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Nordeste aumenta em 51% suas exportações de carne bovina no primeiro trimestre

13 June 2026 at 16:10

O Nordeste se destaca no crescimento das exportações de carne bovina no País. No primeiro trimestre deste ano, os embarques cresceram 51,38% na comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a março, foram embarcadas 9,4 mil toneladas. O desempenho da região superou os 17% de crescimento nacional. Nos três primeiros meses do ano, as exportações estimadas nacionais superaram 4,28 milhões de toneladas, representando 34,6% da produção nacional.

O abate no Nordeste também cresceu 2,96% em relação a 2025, refletindo a expansão de sistemas semi-intensivos e intensivos, ao maior uso de tecnologia e integração com regiões produtoras de grãos.

Os dados foram analisados pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área do Banco do Nordeste (BNB), que indicou que o desempenho expressivo se dá em volume e faturamento, com ampliação do número de destinos e o forte avanço de estados como Pernambuco (+124%), Bahia (+65%), Maranhão (+30%), e Ceará (+42%), impulsionado pela habilitação de plantas frigoríficas e melhorias sanitárias.

De acordo com estudo recente do Etene, de autoria de Kamilla Ribas Soares, a cadeia da carne bovina no Brasil atravessa, desde 2025, uma fase de transição associada à reversão do ciclo pecuário, caracterizada pela retenção de fêmeas, redução gradual da oferta e valorização dos preços do boi gordo e da reposição.

A pesquisadora analisa que, no mercado externo, apesar do desempenho recente das exportações, o ambiente é desafiador, devido aos conflitos geopolíticos, instabilidades logísticas e à adoção de tarifas e cotas de importadores, reforçando a necessidade de diversificação de mercados e agregação de valor aos produtos.

Perspectivas

O estudo do Etene indica, ainda, que o Brasil deverá liderar o ranking como maior produtor mundial, com 20% da produção global, atingindo 12,4 milhões de toneladas em 2026 – apesar de representar uma retração de quase 2% em relação a 2025, refletindo queda no abate de bovinos, em função da reversão no ciclo pecuário.

O Banco do Nordeste exerce papel fundamental para alavancar as políticas de desenvolvimento para o agronegócio e agricultura familiar, na sua área de atuação. No acumulado de 2020 a março de 2026, o Banco investiu, quase R$ 26 bilhões na bovinocultura de corte, com recursos provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O ano de 2025 registrou destaque com aplicação em torno de R$ 6 bilhões, sendo 61% dos investimentos no Semiárido.

© Alexander Porter / divulgação

Nordeste aumenta em 51% suas exportações de carne bovina no primeiro trimestre

Ovos processados têm melhor resultado desde 2006 nas exportações

13 June 2026 at 13:21

As exportações brasileiras de ovos processados registraram o melhor desempenho para o período entre janeiro e maio desde o início da série histórica, em 2006. O resultado ocorre em meio a uma retração dos embarques totais de ovos e a um mercado interno mais fraco, marcado pela desaceleração da demanda e queda nos preços.

Dados da  Secex (Secretaria de Comércio Exterior), compilados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), mostram que o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados nos cinco primeiros meses de 2026. O volume representa uma queda de 32,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando os embarques somaram 18,36 mil toneladas.

Somente em maio, as exportações totalizaram 2,18 mil toneladas, recuo de 5,7% frente a abril e de 59% na comparação com maio de 2025.

Apesar da redução no volume total exportado, os ovos processados ganharam espaço na pauta exportadora. Entre janeiro e maio, o Brasil embarcou 3,99 mil toneladas dessa categoria, o equivalente a 32% das exportações nacionais de ovos.

Segundo pesquisadores do Cepea, trata-se da maior participação dos produtos processados nas vendas externas para o período desde 2006, indicando uma mudança gradual no perfil das exportações brasileiras do setor.

Enquanto os embarques mostram uma maior presença de produtos com valor agregado, o mercado doméstico enfrenta um cenário de demanda mais fraca. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, após uma primeira quinzena marcada por reajustes positivos, o mercado perdeu força nas últimas semanas.

A consultoria aponta que o consumo mais contido obrigou o varejo a realizar promoções para manter o giro das mercadorias, pressionando as cotações ao longo da cadeia.

Nas granjas de São Paulo, o preço da caixa com 30 dúzias de ovos recuou 3% na semana, sendo comercializada, em média, a R$ 131,50. No atacado, a queda foi de 2,9%, com a caixa negociada a R$ 136,00, em média.

Segundo a Scot, a queda das temperaturas tem evitado desvalorizações mais intensas, uma vez que o clima mais frio aumenta a durabilidade dos ovos e reduz a pressão por vendas imediatas. Ainda assim, a expectativa para o curto prazo é de manutenção de um mercado enfraquecido, com demanda limitada e preços pressionados.

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