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Copa de 2026 conta com 13 seleções de países marcados por guerras e conflitos

Enquanto a Copa do Mundo de 2026 mobiliza milhões de torcedores nos Estados Unidos, México e Canadá, uma realidade distante dos gramados acompanha parte dos participantes do torneio. Das 48 seleções classificadas para o Mundial, 13 representam países que enfrentam guerras, conflitos armados ou graves episódios de violência interna.

Confira os países participantes da Copa envolvidos em conflitos ou crises de segurança:

SeleçãoTipo de conflito
Estados UnidosConflito internacional
MéxicoViolência do crime organizado
HaitiViolência de gangues
IrãConflito internacional
JordâniaImpactos da crise no Oriente Médio
CatarImpactos da crise no Oriente Médio
Arábia SauditaImpactos da crise no Oriente Médio
ColômbiaGuerrilhas e narcotráfico
MarrocosDisputa pelo Saara Ocidental
ArgéliaDisputa pelo Saara Ocidental
República Democrática do Congo (RDC)Conflito com grupos rebeldes
IraqueImpactos da crise no Oriente Médio
Coreia do SulConflito adormecido com a Coreia do Norte

Os cenários variam desde confrontos entre Estados até disputas com grupos rebeldes, organizações criminosas e movimentos separatistas. Em alguns casos, os conflitos são recentes, em outros, se arrastam há décadas sem uma solução definitiva.

Tensões internacionais alcançam países presentes no Mundial

Entre os casos mais emblemáticos está o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. Enquanto as duas seleções participam da Copa do Mundo, seus países permanecem ligados a uma crise militar iniciada em fevereiro deste ano, após ataques norte-americanos contra território iraniano.

Apesar de uma trégua firmada em abril, episódios de hostilidade continuaram sendo registrados às vésperas da abertura do torneio. Ainda assim, a Fifa manteve sua posição de neutralidade e não adotou sanções esportivas contra nenhuma das seleções envolvidas.

A postura contrasta com decisões tomadas em outros momentos, como em 2022, quando Rússia e clubes do país foram excluídos de competições internacionais após a invasão da Ucrânia.

A participação do Irã no Mundial chegou a ser questionada durante a escalada da crise. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a presença da seleção iraniana não seria apropriada diante do contexto geopolítico. Integrantes de sua administração também defenderam a substituição da equipe pela Itália, proposta que acabou rejeitada pela Fifa.

Mesmo confirmada na competição, a delegação iraniana enfrentou obstáculos logísticos, incluindo atrasos na emissão de vistos, mudança do centro de treinamento originalmente previsto para o Arizona e autorização para entrar nos Estados Unidos apenas pouco antes das partidas da fase de grupos.

Além de Estados Unidos e Irã, outras seleções ligadas às tensões no Oriente Médio participam do torneio. Jordânia, Catar, Arábia Saudita e Iraque foram afetados indiretamente pela crise regional, já que instalações norte-americanas localizadas nesses países estiveram entre os alvos de ataques iranianos.

Crime organizado e violência interna marcam outras seleções

Nem todos os conflitos presentes entre os participantes da Copa envolvem disputas entre países. Um dos exemplos é o México, que convive há décadas com a violência associada ao narcotráfico e às organizações criminosas.

O cenário se agravou ao longo dos últimos vinte anos em razão das disputas territoriais entre cartéis de drogas e das operações realizadas pelas forças de segurança mexicanas. Em fevereiro deste ano, a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho e apontado como fundador do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), provocou uma nova onda de confrontos.

El Mencho foi apontado como fundador do Cartel Jalisco Nova Geração, um dos principais grupos criminosos do México | Foto: Departamento de Estado dos EUA

A reação incluiu ataques contra militares, bloqueios de estradas e episódios violentos que deixaram ao menos 73 mortos.

Na Colômbia, os conflitos continuam ligados à atuação de grupos guerrilheiros, especialmente o Exército de Libertação Nacional (ELN), além do avanço de organizações ligadas ao narcotráfico.

O Haiti também atravessa uma grave crise de segurança. Facções criminosas ampliaram sua influência sobre Porto Príncipe, capital do país, onde estimativas indicam que cerca de 80% do território urbano esteja sob domínio de gangues. O avanço desses grupos tem provocado assassinatos, sequestros e deslocamentos em massa.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 1,4 milhão de pessoas foram obrigadas a deixar suas residências em decorrência da violência registrada no país caribenho.

Conflitos históricos seguem sem solução definitiva

Outro participante da Copa afetado por um conflito prolongado é a República Democrática do Congo. O país enfrenta instabilidade no leste de seu território desde a década de 1990, em uma disputa que envolve questões étnicas, controle de recursos minerais e a atuação de grupos armados.

Entre eles está o movimento rebelde M-23, criado em 2012 sob o argumento de proteger a população tutsi que vive na região. De acordo com a ONU, o grupo recebe apoio de Ruanda, acusação rejeitada pelo governo ruandês.

As raízes da crise remontam ao genocídio ocorrido em Ruanda em 1994, quando cerca de um milhão de pessoas morreram em aproximadamente 100 dias. Após o massacre, milhares de refugiados atravessaram a fronteira para o território congolês, contribuindo para o aumento das tensões regionais.

Em 2025, uma nova escalada da violência ocorreu quando a coalizão Alliance Fleuve Congo (AFC), que reúne o M-23, ampliou sua ofensiva e passou a controlar cerca de 34 mil quilômetros quadrados no leste da República Democrática do Congo.

Apesar de tentativas de mediação e de um cessar-fogo articulado pelos Estados Unidos entre Congo e Ruanda, os confrontos continuam afetando a população local.

Além disso, algumas seleções classificadas para o Mundial convivem com disputas consideradas de menor intensidade, mas ainda sem resolução definitiva.

A Coreia do Sul permanece tecnicamente em guerra com a Coreia do Norte desde a década de 1950. Embora um armistício tenha sido assinado em 1953, nunca houve um tratado de paz formal entre os dois países, mantendo o conflito em aberto até hoje.

Já Marrocos e Argélia seguem envolvidos, direta ou indiretamente, na disputa pelo Saara Ocidental. A região é reivindicada pela Frente Polisário, movimento que busca a independência do território atualmente controlado em sua maior parte pelos marroquinos. Um cessar-fogo mediado pela ONU vigorou por quase três décadas, mas foi rompido em 2020, reativando as tensões na região.

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Dzeko e Bósnia na Copa: saiba como capitão ajudou a unir país pelo futebol

Aos 40 anos, Edin Dzeko chega à Copa do Mundo de 2026 como capitão da Bósnia e Herzegovina, que estreia na tarde desta sexta-feira (12) contra um dos anfitriões do torneio, o Canadá, no BMO Field, em Toronto. Além do campo, o atacante carrega o peso de ser um dos maiores símbolos da nação após ter ajudado a unir o país pelo futebol. 

A importância de Dzeko cresceu junto com a própria seleção nacional. Após a Guerra da Bósnia dos anos 90, o país ainda tem traços de divisões políticas e étnicas entre bósnios, sérvios e croatas. Mas, dentro de campo, a seleção se tornou um espaço de reconstrução da história. E o atacante tem papel fundamental.

Capitão e principal estrela da equipe por quase duas décadas, Dzeko ajudou a transformar a seleção em um símbolo de identidade nacional. Ele levou a Bósnia e Herzegovina a disputar uma Copa do Mundo pela primeira vez na história, em 2014, no Brasil. Agora, na Copa de 2026, ele ainda chega como referência técnica da equipe.

Para alguns bósnios que deixaram o país durante a guerra, os gols de Dzeko são como uma ligação com a própria terra. Por isso, mais do que um simples goleador, Dzeko virou um símbolo de união do país.

Quem é Edin Dzeko?

Maior artilheiro da seleção, com 73 gols, Dzeko viveu uma infância sob bombardeios na cidade de Saravejo durante a Guerra da Bósnia. 

Pela seleção, ele se tornou um herói nacional. Mas antes de alcançar o sucesso nos gramados, Dzeko superou uma realidade diferente da de alguns jogadores que disputam a Copa do Mundo.

Quando criança, ele jogava futebol nas ruas da cidade, mas frequentemente precisava interromper as partidas para correr até abrigos quando as sirenes anunciavam novos bombardeios.

Conhecido pelos apelidos de “Cisne de Saravejo” e “o Diamante”, o atacante construiu uma carreira sólida no futebol europeu, tendo passado por clubes como Manchester City, da Inglaterra, além de Internazionale, Roma e Fiorentina, da Itália.

O último ato de Dzeko

Agora, aos 40 anos, Dzeko chega à Copa do Mundo de 2026 tendo talvez a última oportunidade de mostrar seu valor dentro de campo.

Confira 10 jogos que você provavelmente não assistiria fora da Copa

A partida contra o Canadá na estreia do campeonato pode ser o primeiro passo para a aposentadoria do atacante. 

 Grupo da Bósnia na Copa do Mundo 2026

  • Canadá
  • Bósnia e Herzegovina
  • Suíça
  • Catar

A Bósnia e Herzegovina enfrenta o Canadá às 16h (horário de Brasília), nesta sexta-feira (12), no BMO Field, em Toronto. Na partida seguinte, joga diante da Suíça, no dia 18 de junho, às 16h (horário de Brasília), em Los Angeles, nos Estados Unidos. Por último, confronta o Catar, no dia 24 de junho, também ás 16h (horário de Brasília), em Seatle, Washington.

Como funciona o formato da Copa do Mundo de 2026: grupos, fases e mudanças

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“Made in Premier League”: quem são esperanças do Egito na Copa do Mundo

A seleção do Egito chega à Copa do Mundo em um momento de consolidação internacional. Sob o comando de Hossam Hassan, a equipe deposita esperança em jogadores “Made in Premier League” para classificação inédita no torneio.

O ídolo nacional Mohamed Salah, do Liverpool, e a nova estrela Marmoush, do Manchester City, ambos atletas que atuam na Inglaterra, são as principais armas e apostas da seleção para chegar às fases de mata-mata do Mundial.

Craque em sua última Copa

Em busca de sua primeira vitória na história dos Mundiais, o elenco egípcio equilibra atletas que atuam nos gigantes locais Al-Ahly e Zamalek com nomes consolidados no futebol europeu. A grande referência técnica do grupo é o capitão Mohamed Salah.

Aos 33 anos, o atacante do Liverpool disputará sua segunda Copa do Mundo respaldado por uma carreira vitoriosa que inclui títulos da Liga dos Campeões, Premier League e Mundial de Clubes, além de conquistas individuais expressivas, como três prêmios de Jogador do Ano pela PFA e duas honrarias de Futebolista Africano do Ano.

O otimismo do grupo para o torneio foi reforçado pelo atacante Omar Marmoush, que destacou o potencial da atual geração para superar o histórico em competições globais.

“Nossas ambições são grandes, a confiança dos jogadores é alta e esperamos conquistar algo que enalte o nome do Egito. Com os jogadores que temos, com a equipe que temos e com a qualidade que temos, nós, como seleção egípcia, somos a melhor seleção da África. Vamos à Copa do Mundo para passar da fase de grupos e mostrar ao mundo quem somos, e não apenas para marcar presença”, disse Marmoush em entrevista à revista do Manchester City-ING.

Como Egito chegou até a Copa

A seleção chegou ao Mundial de 2026 de forma invicta, liderando o Grupo A das Eliminatórias africanas com 26 pontos, somando oito vitórias e dois empates.

Leia também: Geração 2026: de volta à Copa, Salah tenta feito inédito com o Egito

O retrospecto recente do time é respaldado por uma sólida consistência defensiva, tendo sofrido apenas dois gols no torneio continental, além de resultados expressivos em amistosos internacionais, como o empate sem gols contra a Espanha e a goleada por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita.

Time-base

Um possível Egito é El Shenawy; Hany, Abdelmonem, Ahmed Hegazi e Hamdi; Marwan Attia, Elneny e Emam Ashour; Marmoush, Trézéguet e Salah.

Como funciona o formato da Copa do Mundo de 2026: grupos, fases e mudanças

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Conheça Alphonso Davies, refugiado que se tornou estrela do Canadá na Copa

O Canadá estreia na Copa do Mundo de 2026 na tarde desta sexta-feira (12) contra a Bósnia e Herzegovina, no BMO Field, em Toronto, e a principal estrela da seleção, Alphonso Davies, chega ao torneio como um dos maiores nomes da história do futebol do país.

Capitão da equipe canadense e multicampeão pelo Bayern de Munique, o lateral-esquerdo tem uma trajetória marcada pela superação. Antes de chegar ao topo do futebol mundial, Davies nasceu em Buduburam e enfrentou uma infância sofrida em um campo de refugiados em Gana. Os pais do jovem haviam fugido da guerra civil na Libéria. 

De refugiado a estrela do Canadá

A família de Davies se mudou para o Canadá quando Alphonso tinha apenas cinco anos. Anos depois, o garoto que ajudava os pais a cuidar dos irmãos cresceu e se transformou no principal símbolo da geração que recolocou o país entre os protagonistas do futebol da América do Norte.

Aos 15 anos, ele se tornou o primeiro jogador nascido nos anos 2000 a atuar na MLS (Major League Soccer), quando jogava pelo Vancouver Whitecaps. Já aos 16, obteve a cidadania canadense, estreou pela seleção principal, e logo chegou ao posto de artilheiro mais jovem da história da equipe e da Gold Cup.

Em 2019, foi contratado pelo Bayern de Munique e se tornou um dos principais laterais-esquerdos do futebol mundial, conquistando títulos nacionais e a Liga dos Campeões.

A história de Davies ganhou um novo capítulo em 2026. Além de atuar diante da torcida canadense, ele tenta liderar a seleção para melhor campanha do Canadá nos Mundiais. Na Copa do Mundo de 2022, a estrela canadense foi responsável por marcar o primeiro gol do país na história das Copas. 

Alphonso Davies é dúvida para estreia

Apesar de ser o protagonista do Canadá na Copa do Mundo de 2026, Alphonso Davies é dúvida para a partida de estreia.

Uma lesão na coxa sofrida em maio, durante a semifinal da Liga dos Campeões, o fez virar incerteza para o jogo contra a Bósnia e Herzegovina.

Até o momento, o técnico Jesse Marsch não revelou se conta com Davies para o jogo que abre as portas da campanha do Canadá no Mundial.

Grupo do Canadá na Copa de 2026

  • Canadá
  • Bósnia e Herzegovina
  • Suíça
  • Catar

O Canadá enfrenta a Bósnia e Herzegovina às 16h (horário de Brasília), nesta sexta-feira (12), no BMO Field, em Toronto. Na partida seguinte, encara o Catar, no dia 18 de junho, às 19h (horário de Brasília), no estádio BC Place, em Vancouver. Para encerrar a fase de grupos, os canadenses jogam contra a Suíça, no dia 24 de junho, às 16h (horário de Brasília), novamente no BC Place.

Como funciona o formato da Copa do Mundo de 2026: grupos, fases e mudanças

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Começa nesta quinta-feira a Copa do Mundo de 2026

Logo Agência Brasil

Começa hoje (11), às 14h30, o evento esportivo mais apaixonante, detentor das maiores audiências do planeta: a Copa do Mundo, que, em 2026, terá três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá.

Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), cerca de 5 bilhões de pessoas acompanharam a Copa do Mundo do Catar, em 2022.

Notícias relacionadas:

Só a partida final, disputada entre as seleções da Argentina e da França, contabilizou mais de 1,5 bilhão de espectadores. Foi a maior audiência esportiva da história, de acordo com o relatório oficial da Fifa.

No ambiente digital, também segundo dados oficiais, o alcance acumulado ficou em aproximadamente 262 bilhões de visualizações em diferentes plataformas e quase 6 bilhões de interações.

Unir o mundo

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, diz que os recordes de audiência obtidos pelo futebol durante a Copa do Mundo se devem ao fato de esse esporte carregar consigo “a magia de unir o mundo”.

Essa união descrita por Infantino possibilita conexões culturais que foram bastante percebidas pelos brasileiros durante a Copa de 2014, tanto nos estádios do país como nos arredores das arenas e pontos turísticos das cidades que sediaram as partidas.

As expectativas da atual edição, com três países-sede e número recorde de seleções participantes (48 em vez de 32), é fazer da Copa de 2026 a maior e mais inclusiva da história.

Caldeirão cultural

Além de ampliar a dimensão territorial do torneio, a edição de 2026 reforçará uma característica tradicional das Copas do Mundo: a diversidade, uma vez que se trata de um torneio que reúne culturas, estilos e histórias diferentes.

Isso porque possibilitará conexões culturais entre as torcidas em três diferentes países. Cada um com suas características e identidades próprias.

Novidades

Em 2026, além de novidades que darão o tom das próximas Copas, como o número maior de países participantes, há algumas curiosidades a serem observadas durante a atual edição.

Por exemplo, o jogo de abertura repetirá o confronto entre México e África do Sul – o mesmo que iniciou a Copa de 2010. É a primeira vez que isso acontece desde que a competição passou a ter formato com uma partida inaugural, em vez de vários jogos simultâneos.

Outra curiosidade é que o Estádio Azteca será o primeiro da história a sediar três aberturas de Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026).

Cerimônia de abertura

Com relação à cerimônia de abertura, a Fifa organizou um evento inédito de contagem regressiva com shows simultâneos em três cidades: Cidade do México, Toronto e Los Angeles.

Os chamados Countdown Concerts foram concebidos como uma experiência integrada entre os três países, com apresentações musicais em tempo sincronizado e transmissões cruzadas, reunindo artistas locais e internacionais no dia anterior ao início do torneio.

No México, que recebe o jogo inaugural, a apresentação destacará elementos tradicionais, com música, dança e referências à cultura local, incluindo manifestações artísticas como o papel picado, símbolo festivo do país, além de participação de talentos indígenas e expressões do folclore contemporâneo.

Artistas

Entre os artistas confirmados pela Fifa para a cerimônia no Estádio Azteca estão Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.

Nos Estados Unidos, a cerimônia em Los Angeles terá apresentação de artistas como Katy Perry, Future, Lisa, Rema e Tyla, além da brasileira Anitta.

No Canadá, os artistas destacados são Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince.

Polêmicas

Antes mesmo de começar, a Copa de 2026 já tem servido de ambiente fértil para polêmicas, principalmente por conta das políticas interna e externa estadunidenses.

Em meio à guerra contra o Irã, os EUA têm adotado políticas migratórias consideradas abusivas, dificultando vistos, de forma a restringir a entrada de jogadores, árbitros e torcedores em seu território.

Um dos casos envolve o jogador iraquiano Aymen Hussein, retido por várias horas na imigração dos EUA, onde passou por um interrogatório rigoroso. Considerado destaque da equipe, ele teve o celular inspecionado antes de ser liberado para entrar no país. Outros integrantes da delegação não tiveram a entrada autorizada.

Os EUA barraram também a entrada do premiado árbitro Omar Artan, da Somália, quando chegava ao aeroporto Internacional de Miami, vindo de Istambul. Ele foi considerado inadmissível devido a “preocupações com a verificação de antecedentes”, segundo a alfândega, em comunicado que não especificou quais seriam tais preocupações. Esta seria a primeira vez que um árbitro da Somália participaria de uma Copa do Mundo.

Já a delegação iraniana teve de mudar seus planos, após ter sido proibida de pernoitar em território estadunidense. Em princípio, estava programado que eles ficariam hospedados no estado norte-americano do Arizona.

Diante da negativa por parte do governo estadunidense, a solução foi hospedar a delegação na cidade de Tijuana, no México, para onde terão de retornar após cada partida disputada nos EUA.

Há também relatos de torcedores iranianos que tiveram seus ingressos cancelados há poucos dias do início do mundial.

 

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Começa nesta quinta-feira a Copa do Mundo de 2026

Logo Agência Brasil

Começa hoje (11), às 14h30, o evento esportivo mais apaixonante, detentor das maiores audiências do planeta: a Copa do Mundo, que, em 2026, terá três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá.

Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), cerca de 5 bilhões de pessoas acompanharam a Copa do Mundo do Catar, em 2022.

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No ambiente digital, também segundo dados oficiais, o alcance acumulado ficou em aproximadamente 262 bilhões de visualizações em diferentes plataformas e quase 6 bilhões de interações.

Unir o mundo

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, diz que os recordes de audiência obtidos pelo futebol durante a Copa do Mundo se devem ao fato de esse esporte carregar consigo “a magia de unir o mundo”.

Essa união descrita por Infantino possibilita conexões culturais que foram bastante percebidas pelos brasileiros durante a Copa de 2014, tanto nos estádios do país como nos arredores das arenas e pontos turísticos das cidades que sediaram as partidas.

As expectativas da atual edição, com três países-sede e número recorde de seleções participantes (48 em vez de 32), é fazer da Copa de 2026 a maior e mais inclusiva da história.

Caldeirão cultural

Além de ampliar a dimensão territorial do torneio, a edição de 2026 reforçará uma característica tradicional das Copas do Mundo: a diversidade, uma vez que se trata de um torneio que reúne culturas, estilos e histórias diferentes.

Isso porque possibilitará conexões culturais entre as torcidas em três diferentes países. Cada um com suas características e identidades próprias.

Novidades

Em 2026, além de novidades que darão o tom das próximas Copas, como o número maior de países participantes, há algumas curiosidades a serem observadas durante a atual edição.

Por exemplo, o jogo de abertura repetirá o confronto entre México e África do Sul – o mesmo que iniciou a Copa de 2010. É a primeira vez que isso acontece desde que a competição passou a ter formato com uma partida inaugural, em vez de vários jogos simultâneos.

Outra curiosidade é que o Estádio Azteca será o primeiro da história a sediar três aberturas de Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026).

Cerimônia de abertura

Com relação à cerimônia de abertura, a Fifa organizou um evento inédito de contagem regressiva com shows simultâneos em três cidades: Cidade do México, Toronto e Los Angeles.

Os chamados Countdown Concerts foram concebidos como uma experiência integrada entre os três países, com apresentações musicais em tempo sincronizado e transmissões cruzadas, reunindo artistas locais e internacionais no dia anterior ao início do torneio.

No México, que recebe o jogo inaugural, a apresentação destacará elementos tradicionais, com música, dança e referências à cultura local, incluindo manifestações artísticas como o papel picado, símbolo festivo do país, além de participação de talentos indígenas e expressões do folclore contemporâneo.

Artistas

Entre os artistas confirmados pela Fifa para a cerimônia no Estádio Azteca estão Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla.

Nos Estados Unidos, a cerimônia em Los Angeles terá apresentação de artistas como Katy Perry, Future, Lisa, Rema e Tyla, além da brasileira Anitta.

No Canadá, os artistas destacados são Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince.

Polêmicas

Antes mesmo de começar, a Copa de 2026 já tem servido de ambiente fértil para polêmicas, principalmente por conta das políticas interna e externa estadunidenses.

Em meio à guerra contra o Irã, os EUA têm adotado políticas migratórias consideradas abusivas, dificultando vistos, de forma a restringir a entrada de jogadores, árbitros e torcedores em seu território.

Um dos casos envolve o jogador iraquiano Aymen Hussein, retido por várias horas na imigração dos EUA, onde passou por um interrogatório rigoroso. Considerado destaque da equipe, ele teve o celular inspecionado antes de ser liberado para entrar no país. Outros integrantes da delegação não tiveram a entrada autorizada.

Os EUA barraram também a entrada do premiado árbitro Omar Artan, da Somália, quando chegava ao aeroporto Internacional de Miami, vindo de Istambul. Ele foi considerado inadmissível devido a “preocupações com a verificação de antecedentes”, segundo a alfândega, em comunicado que não especificou quais seriam tais preocupações. Esta seria a primeira vez que um árbitro da Somália participaria de uma Copa do Mundo.

Já a delegação iraniana teve de mudar seus planos, após ter sido proibida de pernoitar em território estadunidense. Em princípio, estava programado que eles ficariam hospedados no estado norte-americano do Arizona.

Diante da negativa por parte do governo estadunidense, a solução foi hospedar a delegação na cidade de Tijuana, no México, para onde terão de retornar após cada partida disputada nos EUA.

Há também relatos de torcedores iranianos que tiveram seus ingressos cancelados há poucos dias do início do mundial.

 

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