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Jogador iraniano barrado por visto recebe autorização para voltar aos EUA

A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) informou que Mehdi Torabi recebeu autorização para voltar aos Estados Unidos após seu visto expirar na primeira ida ao país.

Após esforços da Federação de Futebol e em coordenação com a FIFA, o jogador recebeu hoje um novo visto de múltiplas entradas”, disse a FFIRI em um comunicado divulgado nesta terça-feira.

“Com o visto agora garantido, Torabi não terá problemas para acompanhar a seleção iraniana em suas próximas partidas e estará disponível para viajar com a equipe durante o restante do torneio.”

Torabi sem visto

Mais cedo, a FFIRI havia emitido um comunicado informando que o visto do atleta só tinha validade para uma entrada nos Estados Unidos.

“Embora tenham sido emitidos vistos de múltiplas entradas para os jogadores da equipe viajarem aos Estados Unidos, o visto de Torabi era válido para apenas uma entrada”, disse um porta-voz da FFIRI.

“Após a viagem da equipe a Los Angeles para a partida contra a Nova Zelândia e a conclusão desse jogo, seu visto agora expirou. A Federação de Futebol do Irã tomou providências para obter um novo visto para Torabi, de modo que ele possa continuar acompanhando a seleção nacional em seus próximos jogos”, completou.

A próxima partida do Irã na fase de grupos será contra a Bélgica, no domingo (21), e Torabi precisará obter um novo visto até sábado (20), no mais tardar, para poder se juntar à delegação em sua viagem à Califórnia.

Apoio ao governo

Torabi, que ficou no banco de reservas e não foi utilizado no empate por 2 a 2 contra a Nova Zelândia na segunda-feira (15), é um grande apoiador do governo iraniano e possui ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).

Durante os protestos antigovernamentais de 2019, Torabi vestiu uma camiseta em campo durante uma partida de clube com a frase: “A única maneira de salvar o país é obedecer à liderança.”

O jogador de 31 anos também participou regularmente de manifestações noturnas pró-governo na Praça Valiasr, em Teerã, realizadas após ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica desencadearem um conflito regional no fim de fevereiro.

O governo dos Estados Unidos classifica a IRGC como uma “organização terrorista”, e o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que não permitiria a entrada no país de qualquer pessoa com vínculos com essa força militar de elite junto com os jogadores.

Mahdi Mohammad Nabi, supervisor da seleção iraniana para a Copa do Mundo, estava entre os 15 dirigentes da FFIRI que tiveram seus vistos negados para viajar aos Estados Unidos durante a competição.

Esta seria a primeira Copa do Mundo em que um país-sede receberia uma nação com a qual estivesse em guerra, até que um acordo de paz fosse anunciado menos de 24 horas antes da partida de segunda-feira (15).

O técnico Amir Ghalenoei afirmou que o caos nas viagens decorrente das tensões entre Irã e Estados Unidos “prejudicou” seus jogadores e afetou o desempenho da equipe contra a Nova Zelândia.

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Irã diz que visto de atacante para os EUA expirou após 1º jogo da Copa

A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) informou, nesta terça-feira (16), que o visto do atacante Mehdi Torabi expirou após uma única entrada nos Estados Unidos para a estreia da equipe na Copa do Mundo, em Los Angeles.

A seleção iraniana está se deslocando de sua base em Tijuana, no México, para disputar suas partidas da fase de grupos da Copa do Mundo, sendo as duas primeiras em Los Angeles e a terceira em Seattle.

“Embora tenham sido emitidos vistos de múltiplas entradas para os jogadores da equipe viajarem aos Estados Unidos, o visto de Torabi era válido para apenas uma entrada”, disse um porta-voz da FFIRI.

“Após a viagem da equipe a Los Angeles para a partida contra a Nova Zelândia e a conclusão desse jogo, seu visto agora expirou. A Federação de Futebol do Irã tomou providências para obter um novo visto para Torabi, de modo que ele possa continuar acompanhando a seleção nacional em seus próximos jogos”, completou.

A próxima partida do Irã na fase de grupos será contra a Bélgica, no domingo (21), e Torabi precisará obter um novo visto até sábado (20), no mais tardar, para poder se juntar à delegação em sua viagem à Califórnia.

Apoio ao governo

Torabi, que ficou no banco de reservas e não foi utilizado no empate por 2 a 2 contra a Nova Zelândia na segunda-feira (15), é um grande apoiador do governo iraniano e possui ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).

Durante os protestos antigovernamentais de 2019, Torabi vestiu uma camiseta em campo durante uma partida de clube com a frase: “A única maneira de salvar o país é obedecer à liderança.”

O jogador de 31 anos também participou regularmente de manifestações noturnas pró-governo na Praça Valiasr, em Teerã, realizadas após ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica desencadearem um conflito regional no fim de fevereiro.

O governo dos Estados Unidos classifica a IRGC como uma “organização terrorista”, e o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que não permitiria a entrada no país de qualquer pessoa com vínculos com essa força militar de elite junto com os jogadores.

Mahdi Mohammad Nabi, supervisor da seleção iraniana para a Copa do Mundo, estava entre os 15 dirigentes da FFIRI que tiveram seus vistos negados para viajar aos Estados Unidos durante a competição.

Esta seria a primeira Copa do Mundo em que um país-sede receberia uma nação com a qual estivesse em guerra, até que um acordo de paz fosse anunciado menos de 24 horas antes da partida de segunda-feira (15).

O técnico Amir Ghalenoei afirmou que o caos nas viagens decorrente das tensões entre Irã e Estados Unidos “prejudicou” seus jogadores e afetou o desempenho da equipe contra a Nova Zelândia.

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Saída rápida sempre foi o plano, dizem EUA sobre pós-jogo do Irã

A saída rápida da seleção masculina de futebol do Irã de Los Angeles após sua partida de estreia na Copa do Mundo sempre foi o plano, segundo o governo dos Estados Unidos, apesar das reclamações da equipe.

O técnico e os jogadores do Irã deixaram claro que estavam insatisfeitos por ter de voar de volta à sua base de treinamento em Tijuana, México, na noite de segunda-feira, após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia. O técnico Amir Ghalenoei disse que sua equipe esperava passar a noite na Califórnia antes de retornar a Tijuana, mas foi informada de que deveria embarcar em um avião imediatamente após o jogo.

“Eles não nos deram nem tempo para nos recuperar”, disse Ghalenoei, de acordo com a Associated Press. “Depois do jogo hoje, eles nos disseram: “Vocês têm que partir imediatamente.” É muito importante para nós ter tempo para a recuperação, (mas) somos solicitados a embarcar em um avião e retornar ao nosso campo em Tijuana, e estamos realmente perturbados com isso.”

Em uma entrevista exibida pela CBS News na segunda-feira, Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa, disse que a equipe partiria “na noite da partida.” Um porta-voz do Departamento de Segurança Interna disse à CNN que os iranianos concordaram com esses termos.

Esse é apenas mais um capítulo nas trocas de acusações entre o Irã e os Estados Unidos sobre a Copa do Mundo. Embora o Mundo esteja esperando um acordo de cessar-fogo nesta semana, o Irã enfrenta a situação sem precedentes de competir em uma Copa do Mundo dentro de uma nação com a qual está em guerra.

Isso tornou a preparação da equipe para o torneio difícil, incluindo uma transferência de última hora da base de treinamento de Tucson, Arizona, para Tijuana.

Por meses, houve especulações de que o Irã não chegaria a jogar na Copa do Mundo em protesto contra a guerra, e os iranianos chegaram a estar em negociações para transferir seus jogos para fora dos EUA.

No fim, eles vão jogar seus três jogos da fase de grupos nos EUA conforme programado — o empate de segunda-feira e o confronto de domingo com a Bélgica em Los Angeles, e depois uma partida contra o Egito em Seattle no dia 26 de junho.

Ainda assim, a equipe teve de enfrentar problemas com vistos, com membros de sua delegação impedidos de entrar nos Estados Unidos para os jogos, a cota de ingressos do Irã sendo revogada pela FIFA, proibições de viagem para muitos torcedores iranianos e sentimentos conflitantes entre a diáspora nos EUA.

Embora o governo dos EUA afirme que o plano sempre pode ter sido o de os iranianos retornarem diretamente a Tijuana após a partida, parece que a própria equipe foi pega de surpresa

“Não sabemos por que estão nos mandando de volta, para ser honesto”, disse Ghalenoei, de acordo com a AP. “Acho muito estranho. Parece que outros estão fazendo o planejamento por nós. As decisões por nós estão sendo tomadas em outro lugar. Deveríamos chegar duas noites antes do jogo, e deveríamos ficar esta noite para nos recuperar e retornar amanhã no horário do almoço. Não temos ideia do porquê.”

“Acho que nossa equipe é talvez a mais oprimida na Copa do Mundo.”

A CNN entrou em contato com a FIFA para obter comentários sobre a saída noturna do Irã de Los Angeles.

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Infantino vai ao vestiário do Irã após estreia e técnico desabafa

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, esteve no vestiário do Irã na noite de segunda-feira (15), em Los Angeles, após o empate de 2 a 2 da seleção asiática com a Nova Zelândia, em partida que marcou a estreia das duas equipes na Copa do Mundo.

O encontro teve o objetivo de prestar solidariedade aos atletas iranianos diante das dificuldades enfrentadas pela equipe durante a sua preparação até aqui. No entanto, durante a visita, ele teve de escutar o desabafo do treinador Amir Ghalenoei.

“Há algo que gostaria que todos observassem de uma perspectiva humana, não apenas técnica. Fomos uma das equipes mais prejudicadas nesta Copa do Mundo por causa das circunstâncias e das dificuldades que nos impuseram. Talvez tenha sido uma injustiça cometida contra esta equipe”, afirmou o técnico da seleção iraniana.

Ele afirmou ainda que seus jogadores foram prejudicados também no período de preparação, antes mesmo do início do Mundial, ao citar o fuso horário do Irã.

“Devido à diferença de dez horas entre aqui e o Irã, precisávamos ter chegado pelo menos duas semanas antes para nos adaptar. No entanto, nem sequer nos permitiram chegar dois dias antes”.

Concentrada em Tijuana, no México, a delegação iraniana recebeu autorização par entrar em território americano apenas na véspera dos jogos, com obrigatoriedade de deixar os Estados Unidos logo após as partidas.

Essa prática já foi adotada no duelo de estreia contra a Nova Zelândia. Na viagem de volta o capitão do time e um integrante da comissão técnica foram retidos no aeroporto, o que aumentou ainda mais o clima de insatisfação. Em guerra com os Estados Unidos, o Irã tem enfrentado uma série de restrições neste torneio de seleções.

Em sua visita ao vestiário do Irã, Infantino tentou amenizar a irritação dos iranianos com os episódios recentes e adotou um discurso conciliador e de incentivo. “Hoje foi um jogo difícil e, com um pouco de sorte, poderiam ter ganhado. Vocês mostraram para sua torcida, amigos, familiares e para o mundo que estão na Copa do Mundo e têm mais dois jogos pela frente”, disse o mandatário.

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Capitão do Irã é retido em aeroporto dos EUA e atrasa voo da delegação

Após empate na estreia na Copa do Mundo de 2026, a seleção do Irã teve problemas para deixar os EUA. Segundo informações da agência ISNA, o capitão do time, Mehdi Taremi, e um auxiliar foram retidos no aeroporto de Los Angeles, cidade onde a partida foi realizada.

Segundo a federação iraniana, Taremi e Saeed Al-Hawie enfrentaram “atrasos injustificados” nos trâmites de passaportes e vistos na imigração do aeroporto.

Por conta da situação da dupla, o voo da delegação sofreu atraso para retornar até Tijuana, no México, onde os iranianos estão concentrados.

O Irã está no Grupo G da Copa 2026 e estreou empatando em 2 a 2 com os neozelandeses no SoFi Stadium, em Los Angeles. Na segunda rodada, a equipe enfrenta a Bélgica no próximo domingo (21) na mesma cidade. Os iranianos fecham a fase de grupos no dia 27 contra o Egito em Seattle.

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Irã diz ter sido forçado a deixar os EUA após estreia e pede ajuda da Fifa

A Seleção do Irã fez sua estreia na Copa do Mundo de 2026 na noite de segunda-feira (16) e empatou com a Nova Zelândia em 2 a 2. Ao fim da partida, a equipe iraniana teria recebido ordens para deixar os Estados Unidos imediatamente.

Além do técnico Amir Ghalenoei afirmar que o Irã tem sido “oprimido” por tensões ao longo da Copa, o capitão Mehdi Taremi disse que minutos após a partida, os jogadores foram informados de que deveriam retornar para Tijuana, no México, onde estão alocados durante o torneio.

“Após a partida contra a Nova Zelândia, tivemos que deixar Los Angeles imediatamente, e isso não é bom para o futebol, porque na Copa do Mundo é preciso se preparar bem para o próximo jogo. Essa situação coloca muita pressão sobre os jogadores e a comissão técnica. Não recebemos o apoio necessário e a Fifa pode e deve ajudar mais”, afirmou Taremi segundo o site oficial da Federação de Futebol do Irã.

Questionado sobre quem impôs que os atletas deixassem o país, Taremi disse que a ordem foi repassada pela Fifa. “Não sei quem nos disse que temos que voltar para o México hoje à noite, mas acho que isso é algo entre a Federação Mexicana de Futebol e a Fifa”.

Mesmo com a pressão em torno de questões políticas, o capitão iraniano afirmou que a seleção está feliz pela participação na Copa.

“Nos sentimos bem porque estamos na Copa do Mundo e sob os holofotes, e isso é algo que todo jogador deseja vivenciar. Gostamos de estar neste torneio e queremos aproveitá-lo ao máximo”.

Mehdi Taremi, capitão do Irã

Ao ser perguntado novamente sobre detalhes da imposição para a seleção do Irã voltar ao México logo após o jogo, Taremi concluiu: “Sou jogador e estou focado no futebol. Você deveria fazer essa pergunta ao presidente da federação ou ao nosso diretor de imprensa, que não estão aqui. Você deveria fazer essa pergunta à Fifa, não a nós”.

De olho em uma vaga no mata-mata, a Seleção Iraniana volta a campo no próximo domingo (21), às 16h (de Brasília), novamente em Los Angeles, para encarar a Bélgica. Favorito a terminar na liderança da chave, o time europeu só empatou com o Egito, em 1 a 1, na estreia.

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Jogador do Irã tem visto vencido nos EUA e pode perder segundo jogo na Copa

O Irã teve dificuldades para deixar os Estados Unidos, após o empate com a Nova Zelândia na noite de segunda-feira (15). O atacante Mehdi Torabi teve o visto vencido após ter entrado no país.

Segundo a agência iraniana “ISNA”, o visto do jogador da seleção era válido para apenas uma entrada, tendo expirado na chegada em Los Angeles. Os demais jogadores recebem vistos de “múltiplas entradas” para viajar aos EUA.

A Federação Iraniana de Futebol informou que já está tomando providências para reemitir o visto de Torabi, para que ele possa estar com a seleção nas próximas partidas.

Inicialmente, o Irã tinha o planejamento de se concentrar na cidade de Tucson, no Arizona, mas precisou se mudar para Tijuana, no México, por conta do conflito envolvendo o país e as forças norte-americanas e israelenses.

O Irã está no Grupo G da Copa 2026 e estreou empatando em 2 a 2 com os neozelandeses no SoFi Stadium, em Los Angeles. Na segunda rodada, a equipe enfrenta a Bélgica no próximo domingo (21) na mesma cidade. Os iranianos fecham a fase de grupos no dia 27 contra o Egito em Seattle.

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Técnico do Irã diz que equipe é “oprimida” por tensões durante a Copa

O técnico do Irã, Amir Ghalenoei, disse nesta segunda-feira que sua equipe estava sendo “oprimida” devido a mudanças de última hora nos planos de viagem, decorrentes das tensões entre o Irã e os Estados Unidos. Ele acrescentou que a interrupção afetou o desempenho da equipe após o empate em 2 a 2 com a Nova Zelândia .

A federação iraniana de futebol negociou, em cima da hora, a transferência do centro de treinamento da equipe do Arizona para o México, em meio à incerteza sobre os vistos americanos e à crescente percepção de que a presença da seleção nos Estados Unidos deveria ser mantida ao mínimo, disse o embaixador do Irã no México à Reuters.

Ghalenoei, de 62 anos, disse que sofreram mais transtornos, já que o Irã esperava permanecer em Los Angeles durante a noite de segunda-feira, mas, em vez disso, foi obrigado a retornar imediatamente ao México.

“Deveríamos ficar aqui esta noite para nos recuperar e voltar amanhã ao meio-dia, mas não nos permitiram”, disse Ghalenoei. “Para ser honesto, não faço ideia do porquê. Acho que talvez a nossa seleção seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo.”

“Quero falar sobre o tratamento injusto dado à seleção iraniana. Passamos tanto tempo no ar que acho que quase não pisamos em terra firme. Não nos deram a oportunidade de chegar duas semanas antes para nos adaptarmos e nos aclimatarmos. Mesmo hoje à noite, logo após a partida, nos disseram que tínhamos que ir embora, sendo que hoje é o momento mais importante para o nosso próximo jogo, quando precisamos nos recuperar e nos preparar. Mas, em vez disso, temos que pegar um avião e voltar para Tijuana. Isso também está nos causando muita dificuldade.”

Amir Ghalenoei, técnico do Irã

Ele não disse quem havia imposto a restrição.

O Departamento de Estado dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A Fifa não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.

A preparação para a partida foi marcada por drama fora de campo, com a equipe jogando em solo americano apenas 24 horas após o anúncio de um acordo de paz para encerrar a guerra que começou quando os EUA e Israel atacaram o Irã em fevereiro.

O atacante iraniano Mehdi Taremi afirmou que as restrições estavam impedindo a equipe de jogar o seu melhor no torneio.

“Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol”, disse ele. “Acho que a FIFA tem que nos ajudar mais do que isso.”

Taremi descreveu uma atmosfera agitada no domingo, com a viagem de Tijuana para Los Angeles, depois para o hotel e finalmente para o estádio para ver o jogo. Eles deveriam ter tido dois dias para se ambientar em Los Angeles, acrescentou.

“É uma situação muito ruim que afeta nossa equipe e nós só queremos paz”, disse Taremi, acrescentando que o presidente da FIFA, Gianni Infantino, visitou o vestiário do Irã na segunda-feira.

O técnico Ghalenoei também destacou a ausência de membros importantes da comissão técnica, com alguns dirigentes e membros da imprensa impossibilitados de viajar devido a restrições de visto, o que fez com que os treinadores assumissem responsabilidades adicionais no banco de reservas.

“Muitos membros da nossa equipe de gestão não estão aqui”, disse ele.

“Tivemos que lidar com esses papéis por conta própria.”

Apesar dos contratempos, Ghalenoei elogiou a resiliência de seus jogadores por terem conquistado o empate, embora tenha afirmado que as exigências da viagem cobraram seu preço, com vários jogadores sofrendo de cãibras, que ele atribuiu à fadiga decorrente do deslocamento extra.

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Copa: como foi o clima do estádio na estreia do Irã nos Estados Unidos

A seleção do Irã estreou na Copa do Mundo, nessa segunda-feira (15), em Los Angeles, com um empate por 2 a 2 diante da Nova Zelândia. Nas arquibancadas, o clima misturou apoio ao time nacional e manifestações políticas de iranianos-americanos contrários ao governo de Teerã.

A partida ocorreu após dias de forte tensão geopolítica. O confronto foi disputado em solo americano menos de 24 horas depois do anúncio de um acordo de paz para encerrar a guerra iniciada quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em fevereiro.

Os jogadores iranianos chegaram aos Estados Unidos no domingo, vindos de sua base de treinamentos em Tijuana, no México, para disputar a primeira partida da equipe no torneio.

No SoFi Stadium, em Los Angeles, cidade que abriga a maior comunidade iraniana fora do Irã, muitos torcedores relataram sentimentos conflitantes entre a empolgação pela Copa do Mundo, a indignação com a repressão em Teerã e a preocupação com os bombardeios americanos.

Torcedoras do Irã levam ao SoFi Stadium bandeiras pré-revolução de 1979, marcadas pelo símbolo do leão e do sol, atualmente associado a movimentos de oposição ao governo iraniano
Torcedoras do Irã levam ao SoFi Stadium bandeiras pré-revolução de 1979, marcadas pelo símbolo do leão e do sol, atualmente associado a movimentos de oposição ao governo iraniano • K.C. Alfred / The San Diego Union-Tribune via Getty Images

Torcedores transformam jogo do Irã em palco de manifestações

Embora a maior parte dos torcedores tenha apoiado a seleção de forma entusiasmada, muitos exibiram bandeiras pré-revolução de 1979, marcadas pelo símbolo do leão e do sol, atualmente associado a movimentos de oposição ao governo iraniano.

Alguns foram além e chegaram a torcer pela Nova Zelândia ou vaiar a própria seleção. Parte da diáspora iraniana considera a equipe nacional uma representação indireta do regime instalado em Teerã.

Do lado de fora do estádio, centenas de manifestantes realizaram protestos com bandeiras e cartazes contra o governo iraniano, ampliando o ambiente político que cercou a estreia da equipe.

O Irã havia ameaçado interromper partidas caso bandeiras não oficiais fossem exibidas ou slogans fossem entoados durante os jogos. Ainda assim, diversos torcedores com símbolos da antiga bandeira passaram pela segurança sem problemas.

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    Duelo entre Irã e Nova Zelândia, válido pela primeira rodada da Copa do Mundo • Richard Heathcote/Getty Images

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    Elijah Just, da Nova Zelândia, celebrando um dos seus gols sobre o Irã, em partida da primeira rodada da Copa do Mundo • Matt McNulty - FIFA/FIFA via Getty Images

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    Partida entre Irã e Nova Zelândia, válida pela primeira rodada da Copa do Mundo • Jamie Squire/Getty Images

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    Elijah Just, da Nova Zelândia, celebrando o gol marcado sobre o Irã, pela Copa do Mundo • Harry How/Getty Images

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    Momento do gol da Nova Zelândia sobre o Irã, em duelo da primeira rodada da Copa do Mundo • Stu Forster/Getty Images

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    Disputa de bola no jogo entre Irã e Nova Zelândia, pela Copa do Mundo • Stu Forster/Getty Images

Fifa evita comentar caso específico da bandeira iraniana

Questionada anteriormente sobre o tema, a Fifa apontou para suas regras que proíbem bandeiras e vestimentas de natureza política dentro das competições organizadas pela entidade.

A entidade máxima do futebol mundial, porém, não comentou especificamente sua posição sobre a bandeira pré-revolução iraniana e também não se manifestou imediatamente após a partida desta segunda-feira.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, esteve presente no estádio para acompanhar o confronto entre Irã e Nova Zelândia.

Três torcedores vestidos com camisetas brancas estampadas com o símbolo do leão e do sol disseram ter decidido usar as peças apesar dos alertas emitidos antes da partida.

Torcedores pedem foco no futebol e deixam política de lado

“Este time não é o time do povo iraniano”, afirmou Farhad Jafargad, um dos torcedores que compareceram ao estádio usando o símbolo associado à oposição ao regime.

Outros fãs exibiram a bandeira oficial do Irã e reclamaram de provocações vindas dos manifestantes. Muitos defenderam que a atenção permanecesse voltada apenas para a seleção, carinhosamente conhecida como Team Melli.

“Estamos muito orgulhosos do nosso país”, disse Mehdi Jafari, de 57 anos, enquanto caminhava para o estádio vestindo a camisa da seleção iraniana.

“Estamos aqui para apoiar o Irã. Acho que todos deveríamos deixar a política de lado e simplesmente entrar para torcer pela Team Melli”, completou.

Guerra e polêmicas cercam participação do Irã

A presença do Irã nos jogos disputados nos Estados Unidos tem sido marcada por controvérsias ligadas ao conflito que já deixou pelo menos 7.000 mortos, a maioria no Irã e no Líbano.

O cenário sucede os protestos nacionais ocorridos em janeiro dentro do Irã, quando milhares de pessoas morreram durante a repressão conduzida pelo governo.

Nas últimas semanas, a seleção transferiu sua base de treinamentos do Arizona para o México. Paralelamente, a federação iraniana reclamou que parte de sua delegação não recebeu vistos americanos.

A entidade também afirmou que ingressos previamente destinados aos seus torcedores teriam sido cancelados, aumentando as tensões nos bastidores da participação iraniana na Copa do Mundo.

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Em jogo agitado, Irã e Nova Zelândia ficam no empate pela Copa do Mundo

Na partida que encerrou o dia de disputa da Copa do Mundo nesta segunda-feira (15), Irã e Nova Zelândia empataram por 2 a 2, em Los Angeles, no confronto da primeira rodada do Grupo G. VEJA OS MELHORES MOMENTOS:

Elijah Just, que atua no futebol escocês, abriu o placar a favor dos neozelandeses. Os iranianos igualaram o jogo ainda no primeiro tempo, graças ao tento de Ramin Rezaeian. Just colocou os All Whites em vantagem mais uma vez, mas Mohammad Mohebi marcou para deixar tudo igual no SoFi Stadium.

De olho em uma vaga no mata-mata, a Seleção Iraniana volta a campo no próximo domingo (21), às 16h (de Brasília), novamente em Los Angeles, para encarar a Bélgica. Favorito a terminar na liderança da chave, o time europeu só empatou com o Egito, em 1 a 1, na estreia.

Já Nova Zelândia, alcançou seu quarto empate na história da Copa do Mundo. O representante da Oceania tentará sua primeira vitória na mesma data, mas às 22h, em Vancouver, diante dos egípcios.

O jogo

Na marca de seis minutos, o Irã chegou pela primeira vez com o lateral Aria Yousefi, que cortou a marcação e bateu nas mãos do goleiro Max Crocombe. Logo depois, o centroavante Chris Wood recebeu na frente e rolou para o ponta Elijah Just, que chutou firme para colocar os neozelandeses na frente.

A Nova Zelândia teve outra oportunidade aos 12 minutos, onde o meia Sarpreet Singh invadiu a área e finalizou para fora. Já aos 14, Wood foi desarmado no momento do chute e perdeu uma ótima chance de ampliar a vantagem.

Os iranianos responderam aos 23 minutos. O centroavante Mehdi Taremi carregou livre, arriscou da entrada da área e carimbou a trave. Na sequência, o ponta Mohammad Mohebi desarmou o goleiro adversário com um carrinho e a bola sobrou para o meia Saman Ghoddos. Ele tentou de longe e acabou errando o alvo.

As tentativas do Irã deram resultado e o país asiático chegou ao empate na marca de 32 minutos. O centroavante Shahriyar Moghanlou foi acionado e teve sua finalização travada pela defesa. O lateral Ramin Rezaeian aproveitou a sobra e tirou de Max Crocombe para igualar o confronto.

Nos acréscimos, a Seleção Iraniana teve uma oportunidade em lateral cobrado na área, que terminou na cabeça para fora do Moghanlou. O time chegou a marcar com o zagueiro Ali Nemati, mas a arbitragem assinalou um impedimento no lance.

Logo no primeiro minuto da segunda etapa, Wood arriscou de muito longe e errou o alvo. Aos seis, o Irã respondeu em finalização de fora da área de Moghanlou, que também acabou longe da meta adversaria.

Os All Whites anotaram seu segundo gol no jogo aos nove minutos. Em belo contra-ataque armado, Just tabelou com Wood, entrou na área e chutou forte para colocar a equipe da Oceania na frente.

Porém, a vantagem neozelandesa não durou muito. Na marca de 19 minutos, Rezaeian cruzou na medida para Mohebi cabecear firme e igualar a disputa. No tempo restante, o Irã foi quem mais teve a bola, mas pouco conseguiu criar diante do rival. Já nos acréscimos, Chris Wood tentou uma cabeçada e parou na defesa do goleiro Alireza Beiranvand. Resultado final: 2 a 2 em Los Angeles.

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Irã x Nova Zelândia: escalações e onde assistir ao jogo da Copa do Mundo

Irã e Nova Zelândia se enfrentam nesta segunda-feira (15), às 22h (de Brasília), em partida válida pela primeira rodada do Grupo G da Copa do Mundo. O confronto acontece no SoFi Stadium, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Recheado de incertezas, a Seleção Iraniana faz sua estreia no torneio diante dos neozelandeses, o único representante da Oceania. O duelo terá a transmissão exclusiva da CazéTV (streaming), além do tempo real do CNN Esportes.

Escalações

  • Irã: Alireza Beiranvand; Ramin Rezaeian, Aria Yousefi, Shojae Khalilzadeh, Ali Nemati e Milad Mohammadi; Saeid Ezatolahi, Saman Ghoddos e Mohammad Mohebi; Mehdi Taremi e Shahriyar Moghanlou. Técnico: Amir Ghalenoei.
  • Nova Zelândia: Max Crocombe; Tim Payne, Michael Boxall, Finn Surman e Liberato Cacace; Joe Bell, Marko Stamenić e Sarpreet Singh; Elijah Just, Callum McCowatt e Chris Wood. Técnico: Darren Bazeley.

Onde assistir a Irã x Nova Zelândia

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