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15h. MEO quer negociar a saída de mais de mil trabalhadores

A operadora de telecomunicações pediu ao Governo o estatuto de empresa em reestruturação, que foi concedido. Ainda, o canoísta Fernando Pimenta conquistou esta manhã a medalha de bronze nos Europeus.

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Meo pede estatuto especial e saída de 1.200 trabalhadores em mútuo acordo

A operadora de telecomunicações Meo solicitou ao Governo o estatuto de empresa em reestruturação, que foi concedido, e espera fechar a saída por mútuo acordo de 1.200 trabalhadores no âmbito do programa de transformação interna, foi hoje noticiado.

“No âmbito do seu programa de transformação interna, a Meo tem privilegiado soluções de saída por mútuo acordo, acompanhadas pelas estruturas representativas dos trabalhadores, assegurando que cada decisão é livre e informada”, justificou a empresa ao jornal Público, precisando que “o total de saídas voluntárias é de 1.200 colaboradores”.

Segundo o diário, o pedido da operadora da Altice para obtenção do estatuto de empresa em reestruturação foi feito em 2025 e atribuído no início deste ano.

“Em janeiro de 2026 foi proferido despacho que concedeu a atribuição de estatuto de empresa em reestruturação, até ao dia 30 de junho corrente”, confirmou ao Público o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

A solicitação invocava os “fundamentos previstos na lei, nomeadamente, reestruturar para assegurar a sustentabilidade financeira da empresa”.

A atribuição daquele estatuto a uma empresa é um passo que facilita a rescisão de contratos com os trabalhadores, uma vez que permite ir além das quotas legalmente previstas nas saídas por mútuo acordo com atribuição de subsídio de desemprego, explica o jornal.

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BNDES aprova R$ 73,8 mi para expansão da fibra óptica da Aloo Telecom no interior do Nordeste

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 73,8 milhões para a Aloo Telecom investir na construção de 1,2 mil quilômetros de rede de fibra óptica subterrânea de transporte de dados de alta capacidade, em 12 municípios do interior de Pernambuco, Paraíba e Ceará. O projeto vai ampliar a segurança, a disponibilidade e a velocidade de transmissão de dados nessa região do Nordeste, reforçando a conexão entre Recife e Fortaleza através de uma nova rota e permitindo a expansão dos datacenters que estão sendo construídos nessas regiões.

Os recursos são do programa BNDES Fust (Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação), que apoia a expansão e modernização das redes e dos serviços de telecomunicações no país, administrado pelo Ministério das Comunicações. Os investimentos na expansão e modernização da rede de fibra óptica da Aloo Telecom devem beneficiar mais de 11,2 milhões de pessoas, em 214 municípios no Nordeste.

"Ampliar o acesso à banda larga de qualidade no Nordeste é uma prioridade do BNDES e do governo do presidente Lula, porque conectividade hoje é condição de cidadania e de desenvolvimento. Esse projeto cumpre essa missão e ainda prepara a região para o futuro: a nova rede de alta capacidade entre Recife e Fortaleza cria as condições para que o Nordeste receba datacenters e participe da economia de dados, gerando emprego e renda onde mais se precisa. É conectividade para o cidadão e base tecnológica para novos investimentos", afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Além de melhorar a conectividade na região, as obras vão movimentar a economia local com a geração de novos postos de trabalho. “Com esse investimento mais de 10 milhões de pessoas passarão a contar com uma internet mais estável, segura e veloz. Além disso, o Fust cumpre seu papel de apoiar a inclusão digital de áreas defasadas de sinal e acesso. A população precisa ser o centro das políticas públicas e está próxima das evoluções tecnológicas”, disse o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

Para o CEO da Aloo Telecom, Felipe Cansanção, a aprovação do financiamento representa um passo estratégico para o fortalecimento da infraestrutura de conectividade no Nordeste. “Esse projeto amplia a capacidade e a segurança do tráfego de dados na região, cria uma nova rota de alta performance entre Recife e Fortaleza e prepara o ambiente digital para o crescimento de datacenters, cloud e novas demandas tecnológicas. Para a Aloo Telecom, é também a confirmação de que investir em infraestrutura de telecomunicações significa promover desenvolvimento regional, inclusão digital e geração de oportunidades para milhares de pessoas”, destaca.

A iniciativa também deve gerar empregos ao longo da execução do projeto. Segundo estimativa da empresa, o número de empregados diretos deve passar dos atuais 350 para 511 durante a fase de implantação. Após a conclusão das obras, a previsão é de manutenção de 405 empregos no quadro de funcionários. O investimento faz parte da estratégia do BNDES de apoiar projetos voltados ao aumento da capacidade produtiva e ao desenvolvimento econômico e social do país.

Universalização

Instituído em 2000, o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) busca estimular a expansão, o uso e a melhoria da qualidade das redes e dos serviços de telecomunicações, reduzir as desigualdades regionais e incentivar o uso e o desenvolvimento de novas tecnologias de conectividade para promoção do desenvolvimento econômico e social.

O Fundo tem como agentes financeiros o BNDES, por meio do programa BNDES Fust, e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além das caixas econômicas, dos bancos de desenvolvimento, das agências de fomento e das demais instituições financeiras credenciáveis.

Desde agosto de 2023, o BNDES aprovou R$ 3 bilhões em recursos do Fust para projetos de 494 provedores de serviço – 98% deles de micro, pequeno e médio porte – em 1.286 municípios brasileiros, distribuídos por todas as regiões brasileiras: 42% dos municípios no Sul; 31% no Nordeste; 18% no Sudeste; 7% no Norte; e 2% no Centro-Oeste. Esse total inclui financiamento direto e indireto e apoio financeiro não reembolsável.

Para expansão de redes, o Banco aprovou R$ 1,8 bilhão, incluindo projetos de infraestrutura de banda larga e de conexão de alta velocidade, fixa ou por redes de dados celulares. São 15 mil quilômetros de redes de fibra óptica e 616 estações radiobase, atendendo 781 mil domicílios em 739 municípios.
O Banco destinou R$ 807 milhões a projetos de conectividade em 2.068 escolas, 679 favelas e 21 municípios rurais prioritários.

© Divulgação

BNDES destina R$ 135 milhões a ações sociais e ambientais em favelas e comunidades
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Mabel endurece fiscalização e aumenta multas por fios soltos e abandonados em Goiânia

A Prefeitura de Goiânia anunciou nesta segunda-feira (9) novas medidas para reforçar a fiscalização de fios rompidos, caídos ou abandonados nas ruas da capital. O prefeito Sandro Mabel (UB) assinou um decreto que regulamenta a aplicação da Lei nº 9.785, de 2016, e amplia a responsabilização de empresas de energia, telefonia, internet e TV por assinatura pela manutenção e retirada de cabos sem utilização.

Segundo a administração municipal, o objetivo é combater situações que representam risco à população e contribuem para a poluição visual da cidade. O decreto define com mais clareza as irregularidades passíveis de punição e estabelece novas obrigações para as empresas responsáveis pelas redes aéreas.

Durante coletiva de imprensa, Mabel afirmou que a retirada dos fios não tem acompanhado o crescimento da quantidade de cabos instalados na cidade. De acordo com ele, acidentes envolvendo motociclistas, motoristas e até crianças já foram registrados em razão da fiação solta.

Pelas novas regras, empresas poderão ser multadas caso mantenham cabos rompidos, caídos ou excedentes em vias públicas, deixem de realizar a manutenção necessária ou dificultem a atuação dos fiscais. Além das multas, a prefeitura poderá interditar estabelecimentos por períodos de três a dez dias e, em situações mais graves ou de reincidência, cancelar a licença de funcionamento.

Outra novidade é a obrigatoriedade da apresentação de um plano para remoção da rede de cabos aéreos sem utilização. As empresas terão prazo para apresentar o cronograma após notificação do município. O descumprimento da medida poderá gerar multa diária de R$ 10 mil.

O decreto também estabelece regras para a destinação dos materiais retirados. Os fios deverão ser reciclados, reutilizados quando possível ou descartados em locais adequados. O abandono, a queima ou qualquer forma de descarte que provoque danos ambientais passam a ser proibidos.

Segundo a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic), a fiscalização já resultou na aplicação de mais de R$ 6 milhões em multas. O secretário Fernando Peternella destacou que os valores das penalidades podem chegar a R$ 40 mil por fio em casos de reincidência.

Dados da Agência de Regulação (AR) de Goiânia apontam que cerca de 87 toneladas de cabos já foram retiradas durante a Operação Cidade Segura. A ação ocorre de forma permanente, principalmente em avenidas de grande circulação.

A prefeitura também pretende intensificar o combate a empresas clandestinas. A exigência é que toda fiação instalada tenha identificação visível, permitindo localizar rapidamente a empresa responsável. Cabos sem identificação poderão ser removidos pelas equipes de fiscalização.

A população pode registrar denúncias sobre fios soltos e outras irregularidades por meio dos canais da Prefeitura de Goiânia e dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

Confira abaixo entrevista do prefeito Sandro Mabel:

Vídeo: Secom

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Semina Futuri promove curso sobre comunicações descentralizadas em Santa Clara-a-Nova

Quando as redes falham, quem sabe comunicar continua a funcionar

No interior do Alentejo, a cobertura de rede é irregular. As aldeias do Alto Mira estão a 450 metros de altitude, entre serras e vales onde o sinal de telemóvel desaparece com frequência. Mas a fragilidade das redes centralizadas não é só um problema de cobertura geográfica; é uma questão de arquitetura.

Quando um servidor cai, quando a eletricidade falha, quando uma infraestrutura crítica fica fora de serviço, quem depende exclusivamente dessas redes fica sem voz.

No dia 27 de Junho de 2026, a Semina Futuri – Associação de Desenvolvimento Regenerativo do Alto Mira, organiza em Santa Clara-a-Nova, uma formação prática de um dia sobre comunicações descentralizadas; sistemas que funcionam sem internet, sem operadoras e sem infraestrutura centralizada.

A formação conta com o apoio da Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Nova e do Município de Almodôvar. É aberta ao público, com vagas limitadas a 15 participantes e um custo de 20,00€, almoço incluído.

Os sistemas em jogo

A formação percorre, de forma prática, um conjunto de tecnologias complementares; cada uma com o seu alcance, as suas limitações e o seu papel num sistema de comunicação resiliente.

Rádio amador é a espinha dorsal. Com licença adequada, um radioamador pode comunicar de localidade em localidade, de país para país, utilizando frequências atribuídas internacionalmente. No Alto Mira, as condições de propagação são excecionais: altitude, ausência de ruído eletromagnético urbano e linha de vista para horizontes longos. As frequências trabalhadas na formação incluem 144.800 FM, 145.500 FM e 7.050 LSB; VHF para comunicação regional, HF para alcances de centenas ou milhares de quilómetros.

PMR446 são os rádios de uso livre, sem licença, que qualquer pessoa pode comprar e usar. Alcance limitado; geralmente 1 a 5 km em terreno aberto; mas extremamente úteis para coordenação local imediata. São a camada de comunicação mais acessível e a primeira a ativar numa situação de emergência de proximidade.

Meshtastic é uma tecnologia de malha descentralizada que utiliza rádio LoRa (Long Range) para criar redes de comunicação sem internet e sem infraestrutura. Cada dispositivo funciona simultaneamente como emissor e repetidor; quanto mais nós existirem na rede, maior é o alcance e a redundância. Os dispositivos custam entre 30 e 60 euros. Na serra do Alto Mira, os alcances podem atingir dezenas de quilómetros entre nós. A formação inclui demonstração prática de uma rede Meshtastic montada no terreno.

CW — Código Morse é a forma de comunicação por rádio mais robusta que existe. Ocupa muito menos largura de banda do que a voz; penetra interferências onde a voz não chega; e pode ser transmitido com os equipamentos mais simples imagináveis. Aprender CW não é saudosismo; é ter acesso a uma camada de comunicação que funciona quando tudo o resto falha.

Antenas são o fator mais determinante no alcance e na qualidade de qualquer comunicação por rádio; mais do que a potência do emissor. A formação inclui montagem e teste de antenas no terreno: o dipolo de meia-onda a 50Ω, a antena de quarto de onda e variantes. Perceber como construir uma antena funcional com materiais simples é uma das competências mais úteis que um operador pode ter.

E-mail via rádio — através de sistemas como Winlink, é possível enviar e receber e-mails usando apenas rádio, sem qualquer ligação à internet. A mensagem entra na rede Winlink através de estações gateway distribuídas pelo mundo e chega ao destinatário pelo endereço de e-mail convencional. Em situações de emergência prolongada, é um canal de comunicação escrita que não depende de operadoras nem de servidores comerciais.

Comunicação via satélite — a formação inclui demonstração de sistemas de comunicação por satélite de baixo custo; dispositivos de mensagens bidireccionais que funcionam em qualquer ponto do planeta com céu aberto. É a camada de último recurso; mais cara, mais lenta, mas absolutamente independente de qualquer infraestrutura terrestre.

Os formadores

Luís — CT1EMY é radioamador desde 1993. Três décadas de prática em bandas de HF e VHF, operações de emergência, construção de antenas e comunicações de longo alcance. Representa uma geração que aprendeu a comunicar quando não havia outra forma; e que conhece os limites e as possibilidades do rádio de um modo que nenhum manual transmite sozinho.

Martim — CS7BAE obteve a licença de radioamador em 2021 e especializou-se nas tecnologias digitais descentralizadas que nos últimos anos transformaram o panorama das comunicações de emergência: Meshtastic, redes LoRa, integração entre rádio e sistemas digitais. Representa a camada nova; os protocolos abertos, os dispositivos de baixo custo, a lógica de malha em vez de estrela.

Juntos, cobrem o espectro completo: da antena artesanal ao nó digital, da frequência de voz ao código Morse, do equipamento de 30 euros ao sistema de satélite.

Porquê Santa Clara-a-Nova

A escolha do local não é acidental. Santa Clara-a-Nova situa-se a 450 metros de altitude, no coração do Alto Mira, com coordenadas grid IM68 e linha de vista para horizontes longos em várias direcções. É um ponto de propagação privilegiado; e um território onde a resiliência das comunicações tem implicações práticas reais, não apenas teóricas.

A Semina Futuri – Associação de Desenvolvimento Regenerativo do Alto Mira, trabalha neste território desde 2025, no desenvolvimento regenerativo do Alto Mira, pelo que a formação em comunicações descentralizadas insere-se nessa lógica: construir capacidade local que não dependa de infraestrutura externa para funcionar.

Detalhes práticos

Data: 27 de Junho de 2026
Hora: 09h30 — até não haver mais perguntas
Local: Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Nova, Almodôvar
Vagas: máximo 15 participantes Custo: 20,00€, almoço incluído
Bónus: demonstrações de long range comms e satélite (se tivermos sorte)
Inscrições: gt_prcam@altomira.pt · altomira.pt
Iniciativa com o apoio da Junta de Freguesia de Santa Clara-a-Nova e do Município de Almodôvar

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