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Autoridades do BCE mantêm em aberto chance de alta dos juros em julho

Autoridades do Banco Central Europeu mantiveram em aberto, nesta sexta-feira (12), a possibilidade de um novo aumento das taxas de ​juros em julho devido à inflação acelerada, mas afirmaram que ainda ​é muito cedo para determinar se tal movimento será necessário para evitar que a alta dos preços provocada pela guerra no Oriente Médio se espalhe.

O BCE elevou as taxas de juros na quinta-feira (11), tornando-se o primeiro grande banco central a apertar a política monetária diante do salto nos preços do petróleo, depois que a inflação ultrapassou os 3% e até mesmo o aumento subjacente dos preços — que exclui as variações no setor de energia — subiu bem acima da meta ⁠de 2%.

“O Conselho do BCE se reunirá ​para sua próxima reunião de política monetária em julho”, afirmou o presidente do banco central alemão, Joachim ​Nagel, em comunicado. “Estamos mantendo todas as nossas opções em aberto e estamos prontos para agir novamente, caso seja ⁠necessário.”

Ulo Kaasik, o recém-empossado presidente do banco central da Estônia, ⁠por sua vez, alertou que a inflação pode ser mais forte do que o previsto, ​já ‌que a incerteza á excepcionalmente alta.

“Considerando os vários riscos, é bastante provável que o aumento dos preços na zona ⁠do euro seja mais rápido do que o esperado”, disse ele em uma postagem de blog, acrescentando que o BCE ainda deve manter sua abordagem de decidir a política monetária reunião a reunião.

Embora os comentários públicos tenham sido cautelosos e evasivos ‌nesta ⁠sexta-feira, fontes próximas à ‌discussão disseram à Reuters que um aumento em julho não é o cenário base por enquanto, e que será necessário um aumento nos preços da energia ou outra surpresa negativa na inflação para que eles ajam nessa ocasião.

Ainda assim, uma ⁠pausa pode ser seguida por outro aumento em setembro, acrescentaram.

Os mercados ⁠financeiros veem uma chance em três de outro aumento dos juros em julho, mas um movimento até setembro já está totalmente precificado.

O presidente do ‌banco central austríaco, Martin Kocher, mostrou-se mais cauteloso do que alguns, dada a queda acentuada nos preços da energia mais cedo, em meio a rumores de que o Irã e os EUA podem estar próximos de um acordo para encerrar a guerra.

“Faltam seis semanas para a próxima reunião de definição de juros no final de julho”, ‌disse Kocher em uma coletiva de imprensa, acrescentando: “Muita coisa pode acontecer nesse período… Quem sabe quais desenvolvimentos teremos.”

Primoz Dolenc, presidente do banco central da Eslovênia, disse que o BCE tem toda a flexibilidade para agir se isso ⁠se tornar necessário.

“Acreditamos que, no contexto de alta incerteza sobre a magnitude e a persistência do choque energético, esse nível de taxas de juros nos permite responder adequadamente a novos desenvolvimentos”, disse ele em uma postagem de blog.

Nagel, um potencial ​candidato à sucessão da presidente do BCE, Christine Lagarde, no próximo ano, disse que o aumento das taxas de juros na ​quinta-feira foi necessário, pois a inflação agora está se espalhando para além do setor energético e começando a afetar os preços de outros bens e serviços.

“O choque de oferta desencadeado pela guerra no Oriente Médio está se mostrando forte e persistente”, disse ele. “É por isso que não podemos simplesmente ‘ignorá-lo’.”

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Banco do Japão deve elevar juros ao nível mais alto em 31 anos

O Banco do Japão deve elevar as taxas de juros para o nível mais alto em 31 anos na ​próxima semana e sinalizar que está disposto a continuar aumentando os ​custos dos empréstimos, enquanto se concentra em combater os riscos de inflação decorrentes da guerra no Oriente Médio.

A decisão alinharia o Banco do Japão com outros bancos centrais que estão adotando políticas mais restritivas, incluindo o BCE (Banco Central Europeu), que anunciou um amplamente esperado aumento dos juros na quinta-feira (11).

O presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, atualmente hospitalizado para um tratamento de duas semanas devido a um cisto hepático, não participará da reunião de dois dias que se ⁠encerra em 16 de junho.

Os oito membros restantes ​do conselho, muitos dos quais alertaram para as crescentes pressões sobre os preços, provavelmente elevarão a taxa ​de juros de 0,75% para 1% — levando-a a níveis não vistos desde 1995.

“A ausência de Ueda não afetará a decisão institucional ⁠do Banco do Japão de se concentrar nos crescentes riscos ⁠de inflação, em vez dos riscos ao crescimento decorrentes do conflito no Oriente Médio”, disse Saisuke ​Sakai, ‌economista sênior do Mizuho Research Institute.

O aumento seria o primeiro desde dezembro e marcaria uma mudança na abordagem cautelosa do Banco ⁠do Japão, que vem desmantelando os resquícios do estímulo radical do antecessor de Ueda, rumo a um foco no papel convencional do banco central de combater a inflação.

Com um aumento na próxima semana praticamente precificado, os mercados estão voltando a atenção para o momento e ‌o ⁠ritmo dos aumentos futuros.

Uma ‌pesquisa da Reuters mostrou que economistas projetam que o Banco do Japão elevará as taxas para 1,25% no quarto trimestre, após um aumento em junho para 1%.

Uma complicação para os investidores será comparar a linguagem dos comentários anteriores de Ueda com a do vice-presidente ⁠Shinichi Uchida, que conduzirá a coletiva pós-reunião da próxima semana em nome ⁠do presidente.

Os investidores estarão atentos a pistas de Uchida sobre se sinais de ampliação da inflação poderiam levar o Banco do Japão a acelerar os ‌aumentos dos juros.

O Banco do Japão provavelmente enfatizará sua determinação em continuar aumentando os juros, já que o choque energético, os custos crescentes de importação devido ao iene fraco e um mercado de trabalho restrito alimentam os riscos de inflação.

Mas a autoridade monetária vê pouca necessidade de aumentos de juros mais rápidos ou consecutivos, pelo menos por enquanto, segundo fontes ouvidas pela ‌Reuters, citando a incerteza sobre as repercussões econômicas da guerra no Irã.

“Embora Uchida seja visto como um dos membros mais dovish do conselho, ele provavelmente tentará soar bastante hawkish para evitar provocar quedas indesejáveis do iene”, disse Nobuyasu Atago, economista-chefe ⁠do Instituto de Pesquisa Econômica da Rakuten Securities.

“É um dilema. O Banco do Japão não vai querer se comprometer antecipadamente com nenhum prazo, dada tanta incerteza. Mas parecer muito cauteloso sobre o próximo passo poderia enfraquecer o iene, elevar os preços e aumentar o ​risco de ficar para trás.”

Um aumento para 1% colocaria a taxa de juros de referência do Banco do Japão na parte inferior ​da faixa nominal estimada de 1,1% a 2,5%, considerada neutra para a economia — motivo para agir com cautela.

Mas o ritmo lento dos aumentos das taxas do BC japonês tem sido apontado como responsável pelo enfraquecimento do iene, que oscila em torno da marca de 160 por dólar, o que aumenta a chance de uma ‌intervenção cambial.

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Ações corrigem com resiliência do emprego nos EUA e alta de 25 pb do BCE

Depois de a taxa de desemprego ter subido gradualmente desde o mínimo de 3,4% em abril de 2023 até aos 4,2% em novembro de 2024, mês da eleição de Donald Trump, o mercado de trabalho tem evidenciado sinais de estabilização. Em simultâneo, o crescimento económico mantém-se relativamente robusto, com a economia norte-americana a crescer à volta de 3% nos últimos dois anos. Atualmente, o GDPNow da Fed de Atlanta permanece alinhado com essa tendência, apontando para um crescimento de 3,3% no segundo trimestre.

Por sua vez, o índice NFIB de confiança das pequenas empresas, um importante barómetro da perceção económica nos EUA, continua acima dos níveis registados antes das eleições presidenciais. Estes são sinais relevantes para as eleições intercalares de novembro, que tendem a influenciar a segunda metade dos mandatos presidenciais. Os eleitores votam, em grande medida, com o bolso e, caso os preços da gasolina recuem nos próximos meses, na sequência de um eventual cessar-fogo duradouro no Médio Oriente e da normalização do tráfego no estreito de Ormuz, a perceção da situação económica poderá continuar a ser favorável à Administração Trump.

No passado dia 5 de junho, os mercados acionistas recuaram significativamente após os fortes dados do emprego nos EUA terem reforçado a expectativa de taxas de juro elevadas durante mais tempo. Foi mais um exemplo do “good news is bad news”. Todavia, a mesma robustez do mercado de trabalho que pressiona em alta as yields também suporta o crescimento económico e os resultados empresariais. Entretanto, a probabilidade de um aumento das taxas de juro pela Fed dos EUA este ano passou de 55% para 70%, impulsionando as yields do tesouro e penalizando sobretudo as tecnológicas, em particular as ligadas à inteligência artificial. A bitcoin, um importante barómetro do setor de software norte-americano, já vinha a cair desde meados de maio, mas acelerou as perdas após os fortes dados do emprego, refletindo a subida das yields e a força do dólar.

Também as ofertas de emprego aumentaram de 6,9 para 7,6 milhões em abril, o valor mais elevado desde novembro de 2024, enquanto a taxa de desemprego permaneceu nos 4,3%. A criação de emprego mensal tem rondado os 200 mil postos de trabalho nos últimos três meses. Por isso, a reação negativa das ações poderá revelar-se temporária, caso a robustez económica continue a traduzir-se em melhores resultados empresariais.

Já no final desta semana, o BCE subiu os juros em 25 pb tal como esperado. Lagarde confirmou que o BCE continua mais preocupado com os riscos de inflação do que com o abrandamento da economia da zona euro. Embora tenha reconhecido sinais de enfraquecimento da atividade, sobretudo nos serviços, e revisto em baixa o crescimento do PIB para 0,8% em 2026, o BCE reviu em alta as projeções de inflação para 3% este ano e 2,3% em 2027, muito acima da estabilidade de preços de 2%, refletindo o impacto da subida dos preços da energia. O conflito no Médio Oriente e os riscos sobre os preços sobretudo do petróleo dominaram grande parte da conferência.

Lagarde destacou a resiliência do mercado de trabalho, com o desemprego nos 6,3%, um dos níveis mais baixos desde a criação do euro, mas admitiu alguns sinais de fragilidade. Apesar disso, evitou dar qualquer indicação sobre os próximos passos da política monetária, insistindo numa abordagem dependente dos dados. A ausência de forward guidance não alterou significativamente as expectativas do mercado, que continua a antecipar uma nova subida das taxas em setembro e eventualmente outra em dezembro. No essencial, o tom de Lagarde foi cauteloso, firme e ligeiramente mais duro do que muitos investidores esperavam.

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Ministro das Finanças discorda da subida de juros do BCE

O ministro das Finanças disse no Luxemburgo, à chegada ao Eurogrupo, que a crise do Médio Oriente "é diferente de 2022" e que o BCE podia ter evitado subir as taxas.

© OLIVIER HOSLET/EPA

"O Banco Central Europeu, em todo caso, decidiu subir as taxas de juros, mas estamos numa situação muito diferente", afirma
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Subida das taxas de juro. "É um erro de política monetária"

BCE deve aumentar hoje as taxas de juro para os 2,25%. Filipe Garcia, economista, diz ainda que "há cada vez uma reação menor dos mercados" com os ataques entre Estados Unidos e o Irão.

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Novo Desenrola já beneficiou 6 milhões de pessoas, diz Dario Durigan

Logo Agência Brasil

O Novo Desenrola, programa do governo federal voltado à renegociação de dívidas de pessoas físicas, já beneficiou, nos primeiros dias do programa, mais de 6 milhões de pessoas e famílias, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Deste total, cerca de 4 milhões de pessoas tiveram suas dívidas quitadas.

Notícias relacionadas:

“São pessoas com dívidas pequenas de até R$ 100”, detalhou o ministro da Fazenda nesta terça-feira (9), durante entrevista concedida ao portal UOL.

O Novo Desenrola Brasil foi criado com o objetivo de reduzir a inadimplência e facilitar a recuperação do crédito. A iniciativa beneficia principalmente brasileiros de baixa e média renda, em especial quem ganha até cinco salários mínimos e tem dívidas bancárias em atraso.

Para tanto, são oferecidas condições mais favoráveis do que as disponíveis no mercado para quitar ou parcelar débitos.

Entre suas principais características estão descontos que podem chegar a até 90% sobre o valor da dívida e juros reduzidos (limitados a cerca de 1,99% ao mês). O parcelamento pode ser de até 48 meses.

Há também a possibilidade de uso de parte do FGTS para abater débitos e a “desnegativação” de consumidores com dívidas de pequeno valor.

Juros

Durante a entrevista, Durigan disse que a alta taxa de juros cobrada no Brasil é algo que, de fato, tem prejudicado as pessoas, mas que, por meio do programa, o governo tem ajudado a população a lidar com essa situação.

“Dados desta manhã mostram que mais de 6 milhões de pessoas e famílias já foram beneficiadas pelo Novo Desenrola logo nos primeiros dias do programa”, disse o ministro ao lembrar que essa é uma mobilização nacional que tem previsão de se encerrar no dia 2 de agosto.

Segundo Durigan, “cerca de 4 milhões de pessoas foram negativadas por terem dívidas pequenas, de até R$ 100; e 1,1 milhão de pessoas já pagaram suas dívidas à vista, com descontos médios superiores a 80%”.

“Essas pessoas limparam o nome e estão novamente aptas a consumir”, ressaltou.

Juros

O ministro da Fazenda negou que os juros no país estejam altos porque o governo gasta muito.

“Eles decorrem de desarranjos causados, em grande parte, pela guerra [dos EUA e de Israel contra o Irã]. Por isso, enquanto houver esse cenário, estamos adotando medidas de subvenção [de preços], como a da gasolina”, acrescentou ao reafirmar que, do ponto de vista fiscal, nada foi alterado.

“Nossas metas serão cumpridas”, concluiu o titular da Fazenda.

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Novo Desenrola já beneficiou 6 milhões de pessoas, diz Dario Durigan

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Deste total, cerca de 4 milhões de pessoas tiveram suas dívidas quitadas.

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O Novo Desenrola Brasil foi criado com o objetivo de reduzir a inadimplência e facilitar a recuperação do crédito. A iniciativa beneficia principalmente brasileiros de baixa e média renda, em especial quem ganha até cinco salários mínimos e tem dívidas bancárias em atraso.

Para tanto, são oferecidas condições mais favoráveis do que as disponíveis no mercado para quitar ou parcelar débitos.

Entre suas principais características estão descontos que podem chegar a até 90% sobre o valor da dívida e juros reduzidos (limitados a cerca de 1,99% ao mês). O parcelamento pode ser de até 48 meses.

Há também a possibilidade de uso de parte do FGTS para abater débitos e a “desnegativação” de consumidores com dívidas de pequeno valor.

Juros

Durante a entrevista, Durigan disse que a alta taxa de juros cobrada no Brasil é algo que, de fato, tem prejudicado as pessoas, mas que, por meio do programa, o governo tem ajudado a população a lidar com essa situação.

“Dados desta manhã mostram que mais de 6 milhões de pessoas e famílias já foram beneficiadas pelo Novo Desenrola logo nos primeiros dias do programa”, disse o ministro ao lembrar que essa é uma mobilização nacional que tem previsão de se encerrar no dia 2 de agosto.

Segundo Durigan, “cerca de 4 milhões de pessoas foram negativadas por terem dívidas pequenas, de até R$ 100; e 1,1 milhão de pessoas já pagaram suas dívidas à vista, com descontos médios superiores a 80%”.

“Essas pessoas limparam o nome e estão novamente aptas a consumir”, ressaltou.

Juros

O ministro da Fazenda negou que os juros no país estejam altos porque o governo gasta muito.

“Eles decorrem de desarranjos causados, em grande parte, pela guerra [dos EUA e de Israel contra o Irã]. Por isso, enquanto houver esse cenário, estamos adotando medidas de subvenção [de preços], como a da gasolina”, acrescentou ao reafirmar que, do ponto de vista fiscal, nada foi alterado.

“Nossas metas serão cumpridas”, concluiu o titular da Fazenda.

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