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Paquistão diz que acordo entre EUA e Irã pode sair em 24 horas

As negociações entre Estados Unidos e Irã ganharam novo impulso neste sábado (13) após o governo do Paquistão afirmar que um acordo entre os dois países pode ser formalizado nas próximas 24 horas. O entendimento vem sendo tratado como um passo importante para reduzir as tensões no Oriente Médio e abrir caminho para discussões mais amplas sobre o programa nuclear iraniano.  

Segundo informações divulgadas por fontes ligadas às negociações, a assinatura de um memorando de entendimento poderá ocorrer já neste domingo (14), em Genebra, na Suíça. O documento tem sido chamado informalmente de “Declaração de Islamabad”, em referência ao papel de mediação exercido pelo Paquistão durante as conversas.  

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nos últimos dias que as negociações avançaram significativamente e que um acordo estaria próximo de ser concluído. Do lado iraniano, entretanto, autoridades seguem adotando cautela e evitam confirmar que um entendimento definitivo já foi alcançado.  

Entre os principais pontos discutidos estão a manutenção do cessar-fogo, mecanismos de fiscalização do programa nuclear iraniano, o possível alívio de sanções econômicas e a liberação gradual de recursos financeiros atualmente bloqueados. Apesar do avanço nas tratativas, ainda existem divergências sobre os termos finais do acordo e sobre a forma de implementação das medidas previstas.  

Caso seja assinado, o memorando deverá servir como base para uma nova fase de negociações diplomáticas entre os dois países, que buscam encerrar um período de confrontos e instabilidade que afetou toda a região.  

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Suíça faz plebiscito para decidir se limita população em 10 milhões

JOSÉ HENRIQUE MARIANTE

BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) – A Suíça decide em plebiscito, neste domingo (14), se o país quer um limite populacional de 10 milhões de habitantes. Pelo ritmo atual, a marca seria alcançada em 2040; para evitá-la, o governo, anos antes, seria instado a impedir a entrada de imigrantes ou convidá-los a sair do território alpino.
Em uma Europa que se debate com o problema há décadas, a proposta, inédita no mundo, atrai e apavora políticos, empresários e eleitores em todo o continente.
À frente da novidade, o Partido Popular Suíço (SVP, na sigla em alemão) afirma que a infraestrutura do país está chegando ao limite, com transporte público sobrecarregado e congestionamentos em estradas. A legenda populista de direita, em busca de uma base de votos maior, vende o “sim” no plebiscito como uma medida de sustentabilidade.
Com 41.285 km², área menor do que dois Sergipes, a Suíça é um dos países que mais cresce em termos populacionais na Europa. Apenas nas últimas duas décadas, um salto de quase 22%, contra pouco mais de 5% da média da União Europeia. Um movimento alimentado sobretudo pela imigração de trabalhadores qualificados.
De seus 9,1 milhões de habitantes atuais, 31% não nasceu no país, segundo o escritório de estatísticas Eurostat. Boa parte vem da UE desde que a Suíça se tornou signatária do Espaço Schengen, em 2002, um acordo que prevê a livre circulação no continente.
Afrontar uma das bases de funcionamento do bloco europeu seria o primeiro de muitos dos efeitos colaterais de uma vitória do “sim”. Foi graças ao livre trânsito que uma miríade de empresas internacionais se instalou no país, atraindo pessoal de formação elevada.
Gente que não apenas ocupou postos de trabalho como criou outros. De acordo com levantamento de uma consultoria local, 39% dos fundadores de empresas suíças são estrangeiros.
Junto vieram problemas, como o custo habitacional, que disparou nos centros urbanos nas últimas décadas. O preço do metro quadrado de Zurique, € 18.299 (R$ 107.320), já é quase o dobro do de Paris, crescendo só no ano passado 4,16%. Das 5 cidades mais caras no ranking anual do Global Property Guide, 4 são suíças.
Em contrapartida, reverter o processo tiraria 7,1% do crescimento do país de 2028 a 2045, segundo estudo da BAK Economics. Mesmo que a proposta a ser votada tenha prazos, o baque de uma proibição teria consequências imediatas, como a queda de investimentos.
Previsões parecidas afloram desde abril, quando pesquisas de opinião apontaram empate de 47% a 47% entre quem se diz a favor do projeto e quem o rejeita. O assunto começou a ser tratado como um brexit, não apenas pelo desastre financeiro e político que a medida significou para o Reino Unido, como também pelo próprio risco de aprovação. Em maio, a campanha em favor da rejeição parece ter surtido efeito, deixando o placar em 52% a 45%, de acordo com levantamento encomendado pela emissora pública SRG.
A Suíça, no entanto, não foge do roteiro europeu de imputar à imigração boa parte dos problemas. Esta semana, por exemplo, foi marcada pela espiral de violência em Belfast detonada pelas imagens de um ataque a faca perpetrado por um refugiado sudanês. Incentivados indiretamente por postagens de políticos de extrema direita e até pelo bilionário Elon Musk, vigilantes caçaram imigrantes em suas casas.
Secretário de Estado do governo britânico para a Irlanda do Norte, Hilary Benn chegou a dizer que as cenas atuais lhe fizeram lembrar o passado conflituoso do país.
Na União Europeia, ganha corpo uma nova legislação sobre o assunto, que permitirá aos países-membros recrudescer a política imigratória, acelerando processos de deportação e o envio de solicitantes de asilo a “hubs de retorno” em países fora do bloco.
Ainda que o debate suíço pareça civilizado perto de tais atos e medidas, o sentimento de preconceito e xenofobia está presente. Pior, dizem observadores, desta vez não está restrito ao populismo de direita.
Também seduz setores do centro político: sociais-democratas, preocupados com os efeitos da crise imobiliária sobre seus eleitores, e verdes, que vislumbram um caminho, ainda que torto, de preservação ambiental.
“Metade das exportações da Suíça são para a Europa. Temos acordos bilaterais e, se quisermos mantê-los em vigor, a UE insiste que a livre circulação de mercadorias esteja associada também à livre circulação de pessoas. Portanto, se dermos um tiro no próprio pé ao dificultar metade das nossas exportações, isso será péssimo”, afirma Christian Koch, nascido na Alemanha, mas com três passaportes no bolso, um deles suíço.
Funcionário de uma companhia de investimentos em Zurique, Koch não nega os impactos do vertiginoso crescimento no número de imigrantes no país nas últimas décadas, mas pondera que a Suíça depende do fluxo de trabalhadores estrangeiros para construção civil, setor de serviços e diversos outros trabalhos “que os suíços não querem fazer.”
Ou que o país simplesmente não consegue preencher sozinho, como na área da saúde: 52% do corpo clínico suíço é composto por médicos alemães.
Koch lembra que consultas como a de domingo já aconteceram no passado. A diferença, desta vez, é o efeito sobre a classe média de uma rara, mas incômoda alta da inflação. “Ainda assim, o voto popular em geral é o começo de alguma coisa, não o fim”, pondera.
Se aprovado, o mecanismo teria de ser submetido também aos 26 cantões, equivalentes a estados, porém com muito mais peso, sem mencionar contestações judiciais. “É possível, inclusive, outro plebiscito”, diz o financista, lembrando de uma opção que os britânicos não têm com o brexit.
Frequentemente criticada no exterior, a versão suíça de democracia direta, que consulta a população sobre os mais variados assuntos quatro vezes por ano, parece ser uma vantagem em assuntos divisivos como este do teto populacional, acredita Koch. “Vota-se no assunto, não no partido. Eles não ganham poder demais.”

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Morre Niño Guerrero o homem mais procurado da Venezuela

O nome de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como Niño Guerrero, tornou-se sinônimo da expansão do crime organizado venezuelano nas últimas duas décadas. Apontado pelas autoridades como líder máximo do Tren de Aragua, ele foi responsável por transformar uma facção regional em uma rede criminosa com influência em diversos países da América Latina.

A trajetória de Guerrero reflete a ascensão de um grupo que nasceu no estado venezuelano de Aragua e ultrapassou fronteiras, tornando-se alvo de investigações internacionais por envolvimento em crimes como tráfico de drogas, extorsão, sequestros, tráfico de pessoas, exploração sexual e lavagem de dinheiro.

O líder por trás da expansão

Natural da Venezuela, Niño Guerrero ganhou notoriedade ao assumir o comando do Tren de Aragua e consolidar sua liderança mesmo enquanto cumpria pena. Segundo investigações conduzidas por autoridades venezuelanas e organismos internacionais, ele teria coordenado operações criminosas a partir da prisão de Tocorón, considerada durante anos a principal base da organização.

Relatórios apontavam que o presídio funcionava de forma atípica, com uma estrutura que permitia aos líderes da facção exercer controle sobre atividades internas e externas. A partir dali, o grupo ampliou sua atuação para diferentes regiões da Venezuela e, posteriormente, para outros países sul-americanos.

Expansão internacional

A crise econômica e migratória venezuelana coincidiu com o crescimento do Tren de Aragua além das fronteiras nacionais. Autoridades de países como Colômbia, Peru, Chile e Brasil passaram a registrar a presença de integrantes ligados à organização.

Especialistas em segurança pública destacam que o grupo se destacou pela capacidade de adaptação em diferentes territórios, explorando atividades ilícitas variadas e estabelecendo alianças com redes criminosas locais.

Essa expansão transformou o Tren de Aragua em uma das organizações criminosas mais monitoradas do continente, levando governos e forças de segurança a intensificar operações de combate ao grupo.

Fuga e perseguição

Em 2023, uma grande operação policial e militar foi realizada no complexo penitenciário de Tocorón. Antes da chegada das forças de segurança, porém, Guerrero conseguiu escapar e passou a ser considerado foragido.

Desde então, sua captura tornou-se prioridade para diferentes agências de segurança. Autoridades internacionais chegaram a oferecer recompensas por informações que levassem ao paradeiro do líder criminoso.

O fim de uma era?

Informações divulgadas neste sábado (13) indicam que Niño Guerrero teria sido morto durante uma operação conduzida por forças de segurança. Caso a informação seja confirmada de forma definitiva pelas investigações em andamento, o episódio representará um dos golpes mais significativos já sofridos pelo Tren de Aragua.

Especialistas alertam, entretanto, que a eventual morte de um líder não significa necessariamente o fim da organização. Redes criminosas desse porte costumam possuir estruturas hierárquicas capazes de manter suas atividades mesmo após a perda de figuras centrais.

Ainda assim, a trajetória de Niño Guerrero ficará marcada como um dos exemplos mais emblemáticos da transformação de uma gangue regional em uma organização criminosa de alcance internacional, com impacto na segurança pública de vários países da América Latina.

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Prêmio Mais Influentes da Comunicação entrega troféus em 11 de junho

Evento será realizado na Fecomércio-GO e reunirá os principais nomes da comunicação goiana para celebrar os destaques de 2026

Os vencedores da 23ª edição do Prêmio dos Mais Influentes da Comunicação em Goiás serão homenageados em cerimônia de premiação no próximo dia 11 de junho (quinta-feira), às 20h, na sede da Fecomércio-GO, em Goiânia.

Promovida pela Contato Comunicação, a iniciativa reconhece profissionais, empresas e instituições que se destacaram ao longo de 2026 e contribuíram para o fortalecimento do setor da comunicação em Goiás. Consolidado como um dos mais tradicionais reconhecimentos da área no Estado, o prêmio valoriza trajetórias de excelência, inovação e influência em diferentes segmentos do mercado.

A escolha dos vencedores ocorreu por meio de votação realizada entre os dias 5 e 20 de maio. Ao todo, foram registrados 155 votos, dos quais 98 foram validados, definindo os mais influentes em categorias que contemplam jornalismo, publicidade, marketing, produção audiovisual, assessoria de imprensa, mídias digitais, veículos de comunicação, instituições de ensino e empresas especializadas.

Entre as presenças confirmadas para a cerimônia estão Altair Tavares, vencedor na categoria Radialista do Ano; o Portal 6, vencedor na categoria Portal de Notícias – Site; a Rádio Positiva Goiânia FM, vencedora na categoria Rádio FM; a Plural Imagem e Som, vencedora na categoria Produtora de Vídeo; e Matheus Ribeiro, vencedor nas categorias Político Ligado à Comunicação e Jornalista do Ano, entre outros.

Além de homenagear os vencedores, a cerimônia será palco para o encontro de profissionais, empresas e instituições que se destacam pela excelência e contribuição para o desenvolvimento da comunicação em Goiás.

Para mais detalhes: @contatocomunica.

Serviço
Evento: 23º Prêmio dos Mais Influentes da Comunicação em Goiás
Data: 11/06 (quinta-feira)
Horário: 20h
Local: Fecomércio-GO (Avenida 136, nº 1084, Setor Marista, Goiânia)
Informações: Letícia Lustosa (62) 98168-9371

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Polícia Federal apura operações financeiras ligadas a Virginia Fonseca

A influenciadora digital e empresária Virginia Fonseca está sendo investigada pela Polícia Federal em um inquérito que apura movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo empresas ligadas ao seu grupo empresarial. As informações foram divulgadas pelo programa Domingo Espetacular, da Record, e por outros veículos que tiveram acesso aos documentos da investigação.

Segundo a apuração, a investigação teve origem em relatórios de inteligência financeira elaborados a partir de dados analisados durante a CPI das Bets. Os documentos apontaram transferências milionárias entre empresas relacionadas à influenciadora, o que chamou a atenção de órgãos de controle e da Polícia Federal.

Um dos focos da apuração é a empresa Talismã Digital, que teria recebido cerca de R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024. De acordo com os relatórios, a maior parte desse valor foi transferida por uma empresa chamada Amp Pay Marketing. O volume das operações levantou questionamentos porque a empresa remetente estaria enquadrada no regime tributário do Simples Nacional, destinado a negócios de menor porte.

Além da origem e do destino dos recursos, os investigadores analisam possíveis irregularidades fiscais, financeiras e eventuais indícios de lavagem de dinheiro. A relação entre empresas ligadas à influenciadora, processadoras de pagamento e plataformas de apostas também está entre os pontos examinados.

A investigação ocorre após a participação de Virginia na CPI das Bets, que investigou a atuação de casas de apostas e influenciadores digitais na promoção desse mercado. Embora o relatório final da comissão tenha sido rejeitado pelo Senado e não tenha resultado em indiciamento, os documentos reunidos durante os trabalhos serviram de base para novas análises por parte das autoridades.

Em nota divulgada pela defesa, Virginia Fonseca nega qualquer irregularidade. Os advogados afirmam que movimentações consideradas atípicas não significam, por si só, prática criminosa e sustentam que as empresas do grupo atuam de forma regular, com auditoria e governança próprias. Até o momento, não há denúncia formal nem condenação contra a influenciadora.

A PF conduz uma investigação preliminar para verificar a legalidade das operações financeiras. A apuração está em andamento e, até agora, as suspeitas ainda estão sendo analisadas pelas autoridades.

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Mulher baleada durante assinatura de divórcio morre no Pará

Morreu nesta quinta-feira (4) Ilcicléia Alves Veloso, vítima de disparos efetuados pelo ex-marido, o vereador e ex-prefeito de Ourilândia do Norte, Romildo Veloso e Silva, durante uma reunião destinada à formalização do divórcio do casal. O caso ocorreu dentro de um escritório de advocacia no município do sudeste paraense.  

Segundo informações da Polícia Militar, os dois participavam de um encontro para tratar da separação e da partilha de bens quando o vereador teria pedido para conversar a sós com a ex-esposa. Pouco depois, funcionários do local ouviram disparos de arma de fogo e acionaram as autoridades.  

Ao chegarem ao escritório, os policiais encontraram Ilcicléia gravemente ferida por um tiro na cabeça, mas ainda com sinais vitais. Ela recebeu os primeiros socorros e foi encaminhada para atendimento médico, sendo posteriormente transferida para uma unidade hospitalar de maior complexidade. Apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu aos ferimentos.  

Romildo Veloso foi localizado morto no banheiro do imóvel. De acordo com a polícia, havia um ferimento provocado por arma de fogo na cabeça e um revólver foi encontrado ao lado do corpo. A principal linha de investigação trata o caso como feminicídio seguido de suicídio.  

O episódio causou forte repercussão na região. Familiares, amigos e moradores acompanharam com apreensão a evolução do estado de saúde da vítima desde a tarde de quarta-feira, quando o crime ocorreu.  

A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer todos os detalhes da ocorrência. Perícias foram solicitadas e testemunhas já começaram a ser ouvidas pelos investigadores. 

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Ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima repassou prédios de luxo à Odebrecht

 O empresário Augusto Lima, apontado como ex-sócio e aliado de longa data do banqueiro Daniel Vorcaro, transferiu para a OR, incorporadora imobiliária pertencente ao grupo Novonor (antiga Odebrecht), a condução de empreendimentos residenciais de alto padrão localizados em Salvador. A operação ocorreu em outubro de 2025, quando o Banco Master já atravessava uma fase de forte instabilidade financeira.

Os projetos envolvidos incluem empreendimentos voltados ao segmento de luxo na região da Barra, um dos mercados imobiliários mais valorizados da capital baiana. Com a mudança, a OR passou a assumir responsabilidades relacionadas à construção e à comercialização dos imóveis, anteriormente vinculados a empresas controladas por Augusto Lima.

A movimentação chamou atenção no mercado por ter sido realizada em meio ao agravamento da crise do Banco Master, instituição associada a Daniel Vorcaro e que vinha enfrentando questionamentos sobre sua situação financeira. Segundo fontes citadas pela reportagem original, a transferência teria ocorrido dentro de um processo mais amplo de reorganização patrimonial conduzido por Lima.

O empresário também já foi relacionado a outros negócios do setor financeiro e imobiliário e, nos últimos meses, seu nome apareceu em disputas judiciais e medidas de bloqueio de ativos envolvendo empresas ligadas ao seu grupo econômico.

Até o momento, não há indicação pública de irregularidade na operação imobiliária em si. A transação é retratada como uma negociação empresarial entre grupos privados. O interesse jornalístico do caso decorre principalmente do contexto em que ela ocorreu: um período marcado pela deterioração da situação do Banco Master e pelo aumento do escrutínio sobre pessoas próximas ao seu círculo de controle.

Especialistas ouvidos em discussões semelhantes observam que transferências de ativos relevantes durante períodos de crise financeira costumam atrair atenção de credores, reguladores e investidores, especialmente quando envolvem patrimônios de alto valor ou agentes ligados a empresas sob pressão financeira.

A OR, empresa do grupo Novonor, é uma das principais incorporadoras do mercado imobiliário brasileiro e mantém atuação em diversos projetos residenciais e comerciais de grande porte. Já os empreendimentos objeto da operação permanecem em desenvolvimento no mercado baiano de alto padrão.

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Júri condena Jairinho a 43 anos e perdoa Monique Medeiros pelo homicídio de Henry Borel

O Tribunal do Júri do 2º Tribunal de Justiça da Capital, no Rio de Janeiro, condenou o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo pela morte do menino Henry Borel.

Já a mãe da criança, Monique Medeiros, teve a acusação de homicídio doloso desclassificada para homicídio culposo, entendimento aplicado quando não há intenção de matar. Ela também foi considerada culpada por omissão diante das torturas sofridas pelo filho.

A decisão foi anunciada na madrugada desta quinta-feira (4/6), após o décimo dia de julgamento. Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Monique recebeu perdão judicial em relação ao crime de homicídio e foi condenada a 1 ano e 4 meses de detenção pela omissão. Como já cumpriu período equivalente em prisão preventiva, a pena foi considerada extinta.

Além da pena privativa de liberdade, Jairinho foi condenado ao pagamento de R$ 400 mil por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel. O ex-vereador, contudo, foi absolvido de duas outras imputações de tortura.

Durante o julgamento, Jairinho respondeu por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. Monique foi julgada por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, além dos crimes de tortura e coação no curso do processo. Da decisão ainda cabe recurso.

Ao longo de dez sessões, foram ouvidos investigadores, peritos, médicos, familiares, testemunhas relacionadas ao caso e ex-companheiras de Jairinho.

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