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UAlg elimina carne de vaca da oferta alimentar do próximo ano letivo

A Universidade do Algarve vai implementar a campanha “O Futuro Começa no Prato”, uma iniciativa que pretende sensibilizar estudantes, docentes, investigadores, técnicos, assistentes e colaboradores para escolhas alimentares mais conscientes, equilibradas e responsáveis. Uma das medidas é a eliminação da carne de vaca da oferta alimentar do próximo ano letivo.

Sob o mote “Pequenas escolhas. Grande impacto”, a iniciativa parte da ligação entre a saúde das pessoas e do planeta. Pequenas escolhas no prato dos estudantes universitários, com maior proporção de vegetais e de alimentos de origem marinha, podem gerar um grande impacto no planeta e na saúde, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada e justa no futuro e para uma menor pressão sobre os recursos naturais, tanto no consumo de água quanto na produção de resíduos.

A campanha também chama a atenção para o impacto ambiental da alimentação. Os sistemas alimentares atuais representam cerca de 26% a 34% das emissões globais de gases com efeito de estufa, sendo que a produção de carne de vaca pode emitir mais de 50 quilos de CO₂ equivalente por quilo (kg) de alimento, o que a coloca entre os produtos com maior impacto ambiental.

Os chamados alimentos azuis (“Blue Foods”), provenientes de ambientes marinhos, como peixes pelágicos – nomeadamente a sardinha e a cavala – e bivalves, como o mexilhão e a amêijoa, fornecem nutrientes essenciais, como proteína de elevada qualidade, vitamina D, vitamina B12 e ferro, habitualmente associados ao consumo de carne de vaca. Para além disso, estes alimentos azuis, bem como as algas, tal como a maioria dos vegetais locais e regionais, podem apresentar menor impacto ambiental do que a carne de vaca. São, por isso, uma alternativa nutricionalmente rica e mais sustentável para a saúde humana.

A evidência reunida pelos trabalhos de Carlos Duarte (Doutor Honoris Causa da UAlg) demonstra que a alimentação de base marinha, em especial através da aquacultura marinha e da produção de algas, pode desempenhar um papel decisivo na segurança alimentar global e na transição para sistemas alimentares mais sustentáveis.

A campanha valoriza uma alimentação alinhada, no contexto regional, com os princípios gerais da Dieta Mediterrânica, privilegiando alimentos de origem diversificada, de base local e da estação.

Para a reitora da UAlg, Alexandra Teodósio, «o contexto atual, marcado pelas alterações climáticas, pela instabilidade geopolítica e pelo aumento global da inflação, exige uma resposta clara e efetiva por parte das instituições de ensino superior».

Tal urgência é reforçada pelo facto de os sistemas alimentares constituírem um dos principais fatores de transgressão dos limites planetários, como sublinha o mais recente relatório da EAT-Lancet Commission on healthy, sustainable, and just food systems.

«Os sistemas alimentares permanecem no centro das grandes questões do nosso tempo, nomeadamente da segurança alimentar, da saúde humana, da sustentabilidade ambiental, da justiça social e da resiliência. Mais da metade da população mundial continua sem acesso a dietas saudáveis, com impactos negativos tanto na saúde pública quanto no ambiente», refere a  reitora. 

Assim, segundo Alexandra Teodósio, «uma alimentação mais assente em produtos de origem vegetal e marinha, produzidos de forma sustentável, contribui não só para a saúde e para a sustentabilidade ambiental, mas também para a justiça social».

Esta mudança, acrescenta, permite «reduzir a pressão sobre a terra, a água e a biodiversidade, ao mesmo tempo que ajuda a contrariar as desigualdades entre o Norte e o Sul Globais na distribuição dos custos e benefícios dos sistemas alimentares».

Sublinha ainda que os impactos negativos destes sistemas recaem, muitas vezes, de forma desproporcional sobre as populações mais vulneráveis, embora os maiores níveis de consumo estejam concentrados nos grupos mais ricos.

Neste contexto, a transformação dos sistemas alimentares é urgente: mudanças profundas nos comportamentos individuais e coletivos. 

«É, por isso, fundamental que nas Instituições de Ensino Superior como a UAlg, com ambiente regional, mas também forte internacionalização e multiculturalidade, ações coletivas, como a campanha que lançamos “O futuro começa no prato” e a oferta alimentar, sejam também entendidas como instrumentos de aprendizagem e de promoção de estilos de vida mais sustentáveis, no presente e no futuro dos nossos estudantes, proporcionando padrões alimentares equilibrados e sustentáveis, adaptáveis a diferentes regiões e culturas», explica a reitora.

Além da eliminação da carne de vaca da oferta alimentar na UAlg, no próximo ano letivo, esta mudança também será visível nos campi universitários, com a disponibilização de opções alimentares mais saudáveis e sustentáveis, “verdes e azuis”. Em Gambelas, está prevista a abertura de um novo espaço no edifício da Nave das Artes; na Penha, avançará a remodelação do espaço do bar de Engenharia Civil. A iniciativa está igualmente alinhada com os objetivos definidos no Plano Estratégico UAlg Horizonte 2030, que identifica a sustentabilidade e os campi saudáveis como prioridades estratégicas da Universidade.

A campanha surge no âmbito do concurso de ideias “Greening Our Campus”, promovido pelo grupo de trabalho da UAlg na Universidade Europeia dos Mares – SEA-EU, na sequência do projeto “Mudança Sistémica da Alimentação na UAlg”, um dos vencedores da edição de 2025.

Para a reitora da UAlg, «esta é uma das formas mais visíveis da UAlg se associar a iniciativas globais como as recentemente comemoradas do Dia Mundial do Ambiente (5 de Junho) e do Dia Mundial dos Oceanos (8 de Junho), demonstrando o compromisso ativo com a proteção da natureza e do planeta como um todo».

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Plataforma de e-learning AQUATECHinn 4.0 com lançamento marcado para o dia 17 de junho na Universidade do Algarve 

O projeto AQUATECHinn 4.0 é uma iniciativa destinada a desenvolver uma plataforma de aprendizagem totalmente online e certificada, concebida para

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UAlg lança campanha “O Futuro Começa no Prato” e reforça opções alimentares “verdes e azuis” nos campi

A Universidade do Algarve vai implementar a campanha “O Futuro Começa no Prato”, uma iniciativa que pretende sensibilizar estudantes, docentes,

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UAlg acolhe lançamento de plataforma europeia de formação gratuita em Aquacultura 4.0

AQUATECHinn 4.0 oferece formação gratuita e certificada para preparar profissionais da Aquacultura 4.0. Será apresentado em Faro, na Universidade do Algarve (UAlg) a 17 de junho de 2026.

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Kipt Colab contribui para relatório da ONU que revela que o turismo costeiro já gera 5,5 biliões de dólares por ano 

O KIPT CoLAB e a Universidade do Algarve integraram a equipa internacional de especialistas responsáveis  pela elaboração do World Ocean Assessment

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Estudantes de enfermagem da UAlg cumprem ensino clínico junto da comunitário farense

Dois grupos de sete estudantes do Curso de Licenciatura em Enfermagem da Universidade do Algarve (UAlg) estão a cumprir o seu ensino clínico junto da comunidade farense.

Esta parte do ensino decorre no âmbito de um protocolo de colaboração existente entre a União das Freguesias de Faro e a Escola Superior de Saúde da Universidade do Algarve e tem como principal objetivo «aproximar os futuros enfermeiros da realidade das populações, permitindo-lhes conhecer de perto os territórios, as necessidades das pessoas e a importância da promoção da saúde fora do contexto hospitalar».

O primeiro grupo iniciou o estágio no dia 18 de Maio e termina a 7 de Junho. De acordo com a Junta, durante este período, os estudantes têm desenvolvido trabalho de observação, planeamento e intervenção comunitária, sempre acompanhados por docentes e em articulação com a União de Freguesias.

No dia 29 de Maio, realizou-se a atividade “Mexa-se com Segurança!”, uma sessão de ginástica sénior, movimento e exercícios adaptados, orientada para a promoção do equilíbrio, da mobilidade, da força e da autonomia.

«Foi uma manhã muito positiva, marcada pela participação, boa disposição e partilha entre estudantes, comunidade e parceiros locais», lê-se na nota.

Hoje, às 14h00, realiza-se, na Ilha da Culatra, na Unidade Local de Proteção Civil, a atividade “Verão com Saúde na Culatra”, dedicada à hidratação, proteção solar e prevenção da insolação, através da partilha de histórias, mitos e verdades sobre os cuidados de saúde no verão.

«Estas iniciativas mostram bem a importância do trabalho comunitário: aprender com as pessoas, escutar as suas experiências, valorizar os seus saberes e transformar esse contacto em ações concretas de promoção da saúde e bem-estar», frisa ainda a União de Freguesias de Faro.

O segundo grupo iniciará os trabalhos a 8 de Junho.

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Greve: Concentração de docentes e investigadores na entrada do Campus de Gambelas da UAlg

O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), em conjunto com o Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS), anunciou a realização de uma concentração / piquete de Greve de docentes do ensino superior e Investigadores, que está agendada para amanhã, dia 3 de junho, às 09:00 na entrada do Campus de Gambelas da Universidade do Algarve (UAlg).

Segundo a nota enviada ao nosso jornal, em causa está a rejeição à Proposta de Lei 77/XVII/1 – Projeto de Reforma da Legislação Laboral “Trabalho XXI”, que contradiz os princípios do direito do trabalho, nomeadamente a defesa dos interesses dos trabalhadores. O “Trabalho XXI” vulnera a vida familiar, facilita os despedimentos, torna permanente a precariedade e limita gravemente a ação dos sindicatos.

Nesta oportunidade, os professores do ensino superior e investigadores manifestam, também, descontentamento pela diminuição acentuada e continuada do poder de compra – há mais de uma década que os aumentos salariais anuais destes profissionais são inferiores à taxa de inflação, com perdas na ordem dos 30%.  Ao que acresce a instabilidade dos vínculos contratuais nas Instituições de Ensino Superior e a precariedade sistémica a que estão condenados mais de 80% dos investigadores, bem como, os professores do ensino superior, “falsos professores convidados”, que trabalham à margem das carreiras.

Presente na concentração estará José Moreira, presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior e professor e investigador na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve (UAlg) desde 1999.

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Greve junta docentes e investigadores da UAlg na entrada do Campus de Gambelas

O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), em conjunto com o Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS), organiza uma concentração/ piquete de greve de docentes do ensino superior e investigadores esta quarta-feira, 3 de Junho, às 9h00, na entrada do Campus de Gambelas da Universidade do Algarve (UAlg).

Em causa está a rejeição à Proposta de Lei 77/XVII/1 – Projeto de Reforma da Legislação Laboral “Trabalho XXI”, que, de acordo com o sindicato, «contradiz os princípios do direito do trabalho, nomeadamente a defesa dos interesses dos trabalhadores».

«O “Trabalho XXI” vulnera a vida familiar, facilita os despedimentos, torna permanente a precariedade e limita gravemente a ação dos sindicatos», acrescentam.

Os professores do ensino superior e investigadores manifestam também descontentamento pela diminuição acentuada e continuada do poder de compra.

Além disso, realçam a «instabilidade dos vínculos contratuais nas Instituições de Ensino Superior e a precariedade sistémica a que estão condenados mais de 80% dos investigadores, bem como, os professores do ensino superior, “falsos professores convidados”, que trabalham à margem das carreiras».

A concentração conta com a presença de José Moreira, presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior e professor e investigador na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve (UAlg) desde 1999. 

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