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Mercado imobiliário em Salvador supera São Paulo e Rio e registra alta acima da inflação

O mercado imobiliário de Salvador vive um momento de expansão em meio a um cenário econômico marcado por juros elevados e crédito mais restrito. Dados do Índice FipeZAP mostram que a capital baiana registrou valorização de 1,22% nos imóveis residenciais apenas em abril deste ano, desempenho superior ao de capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. No acumulado de 12 meses, a alta chegou a 12,75%, colocando Salvador entre as cidades com maior valorização imobiliária do país.Os números reforçam uma tendência observada por incorporadoras, corretores e entidades do setor: a procura por imóveis continua elevada, impulsionada tanto por compradores em busca da casa própria quanto por investidores que enxergam o segmento como uma alternativa para preservação patrimonial.Segundo o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA), Cláudio Cunha, o mercado local vem mantendo um ritmo consistente de lançamentos e comercialização, mesmo diante das dificuldades econômicas dos últimos anos.“O mercado imobiliário de Salvador vive um bom momento, com novos lançamentos, um ritmo saudável de comercialização e baixa oferta. Existe uma percepção clara de confiança do consumidor na aquisição do imóvel, seja para moradia, seja como investimento patrimonial", afirma.Cenário econômico e valorização dos imóveis em SalvadorA valorização registrada na capital baiana também chama atenção por ter superado a inflação. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 4,62% nos últimos 12 meses, os imóveis em Salvador registraram crescimento quase três vezes maior no mesmo período.Para Daniel Sande, CEO de Incorporação do Grupo André Guimarães, o desempenho ganha relevância por ocorrer em um contexto que historicamente provocaria retração nas vendas.“Com a taxa Selic alta, a tendência era termos uma diminuição na velocidade de vendas e no preço. Em outros momentos, sempre que os juros subiam, havia retração. E isso não aconteceu”, observa.De acordo com o executivo, a absorção dos imóveis disponíveis na cidade ocorre atualmente em cerca de dez meses, indicador considerado saudável para o setor e que demonstra equilíbrio entre oferta e demanda.Outro fator que contribui para o interesse de investidores é o valor médio do metro quadrado em Salvador. Em abril deste ano, o preço médio foi de R$ 8.385 por metro quadrado, abaixo do registrado em cidades como São Paulo e Florianópolis. Para especialistas, essa diferença indica espaço para novas valorizações nos próximos anos. Prédios em contrução na região de Jaguaribe - Foto: Shirley Stolze / Ag. A TARDE Expansão imobiliária na Região MetropolitanaAlém da capital, municípios da Região Metropolitana também passaram a atrair compradores e investidores. Segundo o conselheiro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci-BA) e sócio da Itaigara Imóveis, Ederson Galeno, há um movimento de expansão para áreas que oferecem imóveis maiores e preços mais competitivos.“A ampliação do trabalho híbrido e remoto fez com que muitas pessoas passassem a buscar mais qualidade de vida. Em muitos casos, é possível adquirir uma casa na Região Metropolitana pagando o mesmo valor, ou até menos, do que por um apartamento menor em Salvador", afirma.Segundo ele, localidades como Vila de Abrantes, Camaçari e Simões Filho vêm registrando aumento da procura nos últimos anos. O crescimento é acompanhado pela chegada de novos empreendimentos residenciais e comerciais, impulsionando o desenvolvimento dessas regiões.Galeno destaca ainda que programas habitacionais também têm contribuído para o aquecimento do mercado. A ampliação das faixas de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida permitiu o acesso a imóveis de maior valor, com condições de crédito mais favoráveis do que as praticadas pelo mercado tradicional.Atração de investidores e a busca pela casa própriaEnquanto isso, alguns bairros de Salvador continuam concentrando a atenção de investidores devido ao histórico de valorização. Rio Vermelho, Barra, Corredor da Vitória, Imbuí e Caminho das Árvores estão entre as regiões mais procuradas.No caso do Caminho das Árvores, a verticalização observada nos últimos anos resultou em uma forte valorização do metro quadrado. Segundo Galeno, imóveis que há cerca de quatro anos eram comercializados por aproximadamente R$ 8 mil por metro quadrado hoje alcançam valores próximos de R$ 14 mil.A baixa disponibilidade de imóveis também ajuda a explicar o comportamento dos preços. Segundo a Ademi-BA, diversos empreendimentos registram vendas aceleradas logo após o lançamento, reduzindo a oferta disponível em alguns segmentos.Entre os mercados que apresentam maior potencial de crescimento estão os imóveis compactos, os empreendimentos voltados ao público de alta renda e os projetos enquadrados no Minha Casa, Minha Vida. A entidade também vê oportunidades na faixa destinada à classe média, impulsionada por novas políticas de financiamento habitacional. Foto: Reprodução | Fidalgo Leilões Para Cunha, o desafio agora é garantir condições que permitam a continuidade desse crescimento. Entre os principais pontos de atenção estão a estabilidade econômica, o acesso ao crédito e os custos da construção civil.“O mercado imobiliário depende de previsibilidade econômica e segurança jurídica. É um setor de longo prazo e necessita de condições adequadas para manter um crescimento sustentável", afirma.Apesar das incertezas econômicas, a expectativa do setor é positiva. A perspectiva de redução dos juros nos próximos anos pode ampliar a capacidade de financiamento das famílias e estimular novas compras.Para investidores, o cenário reforça a posição de Salvador como um dos mercados imobiliários mais observados do país. Com valorização acima da inflação, expansão para novas áreas urbanas, oferta reduzida em alguns segmentos e preços ainda inferiores aos de outras capitais, a cidade passa a ocupar espaço crescente no radar de quem busca rentabilidade e proteção patrimonial por meio do mercado imobiliário. O que está impulsionando a valorização dos imóveis em Salvador? A valorização dos imóveis em Salvador está sendo impulsionada pela alta procura por residências, tanto por compradores buscando a casa própria quanto por investidores interessados em preservar capital. Como a inflação se compara à valorização dos imóveis em Salvador? Enquanto a inflação no último ano foi de 4,62%, os imóveis em Salvador valorizaram 12,75%, mostrando um crescimento significativo acima da inflação. Por que a taxa Selic elevada não resultou em queda nas vendas imobiliárias? Historicamente, altas na taxa Selic reduzem vendas, mas neste momento, a confiança do consumidor e a absorção de imóveis em cerca de dez meses contribuíram para a continuidade das vendas. Quais áreas na Região Metropolitana estão se destacando no mercado imobiliário? Cidades como Vila de Abrantes, Camaçari e Simões Filho estão atraindo compradores por oferecer imóveis maiores e a preços competitivos, especialmente em um contexto de trabalho híbrido. Como o programa Minha Casa, Minha Vida beneficia o mercado imobiliário em Salvador? A ampliação das faixas de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida está facilitando o acesso a imóveis de maior valor, impulsionando o aquecimento do mercado na região.

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GRC IM e M2O concluem Valadares Villas com investimento de sete milhões de euros

O empreendimento residencial Valadares Villas, localizado na frente marítima de Valadares, em Vila Nova de Gaia, entrou na fase final de construção e deverá estar concluído até ao final de 2026. O projeto representa um investimento global de cerca de sete milhões de euros. O desenvolvimento do projeto resulta de uma parceria entre a GRC IM, gestora internacional de investimento imobiliário com atuação na estruturação e gestão de ativos nos mercados europeus, e a M2O, promotora portuguesa fundada por Marino Oliveira e Marcos Oliveira, dedicada ao desenvolvimento e execução de projetos residenciais em localizações de elevada procura.

Composto por dez moradias T3, com áreas brutas entre 343 m² e 552 m², o Valadares Villas posiciona-se no segmento residencial premium. Os preços de comercialização variam entre 950.000 euros e 1.475.000 euros, consoante a tipologia e características específicas de cada unidade. O projeto surge da requalificação e reposicionamento de um ativo residencial iniciado há cerca de uma década.

A parceria junta a expertise da GRC IM — gestora de investimento imobiliário com forte presença nos mercados europeus e escritórios em Madrid e Lisboa — à capacidade de execução local da M2O, fundada por Marino Oliveira e Marcos Oliveira. O projeto foi revisto pelo arquiteto Sérgio Sousa, que atualizou o conceito original com soluções mais eficientes ao nível térmico, acústico e energético.

Em comunicado, a administração da GRC IM, que integra Kaho Ha, Walter Fábrega, Javier Boccherini, Eugenio Molina e Massimo Massimilla, enquadra o investimento na estratégia da gestora para ativos residenciais bem localizados no mercado ibérico. “Este projeto reflete a nossa estratégia de investimento em ativos residenciais bem localizados, com elevada procura e potencial de valorização, especialmente em mercados costeiros como Vila Nova de Gaia”, afirmam.

A GRC IM destaca ainda a colaboração com a M2O: “O conhecimento do mercado local e a capacidade de execução em obra garantem a entrega de um produto final alinhado com os padrões de qualidade da GRC IM”.

As moradias foram concebidas com elevados padrões de conforto, incluindo jardim privativo, garagem box fechada, sala de cinema, lavandaria, churrasqueira, sistemas de climatização avançados, bomba de calor para águas sanitárias, caixilharia com corte térmico, ventilação mecânica e portas de segurança, entre outros atributos.

Ana Miranda, responsável de área da Predial Mar — sociedade de mediação imobiliária do grupo M2O —, sublinha o carácter diferenciador do empreendimento: “O Valadares Villas distingue-se pela conjugação entre localização, privacidade, dimensão das habitações e linguagem arquitetónica contemporânea, algo cada vez mais raro na oferta residencial em Vila Nova de Gaia”. Segundo a responsável, o projeto responde a um segmento de compradores que valoriza exclusividade, modernidade e bem-estar.

Com conclusão prevista para o final do ano, o Valadares Villas consolida-se como uma referência no segmento residencial de luxo na frente marítima de Vila Nova de Gaia, reforçando o apetite de investidores internacionais e nacionais por produtos premium em localizações costeiras com elevada procura.

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Plataforma de financiamento colaborativo imobiliário lança primeiro projeto residencial em Turim

A Wecity, plataforma digital de financiamento colaborativo imobiliário, anunciou a sua entrada no mercado italiano, no que é considerado mais um passo na estratégia de expansão internacional da empresa. A operação arranca com um projeto de desenvolvimento residencial em Turim, uma das principais cidades económicas da região do Piemonte, no norte de Itália.

Através do seu modelo de financiamento alternativo e participativo, a plataforma vai permitir que investidores particulares e institucionais participem na aquisição, remodelação e posterior venda de 12 apartamentos localizados no edifício da Via Sacchi 16, numa operação desenvolvida em parceria com o promotor imobiliário LoBa Invest.

O projeto prevê um financiamento total de 1,45 milhões de euros, estruturado em duas fases. A primeira tranche, de 1 milhão de euros, destina-se a suportar parte da aquisição do imóvel e o arranque das obras, enquanto a segunda, de 450 mil euros, financiará a conclusão da intervenção.

Segundo a empresa, o promotor assegura um investimento próprio de 570 mil euros, reforçando a robustez da operação. Para os investidores da plataforma, o projeto oferece uma taxa de juro anual de 11%, com um prazo estimado de nove meses, acrescido de uma eventual prorrogação de três meses, estando ainda garantido por uma hipoteca de primeiro grau sobre a totalidade das habitações.

A entrada em Itália surge num contexto de crescente necessidade de soluções alternativas de financiamento para o setor residencial. A Wecity considera que o mercado italiano apresenta características semelhantes às de Portugal e Espanha, nomeadamente um défice estrutural de oferta habitacional e uma procura crescente por mecanismos de financiamento mais ágeis e flexíveis.

“A Itália reúne características semelhantes às de Portugal e Espanha: forte procura habitacional, interesse dos investidores e necessidade de novas soluções de financiamento. Acreditamos que a experiência acumulada pela Wecity nestes mercados nos permitirá contribuir para o desenvolvimento de novos projetos residenciais e oferecer oportunidades atrativas aos investidores”, afirma Antonio Mañas, CEO da Wecity.

A plataforma chega a Itália depois de consolidar a sua atividade em Espanha e em Portugal, onde opera há cerca de três anos. O mercado italiano representa, assim, o segundo grande passo da expansão internacional da empresa, que sublinha ainda o seu compromisso com a transparência e com o enquadramento regulamentar europeu, operando ao abrigo do regime ECSP (European Crowdfunding Service Providers).

Até ao momento, a Wecity já financiou mais de 255 milhões de euros através de 192 projetos imobiliários. Em Portugal, o volume financiado atingiu 11,9 milhões de euros em 2025 e, apenas nos primeiros cinco meses deste ano, a plataforma já ultrapassou esse valor, com 12,7 milhões de euros financiados, superando o total registado durante todo o ano anterior.

Fundada em Espanha e com presença em Portugal, a Wecity atua como uma plataforma digital que liga promotores imobiliários e investidores num ecossistema colaborativo. Nos últimos cinco anos, financiou cerca de 250 milhões de euros em projetos imobiliários e afirma liderar, no mercado europeu de financiamento colaborativo, o rácio de reembolso de empréstimos. Enquanto Prestador de Serviços de Financiamento Colaborativo autorizado, a empresa está habilitada a prestar serviços em Portugal.

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Mercado imobiliário de Goiânia cresce três vezes mais que a média nacional no primeiro trimestre de 2026

O mercado imobiliário de Goiânia cresceu três vezes mais que a média nacional no primeiro trimestre de 2026. As vendas nacionais cresceram 4,1% no período. A capital goiana registrou alta de 12,7% no número de unidades comercializadas, chegando a 2.882 imóveis vendidos no trimestre.

“Goiás cresce acima da média nacional há quase duas décadas consecutivas, impulsionado por uma economia diversificada e resiliente. O crescimento populacional do estado foi de 20% entre os dois últimos censos, contra apenas 7% na média nacional”, afirma Credson Batista, diretor de Pesquisas e Estatísticas da Ademi-GO.

Nacionalmente, 49% das vendas foram realizadas dentro do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). No Centro-Oeste, o índice é de 34%. Em Goiânia, apenas 26% das unidades comercializadas estão enquadradas no MCMV, o que representa menos de 750 unidades.

Na avaliação do presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo, a explicação para o descompasso está nas condições de aprovação de projetos na capital. “Nossa capital está perdendo um potencial enorme de fornecer moradia digna para a população que mais precisa. O que falta é destravar o processo de aprovação para que os projetos possam sair do papel.”

O preço médio do metro quadrado em Goiânia registrou crescimento de 3,6% apenas nos três primeiros meses de 2026, chegando a R$ 10.914/m². Considerando os bairros Marista, Bueno, Oeste e Jardim Goiás, o valor médio alcança R$ 12.881/m², com o Marista liderando ao atingir R$ 13.462/m².

Fernando Razuk, presidente do Conselho da Ademi-GO, destaca que a revisão do Plano Diretor reduziu o aproveitamento construtivo das áreas da cidade em 7,5 vezes. “O terreno passa a custar pelo menos 33% a mais na conta, pois onde antes se faziam 100 unidades hoje só conseguimos implantar 75.”

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Só uma em cada três casas em Portugal custa menos de 300 mil euros

O mercado imobiliário em Portugal continua a mostrar alguns sinais preocupantes e de acordo com dados da plataforma “idealista”, revelados esta terça-feira, o stock de casas acessíveis caiu 31% no primeiro trimestre do ano.

Numa análise ao mercado de compra em Portugal que quantifica, a plataforma destaca que encontrar uma casa abaixo dos 300 mil euros no mercado é cada vez mais difícil.

“No primeiro trimestre de 2026, apenas uma em cada três casas à venda custava menos de 300.000 euros — e o stock nessa faixa caiu 31% num só ano. Ao mesmo tempo, a procura nesse segmento mantém-se a mais elevada de todo o mercado”, destaca esta análise.

Os dados do idealista revelam que a oferta total de casas à venda caiu 19% no primeiro trimestre de 2026 e que 44% das casas à venda no mercado custam entre 300 mil euros e 600 mil euros.

No que diz respeito à oferta do mercado imobiliário nas grandes cidades, o idealista destaca que no Porto, 45% da oferta já está acima dos 600 mil euros e em Lisboa, Funchal e Faro, menos de 15% das casas à venda ficam abaixo dos 300 mil euros. Outro dado apurado é que a procura no segmento entre 300.000 e 600.000 euros cresceu mais de 30%.

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Da primeira casa à casa ideal: o imobiliário premium acompanha todas as fases da vida

A forma como vivemos mudou e o mercado imobiliário premium acompanha essa transformação. Hoje, a escolha de uma casa vai muito além da localização ou da dimensão: reflete prioridades pessoais, fases da vida, ambições familiares e estilos de vida cada vez mais individualizados. Da primeira compra de jovens profissionais às residências exclusivas procuradas por seniores […]

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Lisboa e Porto concentram investimento no mercado de retalho nacional

A cidade de Lisboa e do Porto são os principais mercados imobiliários nacionais, de acordo com o mais recente relatório da consultora imobiliária eRetail.

Com 15,9 milhões de dormidas, a capital portuguesa lidera o turismo português, seguida do Porto, que conseguiu chegar aos 10 milhões de dormidas. Já em termos de consumo, em Lisboa os dados mostram uma concentração de 51,3% de compras, enquanto na zona Norte concentram-se 19,1%. De acordo com a consultora, esta tendência leva a que a taxa de ocupação dos espaços imobiliários das duas cidades está praticamente lotada.

Lisboa continua a ser um dos mercados retalhistas mais importantes do país, com uma faturação de 20 mil milhões de euros em 2025, o que corresponde a 29% do total nacional.

Este valor deve-se ao aumento do investimento das marcas de luxo nas principais ruas da capital, que têm acompanhado o aumento do turismo na cidade.

A restauração, a moda e a secção de luxo lideram a procura pelos principais espaços comerciais nesta cidade. Sendo que 65 dos espaços já estão ocupados por moda. Atualmente a disponibilidade de espaços na capital é de 5%.

“Caracterizada pelo comércio direto à rua, e reduzidas zonas de centro comercial, o eixo principal do centro de Lisboa sofre, contudo, com uma baixa rotação de espaços e escassez de novos comércios, o que torna a pressão imobiliária maior, aumentando as rendas”, revela o estudo.

Os dados mostram que as rendas mais baixas são dos espaços com área superior a mil metros quadrados, enquanto os espaços de menor tamanho têm rendas mais elevadas.

Já no Porto, o crescimento de renda no ano passado situou-se nos 9,5%, tendo-se tornado um “centro de atração de investimento”.

As rendas na invicta são ligeiramente mais baixas do que na capital, com o metro quadrado a oscilar entre os 50 euros e os 160 euros.

Enquanto a Avenida da Liberdade é a principal escolha em Lisboa, no Porto, é a Avenida dos Aliados que domina com marcas de luxo. Contudo, os Clérigos têm-se tornado atrativos para os turistas e combinam “retail urbano com a principal zona de ócio noturno da invicta”.

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