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El Niño virá mais forte; veja impactos e áreas que devem ser mais afetadas

Cientistas da NOAA (Administração Nacional para Oceanos e Atmosfera), principal agência climática dos Estados Unidos, confirmaram oficialmente o retorno do El Niño. O fenômeno já está ativo no Oceano Pacífico e as projeções indicam que ele pode se intensificar significativamente nos próximos meses, com potencial para se tornar um episódio de forte intensidade histórica.

De acordo com um relatório divulgado na manhã desta quinta-feira (11), a NOAA aponta uma probabilidade de 60% de que o El Niño atinja intensidade forte até o final do ano, o que representa um agravamento considerável das previsões climáticas globais.

O que é o El Niño e como ele se desenvolve

O analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes explicou que o El Niño consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico na região equatorial central. “Quando essa temperatura fica acima de meio grau, numa média de 30 anos, e durante três meses, caracteriza-se o início do El Niño”, afirmou.

Atualmente, a temperatura da região está 0,7°C acima da média histórica, configurando um evento de fraca intensidade, mas com tendência de crescimento. Segundo Pedro Côrtes, essa temperatura pode ultrapassar 2°C nos próximos seis meses, o que caracterizaria um El Niño forte.

Impactos esperados no Brasil

Pedro Côrtes destacou que os efeitos do fenômeno no Brasil seguem um padrão bem definido: aumento das chuvas na região Sul, tendência de secas no Norte e no Nordeste, e risco elevado de incêndios florestais no Centro-Oeste.

“Houve episódios, como recentemente, onde nós tivemos com o El Niño as enchentes no Rio Grande do Sul e secas históricas na Amazônia”, recordou o analista, citando rios que ficaram com volume de água drasticamente reduzido, isolando comunidades inteiras e causando mortes de animais.

O analista também alertou que o aquecimento global potencializa os efeitos do El Niño, independentemente da intensidade do fenômeno. “A gente não precisa ter um El Niño forte para que as consequências sejam exacerbadas em função do aquecimento global”, disse Pedro Côrtes.

Ele lembrou que a tragédia no Rio Grande do Sul, em abril de 2024, ocorreu quando o El Niño já estava em fase de enfraquecimento, o que demonstra a gravidade dos impactos mesmo fora do pico do fenômeno.

Fator que pode moderar os efeitos no Brasil

Pedro Côrtes apontou um elemento que pode ajudar a reduzir a intensidade dos impactos no país: Oscilação Decadal do Pacífico (PDO, na sigla em inglês), fenômeno que alterna fases de águas quentes e frias no norte do Oceano Pacífico ao longo de décadas.

“Nós estamos numa fase fria e quando essa fase fria ocorre, nós não temos um evento tão forte para o Brasil”, explicou. Ainda assim, o analista foi categórico: “De qualquer forma, a gente vai enfrentar problemas com ele.”

Mais de 8 milhões vivem em áreas de risco

O pesquisador do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) Giovanni Dolif alertou que o Brasil conta com mais de 8,5 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco, muitas das quais sequer têm conhecimento dessa situação. “Muitas dessas pessoas não têm noção de que vivem em uma área de risco”, afirmou.

Ele recomendou que a população busque informações junto à Defesa Civil para identificar o tipo de risco ao qual está exposta — seja inundação ou deslizamento de terra — e saiba como agir diante de alertas. Giovanni Dolif destacou ainda que a pressão da sociedade sobre as autoridades contribui para acelerar ações preventivas.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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