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Esta praia secreta do Algarve está escondida entre arribas e “parece saída de um filme”

Há praias no Algarve que dispensam grandes apresentações. Outras, pelo contrário, parecem existir quase em segredo, escondidas entre arribas, acessíveis apenas a quem aceita caminhar, procurar e respeitar os limites impostos pela natureza.

É o caso da Praia do Ninho de Andorinha, uma pequena enseada situada na zona de Albufeira, entre a Praia de São Rafael e a Praia da Coelha. De acordo com o Algarve Marafado, o local impressiona pelo enquadramento natural, pelo areal reduzido e pela forma como o mar entra através de um arco e de um túnel natural escavado na rocha.

Uma caminhada entre arribas

O acesso pode ser feito a partir da Praia de São Rafael, seguindo um trilho pelas arribas em direção a poente. Pelo caminho, a paisagem oferece vistas amplas sobre o litoral, com o azul do mar a contrastar com os tons dourados e ocres das formações rochosas. Outra possibilidade é começar a caminhada na Praia da Coelha. Em ambos os casos, o percurso exige atenção, sobretudo em zonas mais irregulares ou próximas das arribas.

Segundo o Algarve Marafado, há partes do trilho que apresentam alguma dificuldade. Por isso, a visita deve ser feita com calçado adequado, tempo disponível e cuidado redobrado, evitando aproximações perigosas à beira das falésias.

Uma praia pequena e bem escondida

A Praia do Ninho de Andorinha não é uma praia ampla nem preparada para grandes multidões. Pelo contrário, é precisamente a sua dimensão reduzida e o acesso menos evidente que ajudam a manter o carácter mais reservado do local. O pequeno areal dourado fica praticamente cercado por arribas imponentes. Na maré cheia, a faixa de areia pode quase desaparecer, o que torna essencial consultar previamente a maré antes de tentar descer ou permanecer no local.

A singularidade da praia está também no túnel natural que permite a entrada da água do mar. O enquadramento cria um cenário visualmente marcante, muito procurado por quem gosta de fotografia, vídeos de viagem ou simplesmente de descobrir recantos menos óbvios do Algarve.

Acesso pode estar condicionado

Apesar da beleza do lugar, a visita exige prudência. Existe um trilho com degraus esculpidos que permite a descida até à praia, mas o acesso pode ser condicionado ou interditado pelas autoridades por razões de segurança. O risco de derrocada nas arribas é uma realidade em várias zonas do litoral algarvio. Por isso, qualquer sinalização existente no local deve ser respeitada, mesmo que a praia pareça acessível.

A recomendação é simples: antes de descer, confirme se o acesso está permitido e evite permanecer junto às arribas. Em zonas deste tipo, a beleza natural não elimina o risco associado à instabilidade das falésias.

Pelo mar, uma entrada alternativa

Muitos visitantes chegam à Praia do Ninho de Andorinha pelo mar, sobretudo em caiaque ou em pequenas embarcações. Esta opção permite atravessar o túnel natural quando as condições marítimas e a maré o permitem.

Ainda assim, também este acesso depende do estado do mar, da altura da maré e da experiência de quem se desloca. Em dias de ondulação mais forte, vento ou maré desfavorável, a aproximação pode tornar-se perigosa. Para quem não conhece a zona, o ideal é recorrer a operadores locais ou a visitas organizadas, que conheçam os horários, as condições do mar e as limitações do local.

Um recanto para ver com responsabilidade

A Praia do Ninho de Andorinha é um daqueles lugares que explicam por que razão o litoral algarvio continua a surpreender mesmo quem já o conhece bem. Não é uma praia para longas jornadas de toalha estendida, mas sim um recanto para observar, fotografar e visitar com cautela. O seu encanto está na combinação entre isolamento, rocha, mar e luz. Mas essa mesma fragilidade obriga a uma utilização responsável, sem lixo, sem ruído excessivo e sem desrespeito pela sinalização.

No fundo, esta praia escondida do Algarve “parece saída de um filme”, como refere o Algarve Marafado, precisamente porque não se entrega de imediato. Exige caminho, atenção e alguma paciência. Em troca, oferece um dos cenários mais inesperados da costa de Albufeira.

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Adeus mês da matrícula: Governo vai ‘mexer’ no IUC e é isto que vai mudar

A autorização legislativa que permite ao Governo alterar o Código do Imposto Único de Circulação (IUC) já foi publicada em Diário da República. A mudança vai permitir que o IUC deixe de ser pago no mês da matrícula do veículo e passe a ter datas fixas para todos os contribuintes.

De acordo com o Notícias ao Minuto, a autorização foi aprovada na Assembleia da República em 17 de abril de 2026, promulgada pelo Presidente da República em 26 de maio e publicada esta quinta-feira. O Governo tem agora 180 dias para concretizar a alteração.

Apesar da publicação da autorização, nada muda em 2026. Este ano continuam a aplicar-se as regras atuais, ou seja, o IUC deve ser pago no mês do aniversário da matrícula do veículo.

Pagamento passa a ter datas fixas

A principal alteração está no calendário. Em vez de cada proprietário pagar o IUC no mês da matrícula do carro, o imposto passará a ser liquidado em datas fixas, definidas consoante o valor a pagar.

A medida será aplicada em duas fases. O ano de 2027 será transitório, com um calendário próprio. A partir de 2028 entra em vigor o modelo definitivo.

O objetivo do período transitório é evitar que os contribuintes tenham de pagar o IUC de 2026 e 2027 num intervalo de tempo demasiado curto.

Como será em 2027

Em 2027, o imposto será pago numa única prestação durante o mês de outubro quando o valor for igual ou inferior a 500 euros.

Nos casos em que o IUC seja superior a 500 euros, o pagamento será feito em duas prestações, durante os meses de julho e outubro. Ainda assim, o contribuinte poderá optar por pagar tudo de uma só vez em julho.

Este calendário aplica-se apenas em 2027, como regime transitório. A partir do ano seguinte, as datas mudam novamente.

O que muda a partir de 2028

A partir de 2028, o modelo passa a ser definitivo. Se o valor anual do IUC for até 100 euros, o pagamento terá de ser feito até ao final de abril.

Se o imposto for superior a 100 euros e igual ou inferior a 500 euros, será pago em duas prestações, em abril e outubro.

Nos casos em que o valor seja superior a 500 euros, o pagamento será dividido em três prestações, nos meses de abril, julho e outubro.

Ano da matrícula tem regra própria

O diploma também clarifica que o período de tributação do IUC corresponde ao ano civil. Há, no entanto, uma exceção para o ano da matrícula ou do registo do veículo em Portugal.

Nesse caso, o período começa na data da matrícula ou registo e termina a 31 de dezembro do mesmo ano. O contribuinte fica isento do IUC na proporção dos meses inteiros decorridos desde 1 de janeiro até à data da matrícula ou registo.

A legislação prevê ainda a possibilidade de anular a liquidação do IUC de 2027 se ocorrer o cancelamento da matrícula durante esse ano e antes da data de aniversário da matrícula.

O que deve fazer agora

Para já, os proprietários não têm de alterar procedimentos em 2026. O pagamento continua a ser feito nos moldes habituais, no mês da matrícula do veículo.

As mudanças começam apenas em 2027, primeiro com um regime transitório, e passam ao formato definitivo em 2028. Até lá, o Governo terá de concretizar a alteração legislativa autorizada.

A principal diferença para os contribuintes será a organização do calendário fiscal. Em vez de cada carro ter uma data ligada à matrícula, o IUC passará a concentrar-se em meses fixos, conforme o valor anual a pagar.

Leia também: É oficial: novas regras para a carta de condução entram em vigor já nesta data

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Usar o telemóvel para pagar tornou-se normal: há cuidados obrigatórios para proteger o seu dinheiro

Pagar com o telemóvel deixou de ser uma novidade. Em lojas, cafés, supermercados ou transportes, muitos consumidores já usam o smartphone como se fosse uma carteira, aproximando o equipamento do terminal para concluir a compra em poucos segundos.

A comodidade é evidente, mas também obriga a cuidados. O telemóvel concentra hoje aplicações bancárias, cartões digitais, dados pessoais e acessos financeiros. Por isso, a segurança do dispositivo passou a ser tão importante como a proteção de um cartão bancário físico.

O telemóvel passou a guardar dinheiro

De acordo com a Pplware, os pagamentos por smartphone tornaram-se cada vez mais comuns, sobretudo através de carteiras digitais, aplicações bancárias e tecnologia NFC. Esta evolução simplificou o dia a dia, mas aumentou a responsabilidade dos utilizadores. Se o telemóvel for perdido, roubado ou acedido por terceiros, pode existir risco de utilização indevida dos meios de pagamento associados.

O Banco de Espanha, citado pela imprensa espanhola, reuniu quatro recomendações de segurança para quem utiliza o telemóvel para pagar. São medidas simples, mas importantes para reduzir a exposição a fraudes ou pagamentos não autorizados.

Definir limites para pagamentos sem PIN

Uma das primeiras recomendações passa por limitar os pagamentos que podem ser feitos sem autenticação adicional. Sempre que possível, o utilizador deve definir um valor máximo a partir do qual seja obrigatório introduzir PIN, usar impressão digital ou reconhecimento facial.

Esta medida ajuda a reduzir o risco em caso de perda ou roubo do telemóvel, sobretudo se o dispositivo estiver desbloqueado no momento em que é usado por outra pessoa. As regras podem variar consoante a aplicação, o banco ou o sistema operativo. Por isso, é aconselhável consultar as definições da carteira digital ou da aplicação bancária utilizada.

Desligar o NFC quando não está a ser usado

O NFC é a tecnologia que permite pagamentos por aproximação. Em muitos telemóveis, pode estar permanentemente ativo, o que torna o pagamento mais rápido, mas também mantém o dispositivo disponível para comunicações de proximidade.

A recomendação passa por desligar o NFC quando não for necessário e ativá-lo apenas no momento de pagar. É um gesto simples, mas que reduz a exposição em ambientes movimentados ou perante dispositivos desconhecidos. Esta precaução é especialmente relevante para quem usa o telemóvel como principal meio de pagamento e circula frequentemente em transportes, centros comerciais ou zonas com grande concentração de pessoas.

Bloquear sempre o ecrã

O bloqueio do telemóvel continua a ser uma das medidas mais importantes. Um smartphone sem PIN, palavra-passe, padrão ou autenticação biométrica fica muito mais vulnerável se cair nas mãos erradas.

A impressão digital e o reconhecimento facial permitem proteger o equipamento sem tornar o uso diário demasiado complexo. Ainda assim, o código de desbloqueio deve ser seguro e não deve ser fácil de adivinhar. Na prática, um telemóvel desbloqueado pode dar acesso não só a pagamentos, mas também a mensagens, e-mails, aplicações bancárias e códigos de confirmação enviados por SMS ou notificação.

Ativar autenticação de dois fatores

A autenticação de dois fatores acrescenta uma camada extra de segurança às aplicações bancárias e carteiras digitais. Mesmo que alguém descubra uma palavra-passe, continua a precisar de uma segunda confirmação para aceder à conta ou validar determinadas operações.

Esse segundo passo pode ser feito através de código, notificação, biometria ou outro método definido pelo banco ou pela aplicação. A medida não elimina todos os riscos, mas dificulta bastante o acesso indevido. Por isso, deve estar ativa sempre que o banco, a carteira digital ou a aplicação de pagamento o permitam.

Usar apenas aplicações oficiais

Além destas quatro regras, há uma recomendação transversal: instalar apenas aplicações oficiais e manter o sistema operativo atualizado. As aplicações bancárias e carteiras digitais devem ser descarregadas através das lojas oficiais. Também deve evitar links recebidos por mensagens, e-mails ou redes sociais, sobretudo quando prometem desbloqueios, prémios, reembolsos ou atualizações urgentes.

Muitas fraudes começam precisamente com uma página falsa que imita o banco ou uma aplicação conhecida. O objetivo é levar o utilizador a introduzir dados de acesso ou informações bancárias.

O que fazer se perder o telemóvel

Em caso de perda ou roubo, o primeiro passo deve ser bloquear o equipamento remotamente, se essa funcionalidade estiver ativa. Depois, deve contactar o banco para suspender cartões digitais, serviços de pagamento e acessos associados ao telemóvel.

Também é aconselhável alterar palavras-passe de contas importantes, sobretudo e-mail, aplicações bancárias e serviços onde estejam guardados métodos de pagamento. Quanto mais depressa agir, menor será o risco de utilização indevida. É por isso que configurar previamente mecanismos de bloqueio e localização remota pode fazer diferença.

Proteger o telemóvel é proteger a carteira

Os pagamentos por telemóvel são práticos, rápidos e, quando bem configurados, podem ser seguros. Ainda assim, a concentração de dados financeiros num único dispositivo exige cuidados constantes. Limitar pagamentos sem PIN, desligar o NFC quando não está em uso, bloquear sempre o ecrã e ativar a autenticação de dois fatores são medidas simples que ajudam a proteger o dinheiro.

Numa altura em que o smartphone substituiu a carteira em muitas situações, a regra é clara: quanto mais cómodo for pagar, mais importante se torna garantir que só o verdadeiro dono consegue fazê-lo.

Leia também: “Maior erro de sempre”: Bill Gates admite falha catastrófica que custou quase 350 mil milhões de euros à sua empresa

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“Como escolher produtos duráveis, reparáveis e recicláveis que me ajudem a poupar?”

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO

“Que cuidados devo ter para escolher produtos que durem mais, sejam reparáveis, possam ser reciclados e me ajudem a poupar?”

A DECO INFORMA… 

Consumir de forma consciente é um ato de cidadania. Ao escolher melhor, está a proteger o ambiente, a poupar recursos, poupar dinheiro e a contribuir para um futuro mais justo e sustentável.  Evite o consumo excessivo e o desperdício pela saúde das suas finanças e do Planeta. 

A DECO, através do seu projeto TUDO A QUE TEM DIREITO, quer garantir que todos os cidadãos recebem informação, apoio, aconselhamento e, quando necessário, ajuda na resolução dos seus problemas de consumo. 

Para que as suas escolhas sejam sustentáveis e não por impulso, a DECO deixa-lhe algumas ideias práticas para comprar conscientemente: 

  1. Porque é tão importante consumir de forma sustentável:  

Produtos de uso único ou descartáveis, difíceis de reparar ou pouco eficientes geram uma grande quantidade de resíduos, aumentam a poluição e, a longo prazo, acabam por sair mais caros. Optar por artigos duráveis, reparáveis e recicláveis ajuda a cuidar do ambiente e a promover negócios mais responsáveis. 

  1. Antes de comprar, questione-se: 

Preciso mesmo deste produto? 

É durável e pode ser reparado? 

Existem peças de substituição disponíveis? 

É eficiente em termos energéticos? 

Há alternativas em segunda mão ou recondicionadas? 

  1. Reparar é um direito: 

Mesmo fora do prazo de garantia, os produtos devem poder ser reparados.  

Exige sempre um orçamento escrito e um comprovativo do arranjo, pois esse serviço tem garantia. 

Reparar prolonga a vida útil dos produtos, reduz resíduos e poupa dinheiro. 

  1. Atenção ao greenwashing  

Nem todas as mensagens publicitárias “verdes” são verdadeiras.  

Desconfie de palavras vagas como “eco” ou “natural” sem provas, compare informação e procure fontes de informação credíveis. 

DICA DECO: Adote os 5R do consumo responsável!  

Recusar o que é desnecessário  

Reduzir o consumo excessivo  

Reutilizar sempre que possível  

Reparar em vez de substituir  

Reciclar corretamente 

Não se esqueça de que pequenos gestos no dia a dia fazem uma grande diferença quando todos participam. Seja um cidadão mais ativo, interventivo e participativo. Acompanhe o projeto da DECO – TUDO A QUE TEM. 

Este projeto é cofinanciado pela União Europeia, através do Single Market Programme

 Leia também: “Anúncios fraudulentos financeiros online: que medidas estão a ser tomadas?”

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Junho é o mês delas: saiba como escolher a melhor sardinha

Com os Santos Populares a aproximarem-se, a sardinha volta a ganhar destaque nas mesas portuguesas. Antes de chegar à grelha, há sinais simples que ajudam a perceber se o peixe está fresco, desde o brilho da pele ao aspeto dos olhos, passando pela firmeza do corpo e pela cor das guelras.

A sardinha é um dos símbolos do verão em Portugal e está muito associada aos arraiais, às festas populares e às sardinhadas em família. Ainda assim, escolher bem este peixe na peixaria faz diferença no sabor, na textura e na segurança alimentar.

Segundo informação divulgada pelo grupo Lusíadas, a sardinha pertence ao grupo dos peixes azuis, tal como o carapau e a cavala. Estes peixes têm uma coloração azulada na zona do lombo e apresentam maior teor de gordura, que pode variar consoante a época do ano.

Pele brilhante e olhos vivos

De acordo com o Notícias ao Minuto, um dos primeiros sinais a observar é a pele. A sardinha fresca deve apresentar uma pele brilhante, com cores vivas e aspeto limpo. Se estiver baça, seca ou com marcas excessivas, pode já não estar no melhor estado.

Os olhos também ajudam a perceber a frescura do peixe. Devem estar brilhantes, claros e com aspeto vivo. Olhos fundos, baços ou esbranquiçados são sinais a evitar no momento da compra.

As guelras são outro ponto importante. Num peixe fresco, devem apresentar uma cor vermelho-vivo a púrpura, sem muco em excesso e com cheiro a mar. Guelras escuras, acastanhadas ou com odor desagradável indicam perda de frescura.

Corpo firme é bom sinal

A textura da sardinha deve ser firme. O corpo não deve dobrar facilmente quando é manuseado, mantendo uma aparência rígida e consistente. Esta firmeza é um dos sinais mais claros de que o peixe foi bem conservado.

O Pingo Doce recomenda também verificar se a sardinha tem uma aparência limpa. O ideal é que não esteja “engravatada”, expressão usada quando há vestígios de sangue por fora da cabeça.

O cheiro deve ser suave e lembrar o mar. Um odor intenso, azedo ou desagradável não é normal num peixe fresco. Na dúvida, o melhor é pedir ajuda ao peixeiro ou escolher outro lote com melhor aspeto geral.

Sardinha também traz benefícios

Além de saborosa, a sardinha é valorizada pelas suas propriedades nutricionais. Segundo o grupo Lusíadas, fornece ómega 3, um ácido gordo de que o organismo precisa, mas que não produz.

É também fonte natural de proteínas completas, ferro, fósforo, magnésio e vitaminas A, B, D, E e K. Por ser rica em cálcio e vitamina D, pode contribuir para a saúde dos ossos.

O ómega 3 presente na sardinha está associado à saúde cardiovascular e pode ajudar no bom funcionamento do organismo. Ainda assim, como qualquer alimento, deve ser integrada numa alimentação variada e equilibrada.

Escolher bem melhora a grelha

Nos Santos Populares, a sardinha costuma ser preparada na brasa e servida sobre uma fatia de pão. Para que o resultado seja melhor, a escolha na peixaria é decisiva.

Uma sardinha fresca aguenta melhor a grelha, tem melhor textura e oferece mais sabor. Já uma sardinha menos fresca pode desfazer-se com facilidade e perder qualidade durante a confeção.

Antes de comprar, observe a pele, os olhos, as guelras, a firmeza e o cheiro. A regra prática é simples: escolha sardinhas brilhantes, firmes, com olhos vivos e cheiro a mar.

Entre festas, arraiais e grelhadores acesos, a sardinha continua a ser um dos grandes símbolos do verão português. Para aproveitar melhor este clássico dos Santos Populares, tudo começa com uma boa escolha na peixaria.

Leia também: Santos Populares animam Castro Marim com bailes, marchas e sardinhadas

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Falta de efetivos da PSP preocupa social-democratas de Olhão

O PSD de Olhão manifestou preocupação com a situação de segurança no concelho, defendendo que os recentes episódios de criminalidade e violência exigem uma resposta mais eficaz por parte do Governo e da Câmara Municipal.

Em comunicado dirigido à imprensa e à população, a secção social-democrata considera que “Olhão não pode continuar refém da inegurança”, alertando para aquilo que descreve como uma degradação da tranquilidade pública na cidade e no concelho.

O partido refere a existência de assaltos em pleno dia no centro da cidade, episódios de violência associados ao tráfico de estupefacientes, incluindo um tiroteio recente, e atos de pequena delinquência. Para o PSD, estes casos são “sinais claros de uma degradação da segurança e da tranquilidade pública que não pode continuar a ser ignorada”.

PSD aponta falta de efetivos na PSP

Os social-democratas sustentam que a esquadra da Polícia de Segurança Pública de Olhão enfrenta, há vários anos, uma falta crónica de efetivos e de condições operacionais, situação que, segundo o partido, limita a capacidade de prevenção, patrulhamento de proximidade e resposta às ocorrências.

O PSD sublinha que esta realidade coloca pressão acrescida sobre os profissionais da PSP, que continuam a desempenhar funções em circunstâncias consideradas cada vez mais difíceis.

No mesmo comunicado, a estrutura local do partido questiona também a intervenção da Polícia Municipal, nomeadamente nas áreas da vigilância dos espaços públicos, fiscalização do trânsito rodoviário e pedonal e promoção da ordem no espaço urbano.

Segundo o PSD, “a presença preventiva e dissuasora desta força é manifestamente insuficiente perante os problemas que se agravam na Cidade e no Concelho”.

Partido exige respostas do Governo e da Câmara

Face a este diagnóstico, o PSD de Olhão exige ao Governo o reforço urgente dos meios humanos e materiais da PSP, considerando indispensável garantir melhores condições para a atuação policial no concelho.

Ao mesmo tempo, o partido defende que a Câmara Municipal deve assumir uma atuação mais presente através da Polícia Municipal, utilizando os instrumentos que já tem ao seu dispor.

“Os Olhanenses têm direito a viver seguros na Cidade e no Concelho”, afirma o PSD, acrescentando que “a segurança das Pessoas e dos seus bens não pode continuar a ser relegada para segundo plano nem servir de tema para discursos ocasionais”.

No final do comunicado, os social-democratas apelam a uma resposta política mais firme, defendendo que “É tempo de assumir responsabilidades, agir com firmeza e devolver aos Cidadãos a confiança que hoje sentem ameaçada”.

A secção local conclui com a mensagem: “Olhão merece mais. Os Olhanenses exigem mais.”

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Maria da Graça Carvalho lembra que areal das praias é livre fora das concessões

A ministra do Ambiente e Ação Climática recordou esta sexta-feira que o areal das praias portuguesas é de utilização livre, excetuando as áreas concessionadas e as faixas de segurança definidas para proteção dos utilizadores. A governante salientou que cabe aos municípios delimitar essas zonas e garantir que a informação é devidamente divulgada junto dos banhistas.

Durante uma visita à Praia da Fuseta-Mar, no concelho de Olhão, Maria da Graça Carvalho defendeu que a organização dos areais deve ser claramente explicada ao público.

“Cabe às câmaras municipais fazer as concessões e divulgar o plano de praia, tanto através da sinalética, como – e eu aconselho vivamente -, através de um esquema à entrada da praia: ‘olhe, este espaço é concessão, este espaço é de segurança, tudo o resto é livre’”, afirmou.

Questionada sobre a existência de sinalização que continua a encaminhar os utilizadores para determinadas áreas não concessionadas, a ministra considerou que, sempre que existam informações incorretas, estas devem ser corrigidas para evitar dúvidas entre os frequentadores das praias.

“Os presidentes de câmara têm de verificar e, se acharem que a sinalética não está bem, corrigi-la, mas não é uma coisa sistemática. A lei não mudou e estou convencida de que a maior parte da sinalética está bem e está de acordo com a lei, porque a última norma que clarifica isto é de 2012, há 14 anos”, frisou.

Organização das praias depende das características de cada local

Falando aos jornalistas numa visita à intervenção de emergência de reforço sedimentar em curso naquela praia do distrito de Faro, Maria da Graça Carvalho reiterou que, não sendo uma obrigação legal, ajuda muito ter um esquema simples à entrada de cada praia a explicar como está organizada.

Lembrando que as regras de segurança são definidas pelas câmaras municipais em conjunto com as autoridades marítimas, a ministra do Ambiente e Ação Climática notou que a organização do areal pode e deve ter em conta as características morfológicas de cada praia.

“Por exemplo, uma praia muito grande como a de Monte Gordo será diferente de uma praia pequena como algumas em Lagos ou em Armação de Pêra”, ilustrou, referindo que, desde que respeitada a regra de que as concessões não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia, a organização pode variar.

“A segurança pode incluir faixas em redor das concessões, em redor das entradas para a praia — que são sempre públicas —, em frente aos nadadores-salvadores e aos barcos utilizados para o salvamento, e junto ao mar. Estas são faixas de segurança. As concessões podem ser mais estreitas e ir mais perto do mar, ou podem ser mais largas e ficar mais recuadas”, exemplificou.

APA esclarece regras para utilização das zonas não concessionadas

Esta semana, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) emitiu um esclarecimento técnico sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares, informando que os banhistas podem colocar chapéus-de-sol em frente às concessões de praia, que são áreas de uso privado que não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia.

No esclarecimento, a APA reforça que, “em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre” e refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares.

Assim, “as áreas não abrangidas por licença ou concessão mantêm-se disponíveis para uso público, podendo ser livremente utilizadas pelos utentes, nomeadamente para a colocação de chapéus de praia, para-ventos ou outros equipamentos balneares particulares”, acrescenta a APA.

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9 de maio de 1940, um adolescente suspira pela guerra, ela chegou | Por Mário Beja Santos

O que há verdadeiramente singular nesta novela? Temos um adolescente à janela, o pensamento desliza à solta, atropelam-se desejos, a par de uma grande sensação de tédio, depois vemo-lo inserido no ambiente familiar, há uma atmosfera de tensão que percorre o país, a Alemanha fizera capitular a Polónia numa guerra-relâmpago, partilhara os despojos do país com a URSS, iria inevitavelmente virar-se para oeste, a França e a Grã-Bretanha tinham declarado guerra. A cabeça do adolescente gira em todas as direções, reflete sobre a guerra e a distribuição que a acompanha: “Tenho mil pensamentos. Talvez eu não seja normal. Imagine-se que havia um bombardeamento, que neste momento apareciam aviões alemães a sobrevoar a cidade. Uma bomba, nesta enfadonha rua de merda, seria mesmo fantástica. Prédios a arder, uma boa dúzia deles todos em renque. Imagine-se que esta rua estava em chamas, incluindo a nossa casa, que perdíamos tudo.”

E continua radical, a falar em abrigos subterâneos, em valas comuns, em profundação de cadáveres, que as bombas caiam por toda a parte. Assim se começa a desenhar uma potente água-forte, uma notável peça literária sobre a arrogância da juventude, o desejo de aventura, a perda da inocência, o chocante a assustador encontro com os bombardeamentos, a tal guerra chegara àquele país de bonomia e do gosto do bom viver, naquele exato momento ia mudar, por vezes de modo radical, a sociedade, a civilização e a cultura, mas nada se sabia ainda naquele início da invasão alemã. Cai, Bomba! por Gerrit Kouwenaar, Publicações Dom Quixote 2026.

Regressamos à novela quando Karel chega das compras que fizera a pedido da mãe, instala-se no quarto. O adolescente está dominado por pensamentos fulminantes, um tanto caóticos, sabe, entretanto, que os tios vêm jantar, chamam-se Robert e Lies, os pais chamam-se Cora e Philip, parece estarmos numa atmosfera de bonomia, o tio Robert só fala em felicidade, no fim do jantar o tio pede-lhe para ir no dia seguinte transmitir uma mensagem a alguém, o tio deu-lhe um papelinho enrolado e uma nota de dez florins.

Gerrit Kouwenaar (1923-2014). Foto DR

Karel sente que há problemas graves entre o pai e a mãe, um conflito que ele não entende, mas que o constrange. É neste ambiente que o irmão lhe vem anunciar que começou a guerra, o ataque alemão. Cá fora ainda tudo parece normal. Aquele rapaz de 17 anos questiona-se como vai ser a guerra, há pessoas que estão descansadas, acreditam que daqui a pouco vão aparecer os ingleses. O pai de Karel dá a saber que os alemães estão a cem quilómetros da cidade, há que contê-los; nas ruas, os automóveis continuam a circular como sempre, as lojas estão abertas, correm notícias que tanques e tropas motorizadas francesas e inglesas atravessaram a fronteira belga. Karel sai de casa e vai olhar a água da ponte, sempre com o seu espírito renitente e contraditório pensa que devia chover, que o tempo devia estar frio e sombrio. Nisto, dois aviões voavam por cima da cidade, Karel viu dois pontinhos a cair. Seguir-se-ão estrondos, casas esventradas, a guerra dava sinal de vida.

Então Karel foi cumprir o pedido do tio Robert, levou uma mensagem à amante dele, é recebido pela filha, acolhimento amistoso, elas perguntam-lhe se os ingleses já chegaram, ele não sabe, mas decerto hão de vir. Karel é confrontado com uma atmosfera de uma inquestionável normalidade, elas revelam serem judias, põem a hipótese de terem de fugir, ainda confiam com a chegada das tropas britânicas para suster as alemãs. A filha sentou-se ao piano e tocou uma melodia lenta e sincopada. A mãe não tem resposta para a carta do tio Robert.

No dia seguinte Karel sai de bicicleta, pedala a uma velocidade moderada pelas ruas sem automóveis, onde as pessoas passeavam em família, entediadas, aquele ataque alemão trouxera um contratempo nos lazeres habituais. Volta a bater à porta da casa onde estivera na véspera, a filha, de nome Ria, convida Karel a passear, pede-lhe um beijo, a serenidade continua a reinar naquela casa, mas a mãe comunica que vão apanhar o barco das quatro horas. Ria mostra-se apaixonada por ele. Karel parte confuso, é o despertar sensual.

O ambiente da cidade modificou-se, os cinemas estavam todos fechados. Nisto aparece o pai, vem assustado por nada saber do filho, regressam a casa. Chegou a hora da roda do destino inserir a tragédia, houve bombardeamento, morreu o tio Robert, a tia está hospitalizada, Karel vai visitá-la. Assalta-o uma grande vontade de partir. Lança-se à estrada, há áreas inundadas, faz parte do plano holandês de travar os alemães. Alguém informa Karel que a Holanda se rendeu e dá-lhe boleia na bicicleta. E dá-se um encontro com os alemães. Ria e a mãe tinham fugido, ele está transido por ter desejado que caíssem bombas, tem 17 anos, não sabe para onde ir, a vida parece ter perdido sentido, é este estado de espírito, com as lágrimas a rebentarem-lhe dos olhos que um dos soldados alemães lhe pergunta: “Meu caro, então o que é que aconteceu?”

No posfácio, o escritor Wiel Kusters comenta a novela de Kouwenaar, encontra características comuns entre Kouwenaar e Karel, apesar da guerra não ter sido completamente inesperada significou uma rutura total, toda aquela atmosfera que vemos antes da invasão alemã ficará completamente alterada, aquele jovem de 17 anos é submetido a um quadro afetivo com Ria que o desperta para uma vida sentimental que ele desconhecia. Houve base histórica para os acontecimentos que ele descreve na novela, em 11 de maio as bombas alemãs arrasaram catorze prédios num ponto de Amesterdão, um bombardeiro alemão que fora atingido por artilharia antiaérea continua a voar e largou mais duas bombas. Cai, Bomba! Contém reminescências nítidas deste episódio fatal. O que há de devastador nesta descrição de um destino impiedoso é vermos um adolescente a sentir que tomou o comboio da História e que nos conquistou o coração.

Saudemos uma obra-prima, veio tarde, mas ainda bem que veio.

Leia também: Os demónios da interioridade, as assimetrias que matam os sonhos dos homens | Por Mário Beja Santos

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Ria Formosa inspira novo festival que estreia em julho em Olhão

O novo festival Olhão South Jazz será apresentado à comunidade no próximo dia 9 de junho, pelas 19:30, no Parque Ribeirinho Poente, numa sessão aberta ao público que pretende revelar os primeiros detalhes daquela que será uma das novas apostas culturais do concelho.

A apresentação decorrerá ao pôr do sol e contará com a participação de um artista convidado, proporcionando uma antevisão do ambiente que marcará a primeira edição do festival, agendada para os dias 24 e 25 de julho, no mesmo espaço.

Segundo a organização, o evento de lançamento servirá para dar a conhecer o conceito do Olhão South Jazz, apresentar as primeiras novidades da programação e convidar a população a integrar este novo projeto cultural.

Com a Ria Formosa como pano de fundo, o festival nasce como uma nova proposta cultural de verão, combinando música ao vivo, experiências ao ar livre e valorização do território.

Cartaz reúne nomes reconhecidos da música nacional

A programação do Olhão South Jazz será construída através de uma curadoria artística orientada para a valorização da música, da identidade local e da experiência do público.

O cartaz da primeira edição contará com artistas nacionais ligados ao jazz e a outras sonoridades, procurando atrair diferentes públicos. Entre os nomes já confirmados encontram-se Júlio Resende, Áurea, a Orquestra de Jazz do Algarve e Sara Badalo.

Além dos concertos, o recinto integrará diferentes espaços temáticos, incluindo palco principal, palco Cantaloupe, zona lounge, área de restauração, bar, photospot e várias zonas de ativação.

A organização pretende criar uma experiência diferenciadora, marcada por um ambiente elegante e pela proximidade entre artistas, público e território.

Festival aposta na criatividade e identidade algarvia

Uma das novidades da estreia do Olhão South Jazz será a integração do Ria Market, uma área dedicada ao artesanato, às marcas independentes e aos projetos locais, reforçando a ligação do evento à criatividade e à identidade cultural do Algarve.

Com esta nova iniciativa, a organização pretende acrescentar uma nova referência ao calendário cultural da região e consolidar a imagem de Olhão como um destino associado à cultura, à música e aos eventos ao ar livre.

A organização convida ainda a população a participar na apresentação pública do festival e a “descobrir, em primeira mão, o que está a ganhar ritmo em Olhão”.

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Estas praias fluviais sem multidões são refúgios ideais para famílias e para fugir ao calor (e algumas têm Bandeira Azul)

Quando o calor aperta no Alentejo, nem sempre é preciso seguir em direção ao litoral. Entre rios, albufeiras e barragens, há praias fluviais que oferecem água doce, zonas de sombra, vigilância durante a época balnear e um ambiente mais tranquilo do que muitos areais marítimos em pleno verão.

De acordo com o Ekonomista, algumas das melhores opções para fugir ao calor alentejano passam por praias fluviais como Mourão, Monsaraz, Tapada Grande e Portagem. São espaços procurados por famílias, pela combinação entre água controlada, zonas de merendas, acessos preparados e enquadramentos naturais que convidam a passar o dia sem pressas.

Mourão, espaço amplo junto ao Alqueva

A Praia Fluvial de Mourão é uma das referências do Alentejo para quem procura espaço, água calma e infraestruturas pensadas para famílias. Situada junto ao Parque de Merendas, no concelho de Mourão, beneficia da proximidade ao Grande Lago do Alqueva e de uma envolvente mais serena do que a encontrada em muitas praias costeiras. O espaço conta com uma zona de areal extensa, relvado, chapéus de sol, piscina flutuante para crianças e zonas de apoio aos banhistas. A presença de vigilância durante a época balnear reforça a atratividade para famílias com crianças.

A praia tem sido também associada à distinção Qualidade de Ouro, atribuída pela Quercus a zonas balneares que cumprem critérios exigentes de qualidade da água ao longo de várias épocas. É, por isso, uma das opções a considerar para quem quer fugir ao calor sem abdicar de condições de segurança e conforto.

Monsaraz, banhos com vista para a vila medieval

A Praia Fluvial de Monsaraz é outra das grandes referências do Alqueva. Inserida no Centro Náutico de Monsaraz, fica a poucos minutos da vila medieval e permite juntar banhos, descanso e visita cultural no mesmo dia. Segundo o Ekonomista, esta praia dispõe de piscina fluvial para crianças, zonas de sombra, mesas de piquenique, guarda-sóis de palha e nadador-salvador durante a época balnear. A existência de cadeira anfíbia torna-a também uma opção mais inclusiva para pessoas com mobilidade reduzida.

A distinção Bandeira Azul reforça o estatuto desta praia entre as melhores zonas balneares interiores da região. Para famílias, é uma escolha particularmente prática, pela combinação entre vigilância, apoios, paisagem e atividades náuticas disponíveis no Centro Náutico.

Tapada Grande, uma praia no interior de Mértola

A Praia Fluvial da Tapada Grande, na Mina de São Domingos, concelho de Mértola, é uma das praias interiores mais conhecidas do Baixo Alentejo. Fica numa zona marcada pela antiga atividade mineira, mas hoje destaca-se como espaço de lazer, descanso e contacto com a natureza. A praia conta com Bandeira Azul e tem também estatuto de Praia Acessível. Entre as infraestruturas disponíveis estão parque de merendas, espaço infantil, apoios balneares e condições para pessoas com mobilidade condicionada.

Durante a época balnear, a presença de nadador-salvador torna o local mais adequado para famílias. É uma alternativa interessante para quem se encontra no interior do Baixo Alentejo e procura uma zona de banhos sem fazer longas deslocações até à costa.

Portagem, água fresca com Marvão por cenário

No Alto Alentejo, a Praia Fluvial da Portagem, no concelho de Marvão, oferece um enquadramento diferente. Situada nas margens do rio Sever, combina água fluvial, sombras, zona de lazer e vista para uma das vilas mais bonitas da região. O local dispõe de área de piquenique, estacionamento, bar de apoio, balneários e espaço para crianças. A proximidade a Marvão permite transformar a ida à praia numa escapadinha mais completa, juntando banhos, património e passeio.

A qualidade da água tem sido classificada como excelente pela Agência Portuguesa do Ambiente, segundo a informação disponível sobre esta zona balnear. Para quem procura uma praia fluvial com ambiente familiar e paisagem marcada pela Serra de São Mamede, é uma das opções mais fortes do Alentejo.

Montargil prepara nova zona balnear

Na Barragem de Montargil, no concelho de Ponte de Sor, está em desenvolvimento a Praia dos Tesos, uma nova zona balnear que pretende reforçar a oferta da região. O projeto inclui banco de areia permanente, piscina flutuante, restaurante, campo de jogos, parque infantil, parque de merendas, estacionamento e percursos pedonais.

Ainda assim, antes de planear a deslocação, convém confirmar junto da Câmara Municipal de Ponte de Sor se a zona já se encontra operacional. A abertura e funcionamento dependem da conclusão da obra e da confirmação oficial das condições de utilização. Montargil continua, no entanto, a ser uma das zonas mais procuradas do interior alentejano para descanso, atividades náuticas e escapadinhas de fim de semana.

O que deve confirmar antes de sair de casa

A época balnear nas praias fluviais decorre, em regra, entre junho e setembro, mas as datas variam consoante o local. É nesse período que existe vigilância oficial, nadador-salvador e condições balneares organizadas. Fora da época balnear, ou fora dos horários de vigilância, os banhos exigem maior cautela. Mesmo em zonas com boa qualidade da água, é importante respeitar sinalização, profundidades, correntes, vento e indicações das autoridades.

As distinções Bandeira Azul e Qualidade de Ouro ajudam a identificar praias com melhores condições ambientais e de qualidade da água, mas não dispensam a consulta de informação atualizada antes da viagem. No essencial, o Alentejo tem praias fluviais que funcionam como refúgios nos dias mais quentes. Sem a pressão habitual dos grandes areais costeiros, estes espaços oferecem água doce, sombra, tranquilidade e condições adequadas para famílias que procuram fugir ao calor sem enfrentar multidões.

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Adeus Al Sud, olá Preceito: no novo restaurante que abriu em Lagos o peixe vem do mercado e as ostras da Ria de Alvor

O antigo Al Sud, restaurante que chegou a conquistar uma estrela Michelin em Lagos, deu lugar a um novo conceito gastronómico. Chama-se Preceito, abriu portas a 15 de abril no Palmares Ocean Living & Golf e é liderado pelos chefs Alexandre Cabrita e Andreia Carreira. De acordo com a NiT, o projeto aposta numa cozinha centrada no produto nacional, com especial destaque para ingredientes provenientes do Algarve, mantendo os 24 lugares do restaurante anterior, mas com uma abordagem diferente daquela que caracterizava o espaço.

O encerramento do Al Sud, liderado por Louis Anjos, marcou o fim de uma etapa naquele resort algarvio. O Preceito nasce agora com uma identidade própria, procurando combinar uma cozinha cuidada com um ambiente mais descontraído. Alexandre Cabrita, natural de Portimão e vencedor do título de Chefe do Ano 2025, assume a liderança de uma carta que procura valorizar o território algarvio sem deixar de incorporar referências de outras regiões do país.

Algarve como principal inspiração

Grande parte dos produtos utilizados na cozinha chega de fornecedores locais. O peixe é adquirido no Mercado de Lagos e as ostras vêm diretamente da Ria de Alvor. A aposta passa por trabalhar ingredientes próximos do restaurante e criar uma ligação entre a oferta gastronómica e a região onde está inserido.

A mesma filosofia estende-se às sobremesas assinadas por Andreia Carreira. A chef, distinguida anteriormente com o prémio Jovem Talento da Gastronomia, criou uma das sobremesas mais procuradas da casa a partir de três ingredientes associados ao Algarve: alfarroba, amêndoa e folha de figueira. “Quis juntar estes ingredientes todos e tem sido um grande sucesso”, afirmou à mesma fonte.

Carta que vai além da região

Embora os produtos algarvios tenham um papel central, os responsáveis decidiram integrar outras referências da gastronomia portuguesa. Segundo a mesma fonte, a intenção passa por oferecer mais diversidade aos clientes sem perder a identidade principal do projeto.

Entre os exemplos encontram-se o atum vermelho proveniente dos Açores e um croquete inspirado no tradicional leitão da Bairrada. “O primeiro foco foi sempre aquilo que está mais perto, de uma ponta à outra do Algarve, mas também temos esta diversidade”, explicou Alexandre Cabrita, reforçando a ideia de uma carta que combina proximidade e variedade.

Dos petiscos aos pratos principais

Nas entradas destacam-se propostas, como o tártaro de novilho com enguia fumada e gema curada, as ostras da Ria de Alvor servidas com molho ponzu e poejo, os croquetes de leitão e o carabineiro de Sagres grelhado. São pratos que refletem a importância atribuída à matéria-prima e ao trabalho desenvolvido à volta dos produtos do mar.

Nos pratos principais surgem opções, como lula grelhada com manteiga de cabra e xerém de citrinhos, robalo e gamba da costa com arroz de forno, terrina de rabo de boi e ainda um bitoque de lombo de novilho acompanhado por carabineiro grelhado. A carta inclui igualmente alternativas vegetarianas e pratos concebidos para partilhar.

Novo capítulo no Palmares

A equipa procurou criar um restaurante menos formal e mais acessível, sem abdicar da qualidade dos ingredientes nem do cuidado na execução. Conforme a mesma fonte, o objetivo foi disponibilizar um espaço capaz de atrair tanto os hóspedes do resort como visitantes que procuram uma experiência gastronómica ligada ao Algarve.

Além do restaurante, o Palmares Ocean Living & Golf disponibiliza várias opções de alojamento, incluindo hotel e apartamentos turísticos. Com uma nova identidade, uma nova equipa e uma forte ligação aos sabores da região, o Preceito inicia agora uma nova etapa num dos espaços gastronómicos mais conhecidos de Lagos.

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Turismo do Algarve pode poupar 518 mil litros de água por ano

O edifício-sede da Região de Turismo do Algarve (RTA), em Faro, recebeu a classificação AQUA+, um sistema desenvolvido pela ADENE – Agência para a Energia que avalia e classifica a eficiência hídrica dos edifícios.

A distinção foi entregue no Dia Mundial do Ambiente e permitiu identificar um potencial de redução do consumo de água superior a meio milhão de litros por ano.

De acordo com a avaliação efetuada, o edifício poderá reduzir o consumo em cerca de 518 mil litros anuais, o equivalente a dois meses da fatura de água registada em 2025.

O referencial AQUA+ analisa o desempenho hídrico dos edifícios e apresenta medidas concretas para melhorar a eficiência na utilização da água.

No caso da sede do Turismo do Algarve, as recomendações passam pela instalação de redutores de caudal em torneiras, ações de sensibilização dirigidas aos colaboradores, substituição de equipamentos por alternativas mais eficientes e implementação de sistemas de monitorização dos consumos.

Eficiência hídrica ganha reforço no Algarve

A entrega da classificação AQUA+ surge como um reconhecimento do compromisso da Região de Turismo do Algarve com a utilização sustentável dos recursos hídricos e com a adaptação aos desafios colocados pelas alterações climáticas.

Segundo a ADENE, a iniciativa reforça o compromisso da entidade regional com a gestão eficiente da água e com a resiliência perante os períodos de escassez hídrica.

A cerimónia ficou igualmente marcada pela assinatura de um protocolo de colaboração entre a ADENE e a Região de Turismo do Algarve, que prevê o alargamento da cooperação entre ambas as entidades em matérias relacionadas com a sustentabilidade.

O acordo contempla a aplicação progressiva dos referenciais de sustentabilidade da ADENE nas instalações do Turismo do Algarve, bem como a promoção de iniciativas de eficiência hídrica e energética junto do setor turístico regional.

Estão ainda previstas ações de formação e eventos técnicos dirigidos a operadores turísticos, municípios e associações do setor.

Região procura responder aos desafios da escassez de água

A colaboração entre a ADENE e a RTA tem como base o Compromisso com a Eficiência Hídrica e o Selo Save Water, iniciativa desenvolvida em parceria com o Turismo de Portugal.

A aposta em medidas de eficiência hídrica surge num contexto particularmente exigente para a região. Entre 2022 e o início de 2025, o Algarve enfrentou um período de seca severa que levou à imposição de cortes obrigatórios de 25% no consumo agrícola e de 15% no setor urbano.

Segundo a ADENE, a adoção do sistema AQUA+ pela Região de Turismo do Algarve constitui uma resposta estrutural aos desafios da escassez de água e demonstra que a gestão eficiente deste recurso pode começar nas próprias instituições públicas.

A entidade considera ainda que esta iniciativa representa um “sinal claro de que a gestão eficiente da água pode e deve começar nas próprias instituições públicas”.

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Do campo ao museu: Tavira mostra como se preserva a memória coletiva

O Município de Tavira associa-se às Jornadas Europeias da Arqueologia (JEA) 2026 com um conjunto de iniciativas abertas ao público que convidam residentes e visitantes a conhecer mais de perto o património arqueológico da cidade e o trabalho desenvolvido na sua preservação.

As atividades decorrem nos dias 13 e 14 de junho, no Núcleo Islâmico do Museu Municipal e no Laboratório de Conservação e Restauro.

Sob o mote “A Arqueologia a Acontecer”, a edição deste ano centra-se na arqueologia preventiva e no seu contributo para a proteção e salvaguarda do património arqueológico. O programa pretende aproximar o público da investigação arqueológica, proporcionando momentos de descoberta, reflexão e participação ativa.

Segundo a autarquia, trata-se de “um programa que convida cidadãos e visitantes a descobrir o que se esconde sob os pavimentos da cidade, dentro das vitrinas do museu e nos gestos dos arqueólogos e conservadores que, diariamente, trabalham para preservar a memória coletiva”.

A iniciativa integra-se num evento realizado em simultâneo em vários países europeus, tendo como principal objetivo aproximar os cidadãos da arqueologia e do conhecimento produzido através desta área científica.

Oficinas, conservação e conversas sobre a história de Tavira

O programa arranca no dia 13 de junho com a atividade “Em Família no Museu: Oficina de Estampilhas”, orientada por técnicas do Museu Municipal de Tavira.

A sessão desafia os participantes a descobrir as cerâmicas da exposição “Tavira Islâmica” e a recriar técnicas decorativas utilizadas em peças históricas.

Inscrições: https://forms.office.com/e/mRH84U0gmd.

Durante a tarde, os visitantes terão oportunidade de participar na atividade “A Conservação de Materiais Arqueológicos”, que permitirá conhecer áreas habitualmente reservadas do museu, incluindo reservas, espólio e os processos de conservação do património arqueológico.

Inscrições: https://forms.office.com/e/L3RDNWPHxK.

O dia termina com as “Conversas sobre Arqueologia”, iniciativa que dará a conhecer resultados de décadas de investigação em Tavira, abordando temas que vão desde estruturas defensivas e fornos de produção cerâmica até à alimentação das populações que habitaram a região desde o século X a.C.

Inscrições: https://forms.office.com/e/16MDfkSNas.

Núcleo Islâmico revela alguns dos mais importantes achados arqueológicos

No dia 14 de junho realiza-se uma visita orientada à exposição “Tavira Islâmica”, conduzida pelo arqueólogo Celso Candeias. A atividade permitirá explorar um dos espaços museológicos mais relevantes da cidade.

Inaugurado em 2012, o Núcleo Islâmico nasceu na sequência da descoberta de vestígios arqueológicos de grande relevância durante a remodelação da antiga agência do Banco Nacional Ultramarino. Entre os achados encontram-se a mais antiga rede de pesca de atum conhecida, datada do século VI a.C., a muralha islâmica do século XII e o célebre Vaso de Tavira, do século XI.

Inscrições: https://forms.office.com/e/wag78sFrjx.

O Município destaca ainda que o programa traduz o eixo central das JEA 2026, “desde a escavação até ao museu”, permitindo ao público acompanhar as diferentes etapas do trabalho arqueológico, desde a investigação de campo até à conservação em laboratório e à interpretação dos objetos expostos.

Todas as atividades são gratuitas, embora sujeitas a inscrição prévia devido ao número limitado de vagas disponíveis.

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Menor de idade entre as peregrinas portuguesas atropeladas em Santiago de Compostela

Duas peregrinas portuguesas, entre as quais uma menor de idade, foram atropeladas na manhã desta sexta-feira em Santiago de Compostela, na Galiza, Espanha. As duas vítimas ficaram em estado grave e foram encaminhadas para uma unidade hospitalar.

Segundo o Notícias ao Minuto, o atropelamento aconteceu por volta das 09h10 locais, 08h10 em Portugal continental, no centro da cidade. As duas portuguesas circulavam numa calçada quando foram atingidas por um automóvel.

A notícia foi avançada pela La Voz de Galicia, que refere que o condutor, um homem de idade avançada, terá perdido o controlo do veículo antes de atingir as peregrinas.

Carro subiu o passeio

Segundo a imprensa espanhola, o automóvel saiu da faixa de rodagem e acabou por subir o passeio, onde se encontravam as duas portuguesas. Além de atropelar as vítimas, o carro embateu ainda num semáforo e na fachada de um prédio.

As circunstâncias do acidente estão a ser investigadas pelas autoridades espanholas. Uma das hipóteses em análise é a possibilidade de o condutor ter desmaiado ao volante.

O impacto causou ferimentos graves às duas peregrinas, que receberam assistência no local antes de serem transportadas para o hospital.

Condutor também foi hospitalizado

O condutor do veículo também foi encaminhado para uma unidade hospitalar, não por ferimentos provocados diretamente pelo embate, mas devido a um ataque de ansiedade após o acidente.

Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre a idade das vítimas, a sua origem em Portugal ou o estado clínico atualizado após a hospitalização.

As autoridades locais deverão continuar a recolher informação para perceber o que levou à perda de controlo do veículo no centro de Santiago de Compostela.

Acidente causa preocupação

Santiago de Compostela recebe diariamente muitos peregrinos, incluindo portugueses que percorrem os Caminhos de Santiago. O atropelamento de duas cidadãs portuguesas numa zona pedonal está a gerar preocupação, sobretudo por envolver uma menor de idade.

O caso volta a chamar a atenção para a segurança de peões e peregrinos em zonas urbanas, especialmente em locais com grande circulação de pessoas.

Para já, a prioridade está no acompanhamento clínico das duas vítimas e no esclarecimento das causas do acidente pelas autoridades espanholas.

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Faro lança programa para reduzir resíduos enviados para aterro

A Fagar assinala o Dia Mundial do Ambiente com o lançamento do programa A.Tua Cidade – Recolha Seletiva de Biorresíduos em Faro, uma iniciativa que pretende reforçar a separação de resíduos na origem, reduzir a deposição em aterro e promover uma gestão mais sustentável dos recursos no concelho.

O projeto integra um conjunto de soluções adaptadas às diferentes realidades do território, incluindo compostagem doméstica, recolha porta a porta para habitações e estabelecimentos comerciais, contentores de acesso controlado, ecocentros móveis e sistemas de compostagem comunitária nas ilhas da Culatra e do Farol.

A iniciativa é financiada pelo Fundo Ambiental e pelo programa Algarve 2030, surgindo numa altura em que a gestão dos resíduos urbanos continua a representar um dos principais desafios ambientais do município.

Mais de 80% dos resíduos produzidos em Faro continuam indiferenciados

Dados divulgados pela Fagar revelam que, em 2025, o concelho de Faro produziu 41.337 toneladas de resíduos urbanos. Deste total, 33.735 toneladas corresponderam a resíduos indiferenciados, representando cerca de 82% dos resíduos gerados.

Já os resíduos recicláveis totalizaram 5.976 toneladas, números que evidenciam a necessidade de reforçar a separação na origem e aumentar a valorização dos materiais recicláveis, evitando o seu encaminhamento para aterro.

Para Pedro Coelho, presidente do Conselho de Administração da Fagar, “o aumento crescente da produção de resíduos obriga a repensar a estratégia de gestão de resíduos no concelho”.

O responsável alerta ainda para a capacidade limitada dos aterros da região, sublinhando que “os aterros sanitários da região dispõem de apenas sete anos de vida útil”, considerando que a redução da produção de resíduos e do volume de resíduos indiferenciados enviados para aterro será determinante para a sustentabilidade futura do Algarve.

Projeto arranca em Santa Bárbara de Nexe

Segundo Pedro Coelho, a adoção de práticas de reutilização e de uma separação eficaz dos resíduos alimentares, verdes e das embalagens poderá representar um potencial de desvio de aterro de quase 75% dos resíduos produzidos no concelho.

O responsável reforça que “reduzir o indiferenciado é uma responsabilidade coletiva, de famílias e empresas, e um passo essencial para um concelho mais sustentável”.

A primeira sessão do programa está agendada para o próximo dia 6 de junho, às 11:00, na Junta de Freguesia de Santa Bárbara de Nexe, no âmbito do projeto de compostagem doméstica, marcando o arranque das ações de proximidade junto da população.

No Dia Mundial do Ambiente, a Fagar apela ainda “à colaboração de todos para a adoção de comportamentos mais sustentáveis no dia a dia, através da redução do desperdício, da reutilização sempre que possível e da correta separação dos resíduos”.

Com o programa A.Tua Cidade, a empresa municipal pretende aumentar a participação da comunidade na gestão sustentável dos resíduos e contribuir para uma redução significativa da quantidade de materiais enviados para aterro.

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Pode levar o cão à praia no Algarve? As regras que muitos donos ainda desconhecem

O verão está à porta, e com a chegada dos dias de calor, muitos donos voltam a perguntar se podem levar o cão à praia no Algarve. A resposta não é igual em todos os areais: há praias onde os animais podem entrar, outras onde a presença é proibida durante a época balnear, e há ainda exceções para cães de assistência devidamente certificados.

A principal regra é simples, mas obriga a atenção: antes de entrar no areal, deve verificar sempre a sinalização existente na praia e o respetivo edital. Em muitas zonas balneares concessionadas e vigiadas, a entrada de cães pode estar proibida durante a época balnear, salvo exceções previstas na lei.

Por outro lado, fora das áreas concessionadas e devidamente sinalizadas, a presença de cães pode ser permitida, desde que não exista edital, aviso municipal ou sinalização que indique o contrário. Ainda assim, o animal deve estar sempre controlado pelo dono.

Sinalização à entrada é essencial

A regra pode mudar de praia para praia, mesmo dentro do mesmo concelho. Por isso, não basta saber que uma praia fica no Algarve ou que é pouco movimentada. O que conta é a informação concreta afixada no local e os editais em vigor.

A Autoridade Marítima Nacional explica que a restrição ou permissão de acesso à praia por animais domésticos deve estar indicada no edital de praia e acompanhada de sinalização clara. Em caso de dúvida, o mais prudente é contactar a câmara municipal, a capitania ou consultar os canais oficiais antes da deslocação.

Praias concessionadas têm mais restrições

Nas praias concessionadas e vigiadas, a presença de cães é geralmente mais limitada durante a época balnear. Estas zonas têm regras próprias de segurança, higiene, circulação e ocupação do areal.

A restrição existe para proteger os restantes banhistas, evitar conflitos e garantir melhores condições de higiene. Mesmo que o cão seja tranquilo, a regra pode aplicar-se a todos os animais, independentemente do porte ou comportamento.

É também nestas praias que a fiscalização tende a ser mais frequente. Nadadores-salvadores, concessionários e responsáveis pelos apoios de praia podem alertar os donos para as regras, mas a fiscalização e eventual autuação cabem às autoridades marítimas, policiais, autarquias ou entidades competentes.

O que diz a lei

O Decreto-Lei n.º 159/2012, que regula o ordenamento da orla costeira e o regime sancionatório aplicável a infrações praticadas nas praias, prevê que os editais de praia possam estabelecer a interdição da permanência e circulação de animais fora das zonas autorizadas.

O edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional para 2026 também inclui, entre as atividades interditas, a circulação e permanência de animais fora das zonas autorizadas, exceto cães de assistência treinados ou em fase de treino, devidamente certificados.

Além disso, a Portaria n.º 204-A/2026/1, de 30 de abril, fixa as épocas balneares para este ano. No Algarve, as datas não são iguais em todos os concelhos: várias praias de Albufeira têm época balnear entre 15 de maio e 15 de outubro, enquanto muitas praias de outros concelhos algarvios têm época balnear entre 1 de junho e 30 de setembro.

Cães de assistência são exceção

Há uma exceção importante: os cães de assistência devidamente certificados podem acompanhar os seus utilizadores em locais onde, em regra, outros animais não são permitidos. Esta exceção existe por razões de autonomia, mobilidade e apoio a pessoas com deficiência.

O Decreto-Lei n.º 74/2007 reconhece o direito de acesso das pessoas com deficiência acompanhadas de cães de assistência a locais, transportes e estabelecimentos de acesso público, incluindo praias. Esse direito prevalece sobre proibições ou limitações assinaladas por placas ou outros sinais, salvo situações legalmente previstas.

Nestes casos, o animal deve estar identificado e cumprir os requisitos legais aplicáveis. A presença de um cão de assistência não deve ser confundida com a entrada de animais de companhia comuns em zonas onde estes estejam proibidos.

Para evitar dúvidas, quem depende de um cão de assistência deve transportar a documentação ou identificação adequada, sobretudo em locais com fiscalização ou maior afluência.

Mesmo quando é permitido, há regras

Nas praias onde os cães podem entrar, o dono continua a ter responsabilidades. O animal deve estar sob controlo, não deve incomodar outros banhistas e deve respeitar as regras gerais dos espaços públicos.

O Decreto-Lei n.º 314/2003 determina que cães e gatos em via ou lugar público devem usar coleira ou peitoral com identificação do detentor. No caso dos cães, a lei exige ainda que estejam acompanhados e conduzidos à trela ou com açaime funcional, salvo exceções previstas.

A recolha de dejetos é obrigatória nos termos dos regulamentos municipais aplicáveis e deve ser feita de imediato. Levar sacos próprios é essencial, não apenas por uma questão de civismo, mas também para evitar situações de insalubridade no areal.

Raças consideradas potencialmente perigosas têm regras próprias. O Decreto-Lei n.º 315/2009 exige, em lugares públicos, açaime funcional e trela curta até um metro, fixa a coleira ou peitoral. A Portaria n.º 422/2004 identifica as raças abrangidas, incluindo pit bull terrier, rottweiler, dogue argentino, cão de fila brasileiro, staffordshire terrier americano, staffordshire bull terrier e tosa inu, bem como os respetivos cruzamentos.

O que pode dar multa

A entrada de cães em praias onde a presença de animais está proibida pode levar à intervenção das autoridades. O mesmo pode acontecer se o dono não recolher os dejetos, deixar o animal solto onde tal não é permitido ou não cumprir regras específicas aplicáveis a determinadas raças.

O edital-modelo da Autoridade Marítima Nacional prevê que o incumprimento dos sinais de informação, das normas constantes do edital de praia ou das instruções dadas pelos nadadores-salvadores em situações de risco possa ser punido com coima de 55 a 550 euros. Outros incumprimentos, como falta de trela, coleira, açaime ou regras relativas a cães perigosos ou potencialmente perigosos, podem ser enquadrados em regimes próprios.

As coimas podem variar consoante o enquadramento da infração, o município, o edital em vigor e a autoridade responsável pela fiscalização. Por isso, é importante não assumir que a regra é igual em todas as praias.

O melhor conselho é simples: confirme antes, observe a sinalização e respeite as indicações locais. Uma deslocação preparada evita multas, conflitos e situações desconfortáveis para o dono, para o cão e para os restantes banhistas.

Algarve exige atenção redobrada no verão

A resposta à pergunta inicial é, por isso, clara: pode levar o cão à praia no Algarve apenas quando a praia o permite e quando não existe sinalização, edital ou regra local que proíba a entrada. Antes de estender a toalha com o seu animal ao lado, vale a pena confirmar as regras do areal.

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Aberto concurso para novos agentes da PSP até 25 de junho

O Comando Distrital de Faro da Polícia de Segurança Pública (PSP) está a divulgar o concurso nacional de admissão ao Curso de Formação de Agentes (CFA), cujas candidaturas decorrem até 25 de junho.

A iniciativa destina-se a cidadãos que pretendam ingressar numa carreira na Administração Pública ligada à segurança e ao serviço à comunidade.

De acordo com a PSP, trata-se de uma oportunidade para integrar uma profissão marcada pela exigência, estabilidade e possibilidade de progressão, numa altura em que a instituição enfrenta um processo de renovação geracional em várias regiões do país.

O concurso é de âmbito nacional e as colocações dos candidatos que concluam com sucesso a formação são efetuadas exclusivamente com base na classificação final obtida, assegurando, segundo a PSP, um processo transparente e assente na igualdade de oportunidades.

Algarve poderá receber nova geração de polícias

No Algarve, a necessidade de reforço de efetivos ganha particular relevância. O Comando Distrital de Faro prevê que, nos próximos cinco anos, mais de duas centenas de agentes deixem a instituição por atingirem o limite de idade para o exercício das funções.

Esta realidade poderá abrir portas à colocação de novos polícias na região, criando oportunidades para jovens algarvios ou para candidatos interessados em fixar residência no Algarve e desenvolver a sua carreira profissional no território.

Entre os requisitos de admissão ao concurso estão a nacionalidade portuguesa, idade entre os 18 e os 34 anos, habilitação mínima correspondente ao 12.º ano de escolaridade, robustez física e perfil psicológico adequados à função policial, bem como a inexistência de antecedentes incompatíveis com o exercício da profissão.

Formação remunerada e salário superior a dois mil euros após o curso

A PSP destaca ainda um conjunto de benefícios associados à carreira, entre os quais a estabilidade profissional, progressão remuneratória e acesso a diferentes áreas de especialização.

Durante a frequência do Curso de Formação de Agentes, os formandos recebem uma remuneração mensal bruta de cerca de 878 euros, beneficiando ainda de alojamento, alimentação e fardamento. Após a conclusão da formação, a remuneração bruta poderá atingir cerca de 2.030 euros mensais, incluindo vencimento base, suplementos e subsídios.

A carreira permite igualmente o acesso a diversas valências da PSP, incluindo investigação criminal, trânsito, policiamento de proximidade, controlo de fronteiras, intervenção rápida, Unidade Especial de Polícia e missões internacionais.

A formação decorre na Escola Prática de Polícia e inclui preparação técnica, tática e ética, bem como oportunidades de formação contínua ao longo da carreira.

O procedimento concursal visa a constituição de uma reserva de recrutamento para admissão ao Curso de Formação de Agentes, ao abrigo do Aviso n.º 13462/2026/2, publicado em Diário da República.

As candidaturas podem ser submetidas até às 23:59 do dia 25 de junho, através da plataforma de recrutamento da PSP, estando o início do curso previsto para janeiro de 2027.

A PSP sublinha que esta é uma oportunidade para integrar uma carreira de serviço público caracterizada como “exigente, motivadora e com fortes perspetivas de valorização profissional”.

Os interessados podem obter mais informações através do separador “Ajuda” disponível no portal de recrutamento da PSP, no sítio oficial da instituição (www.psp.pt), ou através do email: concurso.cfa@psp.pt.

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Adeus Mercedes? Nova lei pode impedir marca de vender veículos neste país

A Mercedes-Benz pode ficar numa posição delicada nos Estados Unidos devido a uma nova proposta de lei norte-americana destinada a limitar a influência chinesa na indústria automóvel. A medida, ainda em fase legislativa, pode afetar marcas com participação relevante de investidores chineses, mesmo que tenham fábricas e produção em solo americano.

De acordo com o portal Razão Automóvel, o caso está relacionado com uma emenda à lei Motor Vehicle Modernization Act de 2026, criada para proteger a indústria automóvel norte-americana de países considerados adversários estrangeiros. O texto prevê restrições para empresas automóveis que sejam consideradas controladas por investidores desses países.

A medida pode ter consequências inesperadas para a Mercedes-Benz, uma das marcas premium mais importantes no mercado dos Estados Unidos. O problema não está na origem alemã da marca, mas sim na sua estrutura acionista.

Participação chinesa levanta dúvidas

Segundo a proposta de lei, uma empresa pode ser considerada controlada por um adversário estrangeiro quando investidores desse país detêm, em conjunto, uma participação igual ou superior a 15%. Esta definição coloca a Mercedes-Benz numa zona sensível.

Dois acionistas chineses têm uma presença relevante no capital da marca alemã. O grupo BAIC detém 9,98% da Mercedes-Benz, enquanto Li Shufu, fundador e presidente da Geely, possui 9,69%. Em conjunto, estas participações representam 19,67%.

Este valor ultrapassa o limite de 15% previsto na proposta norte-americana. Por esse motivo, a Mercedes-Benz pode ser apanhada por uma lei que, em teoria, foi desenhada para travar a influência chinesa no setor automóvel dos Estados Unidos.

O que a lei quer impedir

O texto da emenda procura impedir que construtores considerados controlados por adversários estrangeiros fabriquem, vendam, entreguem ou importem veículos para os Estados Unidos. A proibição pode aplicar-se diretamente ou através de subsidiárias, parcerias, agentes, concessionários ou outras entidades ligadas.

A intenção política é reduzir a dependência de tecnologia, capital e influência chinesa numa indústria cada vez mais marcada por veículos elétricos, software, conectividade e dados. Os automóveis modernos são hoje vistos também como equipamentos tecnológicos, não apenas como meios de transporte.

A preocupação norte-americana tem crescido sobretudo em torno dos carros conectados, dos sistemas de assistência à condução, da recolha de dados e da presença de tecnologia chinesa em componentes críticos.

Exceção pode não proteger a Mercedes

A proposta de lei previa uma exceção para marcas estrangeiras com forte presença industrial nos Estados Unidos. Essa salvaguarda poderia beneficiar a Mercedes-Benz, que opera uma das suas maiores fábricas globais no Alabama.

No entanto, essa exceção deixa de se aplicar quando existe participação direta ou indireta de um governo considerado rival. É aqui que o caso se complica, uma vez que a BAIC é uma empresa pública controlada pelo Estado chinês.

Assim, apesar da presença industrial da Mercedes-Benz nos Estados Unidos, a marca pode perder o direito à exceção. Esta interpretação torna o caso particularmente sensível para o fabricante alemão.

EUA são mercado essencial para a marca

Um eventual bloqueio teria impacto significativo. Em 2025, a Mercedes-Benz vendeu mais de 303 mil automóveis de passageiros nos Estados Unidos, um dos mercados mais importantes para a marca da estrela.

A empresa está entre os principais fabricantes premium no mercado norte-americano, competindo com marcas como BMW e Lexus. Além disso, a Mercedes-Benz tem metas internas ambiciosas para a América do Norte até ao final da década.

A possibilidade de perder ou ver limitado o acesso aos Estados Unidos representa, por isso, um risco comercial sério. Ainda assim, a proposta não está aprovada e poderá sofrer alterações antes de chegar à versão final.

Marca tenta evitar efeitos negativos

A Mercedes-Benz confirmou estar em contacto com decisores políticos em Washington. O objetivo da marca é garantir que a versão final da lei proteja a produção industrial norte-americana sem prejudicar empresas que já investem e empregam nos Estados Unidos.

A posição defendida pela empresa é que os dois acionistas chineses operam de forma independente e não em conjunto. Esta distinção pode ser importante para contestar a ideia de controlo coordenado por interesses chineses.

O diretor-executivo do grupo, Ola Källenius, mostrou-se confiante numa solução. O responsável admitiu que, se for necessário ajustar a estrutura acionista para proteger um mercado importante, a empresa conseguirá gerir essa situação.

Carros conectados no centro da disputa

A preocupação norte-americana não se limita à propriedade das marcas. Outra proposta, a Connected Vehicle Security Act, pretende restringir a entrada de veículos, componentes e software ligados à China ou a outros países considerados de risco.

A tecnologia dos carros conectados envolve sistemas de navegação, sincronização de telemóveis, câmaras, sensores, atualizações remotas e condução assistida. Para Washington, estes elementos podem representar riscos de segurança e recolha de dados.

É por isso que a indústria automóvel se tornou um dos novos campos da disputa entre os Estados Unidos e a China. As marcas europeias, mesmo quando não são chinesas, podem ser afetadas por terem acionistas, parceiros ou fornecedores ligados ao país.

Proposta ainda vai a votação

A emenda ainda não é lei. O texto terá de seguir para votação em plenário na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, podendo ser alterado durante o processo legislativo.

Até lá, a Mercedes-Benz deverá continuar a tentar influenciar a redação final da proposta, defendendo a sua presença industrial no país e a independência dos seus acionistas. A empresa quer evitar que uma medida pensada para travar construtores chineses acabe por afetar uma marca alemã com décadas de presença nos EUA.

O caso mostra como uma mudança legal pode ter efeitos inesperados num setor globalizado. Para já, a Mercedes-Benz não está proibida de vender carros nos Estados Unidos, mas a proposta colocou a marca no centro de uma disputa que vai muito além dos automóveis.

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Fortaleza de Armação de Pêra recebe arraial das Mulheres Social Democratas

As Mulheres Social Democratas (MSD) do Algarve vão promover, no próximo dia 26 de junho, pelas 19:00, um arraial na Fortaleza de Armação de Pêra, iniciativa que pretende reunir militantes, simpatizantes e a população em geral num ambiente de convívio, celebração e participação comunitária.

O evento terá lugar num dos espaços mais emblemáticos da costa algarvia, proporcionando aos participantes a oportunidade de desfrutar do pôr do sol junto ao mar, num cenário de grande valor patrimonial e paisagístico.

Aberta a toda a comunidade, a iniciativa procura reforçar a proximidade entre os cidadãos e as estruturas locais do partido, promovendo simultaneamente a cultura popular e as tradições da região.

Música, gastronomia e participação comunitária em destaque

O programa inclui animação musical, gastronomia tradicional, momentos de confraternização e várias atividades destinadas a proporcionar uma experiência inclusiva e acessível a participantes de todas as idades.

Segundo a organização, o arraial pretende criar um espaço de encontro e partilha, onde a tradição e a identidade algarvia assumem especial relevância, promovendo o convívio entre diferentes gerações e fortalecendo os laços comunitários.

A iniciativa procura igualmente valorizar o papel das mulheres na vida política, social e associativa da região, destacando a importância da participação cívica, da igualdade de oportunidades e do envolvimento ativo na comunidade.

As Mulheres Social Democratas do Algarve sublinham ainda o seu compromisso com uma sociedade mais participativa e próxima dos cidadãos, defendendo uma atuação atenta às necessidades e aspirações das comunidades locais.

A organização convida a população a participar neste momento de celebração, convívio e cidadania, que pretende afirmar-se como um espaço de encontro, diálogo e valorização das tradições regionais.

A entrada é livre.

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É oficial: novas regras para a carta de condução entram em vigor já nesta data

As novas regras para aprender a conduzir com tutor entram em vigor em julho, 30 dias após a publicação do diploma em Diário da República. A alteração ao Regime Jurídico do Ensino da Condução reforça a possibilidade de os candidatos à carta de automóveis ligeiros fazerem parte da aprendizagem prática acompanhados por um tutor.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o decreto-lei mantém a regra de que o ensino da condução é ministrado em escola de condução. No entanto, para a categoria B, que corresponde aos automóveis ligeiros, o candidato inscrito numa escola passa a poder optar pelo ensino prático acompanhado por tutor.

A medida foi promulgada pelo Presidente da República a 26 de maio e publicada esta sexta-feira, 5 de junho, em Diário da República. A entrada em vigor acontece 30 dias depois da publicação, ou seja, durante o mês de julho.

Quem pode ser tutor

O tutor não pode ser instrutor nem examinador de condução. Para assumir essa função, deve ter carta de condução da categoria B emitida em Portugal ou noutro país da União Europeia há pelo menos dez anos.

Também pode ser aceite um título de condução reconhecido pelas autoridades portuguesas há pelo menos cinco anos, desde que tenha sido emitido pelo respetivo país há, no mínimo, dez anos.

Na prática, o tutor terá de ser um condutor experiente e devidamente identificado no processo do candidato. A sua participação não substitui totalmente a escola de condução, uma vez que o aluno tem de estar inscrito numa escola.

Escola tem de comunicar ao IMT

Antes do início da condução acompanhada por tutor, a escola de condução onde o candidato está inscrito deve comunicar essa opção ao Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

Essa comunicação tem de incluir a identificação do tutor e a confirmação de que estão cumpridas as condições previstas no novo regime. Só depois deste passo é que a aprendizagem acompanhada poderá avançar.

A escola mantém, assim, um papel central no processo, mesmo quando o candidato escolhe fazer parte da aprendizagem prática com tutor. O objetivo é garantir algum controlo formal sobre quem acompanha o aluno e em que condições.

Tutor assume responsabilidade

Uma das mudanças mais relevantes está na responsabilidade atribuída ao tutor. O diploma estabelece que este é responsável pelos danos e infrações praticadas pelo candidato a condutor.

Há, no entanto, uma exceção: essa responsabilidade pode não se aplicar se os danos ou infrações resultarem de desobediência do candidato às instruções dadas pelo tutor.

Além disso, passa a ser obrigatório que exista seguro automóvel do veículo ou do condutor/tutor que cubra os danos provocados pelo aluno durante a condução acompanhada. Esta exigência pretende proteger terceiros e clarificar responsabilidades em caso de acidente.

Exame só depois de 90 dias

O candidato à carta pode auto-propor-se ao exame prático ou realizar um teste de aferição na escola de condução onde está inscrito. Esse teste serve para avaliar se tem as competências necessárias para avançar.

Ainda assim, o formando só pode ser proposto a exame 90 dias depois da comunicação da escola ao IMT. Esta regra aplica-se independentemente da via escolhida.

O prazo pretende assegurar um período mínimo de aprendizagem acompanhada antes da realização da prova prática. Assim, a opção pelo tutor não permite avançar imediatamente para exame.

Há limites para a condução acompanhada

O novo regime também impõe limites à aprendizagem com tutor. A condução acompanhada não pode acontecer em vias ou períodos de tráfego intenso, devendo o percurso e o horário ser escolhidos em função das condições de segurança.

Isto significa que não será permitido treinar em qualquer local ou a qualquer hora. A escolha das zonas de aprendizagem terá de ter em conta o risco, a intensidade do trânsito e a segurança dos restantes utentes da via.

Além disso, cada tutor só poderá acompanhar até cinco candidatos num período de dez anos. Esta limitação procura evitar que a figura do tutor seja usada de forma abusiva ou como atividade paralela ao ensino profissional.

Algumas zonas podem ser proibidas

As forças de segurança, como a GNR e a PSP, bem como a Infraestruturas de Portugal e os municípios, podem propor ao Governo áreas onde a aprendizagem acompanhada por tutor fique vedada.

Essa possibilidade aplica-se às respetivas jurisdições e poderá ser usada em zonas consideradas mais perigosas, complexas ou inadequadas para candidatos em fase de aprendizagem.

Na prática, certas vias urbanas, estradas movimentadas ou zonas com risco acrescido poderão vir a ser excluídas da condução acompanhada. A definição dessas áreas dependerá das propostas das entidades competentes.

O que muda para os candidatos

A principal mudança para quem quer tirar a carta de condução é a possibilidade de fazer parte do ensino prático com um tutor, desde que continue inscrito numa escola de condução e cumpra todos os requisitos.

A medida pode dar maior flexibilidade aos candidatos, permitindo mais contacto com a condução em contexto real. No entanto, não elimina as obrigações formais, o papel da escola, os prazos mínimos nem a necessidade de exame.

Também não transforma qualquer familiar ou amigo em tutor automático. A pessoa escolhida tem de cumprir os requisitos legais, ser comunicada ao IMT e aceitar as responsabilidades previstas no diploma.

Regras entram em vigor em julho

As novas regras entram em vigor em julho, 30 dias após a publicação do decreto-lei em Diário da República. Até lá, escolas de condução, candidatos e potenciais tutores deverão preparar-se para o novo modelo.

A alteração pretende reforçar a aprendizagem acompanhada, mas mantendo controlo institucional através das escolas de condução e do IMT. A segurança rodoviária continuará a ser um dos pontos centrais do regime.

Para quem está a pensar tirar a carta de ligeiros, a recomendação é confirmar junto da escola de condução quais serão os procedimentos, documentos necessários, condições do seguro e prazos antes de optar pela aprendizagem com tutor.

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