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Kamel Daoud: “Quando tens uma pergunta sem resposta, escreve um romance”

Regressar à realidade depois de assistir ao hediondo é o mais difícil. Podemos deixar-nos corroer pela raiva ou pela loucura. Ou podemos escrever. Kamel Daoud, escritor, jornalista e cronista franco-argelino, escolheu escrever. As suas obras estão proibidas na Argélia, país que o viu nascer e tornar-se homem das Letras. É um “inimigo do Islão”. Exilou-se em França. A cidadania francesa faz do autor um cidadão europeu, estatuto que Daoud traduz como liberdade do corpo, de acesso ao espaço público.

Na sua passagem por Lisboa, por ocasião do Choix Goncourt du Portugal, o escritor duplamente distinguido com o mais prestigiado prémio das letras francesas, o Goncourt, conversou com o JE. As obras distinguidas estão editadas em português: “Meursault, contra-investigação”, o seu romance de estreia, e “Huris”, um relato ficcional dos massacres durante a “década negra” da Argélia (1992-2002). Ele que viveu a guerra civil, que caustica o islamismo radical, que não abdica dos seus princípios éticos e cujas crónicas em diversas publicações francesas e internacionais são peças relevantes para compor o ‘puzle Kamel Daoud’.

O otimismo é possível?

A pergunta é inevitável após uma troca de impressões sobre a nossa relação com os ecrãs, com a omnipresença da tecnologia e com os perigos que ela encerra, por exemplo, no que toca à leitura. Daoud diz que a leitura sofre, claro, mas que o mais preocupante são as consequências. E sintetiza: “falta de compaixão, insensibilidade para com o outro.” O discurso parece pessimista ante o comportamento humano, mas Kamel Daoud diz ter “esperança”, apesar das convulsões que hoje vivemos. “Quando há um grande avanço tecnológico, existe sempre um momento de hesitação. Depois, inventamos instrumentos regulatórios”. E dá um exemplo. “Quando a imprensa foi inventada, explodiram as seitas, a pornografia. Mas, depois, inventou-se o depósito legal, os direitos de autor.” Levámos 150 anos, mas fizemos progressos, recorda. Por isso mantém-se otimista. “Penso que haverá instrumentos regulatórios para a internet, as redes sociais e a IA. Não são os do nosso tempo, mas acabarão por ser criados. Até lá, haverá um grande choque”. Não faz futurologia, mas por tudo o que tem lido, acha plausível que haja um grande choque económico, num primeiro momento.

A geopolítica também está a abanar alicerces – económicos e de ordem moral, para não irmos mais longe. Daoud é muito claro quando o assunto são as guerras. “Proíbo-me eticamente de falar sobre guerras e lugares que não conheço. Porquê? Porque quando vivi a guerra civil argelina, não gostava de ouvir pessoas que falavam do que não sabiam. Quando os islamistas tomaram o poder na Argélia, em 1991, as pessoas disseram, em França, na Europa e noutros lugares: ‘mas isto é a democracia a funcionar’.” Pausa. Fala na sua revolta, nos direitos humanos. “Sim, mas no dia em que a tua filha é raptada, violada e degolada, o que fazes aos princípios?” O que mais gosta na literatura é que ela “nos mostra os nossos limites em relação a isso. É por isso que existem duas realidades sobre o Irão, Israel, a Palestina. Existe a própria realidade, aquela que podes descobrir se lá fores. É humano, portanto é complexo. E há a realidade das projeções que fazemos sobre os outros. À distância, fazemos muitas projeções. E toda a gente fala da Palestina, mas não vemos um único palestiniano falar sobre o que se passa.”

Nada disto é simples. E menos ainda simplista para quem vem de uma guerra que matou 200 mil pessoas. “Mas não tenho direito a falar sobre ela porque sou filho da terra. Em França, tenho sofrido muitos ataques de certos meios de comunicação, que me rotulam de islamofóbico”, partilha. “O que quero dizer é que são as nossas histórias que condicionam a nossa forma de ver o mundo. Assim, a posição mais honesta é tomar consciência da sua própria história íntima.” Porquê? – questionamos. “Porque te permite compreender o outro, que é diferente, mas consciente de quem tu és.” E cita Albert Camus. “Admiro-o porque disse ‘não’. Porque disse que o homem deve estar acima dos princípios. Não abaixo deles.”

A espada de Dâmocles

A literatura regressa à conversa, cortesia de Camus. O direito à ficção está em perigo? “Primeiro, a ficção está ameaçada pelo populismo. Os populistas são grandes romancistas falhados. Vendem-nos ficção mal escrita, e, quando acreditamos nisso, ou vamos para a prisão ou assediam-nos nas redes sociais. Segundo, a ficção está ameaçada pelos ecrãs e pelas redes sociais. O ‘fake’ matou a ficção, porque ficção e ‘fake’ não são a mesma coisa. A ficção é a portadora da verdade. O ‘fake’ está lá para te enganar. Terceiro, temos as leis.” E detalha. “Na Argélia, fui condenado a três anos de prisão por um romance que escrevi. Mais grave, a 20 de maio deste ano, foi publicada uma nova lei que proíbe que se escreva sobre a guerra da independência da Argélia.” Esta nova lei prevê uma condenação de 5 a 10 anos de prisão para quem escrever fora da narrativa oficial. “Imagine um escritor que é refugiado em Portugal, em França, onde quer que seja. Vai ter medo. Ninguém vai escrever sobre a guerra civil argelina. Sobre o que realmente se passou.”

O que diria a um jovem que quer ser escritor, mas sem uma espada de Dâmocles a pesar-lhe sobre a cabeça? “Quando tens uma resposta, escreve um artigo. Quando tens uma pergunta sem resposta, escreve um romance.” Resposta rápida, objetiva. “Para escrever um bom romance é preciso uma pergunta que ainda não tem uma resposta definitiva”, reforça Kamel Daoud, antes de dizer que escreveu uma carta aberta ao Papa, já publicada, quando da sua visita, em abril, à Argélia. Pediu-lhe para não esquecer uma história de Camus – de novo o seu compatriota nos acompanha. “É uma história sublime, muito curta. São Demétrio tinha um encontro com Deus. No caminho, encontra um camponês com uma carroça partida. Então, coloca-se-lhe um dilema: ‘Se ajudar o camponês, vou perder o encontro com Deus. Sou um santo, esse é o propósito da minha vida. Mas se me encontrar com Deus tendo deixado um camponês a sofrer, não serei santo’.” Pausa.

“Não há uma única resposta certa. Há escolhas a fazer”, realça o escritor. E reflexões. Como esta: será que demasiada democracia mata a democracia? É uma questão que Daoud por vezes formula perante uma plateia. “Há os que radicalizam a sua posição dizendo que é por termos demasiada democracia que somos fracos. Outros dizem que só temos esta democracia para nos defender. E há ainda os que escolhem por desespero e votam na extrema-direita. Sabemos bem que, entre segurança e democracia, as pessoas escolhem a segurança.”

O escritor lembra que vive em França desde 2023 e tem a cidadania francesa há poucos anos. Continua “impressionado com a liberdade do corpo”, com o acesso ao espaço público na Europa. “Podemos ir a um jardim e sentarmo-nos a desfrutar do sol. Estarmos aqui sentados, tu com o teu caderno, o teu gravador… Na Argélia haveria polícia no local.” Ou pior. E, agora, com as redes sociais e a extrema-direita na Argélia, “os ânimos estão cada vez mais exaltados.” Viajar é impossível. Por isso dedicou uma das suas mais recentes crónicas ao ato extraordinário que é poder viajar. “Quando viajas para a Europa descobres a liberdade. Por mais que os soberanistas, a extrema-direita, os entusiastas do Brexit digam ‘não, temos de recuar’, o facto de se poder viajar é, a meu ver, a maior conquista da Europa.”

Daoud pesa as palavras. “Agora, o Ocidente é acusado de ter fronteiras fechadas. As fronteiras mais mortíferas estão, de facto, por toda a Europa, mas as fronteiras mais mortíferas também estão em casa, do outro lado. Aqueles que vêm do Sul para Marrocos, para a Tunísia, para a Argélia, morrem. São rejeitados. São colocados em camiões e abandonados no deserto. As fronteiras do outro lado são mortais.” A expressão retoma a serenidade. “Para mim, este é o maior sucesso da Europa: esta liberdade do corpo, esta fronteira vivida sem violência. Nunca me senti tão europeu como hoje.” E as fronteiras mortais? “Muitos acusam a Europa, mas esquecem-se que, primeiro, [as fronteiras] despertam a paixão violenta das ditaduras.”

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Josep Pedrals: “Quan em fixo gaire en el món real, m’enfado i deixo de ser un poeta alegre”

Quedo amb en Josep Pedrals (Barcelona, 47 anys) a la mítica biblioteca de son pare. És dimarts de matí i els fills corren pel despatx perquè hi ha vaga de mestres. Els té treballant: li ordenen la Bernat Metge, comproven quins volums falten amb un Excel imprès i un bolígraf. Em fa il·lusió fer aquesta entrevista. D’una banda, perquè el llibre que publica amb Arcàdia, Poeticismes, és una conversa a la deriva sobre això i allò, i parlar-ne amb ell vol dir seguir-lo llegint. El llibre és un follet a la butxaca, un Josepet que t’explica coses. De l’altra, perquè en Pedrals és un poeta alegre ―i no n’hi ha gaires.

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Poeticismes. Un passeig pel coneixement poètic

Josep Pedrals Arcàdia 142 pàgines. 22 euros

© Massimiliano Minocri

Josep Pedrals a la seva biblioteca
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Poetisa del siglo XX protagoniza espacio cubano Sábado del Libro

La Habana, 13 jun (Prensa Latina) El volumen Serafina Núñez. La verdad amaneciendo, del investigador cubano Osmán Avilés, se presentará hoy aquí en el espacio literario semanal Sábado del Libro.

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Poetisa del siglo XX protagoniza espacio cubano Sábado del Libro

La Habana, 13 jun (Prensa Latina) El volumen Serafina Núñez. La verdad amaneciendo, escrito por el investigador cubano Osmán Avilés, se presentará hoy aquí en el espacio literario semanal Sábado del Libro.

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John Connolly, una mirada empática al lado más oscuro: “Es importante no ser cómplices del mal”

El escritor John Connolly este viernes en el hotel H10 Puerta de Alcalá, en Madrid.

Una de las más fecundas y originales carreras de la historia de la ficción criminal inició su andadura, sin que el protagonista todavía lo supiera, el 29 de diciembre de 1996. El asesinato aquel día de la joven Belinda Pereira en Dublín, nunca resuelto, la reacción de unos y otros cuando se supo que era prostituta y la dejadez de la policía soliviantaron a un joven periodista freelance del Irish Times que por entonces leía con ahínco al maestro Ross Macdonald. Su nombre era John Connolly y aquella rabia, aquella necesidad de justicia, aquel impulso redentor cristalizaron en Todo lo que muere (1999), la primera historia protagonizada por el detective Charlie Parker. Casi 30 años después, nos encontramos con Connolly (Dublín, 58 años) en un hotel próximo al parque del Retiro y, por tanto, de la Feria del Libro de Madrid, por la que pasa este fin de semana como ilustre invitado. Viene con un estreno bajo el brazo (Hijos de Eva, Tusquets, como toda su obra) y ha aprendido español desde el último encuentro con este periodista. Pero volvamos al principio.

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John Connolly mira desde dentro, al fotógrafo, al entrevistador, a sus personajes.Connoly no renuncia a un estilo muy marcado, ni en la literatura ni en la vida.

Hijos de Eva

John Connolly Traducción de María José Díez Pérez Tusquets, 2026 456 páginas. 22,90 euros
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Publicado un cuento inédito de Edith Wharton en el que alertaba de los horrores de la guerra hace más de un siglo

Si, como se dice en La edad de la inocencia, los estadounidenses desean alejarse de la diversión incluso con más rapidez de la que muestran para correr hacia un espectáculo, la aparición de un cuento inédito de la autora de esta novela, Edith Wharton, llega ya un poco tarde. Pero el relato The Men Who Saved The World (Los hombres que salvaron al mundo), escrito en algún momento a partir de 1918 y publicado ahora por la revista literaria trimestral The Strand, sirve para arrojar algo de luz sobre algunos aspectos poco conocidos de Wharton, la primera mujer que ganó un Pulitzer de ficción.

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© AP Photo/undefined

La escritora Edith Wharton con sus perros en Francia, en 1923.
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Qué buenos son mis amigos

Ocurre pocas veces. Empezar un libro y que te acucie la necesidad y el placer de devorarlo de un tirón, ahuyentando el sueño, fascinado de principio a fin. Con La bola me ha vuelto a ocurrir ese milagro. Me gusta hasta su dedicatoria: “A mis padres por no darme nunca por perdido. A Anna, Giulia y Simona por no darme nunca la razón”. Anna es su mujer, toneladas de estilo, y Giulia y Simona son sus pequeñas hijas. De mi amigo Dani Verdú sabía que, además de irónico, muy listo, zumbón y divertido, antiguo pateador de calles duras, poseía el bendito don de la escritura. Conocía su virtuosismo en distancias cortas, en sus columnas y en sus crónicas, pero ignoraba si eso ocurría en las largas.

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© Marta Pérez (EFE)

El periodista de EL PAÍS Daniel Verdú.
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Pablo Sanz, librero de Hipérbole (Ibiza), recomienda "Mil cosas", de Juan Tallón

Treinta años cumple la librería Hipérbole, situada en la calle del Obispo Carrasco 1-3 –en el centro de la ciudad de Ibiza–, desde que en 1986 la fundaran Jacinta y Julián, padres de Pablo Sanz, el joven librero que hoy nos prescribe literatura. En Hipérbole, tal y como ellos mismos señalan en su web, mantienen un modesto diálogo entre el libro y los habitantes de la isla mediterránea. Con los años se ha convertido en un refugio cultural donde proteger una relación que abarca infinidad de sensaciones, sentimientos y recuerdos que tienen como protagonista al mundo del libro. Con el objetivo de mantenerse al día, en este espacio lector se realizan a menudo presentaciones de libros, talleres, coloquios y jornadas literarias.Del mismo modo que intentan dar a conocer las obras de escritores locales. Una vez hechas las presentaciones vayamos al grano, que son los libros.

Así, la primera recomendación de Pablo Sanz, una novela de reciente publicación, es «Mil cosas» (Anagrama) del gallego Juan Tallón. «Una obra en que dos protagonistas encarnan la representación del moderno patrón trabajo-consumo-vida (entendida esta como ocio y dedicación a la familia y allegados), el cual impide el reposo y termina por opacar este último elemento de la terna. Al autor le basta con narrar la víspera de unas vacaciones anheladas –en una jornada de verano asfixiante tanto en lo literal como en lo metafórico– para señalar las características patológicas de este ‘‘modus vivendi’’ y evidenciar lo que verdaderamente importa. No lo hace con una parábola endulzada, sino a través de una tragedia final tan funesta como, desgraciadamente, ocasionalmente real.», explica el librero balear.

Mas si ha de aconsejarnos una novedad editorial en lo que a ensayo se refiere, Sanz se decanta por «Clásicos sin filtros» (Crítica), de Mary Beard. «Una aproximación al mundo clásico que rechaza las concepciones elitistas o abúlicamente reverenciales, para entender su dimensión inscrita sobre un plano sociocultural irreductible a una dimensión, podríamos decir, meramente museística o estatuaria», expone el librero. ¿Y alguna obra reciente de relatos? Sí, «Miembro fantasma» (Páginas de Espuma), de Fernando Trías. «Quien lo hojee topará con relatos escritos con un estilo personalísimo, con uso de superposiciones y reiteraciones. Orbitan en torno a la idea alegórica del miembro fantasma, entendida como el dolor latente tras las pérdidas indeseadas», justifica este su recomendación.

Asimos, si le pedimos el título de una obra para regalar, apuesta por «Atlas mitológico de Grecia» (Eclecta editorial), de Pedro Olalla. «La edición cuidada y la atractiva estructura que organiza todo el acervo en torno a cada una de las divinidades glosadas y sus dinastías hacen de esta obra un obsequio estupendo para los entusiastas de la mitología helena».

Como coda, cabe que nos prescriba una obra y autor de la tierra. Señala Sanz a José Miguel L. Romero y «Los indeseables». Una investigación sobre un episodio ampliamente desconocido (la expulsión por el gobierno español de una decena de judíos que en 1940 vivían en Ibiza).» Apuntado queda.

© Cedida

Pablo Sanz, librero de Hipérbole
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Libro Cubacabana gana Premio Celestino de Cuento en Cuba

Holguín, Cuba, 12 jun (Prensa Latina)El escritor cubano Humberto Fuentes, bajo el pseudónimo de Bill, ganó hoy por unanimidad el XXVII Premio Celestino de Cuento en esta oriental provincia, con su obra Cubacabana, trascendió al cierre del certamen literario.

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Esas listas que ya nunca hacemos: cinco libros para una isla, cinco pelis para una vida y cinco canciones para tu funeral

Éramos capaces de hacer un Top-5 de cualquier cosa, desde las rupturas más dolorosas a las mejores galletas. Luego nos hicimos mayores y ya nada importa tanto Leer

Éramos capaces de hacer un Top-5 de cualquier cosa, desde las rupturas más dolorosas a las mejores galletas. Luego nos hicimos mayores y ya nada importa tanto
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La voz feminista de Gabriela Jauregui entra en la feroz naturaleza: “Cuando se rompe la familia nuclear surgen cosas más bellas”

Gabriela Jauregui en la Cafebrería El Péndulo, en Ciudad de México, el 3 de junio.

Ahí donde naturaleza y cultura se juntan, bailan y se pelean, la literatura de Gabriela Jauregui florece. Hay algo siempre animal en los libros de la escritora mexicana, algo también siempre humano. “Ese espacio de fricción, de falsa separación, es mi obsesión”, dice ella, y sus aretes de cara de zorro tintinean y confirman su argumento. Por si quedaban dudas, es la hembra de este mamífero quien pone el nombre y el misterio a su enigmática segunda novela, Zorra (Sexto Piso en México, Lava en España), una suerte de fábula que transcurre en un futuro tan próximo que es casi presente. “Entre las pandemias sin fin y las guerras en países cada vez más cercanos en el mapa”, resumirán sus protagonistas, Ella y Él, desprovistos de cualquier nombre propio. Podríamos ser cualquiera.

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La escritora Gabriela Jauregui.
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Ana Polvorosa: “Admiro la cordura en los delirios de Juana de Arco”

La actriz Ana Polvorosa (Madrid, 1987) se estrena como narradora de audiolibros con la saga de terror Blackwater (Audible), de Michael McDowell, una colección de seis volúmenes publicada originalmente en 1983 y convertida recientemente en un fenómeno literario en varios países.

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© rubén vega (EL PAÍS)

Retrato promocional de la actriz Ana Polvorosa.
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El Premio Planeta conmemora su 75º aniversario con un encuentro histórico en Madrid

Setenta y cinco ediciones del Premio Planeta separan aquella de 1952 en la que un pionero Juan José Mira recogía su galardón, por 'En la noche no hay caminos', de la de este 2026, que tendrá lugar el próximo 15 de octubre, en Barcelona. Pero antes, el Grupo Planeta ha querido celebrar la efeméride con un acto histórico en la Galería de Cristal del Palacio de Cibeles al que han acudido más de 600 personalidades del mundo de la literatura, así como de otros ámbitos.

Una gala, presidida por el presidente de Grupo Planeta y Atresmedia, José Creuheras, que supone el pistoletazo de salida de una serie de actos conmemorativos que se irán sucediendo en los próximos meses hasta la entrega del nuevo reconocimiento.

Se trata de la primera vez que el Premio Planeta organiza un evento de estas características con motivo de un aniversario, un hecho que no se han querido perder las principales firmas de la editorial. No podían faltar la inmensa mayoría de los ganadores y finalistas del Premio Planeta, que han marcado la historia del galardón, como Javier Cercas, Juan del Val, María Dueñas, el trío de Carmen Mola, Sonsoles Ónega, Juan Eslava Galán, Paloma Sánchez-Garnica, Santiago Posteguillo...

¿Qué significa ganar un Planeta?

Tampoco han faltado numerosas autoridades, reconocidas personalidades del mundo de la cultura, la empresa y la sociedad civil españolas. Desde el ministro de Cultura, Ernest Urtasun, al alcalde de Madrid, José Luis Martínez-Almeida. Pasando por Alberto Núñez Feijóo, presidente del Partido Popular; Isabel Díaz Ayuso, presidenta de la Comunidad de Madrid; y la presidenta del Congreso de los Diputados, Francina Armengol.

Durante el acto, algunos de los ganadores y finalistas del Premio Planeta de Novela explicarán en primera persona lo que ha significado para ellos obtener este galardón. Y a su vez, en el transcurso de la ceremonia se rendirá un homenaje especial a los finalistas, en reconocimiento a su contribución a la historia y al prestigio del Premio a lo largo de estos 75 años.

© La Razón

Una imagen del galardón del Premio Planeta.
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