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Francisco Amaral critica consulta de tabagismo no IPO marcada para 2027

13 June 2026 at 17:10

O médico e antigo presidente da Câmara Municipal de Castro Marim, Francisco Amaral, criticou publicamente uma marcação do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil para uma primeira consulta de tabagismo apenas em maio de 2027.

A publicação, feita nas redes sociais a 26 de maio, foi acompanhada por uma fotografia de um agendamento do IPO Lisboa, onde surge uma consulta de “Primeira Tabagismo” da área de Pneumologia marcada para 10 de maio de 2027, às 14:30.

Imagem do agendamento divulgada por Francisco Amaral, onde surge uma primeira consulta de tabagismo no IPO Lisboa marcada para maio de 2027

“Assim não”, escreveu Francisco Amaral, defendendo que esperar quase um ano pode comprometer o momento em que o fumador decide deixar de fumar. Na mesma publicação, o médico sublinhou que “uma das razões do êxito” do Programa de Combate ao Tabagismo do Município de Castro Marim é precisamente a consulta de cessação tabágica acontecer “no próprio dia” em que o fumador toma a decisão.

A observação vai ao encontro de uma posição que Francisco Amaral já defendia publicamente em 2018: “a consulta tem que ser imediata” para aproveitar a motivação do fumador no momento em que decide parar.

O caso divulgado por Francisco Amaral diz respeito a uma consulta de cessação tabágica, não a uma consulta de tratamento oncológico. Ainda assim, ganha especial relevância por envolver o IPO Lisboa, uma unidade do SNS com área de influência direta que inclui Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

O próprio mapa público da Rede de Consultas de Apoio Intensivo à Cessação Tabágica da ARS Lisboa e Vale do Tejo, atualizado em 2023, identifica no IPO Lisboa uma consulta de cessação tabágica no Serviço de Pneumologia, com funcionamento semanal à segunda e quinta-feira, destinada a utentes do IPO e funcionários, por referenciação interna.

Em Castro Marim, Francisco Amaral tem sido uma das figuras centrais no combate ao tabagismo. O programa municipal foi implementado em 2015 e trabalha em duas frentes: sensibilização e motivação para deixar de fumar, e acompanhamento clínico e psicológico ao longo do processo.

Segundo a informação institucional da autarquia, o programa começa com uma consulta de cessação tabágica com médico e psicólogo e mantém acompanhamento até à alta.

Os dados mais recentes divulgados pelo Município de Castro Marim apontam para mais de mil consultas realizadas e mais de 800 pessoas que terão deixado de fumar ao fim de um ano, com uma taxa de sucesso de 82,37%. A autarquia refere ainda que a iniciativa assenta num modelo de voluntariado médico promovido por Francisco Amaral, que criou e lidera o projeto.

Câmara inaugurou a escultura “Eco Pulmão”

O impacto do programa tem ultrapassado o concelho. Segundo notícias publicadas em 2025, os participantes chegaram não só de Castro Marim, mas também de Vila Real de Santo António, Tavira, Faro, Mértola, Almodôvar, Portimão, Loulé e Lisboa, além de pessoas oriundas de países como Espanha, Alemanha e Reino Unido.

Para além das consultas, o projeto tem promovido campanhas de sensibilização, encontros de ex-fumadores e ações públicas como a escultura “Eco-Pulmão”, instalada na Praça 1.º de Maio, em Castro Marim. A aposta de Castro Marim na prevenção não é recente. Em 2019, a Câmara inaugurou a escultura “Eco Pulmão”, da autoria de Carlos Correia, como forma de alertar para os malefícios do tabaco e para o impacto ambiental das beatas. Na altura, a autarquia referia uma taxa de sucesso a rondar os 85% e 437 aderentes ao programa, números que entretanto cresceram de forma significativa.

Escultura “Eco Pulmão”. Crédito: CMCM

Francisco Amaral, que terminou funções autárquicas em 2025 após 32 anos à frente dos municípios de Alcoutim e Castro Marim, manteve disponibilidade para continuar a dar o seu contributo voluntário como médico. O antigo autarca tem uma carreira ligada à medicina geral e familiar e ao poder local, tendo sido presidente da Câmara de Castro Marim entre 2013 e 2025.

A crítica agora feita ao agendamento do IPO surge num contexto em que o cancro do pulmão continua a ser uma das grandes preocupações de saúde pública. O cancro do pulmão é a principal causa de morte por doença oncológica em Portugal e tem forte associação ao consumo de tabaco. A European Lung Foundation refere que entre 80% e 90% dos casos de cancro do pulmão são atribuíveis ao tabaco.

Castro Marim foi recentemente apontado como o concelho algarvio com menor incidência de cancro do pulmão, segundo dados divulgados durante as 16.ªs Jornadas de Pneumologia do Algarve.

A autarquia associa esse resultado ao trabalho desenvolvido pelo Programa de Combate ao Tabagismo, embora uma relação causal direta deva ser lida com prudência, por depender de vários fatores epidemiológicos.

A rede nacional de cessação tabágica existe no SNS desde a Lei do Tabaco de 2007, mas o próprio despacho que criou a rede de referenciação em 2015 reconhecia dificuldades de cobertura em todo o território nacional.

O mesmo diploma defendia a organização de consultas de apoio intensivo à cessação tabágica e o acompanhamento dos fumadores em vários momentos do processo.

Para Francisco Amaral, a questão central continua a ser o tempo de resposta. Quando um fumador decide deixar de fumar, defende o médico, a intervenção deve ser rápida.

O caso agora divulgado, com uma primeira consulta marcada para 2027, reacende o debate sobre a capacidade do SNS para responder em tempo útil a uma decisão que, muitas vezes, depende de uma janela curta de motivação.

Números do programa de Castro Marim

Ano de implementação: 2015

Consultas realizadas: mais de 1.000

Pessoas que terão deixado de fumar ao fim de um ano: mais de 800

Taxa de sucesso divulgada: 82,37%

Modelo: voluntariado médico, com acompanhamento clínico e psicológico

Informações/marcações: 961 010 169

Leia também: Dia da Cidade traz Delfins à Praça da República em Tavira

O que são “Hip dips” e será que é possível eliminá-las?

13 June 2026 at 16:30
Os chamados “hip dips” são as depressões que se situam debaixo das ancas, na parte externa da coxa. Estas tornaram-se a mais recente característica corporal a ser analisada, corrigida e motivo de angústia nas redes sociais. Formalmente conhecidas como depressão trocantérica, as covinhas nos quadris existem tanto em homens como em mulheres e são o resultado do espaço entre dois ossos. O quão visíveis elas parecem depende da estrutura óssea, do tamanho dos músculos e da quantidade de gordura presente na área, sendo, em grande parte, resultado da genética. Estudos sugerem que algumas pessoas sentem que as depressões nas ancas

Ver o Mundial pode fazer bem à saúde, segundo a ciência

13 June 2026 at 14:30
Várias pesquisas apontam benefícios de ver futebol, tanto presencialmente como na televisão, devido ao sentimento de pertença social que desperta. Ser fã de desporto, seja a ver jogos de futebol da primeira divisão, aos Jogos Olímpicos ou à sua equipa local favorita, pode ser uma montanha-russa de emoções. Alegria incrível quando se ganha, tristeza profunda quando se perde e muitos sentimentos stressantes pelo caminho. Felizmente, o impacto global deverá ser positivo, uma vez que a investigação mostra que as pessoas que assistem a desporto experimentam um maior bem-estar do que aquelas que não assistem – e que isso está provavelmente

É possível jogar bola de novo depois de romper o ligamento? Entenda

13 June 2026 at 12:15

Enquanto atletas famosos recebem atenção mundial após uma ruptura do ligamento cruzado anterior, milhares de brasileiros enfrentam a mesma lesão longe dos holofotes. A principal dúvida é quase sempre a mesma: será que vou voltar a jogar como antes?

A lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) costuma ganhar destaque quando atinge um grande jogador. Mas ela acontece todos os dias em campos de várzea, quadras, academias e partidas entre amigos. Um giro brusco, uma mudança de direção, um movimento aparentemente simples e, de repente, surge a sensação de que algo saiu do lugar. Muitas pessoas relatam um estalo no joelho, seguido de dor, inchaço e instabilidade.

Depois do diagnóstico, a preocupação vai muito além da cirurgia. O que realmente angustia a maioria dos pacientes é a incerteza sobre o futuro. “Vou voltar a correr?”, “Vou conseguir jogar futebol novamente?” e “Meu joelho voltará a ser o mesmo”?

A boa notícia é que a maioria dos pacientes consegue retornar às atividades esportivas. A má notícia é que isso depende de fatores muito mais complexos do que simplesmente esperar alguns meses após a cirurgia.

O relógio não decide quando o paciente está pronto

Durante muitos anos, o retorno ao esporte foi baseado principalmente no tempo decorrido após a reconstrução do ligamento. Era comum ouvir que o paciente poderia voltar a jogar após seis, oito ou nove meses. Hoje sabemos que essa lógica é insuficiente.

A ciência tem demonstrado que o calendário, sozinho, não é capaz de determinar se o joelho está preparado para suportar novamente os movimentos exigidos pelo esporte. Força muscular, equilíbrio, controle neuromuscular, capacidade de salto, estabilidade dinâmica e confiança do paciente são fatores igualmente importantes.

Por isso, os protocolos modernos utilizam critérios objetivos para avaliar a recuperação. O retorno ao esporte não deveria ocorrer apenas porque determinado período passou, mas porque o joelho demonstrou capacidade funcional adequada para suportar as demandas da atividade. Essa mudança é fundamental porque retornar precocemente aumenta significativamente o risco de uma nova lesão.

Atletas profissionais e pacientes comuns não seguem o mesmo caminho

Quando vemos um atleta de elite voltar aos gramados após uma lesão do LCA, muitas vezes criamos expectativas irreais. Jogadores profissionais contam com equipes multidisciplinares, fisioterapia diária, preparação física individualizada, monitoramento constante e acesso a recursos que não fazem parte da realidade da maioria dos pacientes. O paciente comum precisa conciliar reabilitação com trabalho, família, deslocamentos e limitações de tempo.

Isso não significa que o resultado será pior. Significa apenas que o processo é diferente.

Em muitos casos, a ansiedade para voltar ao futebol ou a outras atividades esportivas leva o paciente a acelerar etapas da recuperação. E esse é justamente um dos maiores riscos. A reabilitação não deve ser encarada como o período entre a cirurgia e a alta médica. Ela é parte essencial do tratamento e influencia diretamente o resultado final.

O que está em jogo além do retorno ao futebol

A preocupação não deve ser apenas voltar a jogar. Deve ser voltar com segurança.

Estudos mostram que pacientes que retornam ao esporte antes de atingir critérios adequados de recuperação apresentam maior risco de re-ruptura do ligamento, além de aumentar a chance de lesionar o joelho contralateral. Outro aspecto importante é o desenvolvimento precoce de artrose. Mesmo quando a cirurgia é bem-sucedida, a lesão do LCA pode aumentar o risco de desgaste articular ao longo dos anos, especialmente quando existem lesões associadas de menisco ou cartilagem.

Por isso, a decisão de operar, o planejamento da reabilitação e o retorno ao esporte devem fazer parte de uma estratégia de longo prazo. A pergunta mais comum no consultório continua sendo: “Vou conseguir jogar bola de novo?” Na maioria dos casos, a resposta é sim. Mas a pergunta talvez devesse ser outra: “Vou voltar preparado para jogar pelos próximos anos?”

Quando o assunto é reconstrução do ligamento cruzado anterior, a ciência moderna tem mostrado que o sucesso não depende apenas da cirurgia. Depende da qualidade da recuperação e do respeito aos critérios que realmente indicam que o joelho está pronto para voltar ao jogo.

*Texto escrito por Dr. Leonardo Addeo, médico ortopedista e professor afiliado da Unifesp (CRM 101483-SP | RQE 43474 / 62248)

Referências bibliográficas e fontes consultadas

  • International Olympic Committee (IOC) Consensus Statement on ACL Injury
  • British Journal of Sports Medicine
  • American Orthopaedic Society for Sports Medicine (AOSSM)
  • Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy (JOSPT)
  • American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS)
  • Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
  • Aspetar Sports Medicine Journal

Escada na academia: quem pode fazer e quais cuidados são necessários

“A dor muda quem somos”

13 June 2026 at 12:06
Para o médico paliativista Hugo Sarmento Ribeiro, “é bizarro que dor, geriatria e cuidados paliativos não sejam áreas obrigatórias em todos os cursos de medicina”

© Igor Martins

Hugo Sarmento Ribeiro é médico paliativista da Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos de Gaia-Espinho

“A dor muda quem somos”

13 June 2026 at 12:06
Para o médico paliativista Hugo Sarmento Ribeiro, “é bizarro que dor, geriatria e cuidados paliativos não sejam áreas obrigatórias em todos os cursos de medicina”

© Igor Martins

Hugo Sarmento Ribeiro é médico paliativista da Equipa Comunitária de Suporte em Cuidados Paliativos de Gaia-Espinho

As piras funerárias romanas de Olisipo cheiravam a murta, pinheiro e Lisboa

13 June 2026 at 11:15
A análise de restos vegetais recolhidos na necrópole romana da Calçada do Lavra revela uma comunidade que seguia o ritual romano da cremação, mas escolhia madeiras, frutos e plantas aromáticas também pelo seu valor simbólico, sensorial e local. Um estudo arqueobotânico realizado entre 2017 e 2018 na necrópole romana da Calçada do Lavra, em Lisboa, identificou frutos de murta em contextos de cremação — uma descoberta que os autores descrevem como a primeira evidência deste tipo no enquadramento geográfico e cronológico do Império Romano. O estudo foi conduzido por uma equipa multidisciplinar de investigadores liderada por Catarina Sousa, do CIBIO,

GLP-1 pode ajudar em tratamentos renais, dizem nefrologistas a Kalil

13 June 2026 at 11:00

Novas classes de medicamentos estão surgindo como aliadas no tratamento de doenças renais, oferecendo perspectivas promissoras para retardar a progressão da condição e reduzir a necessidade de diálise e transplante. O tema foi debatido pelo Dr. Roberto Kalil e os nefrologistas Lúcio Requião e Caio Bastos, no CNN Sinais Vitais deste sábado (13) .

Lúcio Requião, vice-diretor do Hospital do Rim e professor da Escola Paulista de Medicina, apresentou duas classes de medicamentos que estão entrando no tratamento da doença renal. A primeira é a finerinona, descrita como uma versão aprimorada da espironolactona.

“A espironolactona já é uma medicação para hipetensão que nós usamos há muito tempo, e a finerinona é um melhorado, com muito menos efeito colateral e que, de fato, retarda a progressão da doença renal“, afirmou Requião. Segundo esse, essa eficiência foi detectada primeiro em pacientes com diabetes e mais recentemente no tratamento renal.

A segunda classe mencionada são os análogos do GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras“, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade, que também demonstraram efeito direto sobre os rins. “Nós não sabemos ainda os mecanismos, precisa ainda de estudo de longo prazo para saber a segurança dessa classe, mas deve ser uma classe que deve ser incorporada no arsenal terapêutico“, explicou Requião.

Outra classe de medicamentos originalmente desenvolvida para o controle do diabetes, mas que demonstrou efeitos protetores sobre o coração e os rins são os inibidores do cotransporte SGLT2, conhecidos como gliflozinas. Segundo nefrologista do Hospital do Rim Caio Bastos, esses medicamentos também apresentaram efeitos protetores sobre o coração e os rins.

“É uma nova medicação que descobriram que melhor do que proteger por diabetes, ela protege o coração”, afirmou Bastos. Ele ressaltou ainda que as gliflozinas estão disponível no SUS (Sistema Único de Saúde) para pacientes de maior risco.

Diálise

Requião enfatizou que o diagnóstico precoce é fundamental para retardar a progressão da doença renal. Segundo ele, o pilar do tratamento é a prevenção, com o controle adequado do diabetes, da hipertensão e dos demais fatores de risco.

“Uma vez que desenvolveu, tem um caminho longo aqui, que são janelas de oportunidades que nós podemos intervir para não chegar na diálise no transplante”, declarou Requião.

Requião ressaltou que, na era pré-diálise, todos os pacientes com falência renal morriam em decorrência da condição. A introdução da diálise representou um marco histórico na medicina.

Além disso, o avanço tecnológico nas máquinas e nos produtos utilizados, aliado ao conhecimento científico acumulado, tem contribuído para melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes que necessitam de hemodiálise ou diálise peritoneal.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.

Infarmed retira do mercado produtos cosméticos FBeauty

13 June 2026 at 10:55
Autoridade do medicamento concluiu que não foram salvaguardadas as "boas práticas de fabrico, avaliação de segurança, ficheiro de informação sobre os produtos e rotulagem".

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Infarmed pede também aos consumidores que tenham os produtos identificados para não os usarem

Infarmed retira do mercado produtos cosméticos FBeauty

13 June 2026 at 10:55
Autoridade do medicamento concluiu que não foram salvaguardadas as "boas práticas de fabrico, avaliação de segurança, ficheiro de informação sobre os produtos e rotulagem".

© JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Infarmed pede também aos consumidores que tenham os produtos identificados para não os usarem

Homem que doou o seu corpo após a morte tinha um raro “pénis triplo”

By: ZAP
13 June 2026 at 10:00
A condição é incrivelmente rara, com estimativas a apontar para apenas um em cada seis milhõs de nascimentos. O homem tinha um pénis visível e dois outros escondidos sob a pele do escroto. Estudantes de medicina no Reino Unido documentaram uma das condições anatómicas mais raras de que há registo, depois de descobrirem um homem com três pénis durante uma dissecção de rotina num cadáver. A invulgar descoberta foi feita durante o exame ao corpo de um homem de 78 anos que doou os seus restos mortais à ciência. De acordo com um relato de caso recentemente publicado, a descoberta

As bactérias lembram-se do stress — mesmo não tendo cérebro

By: ZAP
13 June 2026 at 09:00
Uma equipa de cientistas descobriu que células individuais de Escherichia coli (E.coli) conseguem transportar vestígios de experiências passadas, influenciando o seu comportamento futuro.  Num estudo, publicado o mês passado na PRX Life, os investigadores observaram células de E.coli num dispositivo microfluídico, um sistema de câmaras que mantém as bactérias imobilizadas enquanto um líquido circula à sua volta. Esta tecnologia permitiu alternar as células entre ambientes pobres e ricos em nutrientes, monitorizando simultaneamente o seu crescimento através de microscopia. Segundo o ZME Science, as células expostas a oscilações mais rápidas na disponibilidade de nutrientes adaptaram-se mais rapidamente do que aquelas sujeitas

Parte do núcleo da Terra mudou de direção. Ninguém sabe bem porquê

By: ZAP
13 June 2026 at 08:00
O fenómeno poderá fazer parte de um ciclo natural nos fluxos de ferro que dão à Terra o seu campo magnético protetor. O rio de ferro fundido que corre a cerca de 2250 quilómetros de profundidade sob o oceano Pacífico, no núcleo externo da Terra, deixou os cientistas surpreendidos ao mudar de direção. A observação oferece novos dados sobre o comportamento do núcleo externo líquido, que desempenha um papel essencial na formação do campo magnético terrestre. Sem este escudo magnético, o planeta ficaria perigosamente exposto à radiação solar. Investigadores da Universidade de Edimburgo analisaram observações feitas a partir do solo

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O fenómeno poderá fazer parte de um ciclo natural nos fluxos de ferro que dão à Terra o seu campo magnético protetor. O rio de ferro fundido que corre a cerca de 2250 quilómetros de profundidade sob o oceano Pacífico, no núcleo externo da Terra, deixou os cientistas surpreendidos ao mudar de direção

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Afinal, há mesmo “turismo médico” para partos em Portugal? INE mostra que partos de mães não residentes foram residuais

13 June 2026 at 08:00

O debate político sobre o acesso de imigrantes e não residentes ao Serviço Nacional de Saúde tem recuperado uma ideia recorrente: a de que muitas mulheres se deslocam a Portugal para terem filhos recorrendo às maternidades portuguesas. Mas os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística apontam para uma realidade bastante diferente.

Segundo as Estatísticas dos Partos de 2025, analisadas pelo blogue Economia e Finanças, especializado nessas matérias, com base nos dados do INE, Portugal registou 87.130 partos ao longo do ano passado. Destes, apenas 261 tiveram como mãe uma mulher residente no estrangeiro. O valor representa 0,3% do total, ou seja, cerca de três partos em cada mil.

Números colocam debate em perspetiva

A expressão “turismo médico” tem sido usada no espaço político para descrever alegadas situações em que pessoas vêm a Portugal com o objetivo de utilizar serviços públicos de saúde, incluindo maternidades.

Partidos como o Chega têm feito do controlo do acesso de estrangeiros não residentes a serviços públicos uma das suas bandeiras políticas. Em 2024, segundo a Lusa/RTP, o partido agendou um debate parlamentar sobre o chamado “turismo de saúde”, defendendo regras mais restritivas para estrangeiros não residentes no acesso ao SNS. Noutros diplomas, o Chega também tem defendido regras mais apertadas para o acesso de estrangeiros a determinadas prestações sociais.

No caso dos partos, porém, os números disponíveis não apontam para um fenómeno com escala. Pelo contrário, os dados do INE indicam que 99,7% dos partos realizados em Portugal em 2025 tiveram como mães mulheres residentes no país.

Apenas 261 partos de mães não residentes

O universo máximo de situações que poderiam ser analisadas à luz da discussão sobre deslocações a Portugal para dar à luz é, assim, de 261 partos num ano inteiro. Mesmo dentro desse número, não é possível concluir que todos correspondam a casos planeados de turismo médico. O INE identifica a residência da mãe, mas não apura a motivação da deslocação, se o parto ocorreu no SNS ou no privado, se foi pago, gratuito, coberto por seguro, por acordo internacional ou por outro regime.

Num país que recebeu dezenas de milhões de hóspedes em alojamento turístico em 2025, parte destes partos pode corresponder a situações inesperadas, urgentes ou não planeadas, envolvendo mulheres que se encontravam temporariamente em território nacional.

O blogue Economia e Finanças sublinha precisamente essa cautela: num contexto de grande fluxo turístico, há margem para que alguns partos de não residentes tenham ocorrido sem que a deslocação a Portugal tivesse esse objetivo.

Nascer em Portugal não dá automaticamente nacionalidade

Outro ponto relevante é que nascer em Portugal não confere automaticamente nacionalidade portuguesa à criança, ao contrário do que acontece noutros países com regimes mais próximos do chamado direito de solo.

A nacionalidade portuguesa depende de regras próprias, ligadas, entre outros fatores, à situação legal e ao tempo de residência dos progenitores. A Lei da Nacionalidade foi alterada pela Lei Orgânica n.º 1/2026, de 18 de maio, que reforçou requisitos em várias situações.

Nos termos da lei atualmente em vigor, os filhos de estrangeiros nascidos em Portugal podem ter acesso à nacionalidade portuguesa em certas condições, nomeadamente quando um dos progenitores reside legalmente no território português há pelo menos cinco anos, mas o simples nascimento em Portugal não atribui automaticamente nacionalidade em todos os casos. Ter um filho em Portugal também não atribui automaticamente nacionalidade aos pais.

Este detalhe é importante para enquadrar o debate. Mesmo admitindo que possam existir casos pontuais de mulheres que escolhem Portugal por confiarem mais no sistema de saúde, os incentivos jurídicos e administrativos não são comparáveis aos de países onde o nascimento no território confere automaticamente cidadania.

Mães de nacionalidade estrangeira têm peso crescente

O dado mais expressivo das estatísticas de 2025 não está nos partos de mães residentes no estrangeiro, mas no aumento da proporção de mães de nacionalidade estrangeira no total de partos. Segundo os dados do INE citados pelo Economia e Finanças, a proporção de mães de nacionalidade estrangeira no total de parturientes passou de 26,3% em 2024 para 28,8% em 2025.

Este número não deve ser confundido com turismo médico. Nacionalidade estrangeira não é o mesmo que residência no estrangeiro. Uma mãe brasileira, angolana, cabo-verdiana ou de outra nacionalidade que resida em Portugal faz parte da população residente no país.

Entre as nacionalidades estrangeiras mais representadas, destacam-se as mães brasileiras, que corresponderam a 10,5% do total de partos em 2025. Seguem-se Angola, com 2,6%, Cabo Verde, com 2,2%, São Tomé e Príncipe, com 2,0%, e Guiné-Bissau, com 1,9%.

Brasil surge destacado nas estatísticas

A forte presença de mães brasileiras nas estatísticas acompanha a evolução demográfica recente do país e o aumento da comunidade brasileira residente em Portugal. Também aqui a distinção é essencial: uma mãe brasileira residente em Portugal não corresponde a uma turista médica. É uma residente estrangeira que vive no país e acede aos serviços de saúde nos termos previstos na lei.

A leitura dos dados mostra, por isso, duas realidades diferentes. Há um peso crescente de mães de nacionalidade estrangeira nos nascimentos em Portugal, mas há um número muito reduzido de partos de mães residentes no estrangeiro. Misturar estes dois fenómenos pode gerar uma perceção distorcida sobre a pressão real colocada sobre as maternidades portuguesas.

Número de partos recuperou em 2025

As estatísticas do INE mostram ainda que 2025 foi um ano de recuperação no número total de partos. Foram registados 87.130 partos, mais 3,7% do que em 2024. A região Norte destacou-se com uma subida de 5,9%, contribuindo para a recuperação global. A série divulgada pelo INE mostra que Portugal está nos valores mais elevados dos últimos dez anos em número de partos, depois de ter atingido um mínimo recente em 2021, com 78.909 partos. Ainda assim, o valor continua abaixo dos 95.823 partos registados em 2011, mostrando que a recuperação recente não apaga a tendência demográfica de longo prazo.

Primeiro trimestre de 2026 mantém tendência

Os dados provisórios do primeiro trimestre de 2026 indicam que a tendência de recuperação poderá continuar. Segundo a análise do Economia e Finanças, com base em dados do INE, nasceram mais 572 nados-vivos em território nacional do que no mesmo período de 2025, uma subida de 2,8%.

Este dado reforça a ideia de que Portugal pode estar a viver uma fase de ligeira recuperação nos nascimentos, ainda que essa evolução dependa de fatores como imigração, estabilidade económica, políticas de família e condições de acesso à habitação. Mais uma vez, os dados sugerem que a presença de população estrangeira residente tem impacto na natalidade, mas não sustentam a ideia de um fenómeno expressivo de partos de mães residentes no estrangeiro.

Debate político continua, mas dados limitam a acusação

O acesso de estrangeiros ao SNS e aos apoios públicos deverá continuar a ser tema de confronto político. O Chega e outros setores à direita têm defendido regras mais restritivas, sobretudo para cidadãos estrangeiros não residentes ou para quem não tenha uma ligação estável ao país.

Mas, no caso específico dos partos, os números do INE tornam difícil sustentar a ideia de que Portugal enfrenta uma vaga de turismo médico para dar à luz. Com apenas 261 partos de mães residentes no estrangeiro em 2025, num universo de mais de 87 mil, os dados disponíveis apontam para uma realidade estatisticamente residual. Representa 0,3% do total.

O que os dados mostram

A leitura mais prudente é esta: há cada vez mais mães de nacionalidade estrangeira a terem filhos em Portugal, o que reflete a transformação demográfica do país. Mas isso não é o mesmo que turismo médico. Os partos de mães residentes no estrangeiro existem, mas são muito poucos face ao total. Podem incluir situações planeadas, mas também casos acidentais, urgentes ou ligados à presença temporária em Portugal.

No essencial, os dados do INE não confirmam a ideia de que muitas pessoas venham propositadamente a Portugal para ter filhos. Pelo contrário, mostram que, quando se olha para os números, os partos de mães não residentes são residuais no conjunto dos partos realizados no país.

Leia também: Chegou a Portugal uma máquina que vale 2.000.000€ e promete melhorar o acesso ao diagnóstico cardiovascular avançado

Uso de redes sociais: jovens podem experimentar álcool e drogas mais cedo

13 June 2026 at 07:35

A idade mínima exigida para a maioria das plataformas de redes sociais é de 13 anos, mas quase 40% dos adolescentes entre 8 e 12 anos usam redes sociais.

Fazer isso pode levar esses pré-adolescentes a experimentar drogas e álcool mais cedo.

Uma nova pesquisa publicada esta semana no The American Journal of Psychiatry descobriu que quanto mais cedo e mais rapidamente os adolescentes usam as redes sociais, maior a probabilidade de experimentarem substâncias como álcool, tabaco e cannabis.

Muitos fatores podem levar ao uso de substâncias entre adolescentes, dizem os especialistas, incluindo seus pares e o ambiente familiar. Embora essas novas descobertas possam fornecer uma correlação e associação entre os dois, elas não podem provar que o uso precoce de mídias sociais cause experimentação com substâncias.

O Dr. Jason M. Nagata, autor principal do estudo e professor associado de pediatria da Universidade da Califórnia, em São Francisco, identificou quatro padrões de uso de mídias sociais em adolescentes entre 9 e 16 anos.

Utilizando dados coletados do Estudo de Desenvolvimento Cognitivo do Cérebro Adolescente , analisados ​​ao longo de quatro anos, Nagata dividiu os adolescentes em quatro grupos: nenhum ou muito pouco uso; uso moderado com aumento gradual; uso intermediário com aumento rápido; e uso precoce com aumento rápido. O grupo de uso precoce incluiu todas as crianças que começaram a usar redes sociais aos 9 anos de idade, e o grupo de uso intermediário incluiu aquelas que começaram a usar seus celulares por volta dos 11 anos.

A Dra. Courtney Blackwell, professora associada de ciências sociais médicas na Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern, destacou a robustez dos dados longitudinais, que acompanharam as mesmas variáveis ​​ao longo do tempo. Ela mencionou a carência desse tipo de dado no conjunto de pesquisas sobre o uso de mídias sociais por adolescentes e seus efeitos. Ela não teve vínculo com o estudo.

“Em vez de simplesmente usar uma média de tempo gasto em redes sociais”, disse Blackwell, “o que eles conseguiram fazer foi analisar quatro anos e perguntar: ‘Como o uso de redes sociais dessa criança mudou?’ e mapear isso para criar diferentes grupos de crianças.”

Adolescentes que se enquadravam nas três categorias de uso crescente apresentaram maior probabilidade de experimentação de substâncias em comparação com seus pares que relataram pouco ou nenhum uso de redes sociais. Além disso, os jovens na categoria de uso mais intenso e precoce, ou seja, aqueles que utilizavam redes sociais por três horas ou mais por dia, apresentaram quase 17 vezes mais chances de experimentar cannabis e 14 vezes mais chances de experimentar tabaco do que os jovens com pouco ou nenhum uso, de acordo com o estudo.

“Quando você está em plataformas de mídia social e é exposto a marketing direcionado relacionado a substâncias, ou simplesmente vê postagens que retratam o uso de substâncias de forma positiva”, disse Nagata. “Todos esses são motivos pelos quais os adolescentes podem ser mais propensos a experimentar substâncias”.

Riscos de conteúdo

Nagata aponta para tipos de conteúdo vistos nas redes sociais que podem influenciar a decisão de experimentar substâncias — especialmente em uma idade jovem. Mais de 50% dos adolescentes relataram exposição ao marketing de bebidas alcoólicas na internet, com quase 61% das pessoas da mesma faixa etária publicando conteúdo relacionado a álcool nas redes sociais.

Nagata afirmou que as redes sociais retratam grande parte do uso de substâncias de forma positiva. Jovens adultos se divertindo na faculdade ou anúncios divertidos de marcas de bebidas alcoólicas compõem a maior parte do conteúdo online sobre uso de substâncias, disse ele.

“As pessoas têm menos probabilidade de publicar as consequências adversas que ocorreram”, disse Nagata, “então acho que elas podem estar sendo influenciadas por um viés no que veem.”

A exposição a esse tipo de conteúdo positivo pode levar a crenças favoráveis ​​sobre substâncias. Utilizando os mesmos dados do Estudo de Desenvolvimento Cognitivo do Cérebro Adolescente, Nagata descobriu que adolescentes com uma visão positiva sobre os efeitos da cannabis eram mais propensos a experimentá-la.

Quase 77% do conteúdo relacionado a substâncias nas redes sociais é positivo, de acordo com uma revisão de 73 estudos que incluiu uma análise do conteúdo das redes sociais sobre nove tipos de substâncias.

“Sabemos que o conteúdo importa, seja ele positivo ou negativo, quando pensamos nas redes sociais e em como elas influenciam o comportamento das crianças, sua saúde mental e qualquer tipo de resultado”, disse Blackwell.

Os anúncios de bebidas alcoólicas ocupam uma parcela significativa do espaço publicitário nas redes sociais. Um estudo apontou a veiculação de quase 40.000 anúncios no Facebook e Instagram ao longo de um ano na Austrália.

De acordo com a Fundação para Pesquisa e Educação sobre Álcool, a maioria desses anúncios incluía uma interação, como um botão “Comprar agora”, que direcionava diretamente para uma forma de compra.

“Existem estudos que mostram que, embora não seja ‘direcionado’, é um pouco questionável”, disse Nagata, referindo-se aos anúncios de substâncias. “Acho que é relativamente comum adolescentes serem expostos a publicidade relacionada a álcool ou outras substâncias nas redes sociais.”

Tudo começa em casa

Tanto a Associação Americana de Psicologia quanto a Academia Americana de Pediatria defendem um equilíbrio entre estabelecer limites e orientar as crianças sobre as melhores práticas para o uso das redes sociais.

Com todas as conversas relacionadas à tecnologia e às mídias sociais, a Academia Americana de Pediatria recomenda que a família tenha um plano de mídia em vigor.

Desenvolveu também uma abordagem fácil de entender para orientar o uso das redes sociais.

Os “5 Cs” do uso da mídia incluem: adaptar o cuidado com base na criança, monitorar e aprender com que conteúdo seu adolescente interage, fornecer outras maneiras para seu filho se acalmar além do uso do celular, entender como o uso do celular pode estar prejudicando o tempo em família e começar a se comunicar com seu filho desde cedo.

“Não espere até que haja um problema”, disse Nagata. “É importante ser proativo se seu filho for usar redes sociais.”

Uma comunicação saudável também proporciona às crianças mais autonomia na tomada de decisões sobre o uso do celular. Em vez de restringir o uso sem explicações, demonstrar interesse, perguntar sobre as atividades das crianças nas redes sociais e discutir o tipo de conteúdo que elas estão acessando é mais benéfico, afirmou Blackwell.

Os pais também precisam imitar os comportamentos que desejam que seus filhos sigam. As decisões tomadas para os filhos devem ser as mesmas para os demais membros da família.

“Se os pais passam o dia todo nas redes sociais e isso está atrapalhando o relacionamento com os filhos”, disse Blackwell, “você pode imaginar que a criança acabará imitando esse comportamento.”

Além disso, Nagata e a Academia Americana de Pediatria recomendam buscar maneiras de recuperar o tempo gasto com o celular, introduzindo atividades de alta qualidade, como tempo em família ou esportes, que envolvam todos. Isso pode prevenir o medo de ficar de fora (FOMO) que muitos adolescentes sentem quando não estão grudados em seus celulares e oferecer uma alternativa para distraí-los das redes sociais.

“Essa abordagem que envolve toda a família, incluindo a criança, suas opiniões e sua comunicação, é uma ótima estratégia para conseguir o apoio de todos”, disse Blackwell.

O “origami” de lasers pode ser a chave para a construção no Espaço

13 June 2026 at 07:20
Uma nova tecnologia usa lasers para transformar o solo local em vidro e cerâmica e pode ser utilizada com o regolito lunar. Entre o Programa Artemis da NASA, os planos russo-chineses para uma Estação Internacional de Investigação Lunar (ILRS) e o objectivo a longo prazo da ESA de estabelecer uma Aldeia Lunar, a mensagem é clara: vamos voltar à Lua, e desta vez, para ficar! Para a NASA, em particular, as coisas estão a intensificar-se após o sucesso da missão Artemis II e o recente anúncio do administrador da NASA, Jared Isaacman, de que a agência irá construir uma base

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