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Rotura de conduta deixa entrada de Portimão cortada e afeta abastecimento de água. Reparação vai demorar

A Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão (EMARP) acaba de informa que os trabalhos de reparação da rotura de conduta ocorrida na estrada do Hospital deverão prolongar-se, previsivelmente, até às 24h00 de hoje.

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XI Torneio Internacional de Basquetebol regressa a Tavira em julho

O Clube de Basquetebol de Tavira (CBT) apresentou o programa oficial do XI Torneio Internacional de Basquetebol “Cidade de Tavira”, que decorrerá entre os dias 1 e 5 de julho, em Tavira.

Ao longo de cinco dias, a cidade recebe centenas de atletas, treinadores, dirigentes e familiares provenientes de várias regiões de Portugal e do estrangeiro, num encontro que alia a competição desportiva à promoção de valores como o fair-play, o respeito e o espírito de equipa, bem como ao convívio intercultural. A edição de 2026 integra ainda atividades de ténis de mesa e matraquilhos, reforçando a participação de diferentes modalidades do clube.

Além da vertente desportiva, o torneio assume-se como um evento de dinamização turística e económica do concelho, contribuindo para a promoção da cidade e da sua oferta cultural, patrimonial e gastronómica.

O programa inclui jogos em vários escalões de formação, encontros de veteranos, momentos de convívio, animação musical e cerimónias protocolares, culminando com a entrega de prémios às equipas e atletas participantes.

A edição deste ano conta ainda com o envolvimento da Associação de Estudantes do Agrupamento de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia, reforçando a ligação entre o desporto, a juventude e a comunidade local.

O arranque do torneio está marcado para quarta-feira, 1 de julho, com o início do mega convívio às 19h00, no recinto exterior da EB 2 3 D. Paio Peres Correia, seguindo-se às 22h00 a festa “Preto & Branco” com DJ Jonny V, na Associação Rock da Baixa Mar.

Na quinta-feira, 2 de julho, o programa inclui jogos de basquetebol entre as 09h00 e as 22h00 no Pavilhão Municipal Dr. Eduardo Mansinho e no Pavilhão Desportivo da EB 2 3 D. Paio Peres Correia, bem como jogos de ténis de mesa entre as 17h00 e as 22h00 no Pavilhão Municipal. A Fun Zone abre às 19h00, seguindo-se a atuação do DJ Van Gohen às 22h00.

Na sexta-feira, 3 de julho, os jogos decorrem entre as 09h00 e as 17h00. Às 19h00 realiza-se o desfile das equipas com a Banda Musical de Tavira, seguido da atuação do grupo de capoeira Muzenza às 19h20, na Praça da República, e da abertura solene do torneio às 19h30. A Fun Zone abre às 20h00, altura em que decorrem também jogos de veteranos e ténis de mesa até às 22h00. A noite encerra com os concertos dos Radio Rock às 21h30 e DJ Kikocoxx às 23h30.

No sábado, 4 de julho, os jogos de basquetebol decorrem entre as 09h00 e as 20h00, enquanto os matraquilhos funcionam entre as 10h00 e as 19h00. Os jogos de ténis de mesa realizam-se entre as 17h00 e as 22h00. A Fun Zone abre às 19h00, seguindo-se jogos de veteranos entre as 20h00 e as 22h00 e o espetáculo “We Are The Millennium Show” às 21h30.

No domingo, 5 de julho, realizam-se as finais de basquetebol entre as 09h00 e as 15h45, no Pavilhão Municipal Dr. Eduardo Mansinho e no Pavilhão Desportivo da EB 2 3 D. Paio Peres Correia. A cerimónia de encerramento está agendada para as 16h00, seguindo-se às 16h15 a atuação da Associação Gimnochamps de Tavira, que assinala o fim da XI edição do torneio.

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Universidade do Algarve disponibiliza provas digitais gratuitas para preparação das avaliações nacionais | Por Mauro Figueiredo

Num momento em que as avaliações externas em formato digital assumem um papel cada vez mais relevante no sistema educativo português, a Universidade do Algarve acaba de disponibilizar uma nova funcionalidade gratuita na plataforma MILAGE APRENDER+, permitindo aos alunos prepararem-se para as provas nacionais em ambiente digital igual ao das avaliações oficiais.

A novidade surge numa altura em que milhares de alunos do ensino básico se preparam para realizar provas e exames em formato digital, exigindo não apenas a consolidação dos conteúdos curriculares, mas também a familiarização com novas formas de interação, navegação e resolução de questões no computador.

Desenvolvida pela Universidade do Algarve e atualmente explorada pela Associação Ser MILAGE, a plataforma MILAGE APRENDER+ passou a permitir a geração automática de provas de treino digitais, estruturadas de forma igual às provas oficiais disponibilizadas pelo EduQA. Os alunos podem realizar múltiplas tentativas, praticar ao seu próprio ritmo e receber feedback imediato sobre o seu desempenho, identificando mais facilmente os conteúdos em que apresentam maiores dificuldades.

MAURO FIGUEIREDO – Coordenador do Projeto MILAGE APRENDER+ da Universidade do Algarve
Os resultados alcançados demonstram a crescente adesão da comunidade educativa a este modelo de aprendizagem

Esta funcionalidade integra-se num projeto educativo que, ao longo dos últimos anos, tem vindo a apoiar escolas de diferentes regiões do país na integração das tecnologias digitais ao serviço das aprendizagens. Resultado da investigação académica e da experiência acumulada em contexto escolar, a plataforma MILAGE APRENDER+ procura responder a um dos grandes desafios da educação contemporânea: utilizar a tecnologia não apenas como um recurso complementar, mas como uma plataforma educativa capaz de promover uma aprendizagem mais ativa, personalizada e inclusiva.

Disponível gratuitamente para todas as disciplinas, desde o pré-escolar até ao 12.º ano de escolaridade, a plataforma reúne vídeos educativos, recursos digitais interativos, atividades diferenciadas e funcionalidades de acompanhamento que permitem aos professores monitorizar o progresso dos seus alunos em tempo real.

O modelo pedagógico da MILAGE assenta em princípios reconhecidos pela investigação educacional como potenciadores do sucesso escolar. A autonomia dos alunos é incentivada através da realização de atividades ao seu próprio ritmo, enquanto mecanismos de gamificação contribuem para aumentar a motivação e o envolvimento nas tarefas propostas. Paralelamente, os processos de autoavaliação e avaliação entre pares promovem a reflexão crítica sobre as aprendizagens e o desenvolvimento de competências de responsabilidade e autorregulação.

Uma das características mais valorizadas pelos professores é a possibilidade de diferenciar percursos de aprendizagem dentro da mesma turma. Através da plataforma, é possível identificar dificuldades específicas, acompanhar a evolução individual dos alunos e disponibilizar recursos adequados às necessidades de cada um, promovendo uma resposta educativa mais equitativa e ajustada à diversidade existente nas escolas.

Também as famílias assumem um papel importante neste processo. Através das contas de encarregado de educação, os pais podem acompanhar o percurso dos seus educandos, consultar o trabalho realizado e participar de forma mais ativa no acompanhamento das aprendizagens.

A plataforma promove igualmente a participação ativa da comunidade educativa, incentivando professores e alunos a criar e partilhar recursos educativos digitais que podem ser reutilizados por outros utilizadores, promovendo uma cultura de colaboração, inovação pedagógica e construção coletiva do conhecimento.

A introdução das novas provas digitais de treino representa mais um passo na evolução deste ecossistema educativo. Além de apoiar os alunos na preparação para as avaliações externas, a plataforma permite agora aos professores criar gratuitamente testes digitais de avaliação sumativa, utilizando questões próprias ou recorrendo ao vasto banco de recursos educativos já disponível.

Anualmente, o projeto promove a Conferência Internacional de Aprendizagem Móvel no Projeto MILAGE e os Prémios MILAGE APRENDER+, iniciativas que visam divulgar boas práticas educativas e reconhecer o trabalho desenvolvido por alunos e professores em escolas de todo o país. A edição de 2026 realiza-se nos dias 8 e 9 de julho, em Matosinhos.

Os resultados alcançados demonstram a crescente adesão da comunidade educativa a este modelo de aprendizagem. Atualmente, a plataforma MILAGE APRENDER+ disponibiliza cerca de 80 mil recursos educativos digitais e registou, apenas no presente ano letivo, mais de um milhão de problemas resolvidos pelos alunos. Desde a sua criação, a plataforma já impactou mais de 223 mil alunos.

A dimensão nacional do projeto reflete-se também na diversidade de escolas, regiões, disciplinas e níveis de ensino envolvidos. Da educação pré-escolar ao ensino secundário, os professores utilizam diariamente a plataforma para apoiar as aprendizagens, criar recursos educativos digitais, acompanhar o progresso dos alunos e promover práticas pedagógicas mais personalizadas e inclusivas.

Os dados recolhidos em diferentes contextos educativos evidenciam igualmente resultados encorajadores. Em várias escolas que integraram iniciativas apoiadas pela plataforma MILAGE APRENDER+, verificaram-se melhorias significativas nos desempenhos dos alunos.

Os números representam apenas uma parte do impacto alcançado. Mais significativa é a forma como professores, alunos e famílias reconhecem na plataforma uma ferramenta capaz de tornar a aprendizagem mais motivadora, mais personalizada e mais próxima das necessidades reais de cada estudante.

Ao longo dos últimos anos temos acompanhado milhares de alunos, professores e famílias que utilizam diariamente a plataforma. Essa proximidade às escolas tem-nos permitido compreender melhor os desafios que enfrentam e desenvolver soluções que procuram responder às necessidades reais dos diferentes contextos educativos.

Num contexto em que a transformação digital da educação continua a colocar novos desafios às escolas, a experiência acumulada ao longo dos últimos anos reforça a convicção de que a inovação tecnológica produz melhores resultados quando é colocada ao serviço das pessoas e integrada em práticas pedagógicas que valorizam o papel dos professores.

A plataforma encontra-se disponível gratuitamente em webmilage.ualg.pt, permitindo a qualquer aluno, professor ou encarregado de educação explorar os seus recursos e funcionalidades. Mais informações sobre a Conferência Internacional de Aprendizagem Móvel no Projeto MILAGE e os Prémios MILAGE APRENDER+ podem ser consultadas em milagelearnmore.org.

Continuaremos, por isso, a trabalhar para que a tecnologia contribua para uma educação mais inclusiva, mais humana e mais capaz de responder aos desafios de uma sociedade em permanente transformação.

MILAGE APRENDER+ em números

  • 223 278 alunos impactados desde 2016
  • 79 660 recursos educativos digitais criados
  • 1 086 328 problemas resolvidos em 2025/2026
  • Recursos disponíveis do pré-escolar ao 12.º ano
  • Utilização em escolas de norte a sul do país
  • Plataforma gratuita: webmilage.ualg.pt
  • Conferência e Prémios MILAGE 2026: milagelearnmore.org

Leia também: Dia da Cidade traz Delfins à Praça da República em Tavira

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Praias de Quarteira ao Garrão recuperam areal mas solução é temporária

A reposição de areia entre as praias de Quarteira e Garrão garantiu a segurança balnear a tempo do verão numa das zonas mais procuradas da costa algarvia, embora os efeitos alcançados sejam provisórios, disse um investigador.

A agência Lusa esteve nessa área costeira do concelho de Loulé, e já com a época balnear em curso, constatou que os cerca de seis quilómetros de areal, que se estendem de Quarteira para nascente, têm agora dezenas de metros de largura, mas há uns meses a água do mar chegava aos apoios de praia e à base das arribas.

“Hoje vemos uma praia larga, com várias dezenas de metros, quando há dois meses tínhamos a água, a cada maré alta, a tocar a arriba e a promover a erosão da mesma. Efetivamente, o trabalho efetuado de realimentação foi muito rápido, extenso e oneroso, como todos são, e terão de continuar a ser, se quisermos manter a qualidade balnear e diminuir o risco nas praias”, disse à Lusa o investigador Óscar Ferreira, da Universidade do Algarve.

Em causa está a alimentação artificial das praias entre Quarteira e o Garrão, naquele concelho do distrito de Faro, classificada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) como uma “das mais relevantes intervenções no litoral algarvio”, destinada a “travar o recuo da linha de costa e assegurar a sustentabilidade deste território”.

Óscar Ferreira estimou que o reforço de areia efetuado poderá proteger a costa por um período “de 12, 15 anos”, mas salientou que esse tempo varia de localização para localização e será sempre uma proteção “temporária”, embora tenha “vantagens”, como a alimentação de outros locais através da própria dinâmica de movimentação dos sedimentos pelo mar.

“A areia que depois será transportada daqui irá alimentar, por exemplo, a zona da Quinta do Lago e da Praia de Faro”, exemplificou, frisando que “há zonas que serão beneficiadas indiretamente” e, ao fim de algum tempo, terá de se “voltar a fazer uma intervenção exatamente nesta mesma zona”.

Questionado sobre a existência de outros métodos para garantir que há a areia necessária para prática balnear em segurança nas praias, o investigador respondeu que há paredões, como os existentes em Quarteira, que impedem o embate do mar nos edifícios situados junto à orla costeira, mas advertiu que, “sozinhos, não dão areia, só dão pedra”.

“Neste momento a grande solução, por muito perene que seja, é a recolocação de areia nos locais onde ela, efetivamente, faz falta, onde ela deixou de existir por algum motivo. Em locais urbanos fortemente densificados não é possível fazer ou usar outros planos como a relocalização ou o reordenamento, mas em áreas, por exemplo, como aquela que nós temos aqui atrás, a zona do Forte Novo, ou até alguma área de Vale do Lobo, que está mais em risco, temos de começar a apostar cada vez mais em planos de ordenamento que tenham relocalização”, alertou Óscar Ferreira.

A intervenção na praia do Forte Novo abrangeu um troço de 6,6 km até à praia do Garrão, prevendo-se a reposição de cerca de 1,4 milhões de metros cúbicos de areia para alargar o areal em 30 metros e conter a erosão costeira. Crédito: Luís Forra | Lusa

Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Loulé, Telmo Pinto, classificou como “gratificante” ver as praias com dezenas de metros de areia e a poderem ser utilizadas pelos banhistas em segurança, dada a importância do turismo de verão para a economia do concelho.

“É preciso ter estado aqui e ter passado aquilo que passámos nos últimos dois anos para perceber o quão contentes ficamos a olhar para estas praias agora. Começar a ver as pessoas já a poderem utilizar a praia, para nós é mesmo gratificante e é extremamente importante para a nossa economia”, afirmou o autarca.

Telmo Pinto salientou que, apesar dos esforços para diversificar a oferta, “o grande impulsionador” da economia do Algarve continua a ser o turismo do verão e, por isso, era importante fazer rapidamente com a alimentação artificiar de areia nessa zona costeira.

“Portanto, quando nós chegávamos aqui, víamos isto cheio de rochas, com a água a chegar a limites, e nós estamos aqui a falar de diferenças de 50, 60, 70 metros, era assustador para nós perceber que o dínamo deste litoral podia estar em causa e o verão [também estaria] em causa para todas estas pessoas”, comparou.

Por Miguel Hugo Cruz (texto) e Luís Forra (foto) da agência Lusa

Leia também: Pode pôr o chapéu de sol em frente às concessões? DECO PROteste esclarece direitos dos banhistas e multas na praia

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Beja e Faro entre os distritos com vários concelhos em perigo máximo de incêndio

Cerca 140 concelhos de doze distritos de Portugal continental apresentam hoje perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Os concelhos que estão em perigo máximo pertencem aos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Santarém, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Évora, Beja e Faro.

Vários concelhos dos distritos de Viana do Castelo, Braga, Bragança, Vila Real, Aveiro, Guarda, Viseu, Coimbra, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Setúbal, Lisboa, Beja e Faro apresentam hoje perigo muito elevado e elevado de incêndio.

O perigo de incêndio rural vai manter-se máximo e muito elevado pelo menos até domingo devido ao tempo quente.

Este perigo, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas 24 horas anteriores.

Devido ao tempo quente, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alertou para o perigo de incêndio rural “muito elevado a máximo” na generalidade do território nos próximos dias, recomendando à população medidas preventivas.

Em comunicado, a ANEPC refere que o agravamento das condições meteorológicas tem como efeitos expectáveis o agravamento do perigo de incêndio, com condições favoráveis à eventual ocorrência e propagação de incêndios rurais, bem como o aumento da dificuldade das ações de supressão, em especial nas regiões do interior Norte, Centro e Algarve.

Como medidas preventivas, recorda que é proibido fazer queimada extensiva, queima de amontoados, usar fogo para cozinhar alimentos em espaço rural, exceto se for fora das zonas críticas e em locais autorizados, usar motorroçadoras, corta-matos e destroçadores, e evitar o uso de grades de discos.

Para proteger a ameaça do calor, a ANEPC recomenda especial atenção com doentes crónicos, crianças e idosos e reforça a importância de beber mais água, pelo menos oito copos por dia (1,5 litros), aplicar a cada duas horas protetor solar com fator superior a 30, usar chapéu e roupas claras, largas e frescas, e optar por refeições leves.

Portugal continental regista temperaturas elevadas com valores da temperatura máxima a variar entre os 23 graus Celsius em Sagres e os 37 graus em Évora.

O IPMA prevê para hoje céu pouco nublado, com aumento de nebulosidade no interior Norte e Centro durante a tarde, com condições favoráveis à ocorrência de aguaceiros e trovoada.

Prevê ainda uma pequena descida da temperatura
máxima na região Sul e no litoral Norte e Centro.

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Vila Real de Santo António adere à campanha “O fair-play joga em casa”

O Município de Vila Real de Santo António e quatro clubes do concelho aderiram à campanha “O fair-play joga em casa”, promovida pela Associação de Futebol do Algarve (AFA), reforçando o compromisso com os valores da ética, do respeito e da cidadania no desporto.

A assinatura do protocolo decorreu na segunda-feira passada, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, e envolveu o Município de Vila Real de Santo António, a AEF Montegordo 2019, a Associação de Futebol F.O., o Cacela FC e o Lusitano FC.

A sessão contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Álvaro Araújo, da vice-presidente e vereadora com o pelouro do Associativismo Cultural e Desportivo, Patrícia Jerónimo, do chefe da Divisão de Desporto, Mário Rolla, da chefe da Subdivisão de Desporto Lúdico e Associativismo, Sara Gomes, bem como do presidente da Associação de Futebol do Algarve, João Pedro Gomes, e de dirigentes dos clubes aderentes.

Com a assinatura do protocolo, as entidades formalizaram o seu compromisso com os princípios do fair-play e receberam diplomas e bandeiras alusivos à iniciativa.

A campanha pretende promover uma cultura desportiva assente no respeito, na lealdade e na responsabilidade, sublinhando que o fair-play deve estar presente não apenas dentro das quatro linhas, mas em todos os contextos da prática desportiva.

Segundo a AFA, a iniciativa procura sensibilizar atletas, treinadores, dirigentes e adeptos para a importância de comportamentos exemplares, contribuindo para que o desporto continue a ser um espaço para alegria, respeito, união e formação.

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Infantário Pimpão: mais de 40 anos dedicados à infância em Tavira

A funcionar como creche para crianças dos 0 aos 2 anos e jardim de infância dos 3 aos 5, o Infantário Pimpão é hoje uma das instituições de referência na educação de infância em Tavira. Fundado em fevereiro de 1983, o espaço acompanha há mais de quatro décadas várias gerações de famílias tavirenses.

Numa fase inicial, o infantário funcionou onde é hoje a Escola D. Manuel I em Tavira, acolhendo sobretudo filhos de funcionários do Ministério da Educação. Em setembro de 1989, abriu portas para a restante comunidade e mudou-se para as instalações construídas de raiz, onde continua a funcionar até hoje.

Maria Luís, presidente da direção, e Eugénia Sousa, diretora pedagógica, estão ligadas ao Pimpão há 42 anos. As duas educadoras assumiram a direção em 1996, numa altura marcada por dificuldades financeiras que chegaram a colocar em risco a continuidade da instituição.

“Pegámos nisto para salvar o nosso posto de trabalho e o das restantes funcionárias”, recordam as responsáveis. Com uma gestão rigorosa e muito esforço pessoal, conseguiram recuperar a estabilidade da instituição sem comprometer o projeto educativo nem a qualidade do trabalho desenvolvido com as crianças.

Educação participativa e ligação próxima às famílias

Ao longo dos anos, o Pimpão distinguiu-se pela aposta numa educação participativa, próxima das famílias e centrada no desenvolvimento infantil. “Nunca vimos a creche apenas como um espaço para guardar crianças”, sublinham ao POSTAL.

A instituição trabalha segundo as orientações curriculares estruturadas em três áreas fundamentais: formação pessoal e social, expressão e comunicação e conhecimento do mundo para a educação infantil, desenvolvendo projetos pedagógicos adaptados aos interesses e necessidades das crianças, referiu a presidente ao POSTAL.

A aprendizagem é construída através da exploração, da comunicação e da interação com o meio envolvente, numa metodologia que valoriza a curiosidade natural dos mais novos.

A relação com as famílias continua a ser uma das principais marcas do infantário. Os pais podem acompanhar de perto o quotidiano das crianças, numa lógica de “porta aberta” que, segundo as responsáveis, fortalece a confiança e o envolvimento familiar.

“As crianças são o melhor veículo de comunicação. São elas que mostram aos pais aquilo que aprenderam e viveram aqui”, acrescenta Maria Luís ao POSTAL.

Gerações de tavirenses continuam ligadas ao Pimpão

Ao longo das últimas décadas, o Infantário Pimpão estabeleceu ainda parcerias com diversas entidades locais, escolas profissionais, universidades e instituições internacionais.

Atualmente, muitas das crianças que passaram pelo infantário regressam enquanto pais dos novos alunos, algo que as responsáveis encaram como reflexo do impacto que o Pimpão continua a ter na comunidade tavirense.

Para Eugénia Sousa, o segredo continua a estar na forma como vivem diariamente a profissão. “Transformar as ações educativas numa festa é o mais importante”, afirma, acrescentando que “se nós não estivermos motivadas, também não conseguimos motivar as crianças.”

Já Maria Luís resume o percurso no Pimpão como “um privilégio”.

“Transformar a educação num prazer continua a ser o mais importante”, concluem as responsáveis.

EJ/CM

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Derrocada de edifício em Faro causada por obra sem «requisitos técnicos essenciais»

A obra que provocou, a 16 de Abril, a derrocada da parede lateral de um edifício habitacional, na Rua Cunha Matos, em Faro, «não
observava requisitos técnicos essenciais previstos nas normas legais e regulamentares aplicáveis».

A informação foi confirmada pela Câmara de Faro esta sexta-feira, 12 de Junho, e tem por base as conclusões técnicas emitidas pelo Instituto Superior de Engenharia, que apurou que «o projeto de estabilidade, escavação e contenção periférica da obra não observava requisitos técnicos essenciais previstos nas normas legais e regulamentares aplicáveis».

A Rua Cunha Matos, que se encontra encerrada desde então, assim permanecerá.

«Das análises efetuadas concluiu-se que, nesta fase, não se encontram reunidas as condições necessárias para proceder à reabertura da Rua Cunha Matos» pois «a manutenção do condicionamento da via constitui uma medida indispensável para garantir a segurança de pessoas e bens, bem como para permitir a conclusão das averiguações, perícias técnicas e trabalhos de demolição considerados necessários», salienta ainda a autarquia farense.

A Câmara de Faro salienta que desde a ocorrência do colapso do edifício, que desalojou dois idosos, «tem desenvolvido todas as diligências necessárias com vista à mitigação dos impactos decorrentes do sinistro, mantendo contactos permanentes com os representantes do edifício afetado, bem como com a entidade titular da obra de construção de um edifício habitacional e comercial a implantar no gaveto da Rua Aboim Ascensão com a Rua Cunha Matos, intervenção que esteve na origem da ocorrência».

Já os trabalhos da referida obra foram imediatamente suspensos após a ocorrência do sinistro e, por deliberação tomada em reunião de Câmara realizada em 8 de Junho, foi manifestada a intenção de declarar a nulidade da licença da referida obra.

Para apoiar a avaliação das causas do sinistro e das condições de segurança do local, o Município contou com a colaboração técnica do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve.

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Faro | Município emite nota de esclarecimento sobre o colapso de edifício na Rua Cunha Matos 

A Câmara Municipal de Faro informa que, desde a ocorrência do colapso de um edifício localizado na Rua Cunha Matos, no passado dia 16 de abril, tem desenvolvido todas as diligências necessárias com vista à mitigação dos impactos decorrentes do sinistro, mantendo contactos permanentes com os representantes do edifício afetado, bem como com a entidade […]

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Monção recebe primeira meia-final regional das novas 7 Maravilhas de Portugal® em emissão especial na TVI

Hoje sábado, 13 de junho, o município de Monção transforma-se no epicentro cultural do país ao acolher a 1ª eliminatória Regional (Região Norte) das Novas 7 Maravilhas de Portugal®. Numa grande produção televisiva conduzida pela dupla de apresentadores Maria Cerqueira Gomes e Pedro Teixeira. O Município de Monção, reconhecido pela sua forte identidade, hospitalidade e […]

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Castro Marim encerra primeira etapa da “Viagem Fotográfica ao Algarve”

O Mercado Municipal de Castro Marim recebeu, no passado dia 5 de junho, a conferência dedicada à Rota Literária Saramago no Algarve e a exposição fotográfica associada ao projeto “Viagem Fotográfica ao Algarve”, numa iniciativa que assinalou os 40 anos da adesão de Portugal às Comunidades Europeias.

Promovido pela Eurocidade do Guadiana, pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, pelo Europe Direct Algarve e pelo Município de Castro Marim, o evento destacou o papel da cultura como motor de desenvolvimento e valorização dos territórios de menor dimensão.

Durante a conferência, os oradores abordaram a importância das rotas literárias enquanto complemento à oferta turística e instrumento de promoção do património cultural. Foi igualmente destacado o impacto dos fundos europeus no desenvolvimento da região algarvia ao longo das últimas décadas.

Foi também detalhado o processo de criação dos itinerários inspirados em José Saramago, que convidam a redescobrir “um outro Algarve” e têm forte potencial para viajar para fora da região.

O projeto assume uma identidade ibérica, fruto do trabalho fotográfico conjunto da associação local 1/4 Escuro (Vila Real de Santo António) e do Taller Municipal de Fotografia de Lepe (Espanha).

Os fotógrafos das duas entidades registaram os espaços percorridos por José Saramago e por Diego Mesa, unindo literatura, fotografia e cooperação transfronteiriça.

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Escola fechada por greve e filhos em casa? Saiba se pode faltar ao trabalho sem perder salário

A escola fecha por greve, os filhos ficam em casa e muitos pais deixam de ter alternativa para se apresentarem ao trabalho. A dúvida surge quase de imediato: a falta é justificada ou o empregador pode descontar o dia?

De acordo com o Ekonomista, a resposta depende das circunstâncias concretas, mas há base legal para defender que a ausência pode ser justificada quando o trabalhador tem de prestar assistência a filho menor e não dispõe de outra solução de acompanhamento.

O que diz o Código do Trabalho

O ponto de partida está no artigo 249.º do Código do Trabalho. A norma considera justificadas as faltas motivadas por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto não imputável ao trabalhador, incluindo situações relacionadas com o cumprimento de obrigação legal.

É neste enquadramento que pode entrar o encerramento da escola por greve. Se a paralisação impede a criança de ficar no estabelecimento de ensino, se o filho precisa de acompanhamento e se o trabalhador não tem outra alternativa, a ausência pode ser enquadrada como falta justificada.

Segundo a DECO Proteste, citada pelo Ekonomista, os pais têm um dever legal de assistência aos filhos menores. Por isso, quando a escola encerra por greve, a falta ao trabalho pode ser justificada, desde que se demonstre que a assistência era efetivamente necessária.

Falta justificada significa salário protegido?

A questão mais sensível está na remuneração. Em Portugal, falta justificada e falta remunerada não são sempre a mesma coisa. O artigo 255.º do Código do Trabalho prevê os casos em que uma falta justificada implica perda de retribuição. A interpretação mais favorável aos pais sustenta que a ausência por encerramento da escola, quando enquadrada como cumprimento de obrigação legal de assistência ao filho, não consta dessa lista de faltas justificadas com perda de salário.

Assim, quando estão reunidos os requisitos, há fundamento para defender que a falta deve ser justificada e remunerada. Ainda assim, o Ekonomista sublinha que a situação das greves nas escolas não está regulada de forma expressa e autónoma. Por isso, a gestão destes casos pode depender da prova apresentada pelo trabalhador e do entendimento da entidade patronal.

O direito não é automático para ambos os pais

A falta não deve ser vista como um direito automático para os dois progenitores ao mesmo tempo. O ponto essencial é perceber quem ficou efetivamente impedido de trabalhar para assegurar o acompanhamento da criança.

O trabalhador deve conseguir demonstrar que não tinha alternativa razoável. Isto pode ser particularmente relevante em famílias monoparentais, nos casos em que o outro progenitor está impossibilitado de prestar assistência ou quando ambos trabalham presencialmente. Se um dos pais pode teletrabalhar e o outro não tem essa possibilidade, a situação pode ser analisada de forma diferente. O empregador pode pedir elementos que comprovem que a assistência era necessária.

A idade da criança também pesa

A situação é mais evidente quando estão em causa filhos pequenos, sobretudo em idade pré-escolar ou no 1.º ciclo, que não podem ficar sozinhos em casa. Segundo a leitura defendida pela DECO Proteste, a justificação ganha força quando o trabalhador tem de assegurar o acompanhamento de filho menor de 12 anos e não existe alternativa.

Quanto mais dependente for a criança, mais forte será o argumento de que a ausência ao trabalho resultou de uma obrigação legal de assistência familiar.

Que documentos deve pedir à escola

A documentação pode fazer a diferença entre uma falta aceite sem conflito e uma discussão com a entidade patronal. O primeiro passo deve ser pedir à escola uma declaração ou comunicação escrita a confirmar que o estabelecimento esteve encerrado por motivo de greve, ou que não tinha condições para receber a criança naquele dia.

Essa declaração deve identificar a escola, a data e, sempre que possível, a razão pela qual não foi possível assegurar atividades letivas ou acompanhamento. Também podem servir como prova emails da direção, mensagens na plataforma escolar, avisos oficiais ou outros documentos enviados aos encarregados de educação.

Como avisar o empregador

A comunicação ao empregador deve ser feita por escrito, preferencialmente por email, para que fique registo. O trabalhador deve explicar que a ausência resultou do encerramento da escola por greve e da necessidade de prestar assistência a filho menor, por inexistência de alternativa de acompanhamento.

Pode ainda fazer referência ao artigo 249.º, n.º 2, alínea d), do Código do Trabalho, invocando a impossibilidade de prestar trabalho por facto não imputável ao trabalhador e relacionado com o cumprimento de obrigação legal. A declaração da escola deve ser enviada em anexo ou entregue logo que possível.

E se o empregador descontar o dia?

Se o empregador considerar a falta injustificada ou descontar o salário, o trabalhador deve pedir esclarecimento por escrito. É aconselhável solicitar a indicação do fundamento legal usado para justificar o desconto ou a recusa da falta. Essa resposta pode ser útil caso seja necessário avançar para uma reclamação.

Quando o conflito se mantém, o trabalhador pode contactar a Autoridade para as Condições do Trabalho. A ACT pode prestar informação, analisar a situação e intervir se estiver em causa incumprimento das regras laborais.

Greves voltaram a levantar dúvidas

O tema ganhou maior relevância devido à sucessão de greves no setor da educação, com impacto em docentes, trabalhadores não docentes, pré-escolar e 1.º ciclo. São precisamente estes níveis de ensino que mais dependem da presença de adultos para garantir a segurança das crianças. Quando a escola encerra, muitas famílias ficam sem resposta imediata.

O problema é que a lei não contém uma norma simples e específica para todos os casos de greve escolar. Por isso, a interpretação jurídica, a documentação apresentada e a comunicação com o empregador tornam-se decisivas.

A resposta para os pais

Se a escola fechou por greve e o trabalhador não tinha alternativa para assegurar o acompanhamento do filho menor, há fundamento para considerar a falta justificada. A interpretação mais favorável sustenta ainda que o salário não deve ser descontado, desde que a falta seja enquadrada no cumprimento de obrigação legal e não esteja incluída nas situações que determinam perda de retribuição.

Mas a proteção não dispensa prova. Declaração da escola, comunicação escrita ao empregador e registo de todos os documentos são essenciais. No essencial, a lei pode estar do lado dos pais, mas é a forma como a falta é comunicada e documentada que pode evitar problemas no trabalho e proteger o salário.

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Partos aumentaram 3,7% em Portugal em 2025, com mães estrangeiras concentradas no Algarve e Lisboa

Portugal registou 87.130 partos em 2025, mais 3.071 do que no ano anterior, o que representa um aumento de 3,7%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE)

A subida interrompe a quebra verificada entre 2023 e 2024 e retoma a tendência de crescimento observada desde 2022. De acordo com a publicação “Estatísticas dos partos”, o número de partos aumentou em todas as regiões do país, com exceção da Madeira, onde se registou uma diminuição de 3,3%.

Os dados do INE destacam ainda o crescimento da proporção de partos de mães de nacionalidade estrangeira, que passou de 26,3%, em 2024, para 28,8%, em 2025. Estas parturientes residem sobretudo em municípios do Algarve e da Grande Lisboa.

“O conjunto de nacionalidades estrangeiras mais representadas manteve-se em relação ao ano anterior, reforçando o peso no total de partos, com destaque para o Brasil (10,5% do total de partos em 2025)”, salienta o INE.

A região Norte registou o maior número de partos de mulheres residentes em Portugal, com 29,8% do total, seguindo-se a Grande Lisboa, com 25,6%, e a região Centro, com 13,7%. Nos últimos 20 anos, aumentou também a idade das parturientes.

Entre 2003 e 2025, a proporção de partos de mães com 35 ou mais anos passou de 17,2% para 32%. O INE sublinha ainda que as cesarianas aumentaram de 27,1% para 38,6% dos partos realizados em hospitais entre 1999 e 2024. Em 2025, 98,5% dos nascimentos ocorreram em estabelecimentos hospitalares.

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Afinal, há mesmo “turismo médico” para partos em Portugal? INE mostra que partos de mães não residentes foram residuais

O debate político sobre o acesso de imigrantes e não residentes ao Serviço Nacional de Saúde tem recuperado uma ideia recorrente: a de que muitas mulheres se deslocam a Portugal para terem filhos recorrendo às maternidades portuguesas. Mas os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística apontam para uma realidade bastante diferente.

Segundo as Estatísticas dos Partos de 2025, analisadas pelo blogue Economia e Finanças, especializado nessas matérias, com base nos dados do INE, Portugal registou 87.130 partos ao longo do ano passado. Destes, apenas 261 tiveram como mãe uma mulher residente no estrangeiro. O valor representa 0,3% do total, ou seja, cerca de três partos em cada mil.

Números colocam debate em perspetiva

A expressão “turismo médico” tem sido usada no espaço político para descrever alegadas situações em que pessoas vêm a Portugal com o objetivo de utilizar serviços públicos de saúde, incluindo maternidades.

Partidos como o Chega têm feito do controlo do acesso de estrangeiros não residentes a serviços públicos uma das suas bandeiras políticas. Em 2024, segundo a Lusa/RTP, o partido agendou um debate parlamentar sobre o chamado “turismo de saúde”, defendendo regras mais restritivas para estrangeiros não residentes no acesso ao SNS. Noutros diplomas, o Chega também tem defendido regras mais apertadas para o acesso de estrangeiros a determinadas prestações sociais.

No caso dos partos, porém, os números disponíveis não apontam para um fenómeno com escala. Pelo contrário, os dados do INE indicam que 99,7% dos partos realizados em Portugal em 2025 tiveram como mães mulheres residentes no país.

Apenas 261 partos de mães não residentes

O universo máximo de situações que poderiam ser analisadas à luz da discussão sobre deslocações a Portugal para dar à luz é, assim, de 261 partos num ano inteiro. Mesmo dentro desse número, não é possível concluir que todos correspondam a casos planeados de turismo médico. O INE identifica a residência da mãe, mas não apura a motivação da deslocação, se o parto ocorreu no SNS ou no privado, se foi pago, gratuito, coberto por seguro, por acordo internacional ou por outro regime.

Num país que recebeu dezenas de milhões de hóspedes em alojamento turístico em 2025, parte destes partos pode corresponder a situações inesperadas, urgentes ou não planeadas, envolvendo mulheres que se encontravam temporariamente em território nacional.

O blogue Economia e Finanças sublinha precisamente essa cautela: num contexto de grande fluxo turístico, há margem para que alguns partos de não residentes tenham ocorrido sem que a deslocação a Portugal tivesse esse objetivo.

Nascer em Portugal não dá automaticamente nacionalidade

Outro ponto relevante é que nascer em Portugal não confere automaticamente nacionalidade portuguesa à criança, ao contrário do que acontece noutros países com regimes mais próximos do chamado direito de solo.

A nacionalidade portuguesa depende de regras próprias, ligadas, entre outros fatores, à situação legal e ao tempo de residência dos progenitores. A Lei da Nacionalidade foi alterada pela Lei Orgânica n.º 1/2026, de 18 de maio, que reforçou requisitos em várias situações.

Nos termos da lei atualmente em vigor, os filhos de estrangeiros nascidos em Portugal podem ter acesso à nacionalidade portuguesa em certas condições, nomeadamente quando um dos progenitores reside legalmente no território português há pelo menos cinco anos, mas o simples nascimento em Portugal não atribui automaticamente nacionalidade em todos os casos. Ter um filho em Portugal também não atribui automaticamente nacionalidade aos pais.

Este detalhe é importante para enquadrar o debate. Mesmo admitindo que possam existir casos pontuais de mulheres que escolhem Portugal por confiarem mais no sistema de saúde, os incentivos jurídicos e administrativos não são comparáveis aos de países onde o nascimento no território confere automaticamente cidadania.

Mães de nacionalidade estrangeira têm peso crescente

O dado mais expressivo das estatísticas de 2025 não está nos partos de mães residentes no estrangeiro, mas no aumento da proporção de mães de nacionalidade estrangeira no total de partos. Segundo os dados do INE citados pelo Economia e Finanças, a proporção de mães de nacionalidade estrangeira no total de parturientes passou de 26,3% em 2024 para 28,8% em 2025.

Este número não deve ser confundido com turismo médico. Nacionalidade estrangeira não é o mesmo que residência no estrangeiro. Uma mãe brasileira, angolana, cabo-verdiana ou de outra nacionalidade que resida em Portugal faz parte da população residente no país.

Entre as nacionalidades estrangeiras mais representadas, destacam-se as mães brasileiras, que corresponderam a 10,5% do total de partos em 2025. Seguem-se Angola, com 2,6%, Cabo Verde, com 2,2%, São Tomé e Príncipe, com 2,0%, e Guiné-Bissau, com 1,9%.

Brasil surge destacado nas estatísticas

A forte presença de mães brasileiras nas estatísticas acompanha a evolução demográfica recente do país e o aumento da comunidade brasileira residente em Portugal. Também aqui a distinção é essencial: uma mãe brasileira residente em Portugal não corresponde a uma turista médica. É uma residente estrangeira que vive no país e acede aos serviços de saúde nos termos previstos na lei.

A leitura dos dados mostra, por isso, duas realidades diferentes. Há um peso crescente de mães de nacionalidade estrangeira nos nascimentos em Portugal, mas há um número muito reduzido de partos de mães residentes no estrangeiro. Misturar estes dois fenómenos pode gerar uma perceção distorcida sobre a pressão real colocada sobre as maternidades portuguesas.

Número de partos recuperou em 2025

As estatísticas do INE mostram ainda que 2025 foi um ano de recuperação no número total de partos. Foram registados 87.130 partos, mais 3,7% do que em 2024. A região Norte destacou-se com uma subida de 5,9%, contribuindo para a recuperação global. A série divulgada pelo INE mostra que Portugal está nos valores mais elevados dos últimos dez anos em número de partos, depois de ter atingido um mínimo recente em 2021, com 78.909 partos. Ainda assim, o valor continua abaixo dos 95.823 partos registados em 2011, mostrando que a recuperação recente não apaga a tendência demográfica de longo prazo.

Primeiro trimestre de 2026 mantém tendência

Os dados provisórios do primeiro trimestre de 2026 indicam que a tendência de recuperação poderá continuar. Segundo a análise do Economia e Finanças, com base em dados do INE, nasceram mais 572 nados-vivos em território nacional do que no mesmo período de 2025, uma subida de 2,8%.

Este dado reforça a ideia de que Portugal pode estar a viver uma fase de ligeira recuperação nos nascimentos, ainda que essa evolução dependa de fatores como imigração, estabilidade económica, políticas de família e condições de acesso à habitação. Mais uma vez, os dados sugerem que a presença de população estrangeira residente tem impacto na natalidade, mas não sustentam a ideia de um fenómeno expressivo de partos de mães residentes no estrangeiro.

Debate político continua, mas dados limitam a acusação

O acesso de estrangeiros ao SNS e aos apoios públicos deverá continuar a ser tema de confronto político. O Chega e outros setores à direita têm defendido regras mais restritivas, sobretudo para cidadãos estrangeiros não residentes ou para quem não tenha uma ligação estável ao país.

Mas, no caso específico dos partos, os números do INE tornam difícil sustentar a ideia de que Portugal enfrenta uma vaga de turismo médico para dar à luz. Com apenas 261 partos de mães residentes no estrangeiro em 2025, num universo de mais de 87 mil, os dados disponíveis apontam para uma realidade estatisticamente residual. Representa 0,3% do total.

O que os dados mostram

A leitura mais prudente é esta: há cada vez mais mães de nacionalidade estrangeira a terem filhos em Portugal, o que reflete a transformação demográfica do país. Mas isso não é o mesmo que turismo médico. Os partos de mães residentes no estrangeiro existem, mas são muito poucos face ao total. Podem incluir situações planeadas, mas também casos acidentais, urgentes ou ligados à presença temporária em Portugal.

No essencial, os dados do INE não confirmam a ideia de que muitas pessoas venham propositadamente a Portugal para ter filhos. Pelo contrário, mostram que, quando se olha para os números, os partos de mães não residentes são residuais no conjunto dos partos realizados no país.

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Irritações cívicas | Por Mendes Bota

Num raro momento de generosidade para com os contribuintes, a Assembleia da República aprovou em 2006 uma nova Lei das Finanças Locais (Lei 2/2007 de 15 de Janeiro), na qual conferiu a cada Município 5% das receitas do IRS liquidado anualmente por quem tenha domicílio fiscal na sua área geográfica. Mas também foi dada a cada autarquia a possibilidade de devolver essa receita aos cidadãos, total ou parcialmente, assim aliviando a carga fiscal que asfixia a grande maioria (de quem paga impostos). Uma consulta ao sítio electrónico da Autoridade Tributária traz algumas revelações interessantes. Apenas seis dos municípios algarvios decidiram no sentido de devolver essas quantias na sua totalidade: Albufeira, Alcoutim, Aljezur, Lagos, Loulé e Vila do Bispo. Outros, ficam-se a meio caminho. S. Brás de Alportel, Silves e Vila Real de Santo António não devolvem um tusto, mas compreende-se. A um falta-lhe dimensão orçamental e territorial, outro deve ter uma visão ideológica do problema, e o terceiro continua afogado em dívidas passadas. Agora, dois dos municípios mais pujantes do Algarve, são dos mais avarentos. Faro, devolve a ninharia de 0,5%, e Olhão prescinde apenas de 1%. Há um elo comum chamado António Pina. Liderava Olhão, e agora chefia Faro. O sovina é o mesmo.

Claro que este é o tipo de irritação que encontra nos políticos o alvo mais fácil, o bode expiatório de todos os males, o exutório da frustração colectiva feita de um cúmulo de frustrações individuais. Aqui, o alvo está mesmo ali à frente como numa tenda de feira onde se atiram bolas de trapos para derrubar os bonecos. O pior são as irritações que advêm da falta de civismo dos cidadãos, e quando se multiplicam os exemplos quotidianos da falta de ética, onde prevalece o chico-espertismo de alguns, em claro desrespeito pelo próximo e pelas regras de convivência de toda a comunidade. Existem hoje condições no sistema escolar como nenhum de nós alguma vez sonhou. Todos os anos sai das universidades um número inacreditável de doutores, mestres, prof-docs. O analfabetismo clássico roça taxas marginais. A (des)informação tomou conta em excesso do nosso quotidiano, mas – porém todavia contudo como se costumava recitar antigamente – parece que os valores cívicos estão em queda livre.

Nunca houve tantas leis, tantas posturas municipais, tantos regulamentos, tantos sinais e códigos proibitivos, mas impressiona o número de indivíduos que têm prazer em vandalizar infraestruturas que pertencem a todos, como jardins, transportes, mobiliário urbano, monumentos, fachadas, contentores de lixo até. Independentemente da guerra dos guarda-sóis que subitamente se declarou nas nossas praias, é irritante ver quem se levanta cedo só para marcar com toalhas os espaços de areia que outros virão ocupar mais tarde, ou cativam espreguiçadeiras nas piscinas de prédios e hotéis. É irritante ver como certos automobilistas não respeitam as filas de trânsito, e intrometem-se mais à frente dos outros, sem vergonha nem rebuço. Há demasiados loucos na estrada, que se mocam dos limites de velocidade e da segurança de terceiros. Irrita que a polícia raramente esteja onde se pensa que faz falta. Irrita, ver certos adiantados mentais estacionar em lugares destinados a veículos de pessoas com certas dificuldades. Já para não falar, nos transportes públicos, de quem ocupa lugares reservados para idosos ou pessoas com mobilidade reduzida.

Causa irritação ver tanta gente de telemóvel na mão, ou nas orelhas, a falar aos gritos no meio da rua ou no interior de uma carruagem de combóio ou de autocarro, incomodando os outros, esparramando a sua própria privacidade como se estivesse numa cabine telefónica sem porta. Há um acréscimo de gente que atira garrafas, restos de comida, papéis, papelões e detritos de jardinagem para o meio da rua, sabendo que alguém terá de limpar a porcaria que faz. Tudo isto são irritações cívicas. Já agora, redireccionando os binóculos na direcção de quem manda nisto tudo, é revoltante ver a escassez de lugares destinados ao público que se encontra nas gares rodoviárias, ferroviárias ou aeroportuárias. Está tudo feito para o negócio, e para a exploração do zé povinho. Esgotados os parcos assentos disponíveis, a alternativa é ficar de pé, ou pagar comes e bebes para ficar sentado no espaço dos concessionários. Num país onde a taxa de atraso dos transportes é gigantesca, ninguém parece preocupado em servir o público como deve ser. É preciso é que pague e que consuma, mesmo que não lhe apeteça. Falta-nos cada vez mais a dimensão ética na atitude cívica. Que se lixem os princípios, salve-se quem puder, parece ser o mote dos tempos que correm.

O autor escreve de acordo com a antiga ortografia

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Ilha portuguesa à ‘beira’ de África eleita uma das “zonas mais seguras” de Portugal

O território português continua a revelar fortes assimetrias quando se analisam os dados de segurança, com diferenças marcadas entre regiões do continente e ilhas. Um estudo recente coloca o Porto Santo, na Madeira, entre as zonas com menor número de ocorrências registadas, destacando também a ilha Terceira, nos Açores, como outro dos territórios com indicadores reduzidos neste tipo de incidentes.

Ilhas destacam-se nos níveis mais baixos

De acordo com o Diário de Notícias, que cita o Barómetro da Segurança da empresa Verisure Portugal, o Porto Santo surge descrito como “uma das zonas mais seguras de Portugal”, mantendo “os níveis mais baixos de ocorrências” no conjunto dos territórios analisados. A mesma tendência é observada na ilha Terceira, que apresenta valores semelhantes no estudo.

Segundo a mesma fonte, o relatório resulta de dados recolhidos ao longo de 2025 através da Central Recetora de Alarme da empresa, que monitoriza continuamente mais de um milhão de equipamentos em todo o país.

Conforme explica a mesma entidade, o sistema funciona de forma permanente, durante 24 horas por dia e ao longo de todo o ano.

Menor densidade populacional associada a menos ocorrências

A análise indica ainda que os territórios com menor densidade populacional tendem a registar menos incidentes. O Diário de Notícias refere que distritos, como a Guarda e Bragança, também se encontram entre os que apresentam valores mais baixos, uma tendência que se estende também às regiões insulares.

O mesmo estudo acrescenta que Lisboa, Porto, Setúbal e Faro concentram cerca de 66% das ocorrências registadas em 2025.

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Com fundamentação vai ser possível fazer obras nas zonas turísticas durante o verão em Loulé

A Câmara Municipal de Loulé vai abrir exceções e permitir a realização de obras de edificação e demolição nas zonas urbano-turísticas, entre 1 de julho e 31 de agosto. Não obstante a suspensão dos trabalhos neste período, a Autarquia autorizará que, quem apresentar a devida fundamentação, possa continuar com as empreitadas.

Deste modo, os promotores que pretendam prosseguir com as obras durante o verão deverão solicitar formalmente a sua continuidade.

As fundamentações deverão ser apresentadas até ao próximo dia 15 de junho, nos serviços do Departamento de Urbanismo e Administração do Território, acompanhadas de elementos que permitam identificar qual o grau e natureza dos trabalhos que se pretende executar durante o período em questão. 

No entanto, a edilidade sublinha que “quaisquer trabalhos que impliquem a diminuição da qualidade de vida dos cidadãos, incómodo, congestão de tráfego, ou mesmo violação do direito ao repouso e ao descanso, não poderão ter a virtualidade de ser autorizados”.

Com esta iniciativa, a Câmara Municipal de Loulé quer, por um lado, apoiar os promotores, minimizando os prejuízos que possam vir a ter com a suspensão imposta pela Lei, garantindo, no entanto, o direito ao descanso de residentes e turistas.

Para que a avaliação seja efetuada, os pedidos de continuidade devem incluir o levantamento fotográfico atualizado do estado da obra, o plano detalhado dos trabalhos previstos, horários estipulados para a laboração e medidas concretas para reduzir o impacte ambiental e sonoro.

Mais informações em www.cm-loule.pt

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Olhão South Jazz apresentou cartaz oficial e prepara estreia em julho

O Olhão South Jazz já deu o primeiro sinal do que vai trazer à cidade de Olhão em julho deste ano. A apresentação pública do evento decorreu no dia 9 de junho, ao pôr do sol, no Parque Ribeirinho Poente, numa sessão aberta à comunidade marcada pela vista sobre a Ria Formosa. 

O momento revelou oficialmente a imagem do evento, o cartaz, o mapa do recinto, os espaços previstos e os dois palcos que vão receber os artistas: o Palco Principal e o Palco Cantaloupe. 

A apresentação contou ainda com uma atuação ao vivo de Sara Badalo, que antecipou a atmosfera que se quer criar nos dias 24 e 25 de julho de 2026: música ao vivo, fim de tarde, encontros ao pôr do sol, magnífica vista sobre a Ria e uma experiência pensada para ser vivida ao ar livre. 

Para Ricardo Calé, Presidente da Câmara Municipal de Olhão, “o Olhão South Jazz é mais um passo na afirmação de Olhão como uma cidade aberta à cultura e às experiências ao ar livre. Este evento valoriza o Parque Ribeirinho Poente como espaço de convívio e fruição pública, aproximando a comunidade da música e contribuindo para uma programação cultural cada vez mais diversificada e acessível”. 

A primeira edição do Olhão South Jazz irá acontecer ao longo de dois dias, no Parque Ribeirinho Poente de Olhão, entre as 18h00 e as 00h00. E reúne nomes nacionais ligados ao jazz e a outras sonoridades, incluindo Júlio Resende, Áurea, Orquestra de Jazz do Algarve e Sara Badalo. 

Para além dos concertos, o recinto vai contar com zona lounge, food trucks, bar, photospot, espaços de ativação e o Ria Market, uma área dedicada ao artesanato, marcas independentes e projetos locais.

Depois da apresentação pública, o convite está feito: nos dias 24 e 25 de julho, todos os caminhos levam ao Parque Ribeirinho Poente, junto à Marina de Olhão, onde a música, o pôr do sol e a Ria Formosa se encontram para dar vida à primeira edição do Olhão South Jazz. 

Os bilhetes já estão disponíveis e podem ser comprados através do link de bilheteria disponível no website e redes sociais do Olhão South Jazz. Toda a informação sobre o evento e o acesso à bilheteira podem ser consultados através do site oficial, em olhaosouthjazz.pt, e das redes sociais do Olhão South Jazz: Instagram @olhão.southjazz e Facebook Olhão South Jazz

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