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Trump não merece receber a Copa do Mundo

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Na segunda-feira passada, a três dias da abertura da Copa dos Estados Unidos, Canadá e México, assistimos a uma cena inédita nas finais do campeonato de basquete em Nova York. O presidente Donald Trump foi vaiado longa e ruidosamente pelos nova-iorquinos a ponto de encobrir a letra do hino dos Estados Unidos e superar a conhecida reverência que os americanos devotam aos símbolos nacionais.

A imprensa americana atribuiu a irritação dos torcedores ao forte esquema de segurança do presidente, que transtornou o trânsito, restringiu a circulação de pedestres e dificultou o acesso ao Madison Square Garden, onde o time da casa, os Knicks, disputava a partida com o San Antonio Spurs. Trump foi ainda mais vaiado do que o time adversário, segundo o New York Times.

A maioria dos nova-iorquinos não votou em Trump e o prefeito escolhido por eles, Zohran Mamdani, assistiu ao jogo em uma cadeira comum, como já havia feito outras vezes, ao lado dos torcedores. Uma boa oportunidade para a maioria democrata constranger o presidente MAGA, que enfrenta resistência da população e das autoridades municipal e estadual por sua política contra os imigrantes. Nova York é uma cidade-santuário, com mais de um terço da população composta por cidadãos vindos de outros países – o próprio Mamdani é filho de indianos e nasceu na Uganda. 

As vaias contra Trump soaram para mim como uma condenação vibrante ao belicismo, à xenofobia e ao racismo do presidente, por isso mesmo indigno de receber os 48 países que jogam na Copa do Mundo e que obteve a subserviência da Fifa para impor regras excludentes em um evento de confraternização de nações e povos. 

O critério para a entrar nos Estados Unidos, que tem trazido problemas a atletas, técnicos e torcedores de outros países é racista, como mostra o episódio da deportação de um juiz somali. Considerado o melhor árbitro da África, sua exclusão se deve apenas ao fato de pertencer a um povo que Trump declarou repetidamente ser “lixo” a ser expulso dos Estados Unidos. Jogadores do Haiti, um “país de merda”, em outra declaração racista de Trump, também enfrentaram uma odisseia para reunir o time completo na Flórida. 

O presidente, que recebeu o Nobel da Paz fajuto da Fifa, traz também a guerra para o espetáculo do esporte. A seleção iraniana terá de se basear em Tijuana, no México, cruzando a fronteira para jogar e voltando logo depois. O ódio anti-islâmico também vitimou o principal nome da seleção iraquiana, Aymen Hussein, detido e interrogado por sete horas antes de ser liberado. Até a França, que tem maioria de jogadores de sua seleção com ascendência africana, chiou diante de exigências feitas por Trump a países africanos. 

E o suspense continua. O ICE, a violenta polícia migratória de Trump, já avisou que pode prender estrangeiros “irregulares” durante o evento. Pelo crivo utilizado até o momento, isso significa que qualquer um pode ser preso por ser da nacionalidade ou da cor errada. O que também mobiliza os brasileiros: uma pesquisa da Nexus, divulgada pela coluna de Leonardo Sakamoto, revelou uma alta de 1.166% no volume de citações em português sobre o tema no X, Instagram e Facebook, entre os dias 6 e 9 de junho. 

A imprensa aposta que Trump fará da Copa seu “reality show” para alavancar a sua popularidade em baixa internamente. Se for essa a intenção, começou mal, reforçando um dos aspectos mais criticados do seu governo: a atuação do ICE, reprovada por 58% dos cidadãos americanos segundo pesquisa divulgada em março deste ano. E expressa em alto e bom som nas vaias dos nova-iorquinos. 

Não é uma boa propaganda também para Flávio Bolsonaro, já atingido pelos áudios escandalosos com Daniel Vorcaro e pelo tarifaço decretado por seu “amigo” Trump contra o Brasil, dias depois de conseguir uma foto com o presidente dos Estados Unidos. Não vai adiantar sair pedindo a proibição de pesquisas desfavoráveis a Nunes Marques, presidente do TSE e ministro do STF nomeado por Jair Bolsonaro.  

Nessa Copa, não se trata apenas torcer para seleção, mas de se orgulhar da camisa verde e amarela e da democracia brasileira. Para quem não confunde amor com ódio e patriotismo com xenofobia, isso pode significar também exigir da Fifa o tratamento respeitoso e justo aos que participam do espetáculo do esporte que ajudamos a consagrar. Sorte para nós e uma longa vaia a Trump!

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Goiás é humilhado pelo Novorizontino na Serrinha, leva 4 a 0 e cai para 10º lugar

O Goiás viveu uma noite para esquecer diante do seu torcedor. Jogando na quarta-feira (10/06), na Serrinha, a equipe esmeraldina foi goleada pelo Novorizontino por 4 a 0, em confronto válido pela 12ª rodada da Série B. A partida foi a pior derrota de um mandate na Série B desse ano.

O Novorizontino abriu o placar aos 31 minutos do primeiro tempo com o atacante Robson, que aproveitou jogada pela esquerda e finalizou cruzado, sem chances para o goleiro Tiago Rodrigues. O Goiás até tentou reagir nos minutos finais da etapa inicial, mas esbarrou na sólida defesa adversária e foi para o intervalo em desvantagem no marcador.

Logo no início da etapa complementar, aos 10 minutos, o mesmo Robson voltou a balançar as redes após cruzamento na área. A situação ficou ainda mais complicada aos 24 minutos, quando Rômulo converteu cobrança de pênalti e fez o terceiro gol. Seis minutos depois, Vinícius Paiva completou a goleada ao marcar o quarto gol, sacramentando uma das piores atuações do Goiás na temporada.

Com o resultado, o Novorizontino chegou aos 20 pontos e assumiu a quinta posição na tabela. O Goiás permaneceu com 17 pontos e caiu para a décima colocação. A campanha esmeraldina registra cinco vitórias, dois empates e cinco derrotas em 12 partidas. O Goiás volta a campo no domingo (14/06), às 16h, contra o Athletic, na Arena Sicredi, em São João del-Rei (MG). O Novorizontino joga no domingo (14/06) também, às 19h, em casa contra o Náutico.

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Governo de Pernambuco anuncia construção de 203 areninhas em municípios do Estado

 

O Governo de Pernambuco anunciou, nesta quarta-feira (10), a criação do projeto Areninhas, que prevê a construção de 203 campos de futebol em municípios de todas as regiões do Estado. Segundo a gestão estadual, serão investidos R$ 74,3 milhões na implantação dos equipamentos.

De acordo com as informações divulgadas pelo governo, os espaços terão gramado sintético, iluminação para uso noturno e cercamento com alambrados. Os campos seguirão um modelo padronizado, com 24 metros de largura e 34 metros de comprimento.

A execução do projeto será coordenada pelo Estado. Para receber uma areninha, os municípios deverão disponibilizar um terreno e manifestar interesse formalmente. Após a análise de viabilidade da área, a obra poderá ser autorizada. O prazo informado para conclusão de cada unidade é de até 60 dias após a emissão da ordem de serviço.

Segundo o planejamento apresentado, Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Paulista, Caruaru e Petrolina deverão receber três unidades cada. Já Igarassu, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Vitória de Santo Antão e Garanhuns terão duas areninhas. Os demais municípios pernambucanos estão contemplados com uma unidade cada.

O lançamento do projeto ocorreu em cerimônia realizada pelo Governo do Estado e contou com a presença da governadora Raquel Lyra, da vice-governadora Priscila Krause, além de secretários, parlamentares e prefeitos.

© Miva Filho/Secom

Governo de Pernambuco lança projeto Areninhas para construção de 203 campos de futebol em todo o Estado
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