CM Lisboa. PS critica atrasos na obra do Plano de Drenagem

© JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

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A tempestade tropical Arthur avança pela costa dos Estados Unidos, marcando o início da temporada de furacões no Atlântico. Pedro Côrtes, analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, explicou ao Live CNN que o fenômeno, que se forma no Golfo do México, pode ser declarado furacão dependendo da evolução de sua intensidade e da velocidade dos ventos.
Segundo o analista, a temporada de furacões tradicionalmente começa na metade do ano e se estende até outubro ou novembro. O fenômeno ocorre em razão do aquecimento das águas do Atlântico Norte durante o final da primavera e o início do verão.
Pedro Côrtes destacou que as águas do oceano estavam a 28°C na madrugada desta quarta-feira (17), o que ele classificou como “bem quente”. “Essas águas estão muito quentes hoje e isso aumenta a quantidade de energia na atmosfera, vapor na atmosfera, e isso potencializa a ocorrência de furacões“, afirmou o analista.
De acordo com as imagens apresentadas por Côrtes, o fluxo de ventos parte do Caribe e do Atlântico, injetando umidade no Golfo do México, onde está o centro da tempestade em formação. A zona de baixa pressão identificada nas imagens indica o local exato onde a tempestade Arthur se encontrava.
A perspectiva é de que a tempestade siga a linha da costa americana, passando por estados como Texas, Louisiana e Alabama, com possibilidade de atravessar a Flórida. “Vamos ver se ela realmente venha a se caracterizar como um furacão, dependendo da sua evolução, da sua intensidade, velocidade dos ventos”, ponderou Côrtes.
O analista também mencionou que o último jogo do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo está programado para Miami, na Flórida, e expressou esperança de que a tempestade não cause interferências no evento.

O sismo de magnitude 7,8 que abalou na segunda-feira a ilha de Mindanau, no sul das Filipinas, fez com que o fundo do oceano subisse até dois metros em algumas zonas costeiras, anunciou hoje o Ministério do Ambiente.
A elevação do leito marinho representa riscos ambientais significativos, particularmente para os recifes de coral, que podem estar expostos.
O sismo causou pelo menos 61 mortos e 40 desaparecidos, de acordo com os dados mais recentes da agência nacional de gestão de catástrofes.
Os residentes da ilha de Mindanao, no sul do país, relataram um “levantamento costeiro” dois dias após o forte sismo, explicou o ministério, acrescentando que a linha costeira sofreu uma erosão de até 200 metros em alguns pontos.
A causa pode ser a deslocação da Fossa de Cotabato, a cerca de 50 quilómetros (30 milhas) da costa de Mindanao, que “empurrou para cima partes das costas de Sarangani e Davao Ocidental (…) expondo o leito marinho anteriormente submerso”, afirmou o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia em comunicado.
“O levantamento mapeado é de cerca de dois metros (6,5 pés)”, segundo a mesma fonte. Uma equipa enviada para a área “descobriu que longos trechos de costa, recifes de coral e pradarias marinhas foram expostos” à superfície, acrescentou o ministério.
Há relatos de moradores que contactaram as autoridades com receio que os vapores da decomposição da vida marinha sejam perigosos para a saúde.
“Estes corais e pradarias marinhas expostos começaram a morrer juntamente com os seus organismos residentes, como peixes de recife, enguias, amêijoas e mariscos”, explicou o ministério.
As Filipinas estão localizadas no Círculo de Fogo do Pacífico, onde ocorrem aproximadamente 90% dos sismos do mundo.
Em setembro de 2025, quase 70 pessoas perderam a vida e cerca de 150 ficaram feridas num sismo de magnitude 6,9 em Cebu (região central das Filipinas).