pode ficar apenas com as equipas de tecnologia; as finanças, os recursos humanos, as operações, o risco e o negócio têm de definir o que conta como valor, como mudam as funções e os fluxos de trabalho e para onde vai a capacidade libertada. Na ausência de métricas de ROI (Return On Investment) perfeitas, as empresas precisam de observabilidade — uma forma de ver a adoção, os pontos de fricção, as mudanças de comportamento e o impacto no negócio à medida que a transformação avança.”

97% dos executivos reconhecem o valor estratégico da IA

O estudo “300.000 Voices” indica ainda que os líderes empresariais estão a apostar na inteligência artificial como um potente motor de desempenho. Neste contexto, 97% dos executivos reconhecem o valor estratégico da IA, mas apenas 35% consideram que a sua empresa tem uma visão estratégica clara e que mantém os seus colaboradores informados sobre os avanços. Por outro lado, apenas 5% afirmam obter um retorno significativo do investimento.

No entanto, a utilização da IA e a perceção sobre a mesma variam entre gerações e países. A utilização frequente cresceu 65% a nível global. Para muitos colaboradores mais velhos, aproveitar os benefícios da IA é mais difícil, enquanto os mais jovens têm 1,7 vezes mais probabilidades de frequentar formações em IA, o dobro das probabilidades de referir melhorias nas suas competências, 2,3 vezes mais probabilidades de afirmar que a IA melhora o seu desempenho e o triplo de referir melhorias no equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

A Geração Z é um dos grupos mais adaptáveis, empenhados e estrategicamente valiosos da força de trabalho moderna. Para as empresas, encontra-se na intersecção dos três grandes motores que estão a transformar o trabalho: realização, competências e IA.

Na Europa, existem diferenças evidentes ao nível do uso e da aplicação. Em Espanha, por exemplo, 37% dos colaboradores utilizam IA pelo menos três vezes por semana e 14% fazem-no diariamente, valores acima da média europeia (32% e 12%, respetivamente). Também ao nível da perceção do impacto, 44% dos colaboradores espanhóis acreditam que a IA criará novas oportunidades de emprego, face a 40% no Reino Unido e em França, 37% em Itália e 35% na Alemanha, evidenciando diferentes níveis de confiança entre países. O mercado português não foi avaliado para este estudo.

A Europa está a avançar na adoção da IA mas a um ritmo mais lento do que outras regiões. Tal deve-se a uma menor confiança, já que apenas 20% dos colaboradores confiam plenamente na IA, aproximadamente metade do registado na Ásia – e a um investimento público mais limitado. Ainda assim, a Europa está a recuperar terreno, apesar do forte foco regulatório, registando o maior crescimento anual (13%) na adoção da IA no trabalho entre 2024 e 2025.

Pilar de Arriba sublinha que a mudança trazida pela IA traz um desafio de comunicação muito mais exigente do que nas vagas tecnológicas anteriores. “Os colaboradores não precisam de certeza absoluta — nenhuma empresa a pode garantir num ambiente de IA que muda de poucos em poucos meses —, mas precisam de uma direção credível e de uma explicação concreta do que a IA significa para o seu trabalho.”

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Novabase conclui operações de aumento e redução de capital

A Novabase – Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A. informou o mercado, esta segunda-feira, 8 de junho, sobre o registo de um conjunto de operações de alteração ao seu capital social, em cumprimento das deliberações tomadas na Assembleia Geral de 22 de maio de 2026.

As operações, que já foram objeto de inscrição junto da Conservatória do Registo Comercial, visam a otimização da estrutura de balanço da tecnológica. A estratégia financeira da empresa foi executada em dois passos fundamentais.

De acordo com comunicado, a que o JE teve acesso, numa primeira fase, a Novabase procedeu a um aumento do seu capital social, que passou de 1.152.569,19 euros para 52.633.993,01 euros, que foi realizado através da incorporação de 51.481.423,82 euros provenientes da reserva de prémios de emissão.
No âmbito desta operação, o valor nominal de cada ação subiu de forma expressiva em 1,34 euros, fixando-se temporariamente nos 1,37 euros. Após este reforço, a tecnológica avançou para uma redução do capital social, ajustando-o para os atuais 37.266.403,81 euros. Segundo o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), esta redução teve como objetivo a “libertação de excesso de capital”. Como resultado direto desta redução, o valor nominal de cada uma das ações representativas do capital social da Novabase desceu dos 1,37 euros para os finais 0,97 euros.
De acordo com a Novabase, com esta reestruturação a empresa “consolida a sua posição financeira, ajustando os meios próprios da sociedade às necessidades operacionais e estratégicas do grupo”.
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Castro Almeida alarga prazo para apoios à reconstrução de habitações vai ser alargado

O ministro da Economia, Castro Almeida, admitiu esta segunda-feira alargar o prazo para a análise das candidaturas à reconstrução de habitações danificadas pelas tempestades em Leiria e na Marinha Grande que terminava a 30 de junho.

Falando à margem do lançamento da campanha “Nem tudo o que vês é jogo seguro”, promovida pela Direção-Geral do Consumidor (DGC) para combater o jogo ilegal online, Castro Almeida esclareceu que “o prazo de 30 de junho era um prazo indicativo, foi uma meta que os próprios municípios e as Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) se impuseram a si próprios”.

“Foi uma data indicativa. Se tiver que ir para depois de julho, quer dizer que não foi possível fazer antes”, declarou.

Segundo o ministro, o prazo de 30 de junho [para conclusão das candidaturas aos apoios] “foi um consenso que se estabeleceu numa reunião com vários outros membros do Governo e com as Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional e com as comunidades internas municipais”.

O ministro da Economia reagia a uma notícia do Jornal de Notícias, indicando que os municípios da Marinha Grande e de Leiria não vão conseguir concluir, até 30 de junho, a análise de mais de 14 mil candidaturas (3365 na Marinha Grande e 10.808 em Leiria) a apoios de até dez mil euros para reconstruir habitações danificadas pelas tempestades do início do ano.

Segundo o jornal, o prazo foi estipulada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro, em articulação com a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, mas há candidaturas que ainda nem sequer foram analisadas, o que pode significar que milhares de lesados não vão receber apoio para reerguer as suas casas até ao final do mês.

“Já há bastante tempo que chegámos à conclusão de que em três ou quatro concelhos esse objetivo pode ser difícil, mas na esmagadora maioria dos concelhos o objetivo continua de pé e creio que vai ser alcançado”, declarou o ministro, recordando que só o município de Leiria tem praticamente um terço das candidaturas.

“É compreensível que em Leiria possa demorar, mas essa exceção não é regra”, acrescentou.

Castro Almeida afirmou que “mais do que 90% das situações vão ficar resolvidas até o dia 30 de junho”, devendo as restantes candidaturas ser “resolvidas mais tarde”.

A 6 de junho, a plataforma do Governo indicava que apenas 10% dos processos da Marinha Grande tinham sido analisados pela autarquia, de um total de 3.365.

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Meio milhão de euros para apoiar projetos que cruzem tecnologia e cultura

Balseiro Lopes

O Fundo de Fomento Cultural vai atribuir 500 mil euros a projetos que cruzem Cultura e Tecnologia, no âmbito de um programa de apoio que será lançado este mês pelo Governo, anunciou esta segunda-feira a ministra da Cultura.

“Gostaria de anunciar que o Governo vai lançar, no próximo dia 15 de junho e através do Fundo de Fomento Cultural, um Programa de apoio a projetos de cruzamento entre a Cultura e a Tecnologia – com uma dotação de 500 mil euros”, afirmou hoje a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, no MuseuZero, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, Tavira, na sessão de abertura do 4.º Fórum Cultura, a decorrer no Algarve.

De acordo com a governante, o novo programa de apoio destina-se “a apoiar projetos que utilizem ferramentas tecnológicas para promover o acesso à Cultura, reforçar a mediação cultural, valorizar o património, criar novas experiências culturais, e aproximar diferentes públicos da criação artística”.

“Acima de tudo, aquilo que se pretende é criar condições para que instituições, estruturas, artistas e agentes culturais possam continuar a experimentar, inovar e desenvolver projetos que explorem novas possibilidades”, disse.

Na mesma ocasião, Margarida Balseiro Lopes anunciou que o novo portal 360, que reúne bens culturais de museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos portugueses, estará disponível a partir de 01 de julho.

Atualmente, os bens culturais digitalizados no âmbito do projeto “Património Cultural 360”, que permite disponibilizar de forma universal e gratuita o Património Cultural, já podem ser acedidos através do arquivo ‘online’ do Património Cultural, I.P..

Os bens culturais digitalizados foram previamente escolhidos pelos diretores de museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos e entre eles estão os bens classificados como “tesouro nacional” e bens de várias escalas, tipologias e materiais, como uma pequena peça de ourivesaria, uma peça de vestuário, uma pintura, uma fotografia ou uma escultura de várias toneladas.

Além dos bens culturais, através dos mesmos ‘links’ é possível aceder-se a visitais virtuais, a edifícios, como museus, mosteiros, à Sé de Lisboa e ao Panteão Nacional, a sítios arqueológicos tutelados e a documentários.

No âmbito do projeto foram concretizadas 67 visitas virtuais e 13 documentários.

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto salientou que o novo portal permite “um acesso mais integrado e centralizado ao património cultural”.

No inicio de abril já eram mais de 61 mil os bens culturais de museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos portugueses digitalizados e disponíveis ‘online’ para poderem ser vistos por qualquer pessoa em qualquer ponto do mundo.

O “Património Cultural 360”, concluído em 31 de março deste ano, foi financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), com cerca de 14,4 milhões de euros, aos quais se juntaram 250 mil euros, do Património Cultural, I.P.

A execução do projeto iniciou-se em abril de 2024, sob responsabilidade do Património Cultural I.P., contou com mais de 20 entidades parceiras, entre organismos públicos, autarquias, fundações e arquivos, e envolveu mais de 50 especialistas de áreas como informática, conservação e restauro, modelação e design gráfico e fotografia, bem como investigadores e equipas de 65 museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos.

Embora o projeto “Património Cultural 360” tenha sido dado como concluído em abril, a digitalização de bens não terminou.

Atualmente estão abrangidos 83 imóveis, entre museus, monumentos e palácios, de 36 concelhos e 15 distritos, mas o coordenador do projeto, Luís Sebastian, quer que os números aumentem. Para o concretizar diz que seriam precisos mais 15 milhões de euros, “um sonho”, reconheceu, em declarações à Lusa em abril, na Sessão Pública de Encerramento do projeto.

O 4.º Fórum Cultura, organizado pelo Ministério da Cultura, da Juventude e do Desporto, que decorre hoje e na terça-feira em Loulé, Tavira e Faro, é dedicado a dois temas: Tecnologia e Música.

O Fórum Cultura, promovido pela tutela, pretende promover uma “reflexão coletiva, construtiva e agregadora” do setor, contando com a participação de profissionais de várias áreas do setor cultural.

A primeira edição aconteceu em outubro do ano passado em Lisboa. A segunda edição decorreu em janeiro deste ano no Porto e a terceira em abril em Ponta Delgada.

A jornada de hoje do 4.º Fórum Cultura encerra em Loulé, com a entrega da Medalha de Mérito Cultural à escritora Lídia Jorge, numa sessão que conta Margarida Balseiro Lopes e as participações do artista Dino D’Santiago e de um quinteto de sopros do Conservatório de Música de Loulé.

Para a ministra da Cultura, “esta é a oportunidade de reconhecer uma das grandes intérpretes do Portugal contemporâneo, com uma obra que reflete, de forma sensível e profunda, as transformações sociais das últimas décadas”, numa referência à autora de “Os Memoráveis” e “Misericórdia”.

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BdP: Recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a TAEG mais alta

créditos ao consumo Banco de Portugal garantia pública

O recurso a intermediários no crédito pessoal está associado a uma TAEG mais alta do que na contratação direta na instituição, de acordo com uma análise do Banco de Portugal disponível no Boletim Económico de junho.

Segundo a análise divulgada esta segunda-feira, os empréstimos de crédito pessoal semelhantes concedidos a mutuários semelhantes através de intermediários apresentam, em média, uma taxa anual de encargos efetiva global (TAEG) cerca de 1,2 pontos percentuais acima da observada na contratação direta.

Esta diferença pode demonstrar que o consumidor está disposto a pagar para não ter de procurar diretamente e ter a ajuda de um intermediário para comparar propostas, indica o banco central.

“Pode ainda refletir caraterísticas de risco do mutuário que não são observáveis e, por isso, o seu efeito não estará a ser medido”, ressalva.

Por outro lado, no crédito automóvel não se observa um diferencial na TAEG na utilização de intermediário.

Esta análise centrou-se no crédito pessoal e automóvel, sendo que os intermediários de crédito registados estão maioritariamente ligados à venda de automóveis e estão distribuídos por todo o país.

Em 2025, cerca de 51% do montante de crédito aos consumidores e de 56% do montante de crédito à habitação foi comercializado com a intervenção de intermediário.

De acordo com os resultados desta análise, o recurso a intermediários é mais provável para pessoas com menor literacia financeira, indivíduos mais velhos e com menor escolaridade.

“Os mutuários que recorrem a intermediários de crédito tendem a ser mais velhos, com menor escolaridade e menor rendimento do que aqueles que recorrem diretamente às instituições financeiras”, indica o BdP, salientando que os intermediários podem “descomplicar” o processo.

É também mais provável nos locais onde a rede bancária é mais esparsa.

A análise conclui que enquanto a rede de estabelecimentos dos intermediários de crédito se tem expandido, a rede de agências bancárias tem-se reduzido, duas tendências que “podem estar relacionadas”.

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Walmart diz aos trabalhadores que a IA vai melhorar os seus empregos, não roubá-los

O maior empregador privado dos EUA e gigante do retalho está a mergulhar de cabeça na Inteligência Artificial para apoiar uma série de tarefas, desde a criação de vestuário à gestão de frotas de camiões, numa aposta que os executivos transmitiram a milhares de funcionários que se deslocaram à sede da empresa no Arkansas no início desta semana. A Walmart anunciou que qualquer funcionário nos EUA pode agora obter certificação na utilização da OpenAI.

De acordo com o Financial Times (FT) a adoção da IA pela empresa surge em meio à ansiedade gerada pelo potencial da tecnologia para tornar certos trabalhadores redundantes. A IA tem sido a principal razão apontada pelas empresas norte-americanas para o corte de postos de trabalho em cada um dos últimos três meses, de acordo com a Challenger, Gray and Christmas, uma empresa de recolocação profissional.

Na assembleia geral anual de quinta-feira, os acionistas tentaram sem sucesso que a Walmart elaborasse um relatório sobre o impacto da IA nos trabalhadores da empresa. As equipas de tecnologia e design de produto da empresa anunciaram no mês passado centenas de despedimentos, sem os associar à IA.

A FT indica que os executivos presentes na Associates Week da Walmart traçaram um futuro em que a IA vai mudar a forma como as pessoas trabalham, não necessariamente quantas trabalham. “A tecnologia vai impulsionar o nosso futuro. Mas os nossos colaboradores vão liderá-lo”, disse Donna Morris, diretora de recursos humanos da Walmart, numa intervenção recebida com grande entusiasmo numa arena de basquetebol, na sexta-feira.

A Walmart acelerou a adoção da IA no ano passado com a contratação, em agosto, de Daniel Danker, proveniente da empresa de tecnologia alimentar Instacart, para o cargo de vice-presidente executivo para a aceleração da IA, produto e design. Foi-lhe paga uma remuneração de 44 milhões de dólares no ano passado (38,2 milhões de euros) , incluindo ações condicionadas, um valor superior ao do CEO cessante Doug McMillon.

McMillon passou o leme ao novo presidente John Furner, referindo que o seu sucessor estava “de forma única capacitado” para liderar a empresa numa transformação impulsionada pela IA. Na sexta-feira, Furner atribuiu um prémio a dois engenheiros da Walmart que desenvolveram uma plataforma de “vibe coding” atualmente em uso em toda a empresa, que permite a funcionários com salário horário criar código para resolver problemas de negócio.

O número total de funcionários da Walmart a nível global diminuiu ligeiramente ao longo dos últimos cinco anos, mesmo com as receitas a dispararem 151 mil milhões de dólares para 713 mil milhões em 2025. «Não sabemos o que o futuro reserva, mas temos sido um grande empregador e continuaremos a sê-lo», disse um porta-voz ao FT.

Lo Stomski, diretora de talentos da Walmart, elogiou um gestor de transporte de mercadorias que tinha programado uma forma de encontrar as melhores cargas para os motoristas perto do fim da sua semana de trabalho. “Reduz as quilometragens em vazio. Poupa dinheiro à empresa e ajuda a Walmart a cumprir o compromisso de fazer com que os motoristas cheguem a casa”, disse Stomski.

Danker, em entrevista, disse que a IA poderia transformar o processo de armazenamento, agrupamento e expedição de mercadorias, passando de “determinístico” a “preditivo” e capaz de antecipar picos de procura. “O que espero, a espécie de estrela-guia que imagino, é que, se houver uma vaga de calor repentina, de repente todos os artigos de que precisaria numa vaga de calor estejam ali, disponíveis para entrega em 30 minutos ou menos”, disse Danker.

Os gestores falaram também de usar a IA para sintetizar opiniões dos consumidores com vista ao desenvolvimento de novos produtos e para apoiar os terminais de self-checkout na identificação de produtos frescos sem código de barras.

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Teerão suspende operações ofensivas após confrontos com Israel

O comando conjunto das Forças Armadas iranianas anunciou esta segunda-feira a suspensão das operações ofensivas após os primeiros confrontos diretos entre Israel e o Irão desde o cessar-fogo declarado há dois meses.

De acordo com a “Agência Lusa”, o comando militar iraniano anunciou, num comunicado, que as operações ofensivas ficam interrompidas, uma decisão que surge após uma escalada militar que ameaçou arrastar novamente o Médio Oriente para um conflito de larga escala.

O regime de Teerão avisou que responderá de forma mais dura a quaisquer novos ataques, que constituíram a mais grave violação do cessar-fogo em vigor desde o acordo alcançado entre Washington e Teerão.

De acordo com o jornal britânico, “The Guardian”, ainda não foi possível verificar este relato de forma independente e Israel não emitiu qualquer comentário em resposta. O Quartel-General Central Khatam ol-Anbiya foi citado a dizer que “em apoio ao povo oprimido do Líbano” o Irão deu uma “resposta dolorosa” a Israel depois de este ter atacado os subúrbios sul de Beirute no dia anterior. “Consequentemente, anuncia-se a suspensão das operações das forças armadas; mas sublinha-se que, se as agressões e os males continuarem, incluindo no sul do Líbano, medidas muito mais severas e esmagadoras estarão a caminho.”

 

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