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UE realiza auditoria e Brasil espera retomar exportações de pescados

O governo brasileiro espera que a auditoria técnica da União Europeia, em andamento até 18 de junho, possa abrir caminho para a retomada das exportações de pescados brasileiros ao bloco europeu, suspensas desde 2018. A expectativa foi manifestada pelo ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo, em entrevista exclusiva ao CNN Agro News.

“Nesse momento estamos recebendo a missão europeia, a auditoria totalmente técnica que deve acontecer até o dia 18 de junho. E, então, a gente espera que, com o resultado dessa missão, a gente possa trazer boas novas de que a União Europeia abrirá o mercado, mais uma vez, para o mercado brasileiro”, disse.

Segundo o ministro, a Europa é um mercado estratégico para o setor pesqueiro brasileiro. Ele afirmou que o país produz pescado de qualidade, com valor nutricional e em conformidade com exigências ambientais.

Araújo também defendeu a diversificação dos destinos das exportações brasileiras. Segundo ele, a ampliação do acesso a novos mercados é uma estratégia para reduzir a dependência de parceiros comerciais específicos.

Ao comentar medidasamericanas, o ministro afirmou que o episódio reforça a necessidade de o Brasil buscar alternativas comerciais. “O tarifaço americano nos prova que o Brasil é um país soberano e não deve ficar refém de país nenhum”, disse.

Ainda segundo o ministro, o governo tem trabalhado na abertura de mercados e na prospecção de novos destinos para os produtos brasileiros. A expectativa do setor é que o resultado da auditoria europeia possa contribuir para uma eventual retomada das exportações de pescados ao bloco.

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Governo amplia cota da tainha após pressão de pescadores em SC

O governo federal publicou no final da noite desta quarta-feira (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia em 430 toneladas a cota da pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina. A medida ocorre poucos dias após a suspensão da atividade, determinada quando a captura atingiu 90% do limite autorizado para a safra.

A nova regulamentação divide a cota adicional entre duas regiões do estado. O litoral centro-norte receberá autorização para capturar mais 230 toneladas, enquanto o litoral centro-sul terá direito a outras 200 toneladas.

Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a decisão foi tomada após reuniões do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra e análise de dados científicos sobre o comportamento da temporada deste ano.

A revisão ocorreu após relatos de pescadores catarinenses de que a abundância da espécie foi concentrada em determinadas regiões, enquanto outras localidades registraram baixa presença dos cardumes em razão das condições oceanográficas.

De acordo com o Ministério, um levantamento comparando a produção de 2026 com séries históricas mostrou que apenas três, dos 25 municípios costeiros catarinenses, alcançaram volumes semelhantes aos registrados em anos anteriores. O cenário foi mais crítico no litoral norte. Segundo o governo federal, 12 dos 14 municípios da região não registraram captura de tainha durante a temporada.

Com base na diferença entre a produção histórica e a registrada neste ano, além dos parâmetros de Rendimento Máximo Sustentável utilizados na avaliação dos estoques pesqueiros, o governo definiu a ampliação das cotas.

A distribuição regional contempla os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul no litoral centro-norte.

Já a cota destinada ao litoral centro-sul abrange Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo, a ampliação busca atender regiões que tiveram baixo desempenho durante a safra sem comprometer os critérios técnicos adotados para a gestão da espécie. A safra deste ano também registrou forte concentração da captura em algumas localidades do estado. O aumento da oferta provocou queda nos preços em determinados mercados e relatos de desperdício do pescado.

O Ministério da Pesca afirma que continuará monitorando a temporada e defende que a ampliação da cota seja acompanhada por medidas que garantam a sustentabilidade dos estoques e a distribuição equilibrada da produção entre as comunidades pesqueiras catarinenses.

A pesca de arrasto da tainha foi suspensa no último domingo (7), após determinação do Governo Federal. A determinação gerou reação de pescadores e autoridades da região.

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Tradição da Arte Xávega da Meia Praia regressa com caráter episódico

A tradição do lançamento da arte xávega da Meia Praia foi retomada no passado dia 6 de Junho e promete regressar de forma episódica, no âmbito de um acordo entre Câmara de Lagos e Associação de Moradores 1.º de Maio.

O primeiro lançamento desta tradição, retomada em contexto cultural com o apoio do município, reuniu moradores, populares e visitantes, contando ainda com a presença do presidente da Câmara Municipal de Lagos Hugo Pereira, revelou a autarquia, em comunicado.

Na manhã de sábado, a Meia Praia voltou a ser palco de uma arte que marcou durante décadas a vida das comunidades piscatórias de Lagos.

O lançamento da Arte Xávega, realizado no areal junto ao Bairro 1º de Maio, reuniu dezenas de pessoas, «que acompanharam com visível emoção o regresso de uma tradição que muitos temiam estar em risco de se perder», refere a Câmara de Lagos, em comunicado.

A iniciativa resulta do protocolo de colaboração assinado, em Março de 2026, entre o município de Lagos e a Associação de Moradores 1.º de Maio, que estabeleceu as condições para «dar continuidade a esta arte de pesca tradicional, agora exclusivamente enquanto manifestação cultural de caráter episódico».

Este primeiro lançamento teve também um significado de homenagem, tendo sido dedicado à memória de José da Glória Santos, conhecido por Zé Bala, falecido no final de 2025.

«Guardião incontornável desta arte, Zé Bala dedicou uma vida inteira a lutar pela sua preservação, tornando-se no seu maior símbolo», escreve o município.

Hugo Pereira fez questão de participar no evento, sublinhando o compromisso do município com a salvaguarda do património cultural imaterial do concelho.

«A Arte Xávega da Meia Praia integra um conjunto de práticas e saberes que definem a identidade de Lagos e das suas gentes e que importa proteger, não apenas como herança, mas como memória viva para as novas gerações», sublinhou.

Em estreita articulação com a Associação de Moradores 1.º de Maio, o município prevê a realização de mais lançamentos ao longo do ano, que serão previamente anunciados nos respetivos canais de comunicação.

A Arte Xávega da Meia Praia é uma técnica de pesca tradicional com arte envolvente-arrastante e alagem para terra. A arte é lançada ao mar com o apoio de uma embarcação, deixando um cabo em terra e regressando com o outro cabo. Depois, de terra, a rede é puxada pela companha e ajudantes. Este processo, sendo feito com a força braçal humana, tem uma duração média de quatro horas.

Sul Informação

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os vários aspectos do primeiro lanço da Arte Xávega Tradicional da Meia Praia, enquanto manifestação cultural de recriação da tradição.

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Líder do PS quer reforço do apoio para as pescas dos Açores

Carneiro reforçou a necessidade de investir na inovação tecnológica e de criar um instrumento de substituição ao POSEI, relembrando os impactos do preço dos combustíveis no setor da pesca dos Açores.

© EDUARDO COSTA/LUSA

O líder do PS fez esta terça-feira ao porto de Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, nos Açores
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Pesca de tainha na modalidade arrasto de praia está suspensa

Logo Agência Brasil

O Ministério da Pesca e Aquicultura informou que a pesca de tainha (Mugil liza), na modalidade arrasto de praia, deve ser suspensa a partir deste domingo (7).

De acordo com o ministério, a medida é necessária após o país atingir o limite coletivo de 90% da cota autorizada para a temporada de pesca de 2026.

Notícias relacionadas:

A cota de 8.168 toneladas foi definida em uma portaria conjunta entre os ministérios da Pesca e do Meio Ambiente.

“A medida possui caráter preventivo e tem por objetivo evitar o excedente da cota de captura estabelecida para a modalidade”, informou a pasta.

Conforme as orientações do ministério, os barcos que estão no mar devem realizar o desembarque do pescado no prazo de 24 horas após a captura.

Após o período, os pescadores poderão retomar a pesca das demais espécies.

O procedimento adotado pelo ministério foi consolidado a partir de informações que constam no Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha.

Por terminação de lei, empresas pesqueiras devem reportar ao governo a quantidade de pescado que foi retirada do mar.

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Pesca de tainha na modalidade arrasto de praia está suspensa

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O Ministério da Pesca e Aquicultura informou que a pesca de tainha (Mugil liza), na modalidade arrasto de praia, deve ser suspensa a partir deste domingo (7).

De acordo com o ministério, a medida é necessária após o país atingir o limite coletivo de 90% da cota autorizada para a temporada de pesca de 2026.

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Conforme as orientações do ministério, os barcos que estão no mar devem realizar o desembarque do pescado no prazo de 24 horas após a captura.

Após o período, os pescadores poderão retomar a pesca das demais espécies.

O procedimento adotado pelo ministério foi consolidado a partir de informações que constam no Painel de Monitoramento da Temporada de Pesca da Tainha.

Por terminação de lei, empresas pesqueiras devem reportar ao governo a quantidade de pescado que foi retirada do mar.

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Lotas algarvias perdem 800 toneladas de pescado no arranque do ano

O pescado desembarcado nas lotas algarvias registou uma quebra superior a 36% no primeiro trimestre deste ano (janeiro a março), em comparação com igual período do ano passado. Para esta diminuição contribuíram as condições meteorológicas adversas que se fizeram sentir no início do ano.

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