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NBA: Várias pessoas são detidas em NY em comemorações do título do Knicks

Torcedores eufóricos do New York Knicks tomaram as ruas de Nova York na noite de sábado (13), lotando cruzamentos e subindo em postes de iluminação e ônibus para celebrar o primeiro título da equipe na NBA em mais de 50 anos.

Até o início da manhã deste domingo (14), várias pessoas haviam sido detidas, informou o NYPD (Departamento de Polícia de Nova York), acrescentando que detalhes sobre o número de detidos e as possíveis acusações seriam divulgados posteriormente.

Para os torcedores reunidos em uma lotada festa para assistir ao jogo do lado de fora do Madison Square Garden, a noite foi marcada por forte emoção.

Quando os Knicks confirmaram a vitória, a comemoração explodiu, com torcedores se cumprimentando e entoando cânticos.

“Estou destruído emocionalmente agora… Eu sabia que conseguiríamos”, disse um torcedor à CNN logo após o apito final.

A partida foi disputada no Texas, mas torcedores dos Knicks se reuniram em festas e telões por toda a cidade para acompanhar a reação da equipe no último quarto e a conquista do título.

O trânsito ao redor do Madison Square Garden ficou completamente parado após a partida, enquanto a polícia mantinha forte presença na região.

Embora a celebração tenha sido em grande parte pacífica, alguns torcedores subiram em placas de trânsito e sobre veículos. Na Times Square, gritos de “Let’s go Knicks” ecoavam pelas ruas.

À medida que a comemoração avançava pela madrugada, algumas pessoas soltaram fogos de artifício na Times Square. Próximo ao Madison Square Garden, policiais ordenaram repetidamente que a multidão recuasse enquanto efetuavam detenções e tentavam liberar as vias.

Em outro ponto da Times Square, agentes intervieram após um grupo começar a danificar um ônibus escolar estacionado, arrancando parte do capô. O veículo também foi visto sendo balançado pela multidão.

Na Sexta Avenida, a tensão aumentou por volta das 2h da manhã, depois que várias viaturas policiais foram danificadas e tiveram os para-brisas quebrados. Garrafas e caixas térmicas foram arremessadas contra os policiais à medida que reforços chegavam ao local.

Mais tarde, após um pequeno incêndio em uma lixeira, policiais montados formaram uma linha para retirar as pessoas da rua, enquanto equipes de controle de multidões se posicionavam atrás deles. Os cavalos usavam equipamentos de proteção ocular.

Mais cedo, o proprietário dos Knicks, James Dolan, havia pedido moderação aos torcedores.

“Queremos que todos em Nova York estejam seguros esta noite, certo? Comemorem, mas com segurança”, disse em entrevista coletiva após a partida.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, anunciou que um desfile da vitória será realizado na quinta-feira.

“A celebração marcará o primeiro desfile com chuva de confetes da história dos Knicks e homenageará uma equipe que trouxe um título da NBA para uma cidade que esperou gerações por esse momento”, informou a prefeitura em comunicado.

Clima de expectativa antes do jogo

Antes da partida de sábado, Nova York já vivia um clima de euforia.

Grades metálicas cercavam o Madison Square Garden, enquanto pontos de controle policial foram montados nos arredores da Penn Station para evitar a repetição dos distúrbios registrados na quarta-feira, quando dezenas de torcedores foram detidos após uma histórica virada dos Knicks.

Com a Copa do Mundo sendo disputada do outro lado do rio Hudson e um show esgotado da banda 5 Seconds of Summer dentro do Madison Square Garden, as ruas da cidade reuniam torcedores de diferentes nacionalidades e eventos esportivos.

Milhares de fãs chegaram cedo à região da arena, transformando uma das áreas mais movimentadas da cidade em um mar de camisas coloridas enquanto buscavam os melhores lugares para acompanhar a partida em áreas reservadas.

Quando os Knicks vencem, a cidade muda

Quando os Knicks ganham, Nova York se transforma.

Buzinas viram instrumentos de percussão e escadas de incêndio se tornam arquibancadas improvisadas. Músicas como “Empire State of Mind”, “New York, New York” e “Juicy” ecoam de caixas de som, janelas de apartamentos e vagões de metrô, enquanto até os nova-iorquinos mais indiferentes se juntam aos cânticos.

Mas a euforia rapidamente deu lugar ao caos após o Jogo 4, na quarta-feira.

Milhares de torcedores ocuparam as ruas ao redor do Madison Square Garden. Alguns escalaram semáforos, andaimes e guindastes; outros saltaram sobre veículos em movimento. Vídeos mostraram pessoas sobre táxis, penduradas em estruturas e invadindo cruzamentos.

Segundo a polícia, 56 pessoas foram levadas sob custódia após o Jogo 4, incluindo 15 prisões formais. Dez policiais ficaram feridos.

As autoridades afirmam que torcedores interromperam o trânsito, tentaram virar um táxi, soltaram fogos de artifício em meio à multidão, danificaram viaturas, lançaram objetos contra policiais, participaram de brigas e escalaram edifícios, postes e equipamentos de construção.

As multidões na região do Madison Square Garden superaram 10 mil pessoas naquela noite, em cenas semelhantes a outras comemorações dos playoffs.

Na segunda-feira, um homem de 39 anos vestindo a camisa do San Antonio Spurs foi espancado após o Jogo 3 enquanto caminhava pela Rua 47 Oeste, cerca de 15 quadras da arena. Segundo a polícia, ele foi hostilizado por pessoas que tentavam arrancar sua camisa, derrubado ao chão, agredido e teve o celular roubado. A vítima foi hospitalizada em condição estável.

O Madison Square Garden cancelou sua festa oficial para acompanhar o Jogo 4 após uma disputa pública com autoridades municipais sobre medidas de segurança.

Executivos da arena criticaram duramente o plano de segurança da prefeitura e da polícia, que previa um amplo perímetro de isolamento e reforço das medidas de controle de multidões.

James Dolan afirmou que as restrições foram “projetadas para impedir que as pessoas comemorem ao redor do Madison Square Garden” e disse que a arena não instalaria telões externos para o Jogo 4.

Em resposta, o prefeito Mamdani escreveu na rede X antes da partida:

“O Madison Square Garden solicitou autorização para uma área de exibição para entre 500 e 999 torcedores. Nós aprovamos a autorização para 999 pessoas.”

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Irã denuncia bloqueio de ingressos para torcedores e cobra explicações da Fifa antes da Copa do Mundo

A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) afirmou nesta terça-feira (9) que foi impedida de distribuir a cota de ingressos destinada aos torcedores da seleção para a Copa do Mundo, que começa nesta quinta-feira (11). Segundo a entidade, a medida foi adotada poucos dias antes do início da competição e prejudica fãs que já haviam se planejado para acompanhar a equipe no torneio.

Em nota oficial, a federação informou que o processo de venda dos bilhetes já estava em andamento quando recebeu a comunicação de que não poderia mais disponibilizá-los ao público iraniano. A FFIRI destacou que muitos torcedores haviam organizado viagens e outras despesas com base nas orientações divulgadas anteriormente.

A entidade criticou a decisão e afirmou que a restrição contraria princípios fundamentais das competições esportivas internacionais, como igualdade de tratamento entre os países participantes. Além disso, declarou que o episódio levanta questionamentos sobre a influência de fatores políticos e não esportivos na organização do principal torneio do futebol mundial.

De acordo com as regras da Copa do Mundo, cada federação recebe uma parcela dos ingressos de suas partidas para distribuir entre seus torcedores. A FFIRI, no entanto, não revelou quem determinou o bloqueio da cota, mas pediu que a Fifa atue de acordo com os princípios de neutralidade, justiça e respeito aos regulamentos da competição.

Federação iraniana afirma que torcedores foram prejudicados após bloqueio da cota oficial de ingressos para a Copa do Mundo | Foto: Reprodução

A Fifa ainda não havia comentado o caso. Mais cedo, a entidade informou que o secretário-geral Mattias Grafstrom teve uma conversa considerada positiva com o presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, após a chegada da seleção à sua base para o torneio. Segundo a Fifa, o diálogo com a FFIRI continuará para garantir uma experiência adequada à delegação iraniana.

A participação do Irã no Mundial vem sendo marcada por incertezas desde o agravamento das tensões no Oriente Médio após os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica no fim de fevereiro. Em meio ao cenário, a federação transferiu o centro de treinamento da equipe do Arizona para o México, diante das dúvidas sobre a emissão de vistos e da intenção de reduzir a permanência da delegação em território americano.

Após semanas de indefinição, os Estados Unidos autorizaram a entrada de todos os jogadores da seleção apenas dez dias antes da estreia. Ainda assim, integrantes da comissão técnica e membros da delegação não receberam permissão para viajar ao país.

O Irã está no Grupo G da Copa do Mundo e fará seus dois primeiros jogos em Los Angeles: contra a Nova Zelândia, em 15 de junho, e diante da Bélgica, em 21 de junho. A equipe fecha sua participação na fase de grupos em 26 de junho, contra o Egito, em Seattle.

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Faltam 6 dias: FIFA proíbe vuvuzelas nos estádios da Copa do Mundo de 2026

Os torcedores que forem acompanhar a Copa do Mundo de 2026 presencialmente não poderão utilizar vuvuzelas nas arquibancadas. A proibição faz parte do código de conduta estabelecido pela FIFA para os estádios que receberão partidas do torneio nos Estados Unidos, Canadá e México.

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A entidade definiu uma série de restrições voltadas à segurança e à organização das arenas, incluindo a proibição de objetos considerados capazes de provocar ruídos excessivos durante os jogos. Entre eles estão as tradicionais vuvuzelas, que ficaram conhecidas mundialmente durante a Copa do Mundo realizada na África do Sul, em 2010.

Produzidas em plástico e utilizadas por torcedores para criar uma atmosfera festiva nos estádios, as vuvuzelas se tornaram um dos símbolos daquele Mundial. Ao mesmo tempo, o som contínuo emitido pelo instrumento dividiu opiniões entre jogadores, narradores, espectadores e dirigentes esportivos, que frequentemente apontavam dificuldades de comunicação durante as partidas.

Regras incluem restrições a outros itens e comportamentos

Além das vuvuzelas, a FIFA também vetou a entrada de apitos, buzinas de ar comprimido e quaisquer dispositivos capazes de gerar ruídos considerados excessivos. A restrição será aplicada em todos os 16 estádios que receberão jogos da competição.

O regulamento ainda impede o acesso de equipamentos que emitam feixes de laser, incluindo apontadores e dispositivos semelhantes. Segundo a entidade, a medida busca evitar situações que possam comprometer a segurança dos atletas, árbitros e torcedores.

As normas também estabelecem regras de comportamento dentro das arenas. A FIFA esclarece que pinturas corporais e tatuagens não substituem vestimentas. Dessa forma, torcedores não poderão utilizar apenas pinturas no corpo para acessar os estádios.

Outra conduta proibida é a invasão do gramado. Também estão vetadas ações que envolvam a exposição de partes íntimas do corpo ou a retirada de roupas com esse objetivo durante as partidas.

Entre os itens barrados aparece ainda a entrada de garrafas reutilizáveis de água. A justificativa apresentada pela entidade está relacionada aos protocolos de segurança adotados para o evento.

O código de conduta prevê punições para quem descumprir as determinações. Dependendo da situação, o torcedor poderá ser impedido de entrar na arena ou retirado do estádio durante a realização da partida.

A Copa do Mundo de 2026 será a primeira edição da história com a participação de 48 seleções. O torneio está programado para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho, com jogos distribuídos entre Estados Unidos, Canadá e México. A partida de abertura será disputada no México, que enfrentará a África do Sul no dia 11 de junho.

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