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Déficit de armazenagem impulsiona mercado de galpões flexíveis

O crescimento da produção agrícola e o histórico déficit de armazenagem no Brasil têm impulsionado a demanda por diversos tipos de estruturas de estocagem no campo.

No Anuário Agrologístico 2026, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) destaca que, pela segunda safra consecutiva, apenas a produção da primeira safra de grãos ,de 218,2 milhões de toneladas, já supera a capacidade de armazenagem de grãos, estimada em 202,3 milhões de toneladas, gerando um déficit de cerca de 15,9 milhões de toneladas apenas nesse período de colheita.

Tal situação vem obrigando produtores a vender ou escoar rapidamente a produção. Neste contexto, a empresa Tópico, que fabrica, aluga e vende galpões de lona e aço, planeja crescer 10% ao ano nos próximos três anos.

Segundo Sérgio Gallucci, diretor comercial da empresa, a expansão da safra nas regiões Norte e Centro-Oeste tem ocorrido em ritmo superior aos investimentos em infraestrutura permanente, fazendo com que soluções modulares deixem de ser apenas alternativas emergenciais para se tornarem parte da estratégia logística de produtores e agroindústrias.

“O déficit de armazenagem é crônico. Nas regiões onde a produção mais cresce, como Centro-Oeste e Norte, a deficiência de infraestrutura é ainda maior”, afirma o executivo.

Para garantir capacidade de resposta imediata, a companhia mantém entre 150 mil e 200 mil metros quadrados de estruturas em estoque para pronto atendimento, viabilizando atuação rápida em diferentes regiões do país.

Em 2025, a empresa encerrou o ano com investimento de aproximadamente R$ 50 milhões, destinados à expansão da base instalada, modernização operacional e inovação tecnológica. Para este ano, o objetivo é investir mais R$ 50 milhões  em eficiência, pessoas e tecnologia.

A Tópico encerrou o ano de 2025 com faturamento de R$ 300 milhões. A empresa  atua nos segmentos de fertilizantes, indústria, transporte e logística (incluindo portos, aeroportos e operadores portuários), mineração e siderurgia, alimentos e bebidas, veículos e autopeças.

A cadeia de fertilizantes, por exemplo, tornou-se um dos segmentos de maior atuação da companhia nos últimos anos. Com o Brasil figurando entre os maiores importadores mundiais do insumo, a demanda vem avançando, em média, 15% ao ano.

Mas é o agronegócio o principal negócio da empresa. Nos últimos oito anos, o segmento registrou crescimento 10% ao ano.

“Hoje detemos mais de 50% do mercado brasileiro de galpões flexíveis , com cerca de 3 milhões de metros quadrados de estruturas instaladas em todo o país”, diz o executivo

O Tocantins aparece entre os estados que concentram a maior expansão recente da empresa, acompanhando o avanço da produção agrícola na região conhecida como Matopiba.

Modelo reduz investimento inicial

Diferentemente da construção de armazéns convencionais, o modelo da empresa funciona por meio de locação.

Os galpões são fabricados, transportados, montados no local e alugados pelo período necessário para cada operação.

Segundo Gallucci, uma estrutura de aproximadamente 3 mil metros quadrados pode ser instalada em cerca de 20 dias.

O valor do contrato varia conforme o tamanho da estrutura e o tempo de utilização. Quanto maior o período de locação e a área contratada, menor tende a ser o custo por metro quadrado.

O modelo atende diferentes cadeias produtivas, como café, açúcar, fertilizantes, grãos e biocombustíveis, com custo que oscila de R$ 12 a R$ 15 o metro quadrado, a depender do tamanho, prazo de local e região.

Crédito influencia, mas não determina demanda

Apesar do momento de maior restrição financeira vivido pelo agronegócio, Gallucci afirma que o desempenho da empresa não depende diretamente das linhas oficiais de crédito rural.

Segundo ele, a contratação das estruturas está mais relacionada à necessidade operacional e ao planejamento logístico das empresas do que à disponibilidade de financiamento.

“O que influencia é muito mais o humor e o nível de investimento do produtor do que uma linha específica de crédito.”

Estruturas ganham novas aplicações

Além da armazenagem, os galpões também vêm sendo utilizados como áreas industriais, centros logísticos, oficinas, coberturas para fertilizantes, máquinas e insumos agrícolas.

A flexibilidade do sistema permite montagem rápida, expansão conforme a necessidade da operação e posterior desmontagem ou remanejamento para outras unidades.

Para Gallucci, enquanto o Brasil continuar ampliando sua produção agrícola em ritmo superior à expansão da infraestrutura, a demanda por soluções temporárias deverá continuar crescendo.

“O déficit estrutural ainda é muito grande e a necessidade por respostas rápidas faz com que esse mercado continue em expansão”, diz.

Algumas empresas contratam os galpões como uma solução temporária, “mas a estrutura acaba permanecendo como complemento da armazenagem permanente.”, conta.

Segundo ele, esse tipo de situação tem se repetido em diferentes cadeias do agronegócio.

Inicialmente contratados para atender picos de safra ou atrasos em obras, os galpões acabam sendo incorporados de forma definitiva à operação logística das empresas.

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Conab: produção de grãos pode chegar a 358,6 milhões de toneladas

Logo Agência Brasil

A produção brasileira de grãos tem previsão de chegar a 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26. Caso o resultado se confirme, o Brasil baterá novo recorde, com uma alta de 1,8% na comparação com a safra anterior. O percentual corresponde a um aumento de 6,4 milhões de toneladas, ante ao ciclo 2024/25.

A previsão consta do 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a entidade, ele se deve ao aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis.

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Com isso, a produtividade média nacional deverá ficar em 4.295 quilos por hectare.

Soja e milho

“Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas”, detalhou a Companhia.

O resultado, acrescenta, reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis na atual safra.

Já o milho cultivado na 2ª safra tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas, somando as três safras.

A colheita da primeira safra abrange 87,7% da área, devendo ter como resultado um total de 29,3 milhões de toneladas a serem colhidas – aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25.

“Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão”, informou a Conab.

A colheita da segunda safra ainda está em sua fase inicial. A expectativa é que chegue a um total de 107,9 milhões de toneladas produzidas. Quanto à terceira safra, em fase de plantio prestes a ser encerrada, é esperada uma colheita de 3,3 milhões de toneladas.

Algodão

De acordo com o levantamento, a produção de pluma de algodão (segunda safra) deve ficar em cerca de 4 milhões de toneladas. Se confirmada, a projeção representa uma queda de 2,5% na comparação com a safra de 2024/25. Segundo a Conab, o resultado se deve à diminuição da área semeada.

“No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, representando uma alta de 24,9%”, acrescentou.

Arroz e feijão

Com a colheita praticamente finalizada, o arroz deve registrar uma produção de 11,1 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 13,2% na comparação com o volume obtido na safra anterior.

“A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal”, justificou a Conab.

Projeção de queda também na produção de feijão. A Conab estima um total de 3 milhões de toneladas a serem colhidas ao final das três safras do grão – volume que representa uma “ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada”.

Segundo a Conab, o abastecimento do mercado interno está garantido, mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos.

Trigo

Já a área destinada à produção de trigo deve apresentar queda na produção, uma vez que a área destinada ao plantio será menor do que a da safra anterior. Atualmente, esta cultura abrange apenas 45,3% do total de área prevista.

As expectativas são de que, ao final do ciclo, sejam produzidas cerca de 6,3 milhões de toneladas do cereal.

 

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Conab: produção de grãos pode chegar a 358,6 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos tem previsão de chegar a 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26. Caso o resultado se confirme, o Brasil baterá novo recorde, com uma alta de 1,8% na comparação com a safra anterior. O percentual corresponde a um aumento de 6,4 milhões de toneladas, ante ao ciclo 2024/25.

A previsão consta do 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Segundo a entidade, ele se deve ao aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis.

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Com isso, a produtividade média nacional deverá ficar em 4.295 quilos por hectare.

Soja e milho

“Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas”, detalhou a Companhia.

O resultado, acrescenta, reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis na atual safra.

Já o milho cultivado na 2ª safra tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas, somando as três safras.

A colheita da primeira safra abrange 87,7% da área, devendo ter como resultado um total de 29,3 milhões de toneladas a serem colhidas – aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25.

“Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão”, informou a Conab.

A colheita da segunda safra ainda está em sua fase inicial. A expectativa é que chegue a um total de 107,9 milhões de toneladas produzidas. Quanto à terceira safra, em fase de plantio prestes a ser encerrada, é esperada uma colheita de 3,3 milhões de toneladas.

Algodão

De acordo com o levantamento, a produção de pluma de algodão (segunda safra) deve ficar em cerca de 4 milhões de toneladas. Se confirmada, a projeção representa uma queda de 2,5% na comparação com a safra de 2024/25. Segundo a Conab, o resultado se deve à diminuição da área semeada.

“No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, representando uma alta de 24,9%”, acrescentou.

Arroz e feijão

Com a colheita praticamente finalizada, o arroz deve registrar uma produção de 11,1 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 13,2% na comparação com o volume obtido na safra anterior.

“A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal”, justificou a Conab.

Projeção de queda também na produção de feijão. A Conab estima um total de 3 milhões de toneladas a serem colhidas ao final das três safras do grão – volume que representa uma “ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada”.

Segundo a Conab, o abastecimento do mercado interno está garantido, mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos.

Trigo

Já a área destinada à produção de trigo deve apresentar queda na produção, uma vez que a área destinada ao plantio será menor do que a da safra anterior. Atualmente, esta cultura abrange apenas 45,3% do total de área prevista.

As expectativas são de que, ao final do ciclo, sejam produzidas cerca de 6,3 milhões de toneladas do cereal.

 

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