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BC alerta para efeitos da política fiscal na inflação e juros do Brasil

17 June 2026 at 23:56

No comunicado da decisão que reduziu a Selic para 14,25% ao ano nesta quarta-feira (17), o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) voltou a alertar para o impacto da política fiscal doméstica na condução da política monetária, e no balanço de riscos de alta inflacionária.

“O Comitê segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza”.

O colegiado confirmou as expectativas do mercado em reduzir a taxa básica em 0,25 ponto – a terceira queda seguida da mesma magnitude.

O Copom apontou também que os indicadores de atividade econômica mostram recuperação em relação ao último trimestre de 2025, “mantendo-se consistentes com uma trajetória de desaceleração no acumulado de 2026, enquanto o cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, e pressões no mercado de trabalho”.

Na última reunião, no fim de abril, o Comitê já havia feito o mesmo alerta. Entretanto, no comunicado desta quarta-feira, o Copom incluiu o possível estímulo ao consumo gerado por decisões da política fiscal ao balanço de riscos de alta da inflação.

Para o Comitê, os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual.

Entre os destaques dos riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, o BC citou “uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada”.

Eles também apontam “estímulos à demanda agregada, em particular ao componente de consumo, que tenham como resultado o crescimento da atividade econômica acima do produto potencial, enfraquecendo parte dos canais usuais de transmissão da política monetária”.

Brasil tem maior juro real do mundo; veja ranking

17 June 2026 at 23:14

O Brasil voltou ao topo entre as economias com maior juro real do mundo, mesmo com corte de 0,25 ponto na Selic anunciado nesta quarta-feira (17), segundo levantamente da Lev Intelligence e da MoneYou.

A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) recuou a taxa básica para 14,25% ao ano.

Com taxa real de 9,67%, o Brasil lidera a lista, com Rússia (9,31%) e Turquia (5,57%) completando o pódio.

O estudo considera juros descontados da inflação projetada para os próximos 12 meses, utilizando taxas de mercado equivalentes a um ano.

O patamar elevou a posição do Brasil, que, nos últimos rankings, constava como a segunda maior alíquota global.

Confira o top 10 de maiores juros nominais:

  • Brasil — 9,67%
  • Rússia — 9,31%
  • Turquia — 5,57%
  • México — 5,10%
  • África do Sul — 3,74%
  • Indonésia — 3,31%
  • Colômbia — 3,17%
  • Hungria — 3,02%
  • Polônia — 2,61%
  • Chile — 2,43%

Algumas economias desenvolvidas também figuram mais abaixo no ranking, com taxas reais próximas de zero ou até negativas, como é o caso da Suíça, -0,36%, da Argentina, -1,05%, e do Japão, -1,75%.

Já em relação a juros nominais, com o corte, o Brasil figura em quarto lugar, atrás apenas da Turquia (37%), Argentina (29%), e Rússia (14,50%).

Juros altos preocupam 69% dos brasileiros com aumento do custo de vida

 

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