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É possível jogar bola de novo depois de romper o ligamento? Entenda

Enquanto atletas famosos recebem atenção mundial após uma ruptura do ligamento cruzado anterior, milhares de brasileiros enfrentam a mesma lesão longe dos holofotes. A principal dúvida é quase sempre a mesma: será que vou voltar a jogar como antes?

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) costuma ganhar destaque quando atinge um grande jogador. Mas ela acontece todos os dias em campos de várzea, quadras, academias e partidas entre amigos. Um giro brusco, uma mudança de direção, um movimento aparentemente simples e, de repente, surge a sensação de que algo saiu do lugar. Muitas pessoas relatam um estalo no joelho, seguido de dor, inchaço e instabilidade.

Depois do diagnóstico, a preocupação vai muito além da cirurgia. O que realmente angustia a maioria dos pacientes é a incerteza sobre o futuro. “Vou voltar a correr?”, “Vou conseguir jogar futebol novamente?” e “Meu joelho voltará a ser o mesmo”?

A boa notícia é que a maioria dos pacientes consegue retornar às atividades esportivas. A má notícia é que isso depende de fatores muito mais complexos do que simplesmente esperar alguns meses após a cirurgia.

O relógio não decide quando o paciente está pronto

Durante muitos anos, o retorno ao esporte foi baseado principalmente no tempo decorrido após a reconstrução do ligamento. Era comum ouvir que o paciente poderia voltar a jogar após seis, oito ou nove meses. Hoje sabemos que essa lógica é insuficiente.

A ciência tem demonstrado que o calendário, sozinho, não é capaz de determinar se o joelho está preparado para suportar novamente os movimentos exigidos pelo esporte. Força muscular, equilíbrio, controle neuromuscular, capacidade de salto, estabilidade dinâmica e confiança do paciente são fatores igualmente importantes.

Por isso, os protocolos modernos utilizam critérios objetivos para avaliar a recuperação. O retorno ao esporte não deveria ocorrer apenas porque determinado período passou, mas porque o joelho demonstrou capacidade funcional adequada para suportar as demandas da atividade. Essa mudança é fundamental porque retornar precocemente aumenta significativamente o risco de uma nova lesão.

Atletas profissionais e pacientes comuns não seguem o mesmo caminho

Quando vemos um atleta de elite voltar aos gramados após uma lesão do LCA, muitas vezes criamos expectativas irreais. Jogadores profissionais contam com equipes multidisciplinares, fisioterapia diária, preparação física individualizada, monitoramento constante e acesso a recursos que não fazem parte da realidade da maioria dos pacientes. O paciente comum precisa conciliar reabilitação com trabalho, família, deslocamentos e limitações de tempo.

Isso não significa que o resultado será pior. Significa apenas que o processo é diferente.

Em muitos casos, a ansiedade para voltar ao futebol ou a outras atividades esportivas leva o paciente a acelerar etapas da recuperação. E esse é justamente um dos maiores riscos. A reabilitação não deve ser encarada como o período entre a cirurgia e a alta médica. Ela é parte essencial do tratamento e influencia diretamente o resultado final.

O que está em jogo além do retorno ao futebol

A preocupação não deve ser apenas voltar a jogar. Deve ser voltar com segurança.

Estudos mostram que pacientes que retornam ao esporte antes de atingir critérios adequados de recuperação apresentam maior risco de re-ruptura do ligamento, além de aumentar a chance de lesionar o joelho contralateral. Outro aspecto importante é o desenvolvimento precoce de artrose. Mesmo quando a cirurgia é bem-sucedida, a lesão do LCA pode aumentar o risco de desgaste articular ao longo dos anos, especialmente quando existem lesões associadas de menisco ou cartilagem.

Por isso, a decisão de operar, o planejamento da reabilitação e o retorno ao esporte devem fazer parte de uma estratégia de longo prazo. A pergunta mais comum no consultório continua sendo: “Vou conseguir jogar bola de novo?” Na maioria dos casos, a resposta é sim. Mas a pergunta talvez devesse ser outra: “Vou voltar preparado para jogar pelos próximos anos?”

Quando o assunto é reconstrução do ligamento cruzado anterior, a ciência moderna tem mostrado que o sucesso não depende apenas da cirurgia. Depende da qualidade da recuperação e do respeito aos critérios que realmente indicam que o joelho está pronto para voltar ao jogo.

*Texto escrito por Dr. Leonardo Addeo, médico ortopedista e professor afiliado da Unifesp (CRM 101483-SP | RQE 43474 / 62248)

Referências bibliográficas e fontes consultadas

  • International Olympic Committee (IOC) Consensus Statement on ACL Injury
  • British Journal of Sports Medicine
  • American Orthopaedic Society for Sports Medicine (AOSSM)
  • Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy (JOSPT)
  • American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS)
  • Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
  • Aspetar Sports Medicine Journal

Escada na academia: quem pode fazer e quais cuidados são necessários

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Parte do núcleo da Terra mudou de direção. Ninguém sabe bem porquê

O fenómeno poderá fazer parte de um ciclo natural nos fluxos de ferro que dão à Terra o seu campo magnético protetor. O rio de ferro fundido que corre a cerca de 2250 quilómetros de profundidade sob o oceano Pacífico, no núcleo externo da Terra, deixou os cientistas surpreendidos ao mudar de direção. A observação oferece novos dados sobre o comportamento do núcleo externo líquido, que desempenha um papel essencial na formação do campo magnético terrestre. Sem este escudo magnético, o planeta ficaria perigosamente exposto à radiação solar. Investigadores da Universidade de Edimburgo analisaram observações feitas a partir do solo

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O fenómeno poderá fazer parte de um ciclo natural nos fluxos de ferro que dão à Terra o seu campo magnético protetor. O rio de ferro fundido que corre a cerca de 2250 quilómetros de profundidade sob o oceano Pacífico, no núcleo externo da Terra, deixou os cientistas surpreendidos ao mudar de direção

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Desvelan el mecanismo que impulsa el veloz cierre de la venus atrapamoscas, la planta carnívora más famosa del mundo

Cuando Charles Darwin observó por primera vez una venus atrapamoscas, quedó fascinado. El naturalista británico fue el primero en estudiar científicamente esta planta carnívora, la más famosa del mundo. Verla moverse con rapidez parecía algo propio de un animal. El investigador incluso llegó a pensar que debía existir algún equivalente vegetal a los músculos y los nervios. Más de un siglo después, la venus atrapamoscas sigue desafiando las ideas de los científicos sobre el movimiento de las plantas. Ahora, un equipo de físicos y biólogos ha demostrado que el secreto de su veloz trampa reside en la capacidad de modificar casi instantáneamente las propiedades mecánicas de sus paredes celulares, un cambio que desencadena el cierre de la hoja sobre la presa.

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© epv

Un insecto se posa sobre una venus atrapamoscas.
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Descoberta estrutura em forma de leque escondida sob o gelo da Antártida

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Astrónomos descobrem o quasar cintilante mais antigo conhecido

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Descoberta nova linha de simetria da Terra que divide os hemisférios oeste e leste

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Estudante de astronomia identifica origem de misteriosos sinais cósmicos

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Ventos estranhos fornecem as pistas mais convincentes obtidas até à data de atividade magnética em exoplanetas

Uma equipa de astrónomos encontrou as pistas mais convincentes obtidas até à data de que alguns planetas fora do nosso Sistema Solar podem ser magnéticos. Com o auxílio do Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), e do telescópio Gemini North, os investigadores mediram as velocidades dos ventos em sete exoplanetas muito quentes, semelhantes a Júpiter.

As observações revelaram que os ventos nestes planetas são muito provavelmente regidos por campos magnéticos, proporcionando a primeira medição fiável de magnetismo em planetas fora do Sistema Solar.

“Esta descoberta abre uma nova janela na investigação de exoplanetas. Trata-se da primeira vez que é possível comparar os ambientes magnéticos de outros mundos, um passo fundamental para, em última análise, compreender quais os planetas que podem manter-se habitáveis, conservar a sua água e, talvez, um dia, albergar vida tal como a conhecemos”, diz Julia Seidel, astrónoma no Laboratoire Lagrange, Observatoire de la Côte d’Azur, em França, e autora principal do estudo publicado na Nature Astronomy.

O campo magnético da Terra influencia a nossa atmosfera de maneiras complexas e é, por isso, um factor determinante para compreendermos como é que o nosso planeta é capaz de suportar vida. Existem também campos magnéticos noutros planetas do Sistema Solar, como Júpiter e Saturno. No entanto, nos últimos 15 anos, ainda ninguém tinha conseguido medir diretamente a intensidade de campos magnéticos em exoplanetas, o que aconteceu agora.

A equipa, no entanto, não tinha como objetivo inicial medir campos magnéticos, mas sim ventos. Foram medidas as velocidades do vento em sete exoplanetas que orbitam estrelas diferentes: gigantes gasosos como Júpiter, cada um deles situado muito próximo da sua estrela anfitriã e com acoplamento de maré, ou seja, com a rotação sincronizada com a órbita.

Tal como nós vemos apenas um lado da Lua, também estes planetas mantêm sempre uma face voltada para a sua estrela, o que resulta num lado diurno escaldante e num lado noturno gelado. Esta diferença de temperaturas entre os dois lados do planeta dá origem a um clima muito diferente do existente na Terra, com a criação de ventos tremendamente fortes.

As velocidades dos ventos nos exoplanetas observados variam entre cerca de 7200 km/hora e mais de 25 000 km/hora. Em termos de comparação, em Júpiter os ventos mais rápidos atingem velocidades de cerca de 1500 km/hora.

“Inicialmente queríamos verificar se os ventos atmosféricos se comportavam do mesmo modo em todos os planetas quentes,” explica Seidel, que já trabalhou como astrónoma no ESO, no Chile. Para as medições, a equipa utilizou dados do instrumento ESPRESSO, instalado no VLT do ESO, no deserto chileno do Atacama, e dum instrumento semelhante colocado no telescópio Gemini North, no Havai, EUA.

Ao analisarem como é que a velocidade dos ventos variava em função da temperatura do planeta, os investigadores viram surgir um padrão muito intrigante: quanto mais quente o planeta, mais lento o vento.

“Este resultado é totalmente contraintuitivo porque, em condições iguais, os planetas quentes dispõem, naturalmente, de mais energia para acelerar os ventos! Assim, suspeitámos que algo deveria estar a acontecer para fazer com que a velocidade dos ventos fosse menor nos planetas mais quentes”, explica Vivien Parmentier, coautor do estudo e professor no Laboratoire Lagrange, em França.

A equipa concluiu que a explicação mais plausível para este mistério passa, muito provavelmente, pela presença de campos magnéticos na globalidade do planeta, já que estes campos podem funcionar como um travão, abrandando assim o movimento de partículas carregadas na atmosfera.

Os dados permitiram aos investigadores inferir a intensidade do campo magnético em cada um dos planetas estudados, tendo-se descoberto que é comparável à dos campos encontrados no nosso Sistema Solar: aproximadamente quatro vezes mais forte do que o de Saturno, ou cerca de metade da intensidade do de Júpiter.

Campos magnéticos tão intensos poderão afetar mais do que apenas os ventos nestes planetas distantes. “Na Terra conhecemos a beleza das auroras boreais e austrais, onde partículas carregadas do Sol colidem com o nosso campo magnético e são guiadas para os pólos, colidindo com gases na atmosfera para produzir espetáculos coloridos de verde, rosa e roxo“, explica a coautora do estudo Bibiana Prinoth, ex-doutoranda da Universidade de Lund, na Suécia, e atualmente astrónoma do ESO em Garching, na Alemanha.

Nos exoplanetas estudados, as auroras induzidas magneticamente podem ser ainda mais espetaculares. A equipa aguarda com expetativa a chegada do Extremely Large Telescope do ESO, que ajudará a caracterizar não só grandes exoplanetas, semelhantes a Júpiter, mas também outros mais pequenos, como a Terra, possivelmente até detectando gases que possam produzir auroras nestes mundos distantes. “Gosto de imaginar que alguns destes mundos têm um céu repleto não só de estrelas, mas também de vastas cortinas de luz colorida a dançar sobre um planeta, onde em metade há um dia perpétuo e noutra metade uma noite interminável,” afirma Prinoth.

Sul Informação

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Estudo aponta causa provável de estranho zumbido que se ouve em todo o mundo

O misterioso zumbido de baixa frequência ouvido por algumas pessoas em várias partes do mundo poderá, em muitos casos, ter origem no próprio sistema auditivo, sob a forma de acufenos subjetivos, embora não exclua causas ambientais noutros casos. Durante décadas, pessoas em todo o mundo relataram ouvir um zumbido ténue, semelhante ao de um motor, a meio da noite, um perturbador som de baixa frequência sem origem aparente. Conhecido simplesmente como The Hum (“o Zumbido”), o fenómeno tem alimentado a investigação científica, a perplexidade do público e um fluxo constante de teorias da conspiração. Agora, investigadores da Universidade Norueguesa de

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Cientistas descobrem efeito quântico que pode acabar com as baterias

Uma nova forma de controlar um fenómeno quântico invulgar poderá, um dia, ajudar a alimentar dispositivos electrónicos sem baterias. Uma equipa de investigadores descobriu como imperfeições microscópicas e vibrações atómicas podem ser usadas para controlar um poderoso efeito quântico num material avançado. Esse efeito pode transformar sinais eléctricos alternados presentes no ambiente directamente no tipo de corrente de que os dispositivos electrónicos precisam, sem recorrer a componentes tradicionais. À medida que a temperatura muda, o sinal pode até inverter a direcção, oferecendo aos cientistas uma nova forma de ajustar o desempenho dos dispositivos. A equipa internacional de investigadores, liderada por

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O pó de asteróide é mais “fofinho” do que pensávamos

A descoberta pode ser importante para a criação do tipo certo de equipamento de escavação para a mineração de asteróides. A força da gravidade é diferente em cada corpo do Sistema Solar. Seja o peso esmagador de Júpiter ou a atração ínfima de um pequeno asteróide, esta força fundamental da física tem ainda um grande impacto no material que compõe estes corpos. Um novo artigo de investigadores da Universidade de Duisburg-Essen e do Centro Aeroespacial Alemão (DLR) demonstra o quão diferente esta gravidade pode ser, permitindo que os simulantes planetários caíssem em queda livre dentro de uma gigantesca torre de

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