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Bitcoin recua e perde valor em cenário de inflação elevada

O mercado de criptomoedas voltou a enfrentar forte volatilidade nos últimos dias. O bitcoin acumulou uma queda superior a 12% na última semana após a divulgação de que Michael Saylor, considerado o maior investidor público da criptomoeda por meio da empresa Strategy, vendeu 32 bitcoins por cerca de US$ 2 milhões.

O motivo foi a necessidade de financiar o dividendo de uma ação da empresa, a STRC. Apesar de representar uma parcela pequena diante dos mais de 840 mil bitcoins detidos pela companhia, a movimentação foi suficiente para aumentar a insegurança dos investidores e pressionar ainda mais os ativos. 

De acordo com Bernardo Pascowitch, apresentador da Resenha do Dinheiro, o mercado reagiu não necessariamente ao volume vendido, mas pelo simbolismo da operação.

“O maior receio do é que Saylor comece a vender uma parcela mais relevante da posição da Strategy em bitcoin, o que poderia gerar um impacto muito maior nos preços. Como ele já havia comentado sobre a necessidade de preparar o mercado, essa venda pequena acabou sendo interpretada por investidores como um possível sinal de movimentos maiores no futuro”, avalia Pascowitch.

Além da concentração de bitcoins nas mãos da Strategy, investidores também acompanham a estrutura de endividamento da companhia, que utilizou emissões de dívida para ampliar sua exposição à criptomoeda.

“A Strategy também carrega uma dívida muito grande emitida para comprar bitcoin, e o preço médio dessas aquisições ficou acima do valor atual da criptomoeda. Isso ajuda a explicar por que o mercado fica tão sensível a qualquer movimento de venda”, explica Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos. 

A elevada concentração de bitcoins nas mãos de poucos investidores institucionais contraria justamente um dos pilares que marcaram a criação da criptomoeda: a descentralização.

“O bitcoin surgiu com a proposta de ser um ativo descentralizado, sem depender de governos, empresas ou pessoas específicas. Quando o mercado passa a ficar tão dependente de um investidor ou de grandes instituições, isso acaba enfraquecendo parte dessa lógica original”, observa Bernardo.

Marilia avalia que, apesar da preocupação no curto prazo, uma eventual pulverização dessa concentração poderia até beneficiar o mercado no longo prazo.

“Existe um risco quando uma quantidade tão grande de bitcoins fica concentrada nas mãos de uma única empresa ou pessoa. Se essa posição começar a ser distribuída ao longo do tempo, isso pode até melhorar a dinâmica e reduzir essa dependência excessiva”, afirma.

Além disso, o setor cripto também enfrenta um cenário mais desafiador em 2026, marcado por juros elevados, inflação persistente e menor apetite global por ativos de risco.

“Estamos no período do inverno cripto. Já é praticamente um ano inteiro de quedas e existe uma probabilidade maior de o bitcoin continuar pressionado ao longo de 2026”, acrescenta. 

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

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Bitcoin avança e registra maior preço da semana com alívio no Oriente Médio

O bitcoin operou em alta na tarde desta sexta-feira (12) com a melhora do sentimento de risco em meio às esperanças de um acordo nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, acompanhando expectativas para a decisão de política monetária dos EUA da próxima semana. O mercado acompanha, ainda, o primeiro dia de negociações da SpaceX.

Por volta das 16h (em Brasília), o bitcoin subia 2,1%, a US$ 64.099,73, enquanto o ethereum caía 0,84%, a US$ 1.664,95, de acordo com a plataforma Binance. Na semana, as moedas digitais ganharam cerca de 5,5% e de 7%, respectivamente.

No começo da tarde, a primeira criptomoeda avançou ao valor mais alto da semana, em US$ 64.305,7, ainda segundo a Binance. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que um acordo nunca esteve tão próximo, pedindo o fim das especulações sobre os termos após o presidente americano, Donald Trump, acusar o país de mentir sobre as negociações. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão deve viajar à Suíça ainda hoje em continuidade à mediação.

Na avaliação do Saxo Bank, o cenário geral permanece construtivo, com a redução das tensões geopolíticas melhorando o sentimento por ativos de risco. Contudo, os investidores continuam acompanhando os fluxos de ETFs (Exchange Traded Funds), à espera da decisão do Fed (Federal Reserve), “em busca de confirmação de que a recente recuperação pode se estender ainda mais”, afirma a instituição.

Com os avanços no Oriente Médio, as expectativas de aperto monetário foram “adiadas”, observa a corretora XM, com um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros totalmente precificado apenas em março de 2027.

Dados da CoinGlass mostram que as saídas de capital de ETFs continuam acontecendo, mas em ritmo mais lento. A Coinbase Institutional avalia que um dos fatores impulsionando o fluxo negativo para criptomoedas é a SpaceX, além da expectativa em torno do IPO de outras empresas como OpenAI e Anthropic.

Para a corretora, a empresa de Elon Musk está competindo “diretamente pelo mesmo conjunto de capital de risco que financia ativos especulativos como criptomoedas”. Em seu primeiro dia de negociações nas bolsas, a empresa ultrapassou a marca de US$ 2 trilhões em valor de mercado.

*Com informações de Dow Jones Newswires.

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JP Morgan diz que investidores afastam-se da ‘debasement trade’ com retirada de capital do ouro e bitcoin

Uma nota de analistas do JP Morgan, divulgada pela publicação The Block, salienta que os investidores do retalho e os institucionais se estão a afastar da ‘debasement trade‘, com a retirada de capital a acelerar na bitcoin e a continuar no ouro.

A debasement trade é a retirada de capital de moedas como o euro e o dólar e o mobilizam para outro tipo de ativos como por exemplo o ouro, a bitcoin, ou o imobiliário.

O banco refere que se verificaram saídas de external traded funds (ETF) de ouro de cerca de 20 mil milhões de dólares (17,2 mil milhões de euros), na semana que terminou a 5 de junho, face às entradas verificadas na semana passada, enquanto que os ETF de bitcoin tiveram saídas graduais crescentes de capital nas últimas quatro semanas.

“Observámos uma retirada generalizada da debasement trade tanto por parte dos investidores de retalho como institucionais. Esta retirada da debasement trade continuou para o ouro e, se algo mudou, foi acelerada para a bitcoin nas últimas semanas”, disse a nota da instituição bancária divulgada pela The Block.

O JP Morgan refere que os investidores em ouro têm reduzido as suas posições desde o final de fevereiro. Quanto à bitcoin beneficiou da cobertura de posições curtas antes de inverter a tendência no início de maio. A nota divulgada pela The Block salienta que as novas posições curtas podem ter amplificado a queda do ouro esta semana.

O banco diz ainda que a queda do bitcoin parece ter sido amplificada pela menor liquidez nos mercados de ETF e futuros.

Desde o início do ano o ouro já desvalorizou 2% enquanto que a bitcoin caiu 27%.

Ouro e bitcoin a se comportarem como ativos de risco

A nota destaca também a mudança que se tem verificado nas correlações de mercado. A instituição bancária diz que a correlação da bitcoin com os rendimentos reais dos títulos do Tesouro norte-americano a 10 anos tornou-se negativa. Isto surgiu na sequência de um movimento semelhante no ouro no início deste ano. O JP Morgan adianta que a correlação do ouro com o índice bolsista norte-americano S&P 500 aproxima-se da relação tradicionalmente positiva da bitcoin com as ações, indicando que o ouro e a bitcoin se estão a comportar mais como ativos de risco do que como diversificadores de carteiras de investimento.

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Alguém “queimou” 107 bitcoins. O mundo pergunta-se quem deitou fora 6,7 milhões de euros

107 bitcoins ficaram bloqueados para sempre num endereço inutilizável da rede, uma espécie de “cemitério de criptomoedas”. Uma operação avaliada em quase oito milhões de dólares que desencadeou uma vaga de teorias. A operação mais insólita da história das criptomoedas ficou registada esta semana na blockchain da bitcoin, onde 5 endereços diferentes enviaram fundos para o mesmo destino: 1111111111111111111114oLvT2. Não se tratou de uma transferência convencional, mas sim de um envio para um endereço conhecido por funcionar como um beco sem saída digital. Essas cinco carteiras estavam sem qualquer movimento desde Abril de 2014 e, depois das transacções, ficaram com

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